terça-feira, 31 de maio de 2011

Para o Dia da Criança (1 de Junho)

 
André Henri Dargelas, The Happy Family.
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«There are no seven wonders of the world in the eyes of a child. There are seven million».
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Walt Streightiff.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Grutas de Mira de Aire






 
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Segundo o site das Grutas de Mira de Aire, a região central de Portugal é ocupada por serras calcárias, que constituem o maciço calcário estremenho. Dele fazem parte duas serras principais, a de Aire e dos Candeeiros. Esta região é caracterizada por não ser atravessada por nenhum rio, já que a água das chuvas se infiltra quase completamente nas fendas da rocha. 
Ao contrário das outras rochas, o calcário é dissolvido pela água. Esta esculpe curiosas formações desde simples rendilhado, pequenas pias, marmitas e cristas aguçadas, até aos maiores pedestrais. Ao penetrar nas pequenas fissuras de rocha, a água alarga-as por dissolução e transforma-as em grandes corredores ou em poços naturais que, na região, têm o nome de algares. Foi num destes algares, existentes no sítio de Moinhos Velhos, que em 1947 alguns habitantes de Mira de Aire entraram e descobriram as grutas que hoje se podem visitar.

domingo, 29 de maio de 2011

Água

António Carneiro, Reflexos (1921, CAM-FCG).
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«A lake is the landscape's most beautiful and expressive feature. It is earth's eye; looking into which the beholder measures the depth of his own nature».
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Santuário do Senhor Jesus da Pedra (Óbidos)

Cruz de pedra paleo-cristã.
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Segundo a lenda, esta imagem de Cristo Crucificado, que é venerada num Santuário em Óbidos (na estrada para as Caldas da Rainha), tem propriedades milagrosas.
Conta-se que a Cruz foi descoberta perto de um silvado por um lavrador que estava a rogar a Deus para a protecção das suas colheitas. Construiu-se uma ermida para proteger a imagem milagrosa, mas ela acabou por cair em esquecimento.
No século XVIII, a região de Óbidos foi assolada por uma seca e um lavrador recordou-se da antiga devoção da Cruz. Nessa altura, fez-se uma procissão, que foi seguida por uma chuva abundante. 
Em 1737, fez-se a oferta simbólica da primeira moeda de esmola para a construção de um templo, destinado a albergar a imagem do Senhor Jesus da Pedra, mas só em 1740 é que foi lançada a primeira pedra. Em 1742, D. João V iniciou os seus tratamentos no Hospital Termal das Caldas da Rainha e visitava frequentemente a imagem do Senhor Jesus da Pedra, pela qual tinha grande veneração, ofertando avultadas esmolas.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

D. Maria Pia e Carolus-Duran

 Carolus-Durans, Retrato de D. Maria Pia (1880, Palácio Nacional da Ajuda)
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Em 1880,  na exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes,  apresentou-se pela primeira e única vez em Portugal o pintor francês Carolus-Duran (1838-1917), que era considerado um dos «primeiros retratistas modernos». Ele era amigo de Manet, mas seguira um percurso mais próximo dos meios académicos. Desde 1869 que iniciara uma carreira de retratista, que o tornara reconhecido na sociedade francesa, e desde 1879 que fazia parte do júri do Salon parisiense.
Carolus-Duran estava no país, a convite do escultor Anatole Calmels (1822-1906) para executar alguns retratos, que então expôs. Eram os retratos da rainha D. Maria Pia, da Duquesa de Palmela, de Helena de Palmela e do próprio Calmels. A sua presença ganhava destaque nas notícias sobre a exposição e esperava-se que os seus retratos viessem dar uma «nova direcção» ao «sistema» utilizado pelos pintores portugueses. Para um jornalista do António Maria, era de esperar que as telas de Carolus-Duran marcassem, só por si, um «novo ponto de partida para a arte nacional».
D. Maria Pia de Sabóia (1847-1911) casou em 1862 com D. Luís I. Em 1878 fundou na Tapada da Ajuda e, com edifício próprio, a Creche Vítor Manuel.
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Bibliografia:
O António Maria, n.º 48, 29/4/1880.
Diário da Manhã, 6/5/1880.
Ramalho Ortigão, «Carolus Duran, Silva Porto e Columbano», Lisboa, 28/4/1880, artigo publicado na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro de 20/5/1880, in Arte Portuguesa, Tomo III, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1947.

