Mostrar mensagens com a etiqueta Júlio Pomar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Júlio Pomar. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Em Memória

De Júlio Pomar, falecido ontem, com 92 anos:

Ruínas do Carmo (1956, CAM-FCG)
-
E de Robert Indiana, falecido dia 19, com 89 anos:

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

10 de Janeiro

Para o meu marido, que faz hoje 45 anos, aqui ficam alguns famosos que nasceram no mesmo dia:
-
Júlio Pomar, Camões (CNAP)
-
Júlio Pomar nasceu em 1926. Outros que nasceram neste dia foram o escultor Eduardo Chillida, em 1924, e o cantor Rod Stewart, em 1945.

Elogio al Horizonte (1989, Gijón)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Para o Dia Mndial do Gato

August Macke, Still Life with Cat (1910, Lenbachhaus Art Gallery, Munich)
-
Hoje comemora-se o Dia Mundial do Gato. A 8 de Agosto comemora-se o Dia Internacional do Gato, mas também há o dia de abraçar o gato (4 de Junho) e o dia do gato preto (17 de Novembro) - link. Como gosto dos felídeos, achei que seria uma boa desculpa para colocar aqui uma pintura que descobri recentemente, de August Macke, com um gato de ar satisfeito, junto de peças de cerâmica, uma sardinheira e uma pintura (ou cartaz?) de uma banda (de jazz?).
É ainda uma boa oportunidade para colocar aqui outros gatos, incluindo uns que estão na exposição «Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira», patente no Museu da Cerâmica, e que afinal só encerra dia 28 deste mês.
 -
-
Júlio Pomar, O gato das botas
-
José Joaquim Pinto da Silva, 2º Visconde de Sacavém, Atelier Cerâmico, Taça (lã). Gato (1892-1896, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
-
 
Rafael Bordalo Pinheiro, Fábrica Bordalo Pinheiro, Gata "Pili" (1908-1920, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
-
Herculano Elias, Paliteiro. Gato a Tocar Violino (1888-1939, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
-

Lisa Larsen, Moses

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O elogio da subjectividade

Émile Deroy, Charles Baudelaire (1846)
-
«Je crois sincèrement que la meilleure critique est celle qui est amusante et poétique; non pas celle-ci, froide et algébrique, qui, sous prétexte de tout expliquer, n’a ni haine ni amour, et se dépouille volontairement de toute espèce de tempérament; mais, - un beau tableau étant la nature réfléchie par un artiste, – celle qui sera ce tableau réfléchi par un esprit intelligent et sensible. Ainsi le meilleur compte rendu d’un tableau pourra être un sonnet ou une élégie.
-

Gustave Courbet, Portrait de Charles Baudelaire (1848-1849, Musée Fabre, Montpellier)
-
Mais ce genre de critique est destiné aux recueils de poésie et aux lecteurs poétiques. Quant à la critique proprement dite, j’espère que les philosophes comprendront ce que je vais dire: pour être juste, c’est-à-dire pour avoir sa raison d’être, la critique doit être partiale, passionnée, politique, c’est-à-dire faite à un point de vue exclusif, mais au point de vue qui ouvre le plus d’horizons
-
Gustave Courbet, The Artist’s Studio (1855)
-
(...)
Ainsi un point de vue plus large sera l’individualisme bien entendu: commander à l’artiste la naïveté et l’expression sincère de son tempérament, aidée par tous les moyens que lui fournit son métier. Qui n’a pas de tempérament n’est pas digne de faire des tableaux, et, – comme nous sommes las des imitateurs, et surtout des éclectiques, – doit entrer comme ouvrier au service d’un peintre à tempérament. C’est ce que je démontrerai dans un des derniers chapitres. 
Désormais muni d’un critérium certain, critérium tiré de la nature, le critique doit accomplir son devoir avec passion; car pour être critique on n’en est pas moins homme, et la passion rapproche les tempéraments analogues et soulève la raison à des hauteurs nouvelles. 
-
Felix Vallotton, Portrait de Baudelaire (1902)
-
Stendhal a dit quelque part: « La peinture n’est que de morale construite ! » – Que vous entendiez ce mot de morale dans un sens plus ou moins libéral, on en peut dire autant de tous les arts. Comme ils sont toujours le beau exprimé par le sentiment, la passion et la rêverie de chacun, c’est-à-dire la variété dans l’unité, ou les faces diverses de l’absolu, – la critique touche à chaque instant à la métaphysique
-
-
Chaque siècle, chaque peuple ayant possédé l’expression de sa beauté et de sa morale, – si l’on veut entendre par romantisme l’expression la plus récente et la plus moderne de la beauté, – le grand artiste sera donc, – pour le critique raisonnable et passionné, – celui qui unira à la condition demandée ci-dessus, la naïveté, – le plus de romantisme possible. 
-
Charles Baudelaire, «À quoi bon la critique?» (excerto), Le Salon de 1846.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Da cultura do arroz

