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Embora a pintura de Goya apresente uma cena do quotidiano, o tema da mulher na fonte tem provável ligação à Bíblia, nomeadamente no episódio de Jesus e a Samaritana, que é relatado no
Evangelho segundo S. João (4:4–26), representado, por exemplo por
Annibale Carracci.
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Mais tarde terá recebido outros significados, sobretudo para a temática da "Margarida na fonte". No site
Art UK conta-se que: «The subject is taken from Goethe’s Faust I (1808). Margaret, who has been seduced by 'Faust', has just learnt from Lisbeth that their unmarried friend Barbara ‘feeds two now when she eats and drinks’. Margaret reflects that once she would have condemned Barbara’s conduct, but now ‘the reproach and sin are mine’».
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Carlos Reis, No Caminho da Fonte (1887, Museu Municipal Carlos Reis, Torres Novas)
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Quanto à "Margarida vai à Fonte" portuguesa, no blogue Guitarra de Coimbra V, diz-se: «Em nenhum cancioneiro musical português anterior a 1900 foi encontrado sinal da CANÇÃO DA MARGARIDA (Margarida vai à fonte), também conhecida por MARGARIDA, tout court, e ainda MARGARIDA VAE A FONTE.Trata-se, ao que tudo indica, de uma canção composta entre 1900-1903, no âmbito de uma peça de teatro musical, não se pode adiantar se em Lisboa, se no Porto».
Não tendo encontrado muito sobre o tema (numa rápida pesquisa na internet), creio que, em Portugal, haverá relação quer com a Leonor do poema Descalça vai para a Fonte de Luís de Camões, quer com a Clara (irmã de Margarida) d' As Púpilas do Senhor Reitor (1867), de Júlio Dinis.