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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Verde esmeralda

 
William Merritt Chase, A Bit of Holland Meadows (1893)
- Para a Sandra -
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Robert Spencer, The Green River (1920)
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Lilla Cabot Perry, The Green Hat (1913)
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Maria Primachenko, Green Elephant (1936)
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Tambor (Museu Nacional de Etnologia)
Jack Youngerman, Greengage (1962)
Ellsworth Kelly, Green Curve (2000)
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Pote, Dinastia Qing, finais do período de Kangxi (1662-1722, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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Meyr's Neffe?, Copo com pé (1890-1910, Palácio Nacional da Ajuda)
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Laça (1721-1725, Palácio Nacional da Ajuda)
 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Da prosaica lógica da batata

Camille Pissarro, Potato harvest (1885)
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Em tempo de comer batata doce, apesar de não ter encontrado explicação para a expressão "lógica da batata", trago uns excertos de um texto publicado em 1984, no Colóquio Artes (n.º 63, Dezembro), da autoria de Alfredo Margarido, e intitulado «O pouco e difícil simbolismo da batata».
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William Merritt Chase, The Potato Patch (c. 1893)
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«(…) A tríade das plantas ligadas aos mitos, sagrados ou não, é constituída no Mediterrâneo, pela vinha, pela oliveira e pelo trigo. (…)»
«Não é por isso de admirar (…), que não haja um grande número de representações da batata, nem sequer nos manuais ou nos tratados de botânica. A primeira conhecida aparece no frontispício do Herball onde Gerard se fez representar com um ramo florido na mão, em 1586. A segunda é uma aguarela de 1589, actualmente no Museu Plantin de Anvers. (…)»
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Walter Langley, Old Woman Peeling Potatoes
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«Estamos assim perante a explicitação da regra enunciada um pouco mais atrás: se as plantas não ocupam um espaço simbólico, se não são necessárias ao grupo, seja em termos religiosos seja em termos alimentares, estas não são representadas. (…)»
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Albert Anker, Girl Peeling Potatoes
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«Esta situação altera-se substancialmente a partir do século XIX, isto é, a partir do momento em que começa a propaganda da cultura e do consumo da batata. (…)»
«É verdade que este facto se verifica num panorama mais amplo, marcado pelo acesso ao Salão parisiense de 1831, de uma pintura profundamente marcada pela importância das alterações sociais iniciadas com a Revolução de 1789 (…).»
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Jean-François Millet, Title The Potato Harvest (1855, Walters Art Museum)
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«A primeira aparição da batata regista-se na obra de Joseph Millet (…). Deve todavia notar-se que a batata não aparece ligada à paisagem: contrariamente ao trigo, que pode ser representado sem a mínima presença humana (…), a batata só existe em função do trabalho (…).»
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Vincent van Gogh, Magyar: Krunplievők (The Potato Eaters) (1885, Van Gogh Museum)
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«Quer dizer que a batata é portadora de um enunciado cultural particular, dado que o tubérculo era particularmente destinado ao consumo popular, reduzindo assim de maneira sensível o défice de cereais que tanto marcou a Europa já no fim do século XIX (…).»
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Jules Bastien-Lepage, Saison d'Octobre: Recolte des pommes de terre (1879, National Gallery of Victoria)
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«De resto, todas estas telas mostram a justeza de uma observação de Balzac, numa passagem de Les Paysans, onde é sublinhado o carácter plasticamente pouco ou nada interessante do mundo camponês, caracterizado por cores cruas, onde abundam os castanhos, ou as cores aparentadas. Circunstância provocada, como é sabido, pelo recurso às fibras clássicas (lã, linho e cânhamo) utilizadas tal qual, sem recurso aos pigmentos industriais. Ora a monotonia das figuras é reforçada pela dos gestos do trabalho, repetitivos, assim como pela instalação doméstica.»
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Vincent van Gogh, Basket of potatoes (1885, Van Gogh Museum, Amsterdão)
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«(…) No caso da batata, a pintura só se ocupa do tubérculo, da sua produção e do seu consumo no período extremamente curto que preside à generalização do consumo, no momento em que a batata é geralmente considerada como o “pão dos pobres”. (…)»
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José Julio de Souza Pinto, La récolte des pommes de terre (1898, Musée d'Orsay, Paris)
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«(…) A carga mítica do trigo não poderá jamais ser igualada pela batata. O que mostra também a que ponto a nossa pintura está directamente associada aos meandros mais íntimos da história cultural europeia (…).»
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Vincent van Gogh, Peasant Woman Peeling Potatoes (1885)
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Obviamente, este texto concentra-se no simbolismo da batata na cultura europeia e ocidental. Contudo, a sua história é bem mais antiga do que a chegada dos europeus à América. De acordo com o site Encyclopedia.com, a batata foi originalmente domesticada nos Andes, sendo com os Incas que o seu potencial foi mais desenvolvido. Este povo descobriu como fazer um preparado com as batatas desidratadas, transformando-o numa substância que apelidavam de chuno. Este preparado era conservado e usado em tempos de necessidade e era tão precioso que os Incas o usavam como moeda de troca. Acreditava-se que as batatas tinham poderes curativos, nomeadamente na prevenção do reumatismo.
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Natalia Goncharova, Planting potatoes (1908-1909)
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Chegadas à Europa as batatas não receberam um acolhimento caloroso, até os espanhóis perceberem que eram ideais para os marinheiros, pois eram ricas em vitamina C. No entanto, foram vistas com desconfiança pela generalidade das pessoas, porque para além do seu aspecto inestético (e serem inicialmente pequenas e amargas), não eram mencionadas na Bíblia e por isso eram vistas como obra do diabo. Os irlandeses plantavam-nas à Sexta-feira Santa e aspergiam-nas com água benta.
Este meu resumo é muito simplista, pois o tema é mais complexo. Para saber mais detalhes, ver:
Berzok, Linda Murray. "Potato." Encyclopedia of Food and Culture. 2003.Encyclopedia.com. 20 Nov. 2015 <http://www.encyclopedia.com>.
Por curiosidade, acrescente-se que a batata doce foi mais facilmente aceite na cultura ocidental, como é referido no artigo A Brief History of the Sweet Potato: «sweet potato immediately became a rare and expensive delicacy».
Noutro artigo do site Folclore de Portugal conta-se que no «século XIX, a batata doce foi cultivada em grande escala nos Açores e na Madeira, de tal forma que ainda faz parte da gastronomia local. O Algarve é outra dessas regiões onde a batata doce tem-se afirmado. Um ditado popular diz:"Um Olhanense passava / Muito bem para onde fosse / Com um prato de xerém / E uma batatinha doce."». Nesse texto refere-se ainda que Aljezur é desde há séculos afamada como a 'terra da batata doce'.
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Nos Estados Unidos, o Thanksgiving este ano será dia 26, na próxima semana. Tradicionalmente inclui puré de batata.
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sábado, 23 de maio de 2015

