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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Jorge Vieira em Beja

Sobre a exposição Memória e Mitos – o Touro na obra de Jorge Vieira (Centro de Arqueologia e Artes de Beja - Câmara Municipal de Beja), com curadoria de Raquel Henriques da Silva e Noémia Cruz, que abre com um touro do séc. VI a.C.:

Touro de Cinco Reis 8 (c. séc. VI a.C., Câmara Municipal de Beja)
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Entrando depois em Jorge Vieira:


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«A minha formação foi sobretudo o Surrealismo, porque é uma ética. É um apoio de base, uma logística interessante, que é crível (...). O Surrealimo são os nossos interiores, as coisas que temos ocultas e aparecem, e isso interessa-me (...)».

Jorge Vieira
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Candeeiro (anos 50, Abajur do Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa)

O prato não tem alma (1959)

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Continuando no Museu Jorge Vieira (no Castelo de Beja):

Sem Título (1953)

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Da Natureza

Casa de Lívia em Prima Porta (30-20 a.C. Museu Nacional de Roma)*.
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«Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza».
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Leonardo da Vinci, in Citador.pt
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* Imagem retirada do artigo de Filomena Barata, «As espécies vegetais de Miróbriga e a Mitologia: Referências literárias e arqueológicas», Abelterivm, Vol. IV, 2019, p. 17.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

«... não enumero a todos porque me aborrece...»

Flora. Divindade itálica. Flora ou a Primavera. Fresco (Séc. I I. d. C., Castellammare di Stabia (Stabiae). Museo Archeologico Nazionale, Nápoles)
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Descobri outro dia esta frase, de Santo Agostinho, e achei-lhe muita graça. Fica aqui o contexto:

«Acharam que nem sequer deviam confiar a um só deus os trabalhos de campo mas entregaram os plainos à deusa Rusina (ms — campo), os cumes (juga) dos montes a Jugatino, as encostas (collis) à deusa Collatina, os vales a Valónia. Nem mesmo puderam reservar só para Segetia as ceifas (segetes) — mas puseram a deusa Seia a presidir às sementes, enquanto estão debaixo da terra; a deusa Segetia, quando já estão acima da terra até à ceifa; a deusa Tutilina, à conservação do grão colhido e recolhido para se conservar em segurança (tuta). A quem é que não pareceria suficiente aquela Segetia a todo o desenvolvimento da messe desde que nasce até que a espiga amadureça? Tal não bastou porém a homens amantes de uma multidão de deuses — e assim prostituíram a sua mísera alma à turba de demónios, desprezando o casto abraço do único Deus verdadeiro. Puseram por isso Prosérpina a presidir à germinação do trigo, o deus Nóduto aos gomos e nós (nodus) dos caules, a deusa Volutina ao involtório das folhas; a deusa Patelana à abertura dos folículos para que a espiga passe; a deusa Hostilina, quando as espigas vão igualando suas barbas, pois os antigos para “igualar” (aequare) usavam o verbo hostire; a deusa Flora à floração do trigo; o deus Lactumus quando está leitoso; a deusa Matuta à maturação; a deusa Runcina quando se arrancam (iruncare), isto é, quando o levam da terra. E não enumero a todos porque me aborrece o que a eles não causa vergonha». 
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Santo Agostinho, in A Cidade de Deus, Livro IV, Capítulo VIII, in Filomena Barata (2019). «As espécies vegetais de Miróbriga e a Mitologia: Referências literárias e arqueológicas». Abelterivm, Volume IV, 2019, pp. 18-19.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Miróbriga

 





«A Caio Ágrio Rufo filho de Silão,
adoptado como cidadão de Itálica
Marco Castrício Lucanião e Gaio
Valério Paezão ao óptimo amigo»