Água leva o regadinho

Victor-Gabriel Gilbert, Madame Gilbert watering flowers (Sotheby's - Lote 10, 2006).
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Água leva o regadinho
Água leva e vai regar
A água do nosso rio
Corre toda para o mar

Água leva o regadinho
Água leva e vai regando
Enquanto rega e não rega
Em quem devo vou pensando

Água leva o regadinho
Vai regar o meu jardim
Enquanto rega e não rega
Vou pensando cá p'ra mim

Água leva o regadinho
Água leva o regador
Enquanto leva e não leva
Vou falar ao meu amor
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cerejas

Juan van der Hamen y Léon, Still Life with Flowers, Artichokes, Cherries and Glassware (1627).
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«This special feeling towards fruit, its glory and abundance, is I would say universal.... We respond to strawberry fields or cherry orchards with a delight that a cabbage patch or even an elegant vegetable garden cannot provoke».
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Jane Grigson.

Dia Internacional da Biodiversidade (22 de Maio)

Neste dia, o mais próximo que estive da natureza, foi no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian.
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«I thank you God for this most amazing day, for the leaping greenly spirits of trees, and for the blue dream of sky and for everything which is natural, which is infinite, which is yes».
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«Look at the trees, look at the birds, look at the clouds, look at the stars... and if you have eyes you will be able to see that the whole existence is joyful. Everything is simply happy. Trees are happy for no reason; they are not going to become prime ministers or presidents and they are not going to become rich and they will never have any bank balance. Look at the flowers - for no reason. It is simply unbelievable how happy flowers are».
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Osho.
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«Look deep into nature, and then you will understand everything better».
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Albert Einstein.

sábado, 21 de maio de 2011

Visita Pascal

Augusto Roquemont e Charles Legrand, O parocho d'aldêa pedindo o folar (c. 1850).
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Hoje foi a visita pascal. É uma tradição de que gosto muito, sobretudo quando estou em  zonas  rurais, onde ainda é uma festa familiar - mais parecida com a da imagem do quadro de Roquemont.
A visita pascal (ou compasso) costuma ser no Domingo de Páscoa, ou logo nos dias seguintes. Este ano, aqui, foi mais tarde do que é costume, mas ainda dentro do tempo pascal.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Realismo das aparências

Juan van der Hamen y Léon, Still life with sweets (1622, Cleveland Museum of Art, Ohio).
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«Appearances, the dual products of objects and perceivers, inhabit a domain between subjective states and unperceived objects. That is the nature of their realism, they have a realist status despite their causal dependence on perceivers and objects».
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 John W. Yolton (2000).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Flores V

Frans David Oerder, Hydrangeas in a Bowl.
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«Flowers have an expression of countenance as much as men or animals. Some seem to smile, some have a sad expression, some are pensive and diffident, others again are plain, honest and upright».
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Henry Ward Beecher.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Duas naturezas mortas com cães