Tranquilidade?

William Merritt Chase, Brooklyn Landscape (1886, Albrecht-Kemper Museum of Art, Saint Joseph)
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Quando coloquei inicialmente esta pintura pensei em tranquilidade, mas logo a palavra se desvaneceu. Há uma tranquilidade aparente, é verdade. Contudo, independentemente de uma interpretação sociológica (realista ou pessimista) que pode afirmar que muito se pode ocultar atrás das aparências; a própria estrutura do quadro induz uma sensação de dinamismo, devido às diagonais que nos empurram, visualmemte para o ponto de fuga, situado junto da casa. O que ficará atrás desses muros, nesta paisagem onde a vida humana potencialmente se esconde atrás das suas construções? Será tranquilo lá atrás? Fica a curiosidade - e curiosidade não é tranquila. 
A propósito, lembro um texto de Osho, que encontrei no Citador:

«- É muito simples! - respondeu Diógenes. - Se eu posso descansar e viver uma vida calma sem ter conquistado o mundo, o que te impede a ti de fazer o mesmo? O rio é grande e eu não tenho qualquer objecção a fazer. Podes ocupar o lugar que quiseres - mesmo que queiras o meu lugar, eu posso mudar de sítio. Descansa agora, se desejas descansar. Descansa agora. Agora ou nunca.»

sábado, 3 de janeiro de 2015

Dia IX: «Nine Ladies Dancing»

Ernesto Canto da Maia, A dança (Séc. XX, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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On the ninth day of Christmas
my true love sent to me:
Nine Ladies Dancing
Eight Maids a Milking
Seven Swans a Swimming
Six Geese a Laying
Five Golden Rings
Four Calling Birds
Three French Hens
Two Turtle Doves
and a Partridge in a Pear Tree
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Edgar Degas, Dancers in Light Blue (Rehearsing in the Dance Studio) (c.1881)
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William Merritt Chase, A Madrid Dancing Girl (1886)
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Paul Gauguin, La Ronde des petites Bretonnes (1888, National Gallery of Art, Washingon)
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Alphonse Mucha, Dance (1898)
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Henri Matisse, Dance (1912)
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Marc Chagall, La danse de Myriam (1966, Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice)
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Norman Rockwell, Chello Old Man Little Girl

sábado, 16 de novembro de 2013

Rir é o melhor remédio...

