domingo, 31 de maio de 2020

Pentecostes

Pentecostes, Livro de Horas (1500, Museu Nacional de Arte Antiga)
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«(...) Anche tra noi ci sono diversità, ad esempio di opinioni, di scelte, di sensibilità. Ma la tentazione è sempre quella di difendere a spada tratta le proprie idee, credendole buone per tutti, e andando d’accordo solo con chi la pensa come noi. E questa è una brutta tentazione che divide. Ma questa è una fede a nostra immagine, non è quello che vuole lo Spirito. Allora si potrebbe pensare che a unirci siano le stesse cose che crediamo e gli stessi comportamenti che pratichiamo. Ma c’è molto di più: il nostro principio di unità è lo Spirito Santo. Lui ci ricorda che anzitutto siamo figli amati di Dio; tutti uguali, in questo, e tutti diversi (...)».
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Santa Messa nella Solennità di PentecosteOmelia del Santo Padre Francesco, Basilica di San Pietro - Altare della Cattedra, Domenica, 31 maggio 2020.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Com votos de bom fim de semana!

António de Holanda (atribuído), Horas da Virgem - Visitação (1517-c. 1551, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Arredores de Lisboa no final do Século XIX

Olivais Sul (Século XIX)
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«Pasando éste despues por las estaciones de Santa Ana; Carrégado; Villafranca de Xira, célebre por sus caballos; Alhandra, desde donde la vista se dilata por la encantadora perspectiva que ofrecen las islas que forma el Tajo en la gran rada que precede á Lisboa; Povoa; la pintoresca Sacavem; la fértil Olivaes, y la Aldea de Poço do Bispo, en todas las cuales, excepto en Santa Ana, ya no pudo detenerse el tren, a la una de la tarde en punto, como estaba marcado, llegaba á Lisboa».
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D. Juan de Dios de la Rada y Delgado, Viaje de SS. MM. Los Reyes de España á Portugal en el Mês de Enero de 1882, Madrid, Imprenta y Fundición de M. Tello, 1883, p. 36.
A imagem foi retirada da página «História da Freguesia dos Olivais até ao Século XIX», in Olivais Sul - O Bairro Jardim.

terça-feira, 26 de maio de 2020

E Parabéns APS!

Com votos de muita saúde, muitas felicidades e muitos anos de vida!
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Neste dia, em 1967, foi lançado o álbum dos Beatles, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, onde estava, entre muitas outras, a seguinte canção:

Maio e a Sociedade Promotora das Belas Artes

Rafael Bordalo Pinheiro, «Maio», in Almanach das Artes e Letras, Ano 3, 1876.
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Gosto muito de Almanaques, e outro dia descobri este, na Hemeroteca Digital, editado por Rangel de Lima e ilustrado por Bordalo Pinheiro. Achei piada ao mês de Maio se dedicar ao tema da exposição de Belas Artes, neste caso mostrando os artistas a entrar com os seus quadros. 
Nesta altura, seria certamente a exposição da Sociedade Promotora das Belas Artes, criada em 1861, com o fim de «excitar a emulação entre os artistas, propagar o conhecimento, facilitar a venda das suas obras por meio de exposições publicas annuaes, e protegel-os com a acquisição de objectos d’ arte expostos». O jornalista Francisco Rangel de Lima fora um dos sócios fundadores e Bordalo era nela filiado desde 1868.
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Bibl. Vera Mariz, «As exposições da Sociedade Promotora das Belas-Artes em Portugal enquanto dinamizadoras do mercado de arte primário», Clara Moura Soares, Vera Mariz (eds.), Dinâmicas do Património Artístico: Circulação, Transformações e Diálogos, Lisboa, Artis - Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2018.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Samuel John Lamorna Birch

Samuel John Lamorna Birch (1869-1955) foi um pintor inglês que nasceu em Egremont (Cheshire). Foi autodidacta, embora tenha passado pela Académie Colarossi (Paris), em 1895. Instalou-se em Lamorna (Cornualha), em 1892, local que representou em grande parte das suas obras mais famosas. Atraído para a Cornualha, pelo "Newlyn group of artists", criou depois um segundo grupo em torno da cidade de Lamorna.
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Bibl. - Wikipedia.
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Woodland Scene (Royal Cornwall Museum)
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Landscape with Trees (Lancaster Maritime Museum)
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Moorland, Distant Hills (Lancaster Maritime Museum)
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Tregiffian Cliff, near Lamorna (Bristol Museum & Art Gallery)

sexta-feira, 22 de maio de 2020

E, para o Dia de Hoje

Que é o Dia Internacional da Biodiversidade:
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Para o Dia de Ontem

Holanda, Ascenção de Cristo (1740-1760, Museu Nacional do Azulejo)

quarta-feira, 20 de maio de 2020

E, para o meu irmão, que faz anos hoje

Neste dia:
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As calças de ganga, inventadas por Jacob W. Davis e Levi Strauss & Co, em 1871, foram patenteadas, em 20 de Maio de 1873:

Etiqueta das Levis 501.
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Fica também uma canção, lançada neste dia, em 1996:

Flores e Borboletas

Dorcie Sykes, Flowers and Butterflies (West Cornwall Hospital)
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«Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar».
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terça-feira, 19 de maio de 2020

Monet

Claude Monet, Valley of the Petite Creuse (1889, Museum of Fine Arts, Boston)
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Claude Monet, Valley of the Creuse (Sunlight Effect) (1889, Museum of Fine Arts, Boston)


segunda-feira, 18 de maio de 2020

No dia em que os Museus reabrem

Exposições que gostaria de ver:

Columbano Bordalo Pinheiro, Estudo para o óleo “Concerto de Amadores” (1882)
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1. No Museu Nacional de Arte Contemporânea: «Biografia do Traço, Colecção de Desenho (1836-1920)», com curadoria de Maria de Aires Silveira. A imagem aqui foi retirada do Expresso.
2. No Museu Nacional de Arte Antiga: «A linha que fecha também abre», comissariada por João Pinharanda.

Mais longe e, por isso, muito improvável que lá vá:

3. Em Serralves: «A vida como ela é, Lourdes Castro na Coleção de Serralves».

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Com votos de bom fim de semana!

No Dia Internacional da Família:
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Imagem do Flickr.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Da alegria III

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«Um sorriso é um raio de luz na face»
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William M. Thackeray.
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Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 42.
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Andei à procura (rapidamente) da frase em inglês, mas não encontrei. Em contrapartida, descobri outras duas, do mesmo autor, das quais gosto bastante:

«A good laugh is sunshine in the house» (Brainy Quote).
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«Life is a mirror: if you frown at it, it frowns back; if you smile, it returns the greeting» (The Famous People).

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Nossa Senhora de Fátima

Álvaro de Brée, Nossa Senhora de Fátima do Rosário (Fotografia do Estúdio Mário Novais, Biblioteca de Arte, Fundação Calouste Gulbenkian)
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A imagem foi posta ao culto na Igreja de São Domingos, de Lisboa, em 13 de Outubro de 1962, segundo o jornal Novidades. De acordo com Marco Daniel Duarte («A iconografia da Senhora de Fátima: da criação ex nihilo às composições plásticas dos artistas», in Cultura, Revista de História e Teoria das Ideias, Vol. 27, 2010):
«Também esguia, mas de trato muito mais doce, é a escultura que Álvaro de Brée oferece à igreja de São Domingos de Lisboa. A sua escultura, de cerca de 2,85 metros de altura, surge na alvura do mármore a contrastar com a metálica coroa aberta que possui sobre a cabeça. É uma das esculturas da Virgem de Fátima mais bem conseguidas, porquanto não dispensa qualquer dos elementos iconográficos, mas os enquadra de uma forma plena de originalidade. Resolve a questão da azinheira reduzindo-a, ou guindando-a, a atributo iconográfico, não a trabalhando como elemento cénico. Coloca-a na base da estátua, onde também regista o escudo nacional, precisamente sob a azinheira, provavelmente a significar ser a terra daquela árvore eleita pela Virgem. É também na copa da pequena azinheira que coloca o símbolo iconográfico da estrela, neste caso de dez pontas. Brée deixa dois discretos recantos laterais ao tronco da árvore para assinar e datar a obra. É assim formada a base da escultura que ocupa cerca de um terço da composição total. Para cima, desenvolve-se um drapeado esguio, pleno de angulosidades, que, não obstante, nunca ferem, porque dispostas de forma simétrica e muito grácil. As mãos, coladas uma à outra à altura do peito, são esguias como toda a coluna esculpida. Delas pendem duas largas mangas e delas saem as abas do manto que, lateralmente, se abrem nas já referidas ondulações angulosas. O manto é formado sobre os ombros da Senhora e não sobre a cabeça, como é mais tradicional. Sobre esta encontra-se uma mantilha ou véu disposto em citação formal à silhueta do manto. Embora o escultor alinhasse a maioria das contas do terço sem a divisão dos padre-nossos pela mediana vertical da escultura, elas partem do braço direito, o que pode revelar uma documentada autoridade do escultor».

terça-feira, 12 de maio de 2020

Santa Joana Princesa

Nuno Gonçalves (atribuído), Retrato de Santa Joana Princesa (c. 1472-1475, Museu de Aveiro)
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«(...) presume-se que se trata da primeira figuração da linda e jovem Princesa, decerto encomendada ou consentida por seu pai para circular pela Europa, na qual ela nos é revelada em todo o esplendor e riqueza da Corte e à moda da sua época, com o ajustado cromatismo nos traços multicolores e com as adequadas particularidades nas abundantes jóias de ouro e tecidos raros».
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Mons. João Gonçalves Gaspar, «Relance sobre a iconografia da padroeira de Aveiro: de 1470 (?) a 2008», in Cultura, Revista de História e Teoria das Ideias, Vol. 27, 2010.
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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Com votos de boa semana!

