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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Coroação de Nossa Senhora (ontem celebrada)

Nottingham, Coroação da Virgem (Séc. XV, , Museu Nacional de Arte Antiga)
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Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, Coroação da Virgem, Retábulo-mor do Convento de Santa AnaCoimbra (1611-1620, Museu Nacional de Machado de Castro)
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Giovanni Odazzi, Coroação da Virgem (Séc. XVIII, Palácio Nacional de Mafra)
Domingos Sequeira, Coroação da Virgem (1825-1830, Museu Nacional de Arte Antiga)

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Termos de Arte e de Arquitectura - Árvore da Vida

Pacino di Buonaguida, Árvore da Vida (1305-1310, Galleria dell'Accademia, Florença)
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«Tema iconográfico muito difundido na arte medieval. É uma das formas com que é representada a cruz cristã: uma árvore rica de flores e folhas contendo imagens dos profetas, que lembra de modo simbólico o sacrifício feito por Cristo. Os primeiros exemplos conhecidos que representam tal tema, estão contidos em iluminuras do século XII, mas o período de maior difusão foi o século XIV. Em Itália, pode-se admirar a Árvore da Vida de Pacino de Buonaguida, conservada na Galleria dell'Academia de Florença».
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In Dicionário de Termos Artísticos e Arquitectónicos, Público, 2006, pág. 42.
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Castelo Branco, Colcha "Árvore da Vida" (Séc. XIX, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Retábulo da Capela do Palácio da Pena

Nicolau de Chanterene, Vista do retábulo do altar-mor (1529-1532, Palácio da Pena ©PSML Emigus)
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«Podemos afirmar que é um preciosíssimo e riquíssimo retábulo em alabastro e mármore da autoria de Nicolau Chanterenne e que milagrosamente resistiu ao terramoto de 1755, (...) aquele que se encontra na capela.
O retábulo - pura renascença portuguesa é encimado pelo magnífico presépio, passando pela adoração dos magos, aos recados que o Menino ia fazer a sua Mãe, como buscar água, Nossa Senhora ensina e o Menino a dar os seus primeiros passos na leitura...
Finalmente a morte de um Cristo moribundo mas que triunfalmente ressuscita para a Vida.
Todo o precioso trabalho em alabastro sob temática bíblica dá-nos o equilíbrio de um trabalho excelente, admirado e estudado por grandes investigadores do assunto».
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José Manuel Carneiro, «Caminhos do Romantismo», in Romantismo, Sintra nos Itinerários de um Movimento, Sintra, Instituto de Sintra, 1988, p. 77.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

No Dia da Ascenção

Domingos Sequeira, Estudo de Composição para a Ascensão (1829-1832, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)
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Domingos Sequeira, Ascensão (1829, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)
Domingos Sequeira, Ascensão de Cristo (Estudo(1829-1832, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Páscoa

Matthias Grünewald, Ressurreição do Retábulo de Isenheim (c. 1515, Unterlinden Museum, Colmar)

sexta-feira, 19 de abril de 2019

sexta-feira, 22 de março de 2019

E da água

O tema é tão vasto e com tantas ramificações, que o que aqui fica é uma pequeníssima amostra.
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Pérsia, Clepsidra
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Faenza ?, Pia de Água Benta (Séc. XVI, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto)
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John Cheere, Lago de Nereida Tétis (Séc. XVIII, Palácio Nacional de Queluz)
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Claude Lorrain, Landscape with Water Mill (1648, Galleria Doria Pamphilj, Rome)
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Jean-Baptiste-Siméon Chardin, Water Glass (c. 1760, Carnegie Museum of Art, Pittsburgh)
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Katsushika Hokusai, The Great Wave of Kanagawa (c. 1829-1833)
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John Henry Twachtman, Waterfall in Yellowstone (1895)
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José Malhoa, Aguadeiro (Séc. XIX-XX, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto)
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Columbano Bordalo Pinheiro, Paisagem - Bruges (1917, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)
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João Vaz, Porto de Abrigo (1915-1920)
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João Martins, Alfama (Séc. XX, Arquivo de Documentação Fotográfica / DPIMI/DGPC)
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Kim Tschang-yeul, Waterdrops No. 10 (1977)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Porque ontem foi dia da Trindade

