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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Casa I

Frederick Childe Hassam, In the old house (c. 1914, in The Athaneum).
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«Uma casa é um conjunto de movimentos».
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Gonçalo M. Tavares.
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Frederick Childe Hassam, The victorian chair (1906, Smithsonian American Art Museum, Washington,
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«Há qualquer coisa de cósmico no espaço minúsculo em que habito».
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 José Gil.
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Citações de Luís Baptista numa comunicação sobre a exposição «Falemos de Casas» (2010), no âmbito do XI Congresso Internacional Reabilitação do Património Arquitectónico e Edificado Cascais, 13 de Julho de 2012.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Retrato III

Isidor Kaufmann, Portrait of a Rabbi.
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«O retrato não nos fala apenas, no seu "quase falar": insere-nos numa vasta rede colectiva de outras forças de afecto. Porque o retrato traz no olhar, na boca, nas rugas, nas infinitas pequenas percepções que dele emanam, um, dois, vários mundos. Um retrato é sempre uma multidão».
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José Gil (1999).
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Retrato II

Alfred Smith, Portrait de la mère de l'artiste (Museu d'Orsay, Paris).
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O retrato tem o poder de conservar afectos para além do tempo.
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José Gil (1999).

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Voyeurs ...

Remy Cogghe, Madame Recoit (1908, Musée d'Art et d'Industrie, Roubaix).
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«Imaginemos um mundo feito apenas de voyeurs. Em vez de ver uma cena secreta – um desvelamento íntimo, um desnudar-se -, o voyeur descobriria através do buraco da fechadura um outro voyeur com o olho numa outra fechadura; o qual estaria a ver um terceiro, também à espreita, colado a uma porta, e assim de seguida, indefinidamente. Um estrangeiro que penetrasse neste mundo e tivesse, para ver, que esconder-se, e que só visse voyeurs a verem outros voyeurs, seria rapidamente assaltado por uma ideia: que ele próprio estaria a ser visto, alvo de qualquer olhar escondido que o visse e se não mostrasse. O que prova, paradoxalmente, a reversibilidade da visão: a cena que vê o voyeur reflui sobre o seu próprio espaço, abrindo-o».
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José Gil (1994).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Autorretrato no atelier

Ramón Casas i Carbó, Autoportrait dans l'atelier (1882).
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«Ver é ser visto. Olhar é ser olhado. A reflexibilidade especular da visão prolonga no mundo a reversibilidade sensível do corpo – que ao ver-se e tocar-se é visto e tocado -, como se o olhar que abre a nossa pele ao olhar dos outros a transportasse assim para as coisas e as recobrisse com uma pele-espelho que nos reflectisse».
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José Gil (1994).