Bartolomé Esteban Murillo, Two Women at a Window (c. 1665-1670, National Gallery of Art, Washington)
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A pintura de Murillo já esteve aqui no blogue em 2008, mas regressa, não só porque gosto muito dela, mas também porque descobri esta cópia do Royal Cornwall Museum.
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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Com votos de bom fim-de-semana!

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«A true selfless act always sparks another».
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Klaus (2019)
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Podia guardar esta citação para o Natal, mas não resisti a colocá-la nesta época. Klaus é um filme de Natal, que foi candidato a melhor filme de animação nos Óscares de 2020, e está disponível no Netflix, pelo que só agora o vi. Gostei muito, quer pela animação, quer pela história, quer pelo tema do Natal, quer ainda pela mensagem.
A imagem foi retirada do IMDB.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Quinta dos Lagares d'El Rei

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Outro dia, finalmente, fui ver a Quinta dos Lagares d'El Rei, onde viveu o pintor Carlos Reis (1863-1940). 
De acordo com a Wikipedia, o senhorio resultou de uma doação de D. João I a Martinho Afonso da Charneca (Bispo de Coimbra e Arcebispo de Braga), em 1392. A quinta terminava a Norte na Azinhaga da Feiteira (Charneca) e a sul (sensivelmente) na actual rua Actriz Virgínia (Alto do Pina). Com o tempo, o senhorio passou para os Condes de Almada.
O edifício que se encontra no local, terá sido construído por volta de 1684 e sofreu remodelações no século XVIII. Foi nessa altura que terão sido arrasados os lagares, sendo construída a ala nobre, um oratório e um pequeno teatro.

Carlos Reis na Quinta dos Lagares d'El Rei. In Pedro Carlos Reis, Carlos Reis, ACD Editores, 2006.
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No início do século XX, a casa foi arrendada a vários inquilinos, nomeadamente a Carlos Reis. Em 1936, D. Lourenço Vaz de Almada, na qualidade de proprietário, sendo engenheiro de formação, após um grande restauro exterior e renovações interiores, passou a lá viver. No entanto, em 1946, a Câmara Municipal de Lisboa expropriou-lhe parte dos terrenos para fazer uma escola e uma urbanização, enquanto uma outra parte foi doada gratuitamente por ele próprio ao Patriarcado de Lisboa para construir a Igreja de Santa Joana Princesa. 
Por decreto de 26 de Fevereiro de 1982, o IGESPAR classificou o "Solar da Quinta dos Lagares d´El-Rei" como Imóvel de Interesse Público.
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Carlos Reis, Quinta dos Lagares d'El Rei - Minha Mulher (1903). In Pedro Carlos Reis, Carlos Reis, ACD Editores, 2006.
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quarta-feira, 6 de maio de 2020

"O caminho faz-se caminhando"

Manuel Amado, A Estrada da Comenda I (1993)
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Há uns tempos, redescobri a obra de Manuel Amado (1938-2019). Aprecio bastante, sobretudo esta série d' A Estrada da Comenda, talvez porque gosto de estradas e gostaria de passear por este local (Arrábida), que conheço mal.
Desde o início da pandemia que ando mais atenta às notícias e, outro dia, ouvi (numa entrevista) a repetida frase: "o caminho faz-se caminhando". Já não me lembrava de onde vinha a frase, por isso pesquisei e reencontrei o poema de António Machado (1875-1939):

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Frutas para o Mês de Maio

Louise Moillon, Basket of Apricots (1634)
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Alperce
Ananás
Banana
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Osias Beert,  Still Life with Cherries (Séc. XVII, Nationalmuseum, Estocolmo)
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Cereja
Laranja
Limão
Mirtilo
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Morango
Nêspera
Tangerina
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Fontes:

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Legumes para o Mês de Maio

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Abóbora
Acelga
Alcachofra
Alface
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Kateryna Bilokur, Still life "Beet" (1959)
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Alho francês
Batata nova
Beldroegas
Beterraba
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Edward Wenston, Onion Halved (1930)
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Brócolos
Cebola
Cenoura
Courgette
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Porcelain snuff bottle in the form of a baicai cabbage (Sécs. XVIII-XIX, Ashmolean Museum, Oxford)
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Couves
Ervilhas
Espinafre
Fava
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Arthur Segal, Still life with cucumber (1937)
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Grelos
Nabiças
Nabo
Pepino
Rabanete
Rúcula
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Fontes:

domingo, 3 de maio de 2020

Bom Dia da Mãe!

Jean-Baptiste-Simeon Chardin, The Hard working Mother (1740)

sexta-feira, 1 de maio de 2020