«Then come jesters, musicians and trained dwarfs,
And singing girls from the land of Ti-ti,
To delight the ear and eye
And bring mirth to the mind»
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Sima Xiangru (Link)
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Jean Fouquet, Portrait of the Ferrara Court Jester Gonella (c.1442-1445, Kunsthistorisches Museum, Vienna - Link)
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«The jester is an elusive character. The European words used to denote him can now seem as nebulous as they are numerous, reflecting the mercurial man behind them: fool, buffoon, clown, jongleur, jogleor, joculator, sot, stultor, scurra, fou, fol, truhan, mimus, histrio, morio. He can be any of these (...)».
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Beatrice K. Otto (Link)
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Jacob Cornelisz. van Oostsanen (?), Laughing Fool (c. 1500, Davis Museum - Link)
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«We have all seen how an appropriate and well-timed joke can sometimes influence even grim tyrants. . . . The most violent tyrants put up with their clowns and fools, though these often made them the butt of open insults».
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Desiderius Erasmus (Link)
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Frans Hals, Jester with a lute (c. 1623-1624, Musée du Louvre, Paris - Link)
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Diego Velázquez, El bufón don Sebastián de Morra (c. 1645, Museo del Prado, Madrid - Link)
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«The court jester is universal not merely in having been at home in such diverse cultures and eras, but also in taking his pick from the same ragbag of traits and talents no matter when or where he occurs. Above all he used humor, whether in the form of wit, puns, riddles, doggerel verse, songs, capering antics, or nonsensical babble, and jesters were usually also musical or poetic or acrobatic, and sometimes all three. Some physical difference from the norm was common whether it was in being a dwarf or hunchback or in having a gawky or gangly physique or a loose-limbed agility—his movements might be clumsy or nimble, but they should be somehow exaggerated or unusual (...)».
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Beatrice K. Otto (Link)
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Jan Matejko, Stańczyk (1862, Warsaw National Museum - Link)
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William Merritt Chase, Keying Up - the Court Jester (1875, Pennsylvania Academy of the Fine Arts - Link)
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«It is in the nature of jesters to speak their minds when the mood takes them, regardless of the consequences. They are neither calculating nor circumspect, and this may account for the "foolishness" often ascribed to them (...).
The jester also had humor at his disposal. He could soften the blow of a critical comment in a way that prevented a dignified personage from losing face. Humor is the great defuser of tense situations (...)».
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Beatrice K. Otto (Link)
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Para saber mais: Beatrice K. Otto, Fools Are Everywhere, The Court JesterAround the World, 2001.

sábado, 5 de outubro de 2013

Outubro

Irmãos Limbourg, Les Très Riches Heures du duc de Berry (Outubro) (1412-1440, Musée Condé - Link)
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Oficina de Simon Bening, Livro de Horas, Calendário (mês de Outubro) (1530-1534, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Carl Larsson, October (The Pumpkins) (1882-1883, Goteborgs Konstmuseum - Link)
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Alfred Sisley, Walnut Trees, Sunset - Early Days of October (1882 - Link)
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William Merritt Chase, October (c. 1893 - Link)
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Franklin Carmichael, October Gold (1922 - Link)
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Fairfield Porter, October Interior (1963 - Link)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Verão (na Pintura dos Séculos XVIII e XIX)

François Boucher, A Summer Pastoral (1749, Wallace Collection, Londres)
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Jerome Thompson, Noonday in Summer (1852, Mint Museums)
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Sanford Robinson Gifford, Indian Summer (1861)
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Pierre Auguste Renoir, The Gypsy Girl (Summer) (1868, Staatliche Museen zu Berlin)
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Winslow Homer, Backyard, Summer (c. 1871-1879)
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Camille Pissarro, Edge of the Woods or Undergrowth in Summer (1879, The Cleveland Museum of Art)
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Alfred Sisley, The Chemin de By through Woods at Rouches-Courtaut, St. Martin's, Summer (1880, Montreal Museum of Fine Arts)
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Thomas Worthington Whittredge, Freshwater Pond in Summer - Rhode Island
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Alexander Helwig Wyant, A Summer Haunt
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Paul Cezanne, Farm in Normandy, Summer (Hattenville) (c. 1882)
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William Merritt Chase, The Fairy Tale (A Summer Day)
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William St. John Harper, Mid-Summer, East Hampton, New York (1893)
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John Joseph Enneking, A Summer Afternoon (1895)
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Edward Potthast, A Summer Vacation