Juan van der Hamen y Léon, Naturaleza muerta con florero y perro e Florero y bodegón con perro (c. 1625-30, Museo del Prado, Madrid).
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«The pair of paintings, the Still-Life with Flowers and a Dog, and the Still-Life with a Puppy formed part of the interior decoration of Jean de Croy's palace in Madrid. This Flemish nobleman, Count of Soire and Captain of the Flemish Guard of Archers, was also the owner of Van der Hamen's Offering to Flora. The paintings, which were probably commissioned by De Croy (d. 1638), hung unframed on either side of the doorway of a room that led on to the picture gallery. Here, they probably served as illusionistic extensions of real space, perhaps by reproducing the actual floor of the room. The dog and its playful puppy may well have portrayed actual animals owned by the patron. The theme of the pictures is related to the culture of aristocratic hospitality, that was such a necessary part of the refined lifestyle of the occupants of the house. In one of the pictures, a wine cooler stands on the floor and the side tables covered with green velvet damask display sweetmeats and a glass ewer with aloja, an aromatic drink popular at the time, while the clock shows that it is just before five o'clock, an appropriate time for such treats.

The major motifs in these pictures are two large gilt ormolu and glass vases with floral arrangements. These vessels represent a type of luxury decorative object that suited the status of Van der Hamen s patron, and the flowers they contain stand out for the copiousness and variety of their blooms. They doubtlessly evoke real arrangements of flowers that formed a part of the rich decor of Soire's house. However, these were not painted from life and are artificial images in representing blooms in such perfect condition and in bringing together flowers that bloom at different times of the year».


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terça-feira, 17 de maio de 2011

Dia Internacional dos Museus (18 de Maio)

Edgar Degas, A Visit to the Museum (1885).
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O termo museu vem do grego museion, nome que era dado a um templo dedicado às musas, construído sobre a colina do Helicon de Atenas.
Os museus actuais tiveram a sua origem nas grandes colecções reais e principescas que, ao longo da época moderna, se abriram progressivamente aos artistas e ao público. Foi durante o tempo do Iluminismo que apareceram os primeiros museus de arte, que se inseriam culturalmente «no grande projecto filosófico e político das Luzes: vontade dominante de "democratizar" o saber, de o tornar acessível a todos pela substituição de objectos reais às descrições e às imagens das recolhas de antiguidades, vontade, menos geral e menos afirmada, de democratizar a experiência estética» (CHOAY, 1996). Por outro lado, foi a par do desenvolvimento da ideia de património, que os primeiros museus se começaram a desenvolver, já que passou a existir uma preocupação não só com a protecção dos objectos que eram testemunho do passado, como também uma vontade de os catalogar e ordenar de forma a dar-lhes uma sequência e organização coerentes.
Durante o século XIX e início do XX os museus multiplicaram-se pelo mundo ocidental, servindo na afirmação de identidades nacionais. Em 1793 abriu ao público em Paris o museu do Louvre tendo como seu director o pintor Jacques-Louis David (1748-1825). Em Portugal, foi a partir da segunda metade do século XIX, que a actividade museológica teve um impulso inovador com a criação de novos museus e formação de novas colecções: o conceito de cultura e de património alargou-se, os museus passaram a abranger outros domínios para além da arqueologia, numismática e arte, tais como a indústria e etnologia. Em simultâneo, os museus passaram cada vez mais a ser vistos como instituições que deveriam desempenhar um papel importante nas áreas do ensino e da investigação. Ramalho Ortigão (1836-1915) dizia que um museu é uma forma de culto ou um desdobramento dele na ordem civil. Para este escritor, era pelo meio da arte que se transmitiam as tradições, se coordenavam os sentimentos, se depuravam os afectos, se enobreciam as paixões e o génio de cada raça se patenteava. No final de oitocentos, um museu passava a fazer parte da educação cultural dos cidadãos.
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Bibligrafia: Françoise CHOAY, L'Allégorie du Patrimoine, Paris, Éditions du Seuil, 1996; António NABAIS, «Museus», Dicionário Ilustrado da História de Portugal, Publicações Alfa, 1993, Volume II; Ramalho ORTIGÃO, Arte Portuguesa, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1943, Volume I; Jacques VILAIN, Jean-Pierre CUZIN, «Musées de peinture», in L'atelier du peintre, dictionnaire des termes techniques, Paris, Larousse, 1998.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Perspectivas

Alfred Henry Maurer, In a cafe (1905, Museu do Hermitage, São Petersburgo).
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«We don't see things as they are, we see them as we are».
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Anaïs Nin.

domingo, 15 de maio de 2011

Dia Internacional da Família

James Hayllar, A Family Group (1864, National Gallery of Canada).
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«Rejoice with your family in the beautiful land of life!»
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sábado, 14 de maio de 2011

Dia Mundial do Comércio Justo

 
Edgar Degas, Portrait in a New Orleans Cotton Office (1873, Musée des Beaux-Arts, Pau).

