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terça-feira, 3 de abril de 2018

Estações, Horas & Pontos Cardeais

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«Na concepção teológica judaico-cristã, o Outono ou Crepúsculo está a Oeste; o Inverno ou Meia-Noite está a Norte; o Amanhecer ou Alva da Primavera, a Este; finalmente o Verão ou Meio-Dia, a Sul».
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Vítor Manuel Adrião, Lisboa Insólita e Secreta, Jonglez, 2010, p. 16.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Símbolos I - Número 8 - Com votos de Boa Páscoa!

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«O octógono representou na Idade Média a figura de passagem entre o quadrado – a Terra – e o círculo – o Céu – pelo que assumia o simbolismo espiritual da passagem, isto é, da Ressurreição de Cristo e o começo da Perfeição Humana. (...)
O significado cabalístico do número oito reforça o sentido do simbolismo octogonal. Número figurativo do duplo quadrado da Terra e do Homem em equilíbrio, a tradição cristã considera o valor oito como o da Redenção e Prosperidade. Oito é sete mais um, o transbordar da Plenitude. A Plenitude judaica [o sete] foi ultrapassada por Cristo na sua Ressurreição na madrugada do oitavo dia. O oitavo dia passou assim a ser o primeiro dia [o dia do Senhor, Dominica dies], domingo, em oposição ao sábado [Shabath, descanso, sétimo dia em que o Senhor descansou da Obra da Criação]. (...)
Sendo o oitavo dia o Dia da Ressurreição em que os cristãos são associados, pelo baptismo, ao Mistério Pascal de Jesus Cristo, é também comum encontrar, na arquitectura, a forma octogonal como planta muito frequente dos baptistérios. (...)».
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Vítor Manuel Adrião, Lisboa Insólita e Secreta, Jonglez, 2010, p. 201.
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Catedral de Ely (1083-1375, Cambridgeshire)
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Capela da Ascensão (1150, Jerusalém)
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Charola do Convento de Cristo (c. 1160- c. 1250, Tomar)
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Pia de Água Benta (Séc. XVI, Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras)
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domingo, 23 de agosto de 2009

«O Castelo de Monte Salvat»

Castelo dos Mouros - Sintra (Fotografia de Margarida Elias, Julho de 2009).
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«Um dos lugares de maiores tradições ligadas aos Mouros sintrianos é indubitavelmente o seu misterioso Castelo dilatando-se do cume pelas encostas do Monte das Penhas ou dos Penedos (...)»
«Mas este não é mais um castelo... é uma Rábita ou Templo-fortaleza de Cavaleiros monges, primitivamente Fatímidas. A dupla muralha (...) possui o sentido iniciático de peregrinação para o centro, o Centro Primordial (...) que depois veio a ser a Capela de S. Pedro de Penaferrim (...)».
«Ainda a ver com este Castelo de Sintra se liga a lenda de Melides, que assim conta: Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. (...) o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens (...) para secretamente irem ali observar o movimento inimigo, (...). Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora aparece aos receosos cavaleiros e lhes disse: «Não tenhais medo porque ides vinte mas ides mil, mil ides porque ides vinte». Desse modo, cheios de coragem, (...) ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo, derrotando-o e conquistando o Castelo dos Mouros de Colares. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Melides».
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Vítor Manuel Adrião (2007).

sábado, 22 de agosto de 2009

Convento dos Capuchos: ainda...


Convento dos Capuchos - interior (Fotografia de Margarida Elias, Julho de 2009).
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«Escavado na penha viva, talhada de maneira a constituir um eremitério de ascetas, um cenóbio perfilando-se verdadeiro Santuário Jina aflorado miraculosamente das entranhas da Terra, único em seu género na Europa. Nele, austeridade e conforto, isolamento e aproximação acasalam-se discreta e naturalmente. Aqui sente-se mais a Serra e sente-se mais o Criador na criatura!...»
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Vítor Manuel Adrião (2007).