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quarta-feira, 9 de março de 2022

Leiria

A pensar no meu sogro que faria anos hoje.
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«Pequena e pacifica cidade nas margens do rio Liz. Tem n’uma summidade as ruinas d’um velho caslello apalaçado em que habitou El-rei D. Diniz, e do qual se disfructa admiravel vista sobre os arrabaldes e sobre o mar, que fica a 23 kilometros».
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Guia do Amador de Belas-Artes, 1871, pp. 28-29.

terça-feira, 9 de março de 2021

In Memoriam

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Hoje o meu sogro faria 82 anos. Fica aqui uma fotografia dele em Leiria, e um excerto de um texto que ele escreveu, de que deixo apenas o início, referente à cidade onde ele nasceu, passou a infância e adolescência:

«João Miguel Fadigas Trindade Elias 
• Nascido a 9 de Março de 1939, em Leiria 
Filho de Miguel Trindade Elias e de Maria Emilia Jordão Fadigas Trindade Elias comerciantes , e irmão da Quinita (Maria Joaquina). 
Os 2 ramos principais da minha muito numerosa familia alargada estavam fixados um na zona de Alcobaça e o outro em Leiria e a norte, nos vales do Lis e Lena. 
As minhas raízes provêm desta terra cuja história, situação geográfica, politica, religiosa e social condicionaram a minha formação. 
Foi assim que cresci, entre a protecção do altaneiro castelo de Leiria (construido por D. Afonso Henriques depois transformado pela rainha Santa Isabel e ao qual o arquitecto suiço Korrodi deu o o aspecto que tem na actualidade), as calmas margens do rio Lis cuja beleza tem sido enaltecida por poetas e escritores, o pinhal de Leiria (catedral verde e sussurrante que o poeta cantou) mandado plantar por D. Dinis para protecção das terras amáveis das areias que o vento arrastava... 
As férias eram passadas numa das praias das proximidades, a Nazaré e visitas à quinta de familiares em Alcobaça, zona conhecida pela qualidade dos pomares a qual se atribui à ciência dos monges cistercienses que nesta região tão fértil desenvolveram a agricultura. 
Muito cedo ingressei no Jardim Escola João de Deus, onde rapidamente aprendi a ler.
A minha escolaridade primária foi feita por professores particulares dos quais destaco o prof. Manuel Afonso. Frequentei também o Extemato Dr. Correia Mateus, dirigido pelas filha e neta do Dr. Bernardino Machado. 
Era neste último colégio que tinham encontrado abrigo os professores expulsos da função pública em consequência da recolha de assinaturas em 1947 para a liberalização do regime do Estado Novo. 
Com esta atitude perdeu o liceu, ganhou o colégio. 
Aí viria a conhecer e a ser marcado por alguns espíritos livres que recordo com saudade. 
A minha adolescência foi influenciada pelo forte espirito liberal que se vivia nesta pequena cidade do litoral, lugar obrigatório de passagem e paragem, cruzamento de estradas que ligavam o norte/sul e o este/oeste próximo de importantes praias (Figueira da Foz, S. Pedro de Mue1, Nazaré, S. Martinho do Porto) o que trazia muito movimento e muita gente do interior. 
Formei-me num ambiente da época fortemente politizado e culturalmente muito rico. Os nomes Acácio de Paiva, Afonso Lopes Vieira, Lino António, José Saraiva e os filhos António José e José Hermano, etc, enriquecem o património intelectual. 
Multiplicam-se os saraus de música, teatro, poesia. 
Recria-se o Orfeão de Leiria com o seu grupo de teatro amador. O meu pai e muitos amigos estão ligados a estas actividades. 
Fui vendo Fátima crescer e ganhar mais importância na vida espiritual portuguesa e mundial. 
No pós guerra começa o desenvolvimento comercial e industrial de toda a região. 
Frequento o liceu Rodrigues Lobo acompanhado pela minha aguerrida irmã protectora cujas vivacidade e simpatia me integra no grupo de amigas que ainda hoje se mantem. Bom aluno vou ganhando os prémios...»

sábado, 9 de janeiro de 2021

Ao meu querido sogro

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De quem vou ter sempre imensas saudades.