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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Frases XCI

Michelangelo Buonarroti, Esclave Rebelle (1513-1515, Museu do Louvre, Paris, © 2005 Musée du Louvre, Dist. GrandPalaisRmn / Pierre Philibert)
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«A perfeição não é coisa pequena, mas está cheia de pequenas coisas».
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Miguel Ângelo,
in Luis Señor González, Dicionário de Citações e Provérbios, Correio da Manhã, 2004, p. 466.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Do Desenho segundo Francisco de Holanda

Michelangelo, Madonna, Child and St.John the Baptist (c. 1530, British Museum, Londres)
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«(...) Mas escrevo daquela ciência não só aprendida por ensino doutros pintores, mas Naturalmente Dada por o Sumo Mestre Deus gratuita no Entendimento procedida de sua Eterna Ciência. a qual se chama Desenho e não Debuxo, nem Pintura. O qual Desenho assim Natural no Entendimento por Deus de que Ele tem a Glória de quem nasce. É uma coisa tão grande e um dote tão Divino, que o mesmo que Deus obra nele naturalmente, obra Ele e em todas as obras que podem ser feitas ou Imaginadas. E assim como este Desenho criado no Entendimento ou Imaginativa é nascido da Eterna Ciência (...), assim a nossa Ideia crida dá origem e invenção a todas as outras obras Artes e  ofícios que usam os mortais. De que redunda toda a glória deste negócio não a Apeles, não a Miguel Ângelo, não aos outros presuntuosos como eu, mas ao Dador e Inventor de todos os Entendimentos, que é Deus. Assim que seja Ele por Isto de Infinita Glória como merece Louvado, e eu abatido como inútil que sou».
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Francisco de Holanda, Lembrança Ao muyto Serenissimo e Christianissimo Rey Dom Sebastiam: De quãto Serve A Sciencia do Desegno e Etendimento da Arte da Pintura, na República Christam Asi na Paz Como na Guerra (Lisboa, 1571). In Jorge Segurado, Francisco d'Ollanda, Lisboa, Edições Excelsior, 1970, página 139.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Do inacabado



Michelangelo Buonarroti, Schiavo ribelle (1513-1516, Musée du Louvre, Paris)

«Une page (...) de Vasari suggère dans le cas Michel-Ange la valeur positive de l' "inachevé". Dans la seconde édition des Vite, l'historien introduisit, en effet, à propos de la Cantoria de Luca della Robbia confrontée avec celle de Donatello, une importante digression sur le fini et l'abbozzato. L'ouvrage de Luca, "bien que dessiné et exécuté avec soin est si lisse et fini que l’œil, vu à distance, le perçoit mal, à la différence de celui de Donatello qui est en quelque sorte esquissé (abbozzato). C'est à quoi doivent prêter grande attention les artistes: l'expérience enseigne que peintures ou sculptures ou toutes autres œuvres d'art, vues de loin, ont plus de force et d'effet si elles sont largement ébauchées que finies. Et, en dehors de la distance, y contribue le fait que, dans l'ébauche, souvent l'artiste en proie à l'inspiration (furor dell'arte), exprime sa pensée en quelques coups et il ne fera parfois que l'affaiblir par l'effort et l'application, comme ceux qui ne savent pas s'arrêter dans le travail". l'historien s'appuie sur l'analogie entre le mouvement du peintre et celui du poète: "Les poésies inspirées para la "fureur poétique" sont les seules véritablement bonnes." El la comparaison est poursuivie avec un peu d'embarras pour conclure qu'il y a des succès légitimes dans le "fini" comme dans l' "esquissé", mais que "le vulgaire s'attache à une délicatesse extérieur sans s’apercevoir qu'un ouvrage conçu avec sens et jugement n'a pas besoin d'être ainsi extérieurement poli et lisse". Il est permis de penser que cette digression a été ajoutée après coup, en 1568, pour soutenir la cause de l' "inachevé", que l'on considérait comme un aspect essentiel du style "génial" de Michel-Ange. Les "esclaves" venaient d'être placés dans un décor spectaculaire au jardin Boboli, et la discussion était d'actualité. Condivi venait d'expliquer la Madonna Medici en disant que l'état inachevé n’empêche en rien la beauté de l'oeuvre: "Lo sbozzo non impedisce la perfezione e la bellezza dell' opera"».
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André Chastel, Art et Humanisme à Florence au Temps de Laurent le Magnifique, Paris, Presses Universitaires de France, 1982, p. 329-330.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Porque o Blogue fez 10 anos


Ficam aqui os 10 "posts" mais vistos, desde 13 de Maio de 2008.

