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quinta-feira, 29 de março de 2018

Símbolos

Anastasis (c. 350 CE).
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Nas origens do cristianismo (...) a Cruz não foi objecto de nenhuma espécie de adoração. Os primeiros cristãos ignoraram completamente o instrumento do Martírio, preferindo outros elementos ornamentais mais alegres se de representar símbolos e imagens se tratava. Além disso, durante as perseguições romanas (...) a exibição e adoração pública da Cruz teria sido (...) muito perigosa, de modo que nas paredes (...), nos objectos pessoais e nos altares apareceram símbolos tais como o cordeiro, o peixe, a âncora ou a pomba. A representação mais importante, porém, era o Crisma, o monograma formado pelas primeiras letras gregas do nome de Cristo, XP – chi e ró -, que foi profusamente usado para decorar os lugares sagrados.»
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Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, pp. 42-43.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Labirintos

Frank Stella, Labyrinth (1960)
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«Eu sei de um labirinto grego que é uma linha única, recta. Nessa linha têm-se perdido tantos filósofos que bem pode perder-se também um pobre detective.»
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Borges, Artifícios, in Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 306.
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Alice Aycock, Maze (1972)
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«- E não te lembras também daquela do “círculo infinito cujo centro está em todo o lado e cujo perímetro é tão grande que parece uma linha recta”?»
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In Matilde Asensi, op. cit., p. 306.
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E, já agora, os dois labirintos de Conímbriga, que revi este ano:

Mosaico do Minotauro no Labirinto de Creta (séc. II, Museu Monográfico de Conímbriga)
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Mosaico do Minotauro (3.º quartel do séc. III, Casa dos Repuxos, Museu Monográfico de Conímbriga)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Mar & Arte

John Miller, Summer Haze
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«A arte e a cultura aumentam a harmonia, a tolerância e a compreensão entre as pessoas.» 
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 593.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Para do Dia da Cerveja (que já passou)

Escultura egípcia (Ashmolean Museum)
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«- Sabiam que a cerveja foi inventada do Antigo Egipto? (...) Não há nada melhor que beber um bom copo de cerveja antes de ir para a cama. Ajuda a conciliar o sono e é um relaxante natural.»
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 509.
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Franz Hals, Two laughing boys with a beer mug (c. 1626-c. 1627, Museum Boijmans van Beuningen, Rotterdam)
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Edouard Manet, Le Bon Bock (1873, Philadelphia Museum of Art, Philadelphia)
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Anders Zorn, The Little Brewery (1890)
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Juan Gris, Glass of Beer and Playing Cards (1913, Columbus Museum of Art)
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I. L. Saloio, Caneca (1902, Palácio Nacional da Pena)

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sabedoria Popular

Varela Aldemira, Minhota
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«(...) a sabedoria do passado podia atravessar séculos escondida atrás de certos costumes populares, contos, jogos infantis, lendas, tradições e, inclusivamente, livros aparentemente inócuos. Para a descobrir, bastava apenas mudar a forma de encarar o mundo (...).»
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 227.
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Neste livro, descobri o jogo como as crianças italianas aprendem a fazer a tabuada dos 9 com os dedos, tal como se vê aqui:

quinta-feira, 18 de maio de 2017

E os ventos

 
«Com efeito, ali estavam os doze filhos do temível Éolo, adorados na Antiguidade como deuses por serem a manifestação mais poderosa da Natureza. 
(...) Seguindo o sentido dos ponteiros do relógio, podia ver-se, em primeiro lugar, o velho Bóreas (...); seguidamente Helespôntias – simbolizado por uma tempestade -; depois Apeliotes - um campo cheio de frutas e cereais -; o benéfico Euro – “o vento bom” de Leste, (...); Euronoto; Noto – o vento do Sul (...); Libonoto; Libs (...); o jovem Zéfiro, o vento de Oeste, que, juntamente com a sua amante, a ninfa Clóris, derramava flores sobre o seu negro bothros; Argestes – mostrado como uma estrela; Tráscias, coroado de nuvens; e, por último, o horrível Apárctias (...). 
Os quatro ventos cardeais, Bóreas, Euro, Noto e Zéfiro, estavam representados pelas figuras maiores e acabadas (...).»
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, pp. 461-462.
Cf. Classical Compass Winds na Wikipedia. Pelo que entendo, estes ventos correspondem aos de Timosthenes (séc. III a.C.).
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Notos (séc. II a.C.?, Torre dos Ventos, Atenas)
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Eurus (Antióquia, séc. II, Virginia Museum of Fine Arts)
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Cloris e Zéfiro, detalhe de A Primavera de Sandro Botticelli (1470-1480, Galeria degli Uffizi, Florença)
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John William Waterhouse, Boreas (1903)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Porque este blogue fez 9 anos no dia 14 :-)

Robert Indiana, Nine (2001)
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«(...) o nove, na símbologia numérica medieval, é a Sabedoria, o Conhecimento Supremo (...).»
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In Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 149.
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Contador das cenas familiares (1570-1580, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto)
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 Marcel Duchamp, Neuf moules mâlic (1914-1915)
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Almada Negreiros, Fábulas (1943, Museu do Abade de Baçal)
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Almada Negreiros, Relação 9/10 (1957, CAM)
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Sol LeWitt, Nine-sided figure (1989) 
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Ellsworth Kelly, Nine squares (1977)
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Rachel Whiteread, Untitled (Nine Tables) (1998)
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Jean Pillement, Conjunto de 9 botões com paisagens (c. 1790, Museu Nacional do Traje)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Existência

 
Anna Boberg, Räv
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«(...) Ou seria porventura que a existência não era formada por blocos brancos e pretos, e se tratava na realidade, de um mosaico multicolor de combinações infinitas? (...)»
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Matilde Asensi, O Último Catão, Lisboa, Dom Quixote, 2005, p. 355.