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«Fair trade is an organized social movement and market-based approach that aims to help producers in developing countries make better trading conditions and promote sustainability. The movement advocates the payment of a higher price to producers as well as higher social and environmental standards. It focuses in particular on exports from developing countries to developed countries, most notably handicrafts, coffee, cocoa, sugar, tea, bananas, honey, cotton, wine, fresh fruit, chocolate, flowers and gold».
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Wikipedia.
Sobre o comércio justo, aqui fica também um link da Deco.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Escrever I

Behmer Hermann Fenner,De Quoi Ecrire (uploaded by Artmight).
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«The time to begin writing an article is when you have finished it to your satisfaction. By that time you begin to clearly and logically perceive what it is you really want to say».
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Mark Twain.

Dia de Nossa Senhora de Fátima

Fotografia de Rui Morais de Sousa (2011).
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O blogger andou em baixo, mas não vou falar disso. Perdi um post, mas não o reponho. Ficou no ciberespaço.
Deixo aqui uma fotografia alusiva ao dia, que eu retirei do blogue Rui Morais de Sousa AL-MOST-LY PHOTOGRAPHY, que eu recomendo porque está cheio de boas fotografias.

terça-feira, 10 de maio de 2011

O perfume das rosas

«The perfume of roses are like exquisite chords of music composed of many odor notes harmoniously blended».
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George Dunlop Leslie, Roses (uploaded by Victorian / Edwardian Paintings).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dia da Europa

Jan van Kessel, The Continent of Europe (1666, Alte Pinakothek, Munich).
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«O problema da instituição de uma constituição civil perfeita depende, por sua vez, do problema de uma relação externa legal entre os Estados e não pode resolver-se sem esta última (...). / (...) sair do estado sem leis (...) e ingressar numa liga de povos, onde cada Estado, inclusive o mais pequeno, poderia aguardar a sua segurança e o seu direito, não do seu poder ou da própria decisão jurídica, mas apenas dessa grande federação de nações (...), de uma potência unificada e da decisão segundo leis da vontade unida».
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Immanuel Kant (1784).


domingo, 8 de maio de 2011

To make a prairie ...

Hermann Seeger, Picking Daisies (1905, uploaded by Worlgallery).
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To make a prairie it takes a clover and one bee, -
One clover, and a bee,
And revery.
The revery alone will do
If bees are few.
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sábado, 7 de maio de 2011

Um tempo é todos os tempos

Laura Knight, May Day (uploaded by Newlyn and Staithes School of Painters).
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«Um tempo é todos os tempos. Não antecipa só o futuro. Recicla todos os passados».
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Eduardo Lourenço (2009).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Toda a obra de arte é filha do seu tempo