Comecei a minha curta "viagem" por uma pintura de Júlio Pomar (n. 1926), descobri que existia (pelo menos) mais uma, sobre o tema, do mesmo artista e ambas baseadas em fotografias neo-realistas (link). Curiosamente, inserem-se num experiência «realizada em 1953 em que participaram Júlio Pomar, Alves Redol, Rogério Ribeiro, Cipriano Dourado e António Alfredo. O grupo foi para os arrozais do Ribatejo para entrar em contacto com a realidade viva do povo trabalhador. O objectivo era o registo de pessoas, ambientes e modos de viver, do povo, que seria utilizado como matéria-prima e fonte de inspiração para trabalhos dos artistas participantes» (link). Entretanto fui procurar mais arroz na pintura e descobri algumas interessantes, nomeadamente de Clara Peeters (1594-c.1657), Angelo Morbelli (1853-1919) e Vicente Manansala (1910-1981). Terminei a viagem com umas taças de porcelana japonesa (link) e um prato de arroz-doce.
-
Clara Peeters, Mesa (detalhe) (1610-1615, Museu do Prado, Madrid)
-
Angelo Morbelli, In the Rice Fields (1901)
-
-
Júlio Pomar, Ciclo do Arroz I
-
Cipriano Dourado, Plantadora de arroz (1954, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
-
Vicente Manansala, Planting Rice (1967)
-
-

sábado, 25 de agosto de 2012

Trabalhos de Verão

Laurits Andersen Ring, Harvest (1885, in Gandalf's Gallery)
-
Júlio Pomar, Gadanheiro (1945, MNAC).
---
Descobri há pouco tempo na internet esta pintura de Laurits Ring (1854-1933) e lembrei-me de uma obra bastante posterior de Júlio Pomar (n. 1926). Ambas as pinturas têm um pendor realista, mas os sessenta anos que as separam implicam uma tradução do realismo de uma forma totalmente diferente. A primeira obra é tranquila, a segunda tem uma enorme carga expressiva. Contudo, ambas as obras representam o período da ceifa, no Verão.
Só depois de ter ido viver para Torres Vedras e de fazer com frequência a estrada de Torres para Lisboa, me fui apercebendo melhor da maneira como as Estações do ano alteram a fisionomia da paisagem. Na Primavera é tudo verde e amarelo (ou ainda de outras cores). No Verão as ervas secam e os campos tornam-se mais doirados. É a hora de colher o feno e os cereais, que se juntam em pequenos montes, que por vezes assumem formas de cilindros ou cubos - o que introduz uma estranha geometria à natureza.
Para uma citadina como eu, que tem sempre (e espero sempre vir a ter) curiosidade e prazer em ver e conhecer coisas novas, foi uma descoberta - pois tudo isto para mim era (quase) mera teoria. Para além do gosto de ver a natureza em mudança, ainda houve para mim o prazer de relacionar o espectáculo da natureza com as memórias de quadros de que gostava - sobretudo naturalistas e realistas. De facto, a paisagem natural em mutação, bem como o trabalho do campo, é digno de ser visto, pintado ou fotografado. Só tenho pena de não ter podido parar na A8 para tirar fotografias...