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10.º
(1244 visualizações)

António Palolo, Jardim das Delícias (1970)

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9.º
(1268 visualizações)


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8.º
(1340 visualizações)

Zinaida Serebriakova, Shopping Cart With Sardines (1930)

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7.º
(1474 visualizações)

Odilon Redon, Icarus

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6.º
(1479 visualizações)

Piero della Francesca, Madonna col Bambino, santi, angeli e il duca Federico da Montefeltro (Pala di Breara) (1475, Pinacoteca di Brera, Milão)

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5.º
(1521 visualizações)

Egon Schiele, Il porto di Trieste (1907, Leopold Museum Viena)

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4.º
(1638 visualizações)

Piero della Francesca, Battesimo di Cristo (c. 1450, National Gallery, Londres)

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3.º
(3043 visualizações)

Joaquin Sorolla y Bastida, Paisaje de San Sebastián (Fundación Museo Sorolla, Madrid)

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2.º
(3182 visualizações)

Michelangelo (1510, Capela Sistina)

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1.º
(3266 visualizações)

Mosaico romano com peixes e legumes (séc. II d.C, Museu do Vaticano)
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Nota: Esta estatística é a do Blogger. Não tenho a certeza se está correcta.

terça-feira, 6 de março de 2018

E, para a Paula Lima

Michelangelo, Sibila Délfica (1509, Capela Sistina, Roma)
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Aqui ficam os meus votos de feliz aniversário, saúde, felicidades e muitos anos de vida!
Outros companheiros de aniversário são, por exemplo, Michelangelo e Gabriel García Márquez:

“What matters in life is not what happens to you but what you remember and how you remember it.”
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Retrato

Michelangelo Buonarroti, Túmulo de Lorenzo de' Medici (1524-1531, Sagrestia Nuova, San Lorenzo, Florença)
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«Du point de vue des humanistes, le portrait se justifiait comme une présentation de l'homme en fonction de son "idée". Il devait désigner un type idéal conforme à l'anthropologie des modernes. (...) Le portrait doit être la mise en évidence de certaines "valeurs" humaines. Le modèle ne doit être qu'un prétexte: Michel-Ange était plus conscient que personne de la distance qui sépare la figure particulière de la forme artistique. Une lettre de Niccolo Martelli, en 1544, rapporte que le sculpteur a délibérément ignoré á la chapelle Médicis l'apparence des ducs pour leur donner la noblesse et la splendeur de types; il déclarait que "dans mille ans il n'y aurait personne pour dire qu'ils étaient autrement" (...)».
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André Chastel, Art et Humanisme à Florence au Temps de Laurent le Magnifique, Paris, Presses Universitaires de France, 1982 (1.ª ed. 1959), p. 316.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sexta-feira Santa

Rogier van der Weyden, The Lamentation Of Christ
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Pietro Perugino, Pieta (1494 - 1495, Galeria dos Uffizi)
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Michelangelo, Pietà (1499-1500, Basílica de São Pedro)
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Frei Cipriano da Cruz, Virgem da Piedade (1685-1690, Museu Nacional de Machado de Castro)
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Vincent Van Gogh, Pietá (1889, Van Gogh Museum, Amsterdão)

quarta-feira, 8 de março de 2017

Para o dia da mulher

Detalhe de Capitel da Catedral de Vézelay (Séc. XII)
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Jan Van Eyck, Eva do Altar de Ghent (1425-1429, St. Bavo Cathedral, Ghent)
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Hugo Van der Goes, detalhe de The Fall of Man and The Lamentation (após 1479, Kunsthistorisches Museum, Viena)
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Albrecht Dürer, Eva (1507, Museu do Prado, Madrid)
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Michelangelo, detalhe do tecto da Capela Sistina (1509)
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Gustave Moreau, Eva (1885)
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Tomás Costa, Eva (1891, Museu do Chiado - MNAC)
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Henri Rousseau, Eva (c. 1906-1907, Kunsthalle Hamburg, Hamburg)
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João da Silva, Eva (1918, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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Diogo de Macedo, Eva (1923, Museu do Chiado - MNAC)
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Ernesto Canto da Maia, Eva (1929-1939, Museu do Chiado - MNAC)
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Almada Negreiros, detalhe de Adão e Eva (1943, Museu do Abade de Baçal)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

As mãos

O blogue italiano, que referi ontem, tem conta no Facebook, e republicaram hoje um post de 2013 intitulado:

Na minha opinião todo o post vale a pena, mas levou-me a pensar sobre um tema que me fascina que é o das mãos humanas - na arte, na realidade, ... Como o autor desse texto, também eu poderia dizer:
Cosa osservate di un persona che vi sta parlando? Gli occhi? Sicuramente; dallo sguardo si può capire molto del vostro interlocutore. E le mani? Io le guardo sempre, osservo i loro movimenti, le proporzioni, la forma.
O post chamou-me a atenção para algumas obras de arte, como as que se seguem:

