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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Dia de São João Evangelista

Hieronymus Bosch, Saint John The Evangelist On Patmos (1485)
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Andrea Della Robbia, São João Evangelista (1510, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Guido Reni, São João (1621, Bob Jones University (BJU), Greenville, SC, US)
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São João Evangelista (Séc. XVIII, Museu de Aveiro)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Feliz Dia de Reis!

Hieronymus Bosch, The Adoration of the Magi (de Old Paint)
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LA MARCHE DES ROIS

De bon matin, j'ai rencontré le train
De trois grands Rois qui allaient en voyage,
De bon matin, j'ai rencontré le train
De trois grands Rois dessus le grand chemin

Venaient d'abord les gardes du corps,
Des gens armés avec trente petits pages
Venaient d'abord les gardes du corps
Des gens armés dessus leurs justaucorps

Puis sur un char, doré de toutes parts
On voit trois rois modestes comme d'anges
Puis sur un char, doré de toutes parts
Trois rois debout parmi les étendards

L'étoile luit et les Rois conduit,
Par longs chemins, devant une pauvre étable
L'étoile luit et les Rois conduit,
Par longs chemins devant l'humble réduit

Au fils de Dieu qui naquit en ce lieu
Ils viennent tous présenter leurs hommages
Au fils de Dieu qui naquit en ce lieu
Ils viennent tous présenter leurs doux vœux

De beaux présents, or, myrrhe et encens
Ils vont offrir au maître tant admirable
De beaux présents, or, myrrhe et encens
Ils vont offrir au bienheureux Enfant
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Sobre esta canção ver, por exemplo, a Wikipedia.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sobre a Melancolia

Albrecht Dürer, Melancholia (1514 - Link)
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Associada ao génio, aos santos e aos artistas, ao conhecimento, à velhice, ao tempo e a Saturno, a melancolia é um tema recorrente na arte, de que a representação mais conhecida é a famosa gravura de Dürer. Este artista, representou-a como uma figura alada, rodeada por elementos ligados ao tempo e à sabedoria, que apoia a cabeça na mão esquerda, enquanto pensativamente segura um instrumento de escrita na mão direita. A pose foi depois reutilizada pelo mesmo artista, em 1521, quando pintou o São Jerónimo, que se encontra hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.

(Link)


Pouco tempo antes, a mesma pose fora usada por Hieronymus Bosch no quadro St. John the Baptist in the Wilderness (Museo Lázaro Galdiano, Madrid - Link):


Mais de trezentos anos depois, Columbano Bordalo Pinheiro, em 1885, empregou-a para retratar o pintor Girão, em O Grupo do Leão (Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa - Link). Deste modo, mantinha-se a iconografia da Melancolia, espelhada no retrato do artista mais velho do Grupo.



Para Baudelaire, um grande artista é um artista melancólico. No texto Fusées (1897 - Link) ele dizia: 

«J'ai trouvé la définition du Beau, de mon Beau.
C'est quelque chose d'ardent et de triste, quelque chose d'un peu vague, laissant carrière à la conjecture. (...) Le mystère, le regret sont aussi des caractères du Beau (...)».

Outros artistas tiveram um entendimento ligeiramente diferente da Melancolia, que não passava pela alegoria ou pelo retrato, mas sim pela representação da solidão e da sensação de vazio.

Giorgio de Chirico, Mystery and Melancholy of a Street (1914 - Link)

Edward Hopper, Automat (1927, Des Moines Art Center, Des Moines - Link)
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Julgo que os portugueses têm alguma tendência para a melancolia. Não sou certamente a primeira pessoa a fazer tal afirmação. José de Figueiredo, em 1901, escreveu: «(…) Pois embora isto pareça um paradoxo, a verdade é que, com esta nossa paisagem luxuriante e este nosso sol claro, nós somos entretanto, como os russos, um povo de bruma. Sómente, emquanto a do paiz moscovita é real (…) a nossa é mais symbolica que natural. – (…) bruma mais feita de distancia d’um sonho longínquo do que dos próprios effeitos climatéricos».
Para além dos nossos excelentes poetas cujos poemas são muitas vezes tristes, uma das obras de arte portuguesas que mais admiro, O Desterrado, é claramente melancólica.




Soares dos Reis, O Desterrado (1872, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto - Link)

Por fim, também  temos o Fado:

José Malhoa, O Fado (1911 - Link)


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Bibl.:
José de Figueiredo, Portugal na Exposição de Paris, Lisboa, Sociedade Editora, Empresa da História de Portugal, 1901.
Jean Clair (Dir.), Mélancolie: génie et folie en Occident, Paris, Réunion des Musées Nationaux, 2005.

domingo, 25 de julho de 2010

Dia de São Tiago

Pintura de Hieronymus Bosch, São Tiago Maior (aba exterior esquerda do tríptico do Juízo Final, Akademie der bildenden Künste, Viena).
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«Existe una leyenda que intenta dar una explicación a la elección de la vieira como símbolo jabobeo:
Se cuenta que sucedió en las inmediaciones del lugar donde se varó la barca que transportaba los restos del apóstol Santiago desde Palestina.
Al parecer, tras la celebración de una boda, iba la comitiva acompañando a los novios siguiendo la tradición que mandaba regresar caminando desde el templo hasta el hogar de la novia, donde se celebraría el banquete. El recorrido discurría por la playa, que presentaba un gran oleaje. En un momento determinado la comitiva distinguió en el horizonte una barca a la deriva que se acercaba a la playa corriendo serios riesgos de naufragar. Ante esta visión el novio, que cabalgaba junto a su recién estrenada esposa, se decidió a acudir en ayuda de los apurados navegantes y se internó en las aguas sin desmontar de su caballo. Una gigantesca ola lo arrastró hacia las profundidades y, viéndose perdido, invocó a los cielos ayuda.
Inmediatamente sintió una extraña fuerza que lo arrastraba hacia la orilla. Caballo y jinete pisaron tierra firme justo en el momento en que la barca que transportaba los restos del Apóstol alcanzaba la orilla. Al salir de las aguas, toda la comitiva pudo observar que, tanto jinete como cabalgadura, estaban completamente cubiertos de conchas de vieira.
Todos los presentes consideraron la salvación como un milagro debido a la intercesión del cuerpo que se transportaba en la barca y quedaron así indisolublemente unidos para siempre la imagen de Santiago con la concha de vieira.
Esta leyenda intentaría, por tanto, explicar la elección de la vieira como símbolo de la peregrinación a Santiago, realizada por el mismísimo Apóstol».
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