Hildegard of Bingen, The true Trinity in true unity (c. 1165)
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Santíssima Trindade (séc. XIV, Museu de Évora - Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo)
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Masaccio, A Trindade (1427-1428, Santa Maria Novella, Florença)
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Santíssima Trindade (séc. XV, MNAA)
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Cristóvão de Figueiredo, Santíssima Trindade (c. 1530, MNSR)
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Garcia Fernandes, Santíssima Trindade (1537, MNAA)
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João de Ruão, Santíssima Trindade (1530-1580, MNAA)
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El Greco, Santíssima Trindade (1577, Museu do Prado, Madrid)
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Francisco Venegas, Santíssima Trindade (c. 1590, MNAA)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

(Re)descobertas IV

Piero della Francesca, Battesimo di Cristo (c. 1450, National Gallery, Londres)
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«(...) È evidente l'analogia tra il tronco dell'albero e i corpi nudi: tendono ugualmente alla forma ideale del cilindro, della colonna. (...) Nessuna "gerarchia" tra figure umane, alberi, paesaggio, fino ai minimi particolari: tutto ciò che si vede è, non vi sono gradi o diversi modi de essere. Poiché tutto è rivelato e certo (...): la rivelazione della verità è conoscenza per l'intelletto, norma per l'agire morale.(...) l'intelletto non possiede nulla che gli occhi non possano vedere, gli occhi non vedono nulla che l'intelletto non possa capire. (...) Per Piero, tra idea e fenomeno l'identià è assoluta.
«(...) Non vale, dunque, postulare uno spazio assoluto, geometrico, universale, in cui si inquadrano le cose particolari: lo spazio si dà interamente nelle cose, ogni cosa è forma dello spazio. Piero scriverà un trattato di prospettiva e lo intitolerà De prospectiva pingendi per dimostrare (...) che la prospettiva non è una promessa dell'operazione pittorica, ma la pittura stessa; (...) ormai la prospettiva non è la legge o il principio della visione, ma la visione nella sua totalità.»

Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 207.

sábado, 6 de agosto de 2016

Transfiguração

Andrei Rublev, Transfiguration of Jesus (1405, Catedral da Anunciação, Moscovo).
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Fra Angelico, Transfiguration (1440-1442, Convento di San Marco, Florença)
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Giovanni Bellini, Transfiguration of Christ (1487)
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Gerard David, The Transfiguration of Christ (1520)
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Garcia Fernandes, A Transfiguração do Retábulo do Mosteiro da Trindade (1537, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)
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Alexandr Ivanov, Transfiguration (1824)
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Stephen Antonakos, The Transfiguration (1989)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A Iconografia do Retábulo de Mérode

Robert Campin (oficina), Retábulo de Mérode (c. 1427-1432, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque)
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Projectei trazer este "post" no dia 25 de Março, dia da Anunciação, mas na altura não foi possível.
O tema da Anunciação na arte é um dos que mais me fascina, sendo a iconografia outro dos assuntos que me interessa. Daí que tenha lido com interesse o artigo de Margaret B. Freeman, intitulado «The iconography of the Merode altarpiece». Irei fazer um resumo do artigo, que encontrei online no site JSTOR (mas não consigo reencontrar), salientando os pontos que achei mais interessantes.
A autora começa por afirmar: «The iconography of the Merode altarpiece is something of a puzzle - a puzzle which has interested many people for a long time.» Segundo ela, a dificuldade básica na leitura desta obra é que «Robert Campin, rejoicing in the ability to reproduce the physical world in paint on a wooden panel, at the same time felt it important to endow his apparently natural world with as much spiritual meaning as possible.» 
Por exemplo, os leões no banco simbolizam o trono de Salomão ou são apenas representações decorativas características do mobiliário medieval? No livro Speculum humanae salvationis diz-se: «The throne of [the wise] King Solomon is the Virgin Mary in whom stayed and lived Jesus Christ, the true wisdom.... This same throne had two large lions which signified that Mary retained in her heart ... the two tablets of the ten commandments of the law.»


