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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Painel de São Francisco e pedras de armas de Leiria

Painel de São Francisco e Pedras de Armas (Séc. XVII, Rua de Alcobaça, Leiria)
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O painel será proveniente do Convento de São Francisco e as pedras de armas pertenceram à antiga Casa da Câmara, na actual Praça Rodrigues Lobo.
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«D. Afonso Henriques no ano de mil e cento e trinta e cinco, mostrou a estimação, que fazia da obediência, que [Leiria] lhe tributava, mandando para sua maior defesa fazer um Castelo com suas torres, e baluartes na eminencia de um monte, em que se levanta, e ainda hoje se admira; e elegeu por seu Governador ao valeroso Capitão Paio Guterres. Sentirão os Mouros a sua falta, e no ano de mil e cento e quarenta a vieram conquistar com um poderoso Exercito, a cujas forças não podendo já resistir os sitiados, pelejando até lhe faltarem as vidas, foi por eles entrada, e rendida. Não pode o nosso Rei socorrê-la no conflito; não se descuidou porém em vir restaurá-la, passado pouco mais de um ano. Notou-se, que acampado o Exército, e começando os nossos Soldados a combater o Castelo, começou hum Corvo, que se havia posto sobre um pinheiro, a bater as asas, e a dar gritos, que pareciam festivos, e os Soldados tendo-o por feliz prognostico, se alentaram a pelejar, e entraram com facilidade pela porta da traição, que acharam sem resistência. Perseverou nesta ditosa sujeição até o ano de mil e cento e noventa e cinco, no qual foi destruída pelos mesmos inimigos; mas no mesmo ano a restaurou, e reedificou El-Rei D. Sancho I, que lhe deu foral, e por Armas um Corvo sobre um pinheiro em memoria da primeira restauração».
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Cf. Frei José de Jesus Maria, Espelho de Penitentes e Chronica da Provincia de Santa Maria da Arrabida, da regular e mais estreita Observancia da Ordem do Serafico Patriarcha S. Francisco, no Instituto Capucho: Chronica da Provincia de Santa Maria da Arrabida, Lisboa Occidental, Officina de Joseph Antonio da Sylva, 1737, Vol. II, pp. 268-269.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

terça-feira, 24 de julho de 2018

Santuário de Nossa Senhora da Penha de França

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Neste Domingo consegui (finalmente) visitar a Igreja de Nossa Senhora da Penha de França. Fui passear com o meu marido à Almirante Reis e comentei com ele que desejava muito ir a essa igreja. Sem entrar em detalhes demasiados, basta dizer que no regresso fizemos um caminho que nos foi dar lá. E com muita sorte, pois na hora em que chegámos apareceu um senhor que cuida da igreja e que a abriu, porque se aproximava a hora da missa.




A devoção a Nossa Senhora da Penha de França tem origem em Espanha, no séc. XV, quando um monge de nome Simón Vella descobriu uma imagem de Nossa Senhora enterrada numa Penha chamada Peña de Francia. 
No caso de Lisboa, diz-se que no lugar onde hoje está o Santuário, um homem devoto adormeceu. Uma cobra atacou-o, mas foi salvo por um lagarto, por intercessão de Nossa Senhora.



Segundo o SIPA, o Santuário tem origem em 1597, na sequência de um voto do imaginário António Simões, em Alcácer-Quibir. Este executou uma imagem da Senhora, a que deu a denominação de Nossa Senhora da Penha de França. Pouco depois, ele e a sua mulher desejaram construir uma capela para a nova imagem e solicitaram a Afonso de Torres e Magalhães e a sua mulher, D. Constança de Aguilar, uns terrenos para a sua edificação, no local denominado Cabeça de Alperce, o que foi atendido.



A primeira pedra da Igreja foi lançada a 25 de Março de 1598. Três anos depois (1601), António Simões e sua mulher doaram a ermida aos Eremitas Calçados de Santo Agostinho do Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa. Entre 1625 e 1635, edificou-se uma nova igreja com convento, sob desenho do arquitecto Teodósio de Frias. O Terramoto de 1755 causou danos consideráveis, sendo o Mosteiro reconstruído, segundo orientação do arquitecto Aires da Cunha.



Mural de Leonor Brilha, O Lagarto da Penha (2003)
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Sobre este assunto, cf. também o site do Projecto LxConventos, com bibliografia e fotografias, incluindo da zona conventual, que não pude visitar.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Cabo Espichel

Casa da Água (1770)



 
Hospedarias e Casas dos Círios (1715-1760)

Igreja de Nossa Senhora do Cabo (1701-1707)

 
Ermida da Memória (finais do Século XV)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Nossa Senhora do Monte


