Mostrar mensagens com a etiqueta Armando Maia Serôdio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Armando Maia Serôdio. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Toponímia I


Armando Maia Serôdio, Largo das Alcaçarias (1964, Arquivo Municipal de Lisboa)
-

Continuando os Topónimos de Lisboa:

«Devidas às disposições particulares produzidas pela indústria humana:

Alcaçarias (tanques de curtimenta),
Alcáçova,
Alcântara (ponte),
Alfama (fonte quente),
Alfôfa (postigo),
Almocavar (cemitério dos mouros),
Borratém (poço da figueira),
Forno e fornos,
Forte,
Lumiar (?),
Moinho e Moinhos,
Olarias,
Pelourinho,
Poço,
Poiais,
Ponte, Pontinha,
Sete Castelos,
Sete Moinhos,
Telheiras,

E ainda os edifícios públicos e particulares:

Aljube
Almazem,
Alfândega,
Carneçarias,
Portagem,
Terreiro do Trigo (…)»
-
A. Vieira da Silva, «Origens e motivos dos topónimos de Lisboa», in Olisipo, N.º 47, Julho de 1949, pp. 149-150.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Toponímia


Armando Maia Serôdio, Outeirinho da Amendoeira antes de remodelado (1962, Arquivo Municipal de Lisboa)
-
«Nos mais remotos tempos o que primeiro ocorria era derivar os topónimos ou de particularidades e acidentes dos locais, ou de nomes e alcunhas dos indivíduos que neles tinham residência ou propriedades.
Os primeiros ou podiam provir das disposições do terreno ou do local, quer devidas à natureza, quer à indústria humana, ou então às culturas e espécies vegetais do local, que feriam a atenção. Vamos citar alguns nomes de locais e vias públicas de Lisboa, tanto antigas como modernas, cuja origem se pode filiar nestas particularidades dos terrenos ou dos locais.

a) Devidas a circunstâncias naturais:

Achada (planície e meia encosta dum monte),
Águas Boas,
Algés (gipso, pedra de gesso?),
Arroios,
Baixa (entre os Montes do Castelo e de S. Francisco),
Barroca (rocha de barro ou piçarra),
Brancos da Sé (local perto da Igreja da Sé que não conseguimos identificar),
Bela Vista,
Boa Vista,
Combro (Cômoro?),
Costa (encosta do Monte do Castelo),
Furnas,
Lage,
Lapa,
Montes Claros,
Outeirinho,
Pedras Negras,
Pedreira,
Penha,
Rego, regueira, regueirão,
Ribeira (orla fluvial da Cidade),
Rio Seco,
Salitre (mina deste mineral),
Sete Rios (difíceis hoje de identificar),
Vale,
Vargem (várzea, campo plano semeado).»
(continua)  
-
A. Vieira da Silva, «Origens e motivos dos topónimos de Lisboa», in Olisipo, N.º 47, Julho de 1949, pp. 148-149.
Nota: Vieira da Silva refere a hipótese de Lisboa significar água boa, citando o Padre A. Veloso, «Esta palavra "Lisboa"», Brotéria, Fevereiro de 1949.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019