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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Do sonho III

Caspar David Friedrich, Der Träumer (1835-1840)
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«Lendas, mitos, deuses e religiões surgem pela primeira vez com a Revolução Cognitiva. (...)
(...) a ficção permitiu-nos não só imaginar coisas como também fazê-lo colectivamente. Podemos tecer mitos comuns, como a história bíblica da criação, os mitos do tempo dos sonhos dos aborígenes australianos e os mitos nacionalistas dos estados modernos. Tais mitos conferem ao sapiens uma capacidade sem precedentes para cooperar, de forma flexível, em grupos com muitos indivíduos. (..)»
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Yuval Noah Harari, Sapiens, De Animais a Deuses, História Breve da Humanidade, Lisboa, PRH Grupo Editorial Portugal, 2013, p. 38.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Para amanhã, que é Dia da Montanha

Caspar David Friedrich, Morning in the Mountains (c.1823, Museu do Hermitage, São Petersburgo)
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Theodore Rousseau, Valley in the Auvergne Mountains (1830, Saint Louis Art Museum, St. Louis)
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Paul Cézanne, Mountains in Provence. L'Estaque (c.1880)
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Vincent van Gogh, Les Alpilles, Mountain Landscape near South-Reme (1889, Kröller-Müller Museum, Otterlo)
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Isaac Levitan, Range of mountains, Mont Blanc (1897, Galeria Tretyakov, Moscovo)
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Artur Loureiro, Vista do Gerez (1928, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)
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Nicholas Roerich, Himalayas. Moon mountains. (1933, Nicholas Roerich Museum, New York)
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Martiros Sarian, Mountain landscape (1969)

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Natureza

Caspar David Friedrich, The "Feldstein" near Rathen on the Elbe (c. 1828, Germanisches Nationalmuseum, Nuremberga)
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«At some point in life the world's beauty becomes enough. You don't need to photograph, paint, or even remember it. It is enough.»
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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Lendo ao Ar Livre XII

Caspar David Friedrich, The Garden Terrace (1811-1812, Schloss Charlottenhof, Potsdam)

quinta-feira, 18 de março de 2021

Janelas

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«A janela: não é onde a casa sonha ser mundo?»
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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Luz das Velas

Josefa de Ayala, Ceia da Sagrada Família (1674, Museu de Évora)
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O tema é vasto, e já o abordei no blogue há cinco anos, no post «14 Dias para o Natal - As Velas» e há dois anos, no post «Luz». Acrescento agora algumas pinturas (incluindo umas que já passaram por aqui), que não têm necessariamente nada a ver com o Natal, mas com a particularidade das velas estarem acesas.
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Pieter Claesz, Still life with a burning candle (1627, Mauritshuis, Hague)
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Matthias Stom, Young Man Reading by Candle Light (Nationalmuseum, Stockholm)
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Gerrit Dou, Astronomer by Candlelight (c. 1665)
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Caspar David Friedrich, Woman with a candlestick (1825, Pomeranian State Museum, Greifswald)
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Vasily Tropinin, Girl with a candle
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Columbano Bordalo Pinheiro, Concerto de Amadores (1882, Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa)
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Gerhard Richter, Candles

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Um desabafo I - Sobre a existência, a mudança e a banalização

Caspar David Friedrich, Ein Spaziergang in der Abenddämmerung (A Walk at Dusk) (ca. 1830-35, J. Paul Getty Museum)
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Ontem, no Arpose, surgiu uma citação de Charles Péguy (1873-1914), que diz: «Quarenta anos é uma idade terrível. Porque é a idade em que nos transformámos naquilo que somos.»

Independentemente da interpretação que se faz da frase, ela deixou-me a pensar, porque eu já tenho 45 anos. E já mudei tanto que me sinto por vezes como a Alice:
'Who in the world am I?' Ah, that's the great puzzle!” 
Joaquín Sorolla, Paisaje, San Sebastián (1911. Museo Sorolla, Madrid)

Numa coisa estou certa: os meus gostos mudaram com o tempo. Há gostos que mantenho desde há anos, desde que me lembro de mim. Para mim Michelangelo e Leonardo da Vinci permanecem duas referências no meu universo estético e cultural. Continuo a admirar Kant e Voltaire. Continuo a gostar muito de Eça de Queiroz. Continuo a ter os Direitos do Homem como referência ética.