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Frutas do mês de Outubro

Ando a pesquisar quais são as frutas que se devem consumir neste mês, de preferência de Portugal, ou pelo menos da Península Ibérica. A pesquisa não é fácil, até porque já não me lembro lá muito bem como era antigamente. Só tenho a certeza que costumava haver bananas e ananás (provavelmente da Madeira e dos Açores, respectivamente) e que não havia tantos frutos tropicais (ou quase nenhuns). Segundo a Associação Portuguesa de Agricultura Biológica e a Deco Proteste:

Ameixa
Amêndoa
Ananás
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Rafael Bordalo Pinheiro, Prato. Ananás (1899, Museu de Cerâmica, Caldas da Rainha)
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Castanha
Dióspiro
Laranja
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Rolando Sá Nogueira, Painel de Azulejos (1988, Museu Nacional do Azulejo)
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Limão
Maçã
Noz
Pêra
Pêssego
Romã
Tangerina
Uva
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Pia de Purificação (Séc. V-VI, Museu Nacional de Arqueologia)

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Bodas de Safira (ou Turmalina)

Logan sapphire with diamonds (National Museum of Natural History, Washington)
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Brinco de ouro com pérolas e safira (Sécs. VI-VII, Metropolitan Museum of Art)
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Colar da Rainha Santa (Séc. XIV. Museu Nacional de Machado de Castro)
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Colar (Séc. XVIII, Museu Nacional de Machado de Castro)
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Azulejo (1701-1750, Museu Nacional do Azulejo)
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Eugène Boudin, White Clouds, Blue Sky (c. 1859)
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Karl Fabergé, Campaínha (Palácio Nacional da Ajuda)
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Konstantin Yuon, The Blue Bush (1908, Tretyakov Gallery, Moscovo)
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Yves Klein, Globe Blue (1957)
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Sam Francis, Blue Sky Painting (1960)
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Endre Rozsda, Saphirogramme (1969)
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Donald Clark, Sapphire Teapot
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

De um passeio a Coimbra (e ao Museu Nacional de Machado de Castro)

Acho que nunca fora ao Museu Nacional de Machado de Castro, porque, das duas vezes que lá tentei entrar, estava fechado para obras. À terceira é de vez e gostei muito da visita, nomeadamente das peças que lá se expõem, de que tirei algumas fotografias. Apreciei especialmente o criptopórtico, que não imaginava tão vasto. Depois, para lanchar, fui a um café que ficava próximo da Sé Velha, que continua magnífica.
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Retrato de Lívia (c. 30 d.C.)
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Retrato de Agripina a Antiga (c. 40 d.C.)

Criptopórtico
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Fragmentos Decorativos (Séc. XI)
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Mestre Pero, Cavaleiro Medieval (Séc. XIV)
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João Afonso, Corpus Christi, Retábulo da Capela do Corpo de Deus (1443)

Santas Mães, Convento de Santa Ana (1500-1525)
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sexta-feira, 22 de março de 2019

E da água

O tema é tão vasto e com tantas ramificações, que o que aqui fica é uma pequeníssima amostra.
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Pérsia, Clepsidra
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Faenza ?, Pia de Água Benta (Séc. XVI, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto)
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John Cheere, Lago de Nereida Tétis (Séc. XVIII, Palácio Nacional de Queluz)
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Claude Lorrain, Landscape with Water Mill (1648, Galleria Doria Pamphilj, Rome)
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Jean-Baptiste-Siméon Chardin, Water Glass (c. 1760, Carnegie Museum of Art, Pittsburgh)
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Katsushika Hokusai, The Great Wave of Kanagawa (c. 1829-1833)
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John Henry Twachtman, Waterfall in Yellowstone (1895)
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José Malhoa, Aguadeiro (Séc. XIX-XX, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto)
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Columbano Bordalo Pinheiro, Paisagem - Bruges (1917, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu)
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João Vaz, Porto de Abrigo (1915-1920)
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João Martins, Alfama (Séc. XX, Arquivo de Documentação Fotográfica / DPIMI/DGPC)
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Kim Tschang-yeul, Waterdrops No. 10 (1977)