Segundo este artigo, Campin, se não foi o primeiro que colocou os "espectadores" perante estas dúvidas iconográficas, foi certamente o primeiro a representar um cenário doméstico completo numa Anunciação. Esta atitude coaduna-se com uma imagem moderna de Santa Maria, como alguém que foi humano e viveu na Terra, escolhida por ser "cheia de Graça" para ser Mãe de Deus. 
A posição de Maria, ajoelhada no chão, é um sinal da sua humildade. Na pintura, surgem também os lírios numa jarra sobre a mesa, simbolizando a sua pureza e castidade. 


Junto dos lírios está uma vela recentemente apagada, de significado obscuro. A cera representa a humanidade de Cristo, o pavio a sua alma, o fogo a sua divindade. O facto de estar apagada talvez seja explicável pelas Revelações de Santa Brígida: «the divine radiance (...) totally annihilated the material light,» É também possível que servisse para enfatizar que Cristo se tornou humano, sendo interpretável que foi a entrada de Jesus no quarto que apagou a vela.


O significado de pureza é acrescentado pelo vaso de bronze com uma toalha ao lado. Junto desse vaso está uma janela de onde entram raios de luz, e uma criança carregando uma cruz, em direcção à Virgem. São Bernardo explica deste modo o próprio milagre da Encarnação: «Just as the brilliance of the sun fills and penetrates a glass window without damaging it, and pierces its solid form with imperceptible subtlety, neither hurting it when entering nor destroying it when emerging, thus the word of God, the splendor of the Father, entered the virgin chamber and then came forth from the closed womb.» Neste quadro, são sete os raios de luz, indicando os sete dons do Espírito Santo. A cruz tem também um significado claro: «God became Man to suffer and die in order to redeem mankind from the original sin of Adam.»


Outra dúvida coloca-se com a porta aberta no painel esquerdo, com os doadores - que torna aberto o quarto de Maria, que costuma ser representado como fechado (ou pelo menos sem portas abertas e realisticamente figuradas). Pode ser apenas uma barreira e um artifício que simultaneamente separa e une o painel esquerdo e o central. Contudo: «Did Campin then open the door because he wanted his patrons, the kneeling donors, to participate in the event (unlike the angel they could not penetrate a solid door), or did he perhaps have in mind the symbolism of Voragine, "The gate of paradise which by Eve was closed from all men, is now opened by the Blessed Virgin Mary." ?» Por outro lado, para Santa Brígida, as portas são símbolo de esperança e também de caridade.



O jardim é certamente carregado de simbolismo. A roseira simboliza o martírio de Cristo e as rosas a própria Virgem Maria. As flores junto do canto inferior esquerdo são miosótis ("não-me-esqueças") simbolizando os olhos de Maria, mas também violetas e margaridas, signos de humildade. Lembram também que Cristo foi concebido no tempo das flores (Primavera). O muro do jardim indica a virgindade de Maria geralmente comparada a um jardim fechado.


Interessante é também a vista de Tournai, que se descobre no painel direito que representa a oficina de São José. Este parece que se dedicou a fabricar ratoeiras. Estas estão provavelmente ligadas ao facto de a sabedoria sobre a divindade de Cristo dever ser protegida do diabo, para que este não soubesse que Ele era mais do que um homem durante a missão que desempenhou na Terra. Escreveu Santo Agostinho: «The devil exulted when Christ died, but by this very death of Christ the devil is vanquished, as if he had swallowed the bait in the mousetrap. He rejoiced in Christ's death like a bailiff of death. What he rejoiced in was then his own undoing. The cross of the Lord was the devil's mousetrap; the bait by which he was caught was the Lord's death.» 
A autora termina dizendo: «Robert Campin, an innovator in many ways, seems to be at his best in giving new dignity and importance to Joseph the Carpenter, whose feast was not made universal until 1621 (...).»
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Deste modo, aqui fica com algum atraso um post que tanto celebra a Anunciação (25 de Março), como o dia de São José (19 de Março), como até a chegada da Primavera (20 de Março).