Morgan Weistling, Apple Girl.
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No início do livro Do Espiritual na Arte, Kandinsky dizia: «Toda a obra de arte é filha do seu tempo (...). / Cada época de uma civilização cria uma arte que lhe é própria (...). / (...) A semelhança das tendências morais e espirituais de uma época (...) pode conduzir logicamente ao emprego de formas que no passado serviram eficazmente as mesmas tendências».
Pensando neste texto de Kandinsky, e olhando para esta pintura de Morgan Weistling (n. 1964), fico com a sensação que este pintor está fora do seu tempo. As pinturas que ele realiza estariam dentro do academismo naturalista há cem anos atrás, comparando-se a Bastien-Lepage (1848-1884) ou Roll (1846-1919). O que é que faz com que um pintor actual trabalhe sobre temas do século XIX, dentro de um registo também do século XIX?
Ele começou a carreira como ilustrador e esse facto pode explicar o realismo e a narratividade das suas pinturas. As suas obras têm algum paralelo com Norman Rockwell (1894-1978), apesar de me parecerem inferiores, porque as de Rocwell eram mais gráficas, as suas imagens da sociedade americana figuravam a realidade do seu tempo, representada com uma certa ironia. 
Na verdade, eu acho bonitos alguns trabalhos de Weistling, como aqueles que aqui reproduzo. Mas não posso deixar de sentir que há algo de estranho perante a identificação de um artista (e do seu público), em pleno século XXI, por uma linguagem que há cem anos atrás já seria considerada académica. Como escreveu Robert Irwin, a arte é uma «continuous examination of our perceptual awareness and a continuous expansion of our awareness of the world around us» (citado por Cynthia Freeland, 2001).
Espero fazer-me entender. Acho que estas pinturas são belas em si mesmas, mas, simultaneamente, parece-me que propõem, através de uma linguagem realista, uma rejeição da realidade, uma viagem ao passado.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O perfume das almas

Herbert James Draper, Pot Pourri (1897).
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«Penetramos no âmago do real e no perfume das almas» 
...disse Raymond Bouyer (em 1899), a propósito de Fantin-Latour (1836-1904), mas creio que a frase também se pode aplicar a esta pintura de Herbert James Draper (1863-1920).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sobre a arte

Carol Marine, Birdie Brella.
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 «... o elemento que constitui a verdadeira essência da criação jamais se encontra através da teoria; é a intuição que dá a vida à criação...».
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Kandinsky.

terça-feira, 3 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bank Holiday

William Strang, Bank Holiday (1912, Tate Gallery, Londres).
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Sempre gostei de calendários e por isso tive muitas calendários de origem anglo-saxónica, que mencionam os Bank Holidays. Comecei a ficar intrigada sobre o tema e a certa altura descobri uma pintura com esse título, aqui reproduzida, pintada por William Strang, em 1912.
Segundo a Wikipedia o Bank Holiday é um feriado público, que se usufrui na Grã Bretanha e na Irlanda. Nesse dia a maioria das pessoas não trabalha ou recebe mais se trabalhar. Os primeiros Bank Holidays oficiais foram os quatro consagrados no Bank Holidays Act 1871. Curiosamente, a decisão deveu-se a Sir John Lubbock, um apaixonado por cricket, que achava que os funcionários dos bancos deviam participar ou assistir aos jogos dessa modalidade desportiva. Actualmente estes feriados são regulados pelo Banking and Financial Dealings Act 1971. Desde então os feriados são anunciados todos os anos numa proclamação real. Por exemplo, hoje, dia 2 de Maio, foi um Bank Holiday, por ser a primeira segunda-feira de Maio e o próximo será dia 30 de Maio, o Spring Bank Holiday. Um dado curioso é que estes feriados mudam de dia no caso de coincidirem com os fins-de-semana.
A pintura aqui reproduzida é de William Strang (1859-1921), um pintor escocês que desde 1910 se dedicou a fazer uma série de retratos de grupo, figurando os seus amigos, familares e modelos, a pousar em cenas modernas imaginárias. Nestas pinturas, de acordo com o site da Tate Gallery, Strang convida o espectador a especular sobre o que se está a passar. Neste caso é de presumir que o casal tenha aproveitado o feriado para ir a um restaurante. O marido está a escolher o que vão comer, enquanto o criado espera pela decisão. A senhora está pensativa, talvez a aguardar a sugestão do marido (ou namorado). Junto deles vemos um pequeno cão (provavelmente da senhora) também expectante, e ao lado do homem está um ramo de flores que ele terá oferecido à senhora, sublinhando o carácter romântico da cena.