Mas há gostos que já não tenho, em grande medida devido ao excesso provocado pela internet. Outro dia li uma frase de Umberto Eco, recentemente falecido, que dizia:
"A informação banaliza os acontecimentos. Dou um exemplo: a primeira vez que se viram na televisão imagens de uma criança negra cheia de fome e com moscas a rodeá-la foi um momento marcante, só que agora já ninguém lhes liga devido à vulgarização. Alguém no outro dia proibia a divulgação de imagens dessas crianças negras com moscas à volta porque a sua repetição era perigosa. As pessoas habituam-se."
Esta citação, para mim, tem pelo menos duas leituras. Por um lado, o facto de eu confirmar (através da opinião deste homem, que também sempre admirei) que o excesso de informação banaliza a informação. É uma das razões porque sou contra o excesso de violência na televisão, nos video-jogos (sobretudo os realistas) e nos filmes.


Doutro ponto de vista, mais alegre, esta citação de Eco faz-me pensar na banalização da arte e da cultura, através da repetição abusiva de imagens ou músicas, na televisão, na rádio e na internet (entre outros meios de comunicação), desgastando a capacidade de nos emocionarmos.

Carl Larsson, Kurragömma (Hide and Seek) (1901)

Contudo, em contrapartida, tenho descoberto outros artistas que me vão ao encontro da alma. Talvez porque eles são menos divulgados, ou talvez porque eu própria tenho mudado.
Dentro das artes visuais, continuo a não ser fã de Picasso e Dali. No entanto, cada vez gosto mais de Poussin e Seurat.
Já não aprecio tanto Monet como antes, mas Sorolla e Carl Larsson são, de momento, uns dos meus pintores preferidos.
Outros artistas permanecem nas minhas preferências, como é o caso de Vermeer, Rembrandt (embora já muito banalizado), Friedrich, Klee, Kandinsky e Miró.

Nicolas Poussin, Landscape with a Calm (1650 - 1651, Getty Center)

No conjunto, acho que há um fio condutor em mim que permanece. Continuo a adorar a arte e a natureza, a espiritualidade, a filosofia, a mitologia, a fantasia e a imaginação.
Porém, outras coisas mudaram (ou evoluíram), desde as mais complexas até às mais prosaicas. Por exemplo, descobri agora, com esta idade, que até gosto de gelatina.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Da coragem

Caspar David Friedrich, Women on the stairs (via The Dutchess)
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«A coragem é a escada por onde sobem as outras virtudes.»
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domingo, 20 de abril de 2014

Uma Páscoa Feliz!

Caspar David Friedrich, Easter Morning (1835)
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Maurice Denis, Easter Morning (Easter Mystery) (1891)
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Nikolay Bogdanov-Belsky, Easter Table

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Colecção de Arco-Íris

Jan Siberechts, Landscape with Rainbow, Henley-on-Thames (c. 1690, Tate Gallery, Londres)
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Joseph Wright, Landscape with Rainbow (c. 1795, Derby Museum and Art Gallery)
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Caspar David Friedrich, Landscape with rainbow (c. 1810)
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William Turner, Rainbow
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Konstantin Somov, Rainbow (1897)
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Arkhip Kuindzhi, Rainbow
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Albert Bierstadt, Four Rainbows over Niagara.
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Pyotr Konchalovsky, Rainbow
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Georges Seurat, Rainbow (1883, National Gallery, Londres)
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Franz Marc, Long Yellow Horse (1913, Nassau County Museum of Art)
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Marc Chagall, Noé et l'Arc en ciel (1966, Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice)
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domingo, 19 de janeiro de 2014

E a Lua

Gervasio Troche (Link)
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«My little moon, you were unselfish and thoughtful. You shall always be bright and beautiful, and men shall love you and praise you whenever they look upon your gentle, kindly face.»
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Florence Holbrook, The Book of Nature Myths, 1902 - Link. 
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William Turner, Moonlight, A Study at Millbank (1797, Tate Gallery, Londres - Link)
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Caspar David Friedrich, Two Men Contemplating the Moon (c. 1825-1830, Metropolitan Museum of Art, New York - Link)
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Ohara Koson, Grasshoper and Fool Moon (c.1910 - Link)
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Paul Klee, Full moon (1919, Stangel Gallery - Link)
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Norman Rockwell, The Final Impossibility: Man's Tracks on the Moon (Link)
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Karen Davis, Moonrakers (2012 - Link)
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Gervasio Troche (2013 - Link)
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