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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Ainda a Amizade

Mikalojus Konstantinas Ciurlionis, Friendship (1907, Čiurlionis National Art Museum, Kaunas, Lithuania)
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«Substituir o amor-próprio pelo amor ao próximo é trocar um tirano insuportável por um bom amigo.»
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Concepción Arenal.

Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 56.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Da Eternidade

Mikalojus Ciurlionis, Eternity (1906)
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«Think of your life as a story.
Actually, you already do.
FMRI studies show us that following a story A narrative with a beginning, middle, and end Causes our brains to release cortisol and oxytocin.
These chemicals give us the uniquely human ability to connect with someone, even a total stranger, and empathize.
In other words, stories are what we use to find meaning in our lives.
Now, imagine for a moment that we lived without the understanding that our story must eventually end.
What if our lives were as infinite as the universe, if the ticking clock never stopped? What would our story be then? Would we still love? Or care? Would those tiny, fleeting moments that mean everything Mean anything at all?»
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Virgem / Virgo

La Vierge (Virgo) (séc. XIII, Cathédrale d'Amiens)
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Giovanni Maria Falconetto, Signo de Virgem (1515-1520, Palazzo d'Arco, Mantua)
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Jacob Jordaens, Virgo (séc. XVII)
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Mikalojus Ciurlionis, Virgo (1907)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Gémeo(a)s

Mateus Nunes de Oliveira, São Cosme e São Damião (séc. XVII-XVIII, Museu Grão Vasco)
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Jan Steen, Twin Birth Celebration (1668)
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John Everett Millais, Twins (Grace and Kate Hoare) (1876)
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Paul Allen
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Mikalojus Ciurlionis, Gemini (1907)

domingo, 23 de março de 2014

Outro pensamento: Ciência e Imaginação

Mikalojus Ciurlionis, Thoughts (1907)
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Gosto de assistir à nova série Cosmos apresentada por Neil deGrasse Tyson. Ouvir as palavras de Tyson demonstra bem como vivemos num mundo maravilhoso, mesmo quando nos cingimos a factos científicos. Citando as palavras deste astrofísico, noutro contexto: «I know that the molecules in my body are traceable to phenomena in the cosmos. That makes me want to grab people on the street and say: ‘Have you HEARD THIS?»

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Contudo, gosto também de outros mundos de pura imaginação, de fantasia e de magia, sob as mais diversas formas artísticas. Será que esse mundo fora da realidade é realmente oposto ao da ciência? Se falarmos de magia no sentido clássico, claro que sim (mas eu gostava que existisse, confesso!). Mas a imaginação é mais do que isso e é espantoso pensar que muito daquilo que era considerado simples magia há uns séculos atrás, é hoje puro facto científico. Einstein terá dito: «Logic will get you from A to Z; imagination will get you everywhere.»

Ronnie Landfield, Imagination's Door (1980)

sábado, 22 de março de 2014

Pensamento: A Memória

Mikalojus Ciurlionis, The Thought (1904, Memorial Museum of M.Ciurlionis, Kaunas)
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Durante muito tempo, considerei que era a criatividade que nos tornava a nós, humanos, seres diferentes dos outros animais. Contudo, penso agora que, apesar de a criatividade ser (na minha opinião) muito importante, a memória é mais essencial. Só com o desenvolvimento da memória, nomeadamente depois da invenção da escrita e de outras formas de registo (desenho, pintura, fotografia, tipografia, informática, ...) é que conseguimos ir acumulando conhecimento. Esse conhecimento crescente e cada vez mais abrangente é que nos permite também desenvolver a criatividade. A memória por isso deve ser preservada, quer a memória histórica, ao nível da humanidade em geral, quer a memória pessoal e individual. Que seríamos nós sem memória? Assim como escreveu António Damásio: 
«We all woke up this morning and we had with it the amazing return of our conscious mind. We recovered minds with a complete sense of self and a complete sense of our own existence — yet we hardly ever pause to consider this wonder.». 

Sem memória (ou consciência auto-biográfica) todos os dias teríamos de recomeçar do zero, repetindo quando muito acções instintivas e que estivessem guardadas no nosso código genético (que também é uma forma de memória, não consciente). Porém, no limite, tanto o desenvolvimento da memória como o da criatividade requerem a criação de um sistema de comunicação com alguma complexidade, que permite transmitir aos nossos semelhantes o conhecimento adquirido. 

Carl Spitzweg, Rose scent memory (1850)

É certo que há outros animais com boa memória, mas o nosso cérebro, na sua evolução, conseguiu levar essa capacidade a um patamar mais elevado. Não deixa de ser verdade, porém, que a falta de memória, se não for excessiva, também pode ter as suas vantagens, pois como disse Nietzsche: «The advantage of a bad memory is that one enjoys several times the same good things for the first time.»; ou Mark Twain: «A clear conscience is the sure sign of a bad memory.»