Nicolas De Largillière, Étude de main

Michelangelo, David

O tema é muito vasto (para apreciadores) e não posso alongar-me. Deixo apenas mais uma imagem:

Imagem retirada de uma extensão do mesmo blogue, no Pinterest

sábado, 24 de agosto de 2013

O Sol

Michelangelo Buonarroti, Creation of the Sun, Moon, and Plants (1511, Cappella Sistina, Vaticano -(Link)
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Joseph Mallord William Turner, Yellow Sun over Water (1845, Tate Gallery - Link)
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Claude Monet, Impression Soleil levant (1872 - Link)
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Vincent Van Gogh, Wheat Field with Reaper and Sun (1889, Kröller-Müller Museum - Link)
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Joan Miró, Bird, Star, Sun and Sky (1948 - Link)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Nós e a Natureza - A Arte e os Museus

Andrei Nikolaevich Schilder (1886, in The Glory of Russian Painting).
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Andrei Nikolaevich Schilder,  Birch Forest (1908, in The Glory of Russian Painting).
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Ontem no blogue Art History Today li a seguinte frase de Proust:

«A picture is nowadays “presented” in the midst of furniture, ornaments, hangings of the same period, a second-hand scheme of decoration…; and among these, the masterpiece at which we glance up from the table while we dine does not give us that exhilarating delight which we can expect only from it in a public gallery, which symbolizes far better by its bareness, by the absence of all irritating detail, those innermost spaces into which the artist withdrew to create it».

O pensamento de Proust intrigou-me sobretudo porque não sei até que ponto se pode afirmar que o museu simboliza melhor o espaço em que o pintor estava (física e/ou mentalmente) no momento em que criava a obra. 
Por exemplo, numa paisagem, o artista escolheu um fragmento da natureza que o impressionou, enquadrou-o e trabalhou-o. Haveria toda uma outra natureza em torno dele que foi excluída. Se estivesse a pintar no ateliê, certamente teria outros objectos em torno de si, para além do quadro em que estava a trabalhar. 

Mas não deixo de concordar que o local em que se expõe uma pintura, mesmo a moldura e a decoração (ou a ausência de decoração) que ficam próximos, alteram a nossa perspectiva, a nossa forma de fruir um quadro. Certamente olhar para uma obra de arte enquanto se janta não é o mesmo que vê-la num museu, isolada de outras distracções. A frase de Proust dá-me que pensar e gostava de saber outras opiniões sobre este tema.

Só mais um detalhe: a discussão ainda é mais curiosa se pensarmos que, hoje em dia, muitas obras de arte podem ser vistas, em casa, em livros ou na internet. A maioria dos especialistas defende que só o contacto directo com a obra permite uma fruição real da mesma. Mas conheci um especialista (que detestava viajar) e que defendia que hoje as reproduções são tão boas, que se disfruta melhor no sossego do lar ou do escritório, sem gente à frente, e com silêncio. Fica assim mais uma questão que deixo em aberto - mas acrescento, para aumentar a "entropia", que hoje, na internet, temos uma visão dos quadros de facto extraordinária - por exemplo no blogue Gandalf's Gallery, apresentam-se pinturas com tanta definição que se vêem melhor os detalhes do que num museu (onde não é permitida tanta aproximação). 
Já quanto à escultura, não conheço nada que se assemelhe à fruição directa. Quando, há uns anos, fui ao Louvre, fiquei "horas" fascinada a olhar para a pele das mãos dos Escravos de Miguel Ângelo. Não me parece que pudesse vê-las / admirá-las assim numa reprodução - nem em casa de alguém, enquanto jantava...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"Em cada bloco de mármore vejo uma estátua"

Desenho de Michelangelo, Nu masculin, vu de face (1505-1506, Museu do Louvre, Paris).
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Em cada bloco de mármore vejo uma estátua;
vejo-a tão claramente como se estivesse na minha frente,
moldada e perfeita na pose e no efeito.
Tenho apenas de desbastar as paredes brutas
que aprisionam a adorável aparição
para revelá-la a outros olhos como os meus já a vêem.
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Michelangelo.
http://pt.wikiquote.org/wiki/Michelangelo_Buonarroti

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Criação do Homem

Pintura de Michelangelo (1510, Capela Sistina).
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A criação simbolisa o fim do caos para a entrada no universo de uma certa forma, de uma ordem, de uma hierarquia.
O acto da criação no sentido lato é a energia, que organiza os primeiros dados informes; a criação é o efeito dessa energia.
Depois do acto criador, distinguem-se geralmente duas formas, uma imanente na matéria, que é a própria matéria participando da energia criadora e tendendo espontaneamente para formas sempre diferenciadas; a outra transcendente, a energia criadora que prossegue a sua obra e a sustém na existência, concebendo o mundo como uma criação contínua.
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Baseado em Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.