A história da ermida de Nossa Senhora do Monte (ou de S. Gens) remonta à conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147. Conta-se que entre as hostes cristãs vinham quatro eremitas de Santo Agostinho, a quem foi oferecido um local para se instalarem, no lugar «onde havia, em grande adoração, debaixo de um alpendre, a cadeira de S. Gens» - lendário bispo de Lisboa e um dos mártires do Cristianismo. Esta cadeira era aquela em «que elle costumava prègar, & doutrinar as suas ovelhas» (Santa Maria, 1707, 55).
Nesse lugar, em 1148, os eremitas construíram um eremitério, com uma ermidinha ao pé, onde foi colocada a cadeira, considerada milagrosa, por facilitar os partos. Quanto à localização desse eremitério, Frei Agostinho de Santa Maria (1707, 55) fala de um «lugar, a que ainda hoje chamão o Almocovar, aonde saõ os fornos do tijollo». Mário Ribeiro sugere que ficava «nas faldas do escarpado monte de S. Gens, pouco mais ou menos onde está agora a rua do Terreirinho» (Ribeiro, 1939, 50). No Guia de Portugal refere-se que esse eremitério ficava nas «raízes do monte, às Olarias» (Santana, 1979, 295).
Acontece que o lugar original não era o ideal para os eremitas, pelo que estes receberam uma doação das terras, no alto do monte vizinho, onde foi fundada nova ermida, em 1243:
«Compadecida hua nobre Senhora chamada D. Susana, do grande discomodo, que os Religiosos padeciaõ, (em hu sitio todo encovado, doentio, &tam distante da Cidade, que custava muyto aos moradores della o poderemse aproveitar da sua doutrina como desejavaõ) lhe fez doação do monte q lhe ficava iminente, & de todas, as terras circumvesinhas a elle. Para este sitio se passáraõ,& nelle começárão a levantar alguas cellas (...). Vinte & oito annos estiveraõ em o Monte. Tambem esta Cafa teve o titulo de S. Gens; & para esta Cafa trouxeraõ os Religiosos a sua cadeira, em que elle em sua vida se sentava a fazer praticas aos seus subditos; a qual ainda hoje se vè no alpendre da Casa da Senhora do Monte» (Santa Maria, 1707, 56).
Foram construídas celas e deu-se ao novo lugar o nome de Eremitério de S. Gens, sendo construída uma cisterna. Desta segunda casa, partiram depois os eremitas para o futuro Convento da Graça, construído num monte próximo, em 1271 (Júnior, 1946, 49-51). 
A ermida do séc. XIII, continuou a merecer veneração, permanecendo sob a alçada dos monges de Santo Agostinho. Contudo, foi arrasada pelo Terramoto de 1755, que porém não destruiu a cadeira. Em 1757, fez-se a nova ermida, sob o encargo do arquitecto Honorato José Cordeiro.
Esta ermida, que ainda hoje existe, é possuidora de uma localização que permite uma bela vista sobre Lisboa:
«Quem quiser gozar uma das mais lindas vistas da nossa querida Lisboa, não tem mais do que subir a calçada da Mouraria, travessa do Jordão (escadinhas), quebrar à esquerda o largo das Olarias, subir, à direita, a íngreme calçada do Monte e, chegando ao topo, virar à esquerda, de onde, consoante disse acima, se desfruta um lindíssimo panorama da nossa Lisboa (...)» (Júnior, 1955, 49). 


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Bibliografia:
JÚNIOR, Henrique Marques, «A Ermida de Nossa Senhora do Monte e S. Gens: esbôço monográfico», in Olisipo, Ano IX, nº 33, Janeiro de 1946, pp. 49-53 (disponível online na Hemeroteca Digital).
RIBEIRO, Mário de Sampayo, «A Igreja e o Convento de Nossa Senhora da Graça», in Olisipo, Ano II, nº 5, Janeiro de 1939, pp. 47-55 (disponível online na Hemeroteca Digital).
SANTA MARIA, Frei Agostinho de, Santuário Mariano e História das Imagens Milagrosas, 1.º Tomo, 1707 (disponível online no Archive).
SANTANA, Dionísio (ed.), Guia de Portugal I. Generalidades. Lisboa e Arredores, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. 602-603 (1.ª ed. 1924, dirigida por Raul Proença).

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Termos de Arte e de Arquitectura - Adarve

Muralha do Castelo de Sesimbra (Fot. Margarida Elias, 2017)
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«Caminho atrás do parapeito, ao longo da parte superior de uma muralha de fortificação (castelo, etc.). Por extensão, também se designa assim a própria muralha ameada».
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Tesouros Artísticos de Portugal, p. 645.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Ordem

Convento da Graça, Lisboa
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«(…) E é este mesmo jubilo perante a criação de ordem que leva os seres humanos a montar quebra-cabeças ou a endireitar quadros tortos nas paredes. A nossa predisposição para a organização está inscrita no nosso ADN (...)». 
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Dan Brown, Origem, Lisboa, Bertrand Editora, p. 108.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

E um gato

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O Gato

Com um lindo salto
Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
Se num novelo
Fica enroscado
Ouriça o pêlo, mal-humorado
Um preguiçoso é o que ele é
E gosta muito de cafuné.

Com um lindo salto
Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando à noite vem a fadiga
Toma seu banho
Passando a língua pela barriga.
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Da estética da ruína e dos lugares abandonados

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“It seems, in fact, that the more advanced a society is, the greater will be its interest in ruined things, for it will see in them a redemptively sobering reminder of the fragility of its own achievements. Ruins pose a direct challenge to our concern with power and rank, with bustle and fame. They puncture the inflated folly of our exhaustive and frenetic pursuit of wealth.”
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Tenho me lembrado de um blogue de que gosto muito: Ruin'Arte de Gastão de Brito e Silva.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

De um passeio a Moura

Convento do Carmo



Porta com uma cruz da Ordem de Malta

O Castelo (e amanhã é Dia dos Castelos)

Ruínas do Convento de Nossa Senhora da Assunção, que ficam no Castelo
 
Barragem do Alqueva

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Fomos almoçar a um restaurante chamado O Túnel, que recomendo - comi umas favas guisadas com enchidos e hortelã marvilhosa.