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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Bodas de marfim!

Botão de marfim com perfuração em V, Thólos de S. Martinho de Sintra (Calcolítico final, Museu Nacional de Arqueologia)
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Escaravelho, Egipto (séc. VII-III a.C., Museu Nacional de Arqueologia)
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Adoração dos Reis Magos (séc. XIV, MNAA)
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Escritório (séc. XVI-XVII, MNAA)
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Menino Jesus (séc. XVII-XVIII, Palácio Nacional da Ajuda)
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Ambrósio Gottlieb Pollet, Anel com miniatura (1789, Palácio Nacional da Ajuda)
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Conjunto de Xadrez "Barleycorn Pattern" (c. 1850)
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Caneca (séc. XIX, Palácio Nacional da Ajuda)
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Fortunato Pio Castellani, Travessa de cabelo (1860-1862, Palácio Nacional da Ajuda)
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Bilheteira (2.ª met. séc. XIX, Palácio Nacional da Ajuda)
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Meigyoku, Macaco "Netsuke" (c. 1865)
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Leque Arte Nova (1901-1905, Museu Nacional do Traje)
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Elefante Okimono, Japão (c. 1900)
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Bom, e como sou contra a caça, nomeadamente de elefantes e pelo marfim, todas as peças que coloquei aqui são identificadas e datadas como antigas.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

(Re)descobertas V

É uma das pinturas que mais me intriga na história da arte, a Madonna col Bambino, santi, angeli e il duca Federico da Montefeltro (pala di Breara) de Piero della Francesca (1475, Pinacoteca di Brera, Milão):


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«L'uovo è una forma ricca di significati simbolici; ma qui sta a indicare che nulla è tanto piccolo da non rientrare in una proporzione universale (...)».
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Argan, Storia dell'Arte Italiana, Vol. II, p. 220.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Shades of blue

Natividade do Políptico flamengo de Celas (1512-1525, Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra)
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Wassily Kandinsky, Sky blue (1940, Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris)
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«Depois da tempestade vem a bonança.»
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Edgar Degas, Two Dancers in Blue (c.1899, Musée d'Orsay, Paris)
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dia de Reis

Adoração dos Reis Magos (séc. XIV, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Os Três Reis Magos, segundo a tradição cristã ocidental, são santos e têm os nomes de Melchior, um sábio persa, Gaspar, um sábio da Índia e Baltazar, um sábio árabe. São representados como reis e simbolizam as três idades do Homem. Gaspar é figurado como um velho e traz o ouro, sendo o primeiro a ajoelhar-se junto de Cristo. Melchior é um homem de meia-idade e oferece o incenso. Baltazar é jovem, geralmente de pele negra, e traz mirra. Na Igreja Cristã Ocidental, o Dia de Reis corresponde a um dia de Epifania e é celebrado no dia que se segue aos 12 Dias de Natal. (Link)
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Oficina Simon Bening, Horas da Virgem - Adoração dos Magos (1530-1534, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Vasco Fernandes  e Francisco Henriques, Adoração dos Reis Magos - Políptico da Capela-Mor da Sé de Viseu (1501-1506, Museu Grão Vasco - Link))

(detalhe de Baltasar, figurado como um índio americano)
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Adoração dos Reis Magos - Contador (1651-1700, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves - Link)
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António e Dionísio Ferreira (atribuído), Peça do Presépio da Madre de Deus - Cavalgada dos Reis Magos (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - Link)
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Painel de azulejos de composição figurativa - Adoração dos Reis Magos (1760-70, Museu Nacional do Azulejo - Link)

domingo, 5 de janeiro de 2014

As Romãs

(Link)
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Sempre foi costume comer romãs em minha casa por altura do Dia de Reis. Num artigo de 2009 de um blogue (Link) encontrei alguma informação que vou aqui resumir:

«A romã foi sempre considerada um símbolo de fertilidade (...). É esse sentido que é atribuído à romã nos desenhos das colchas de Castelo Branco (...). São de inspiração indo-portuguesa, existem vários tipos e é no modelo popular, ou nas colchas de noivado, que se reproduz mais frequentemente a romã.
Mas o fruto ganhou outros significados relacionados com o casamento e o amor. Com o tempo passou também a atribui-se-lhe um sentido de abundância que passou a englobar a prosperidade e a riqueza. O povo, como o seu sentido prático, diz que no «Dia de Reis deitam-se três bagos de romã no lume para o ter aceso, três bagos na caixa do pão e três no bolso do dinheiro para ter dinheiro e pão (Teófilo Braga, em «O povo Português suas crenças e costumes»).
Mas o costume que eu recordo desde pequenina, na Covilhã, era o de comermos romã no dia de Reis, para termos fartura. Mas para isso era necessário guardar a coroa da romã, juntamente com uma moeda atada, numa gaveta. No ano seguinte, depois dos Reis, dava-se a moeda a um pobre e repetia-se o ciclo (...).
Em Portalegre existia também esse costume e encontrei também referência ao mesmo em Castelo de Vide, onde é tradição pelo dia de Reis comer uma romã. Aí primeiro comem-se cinco grãos dizendo: "Em louvor dos Santos Reis", e pede-se um desejo que não pode ser revelado».
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Sandro Botticelli, Madonna della Melagrana (c. 1487, Galleria degli Uffizi, Florença - Link)
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Louise Moillon, Still-life with pomegranate and bigarades on a basket (depois de 1641 - Link)
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William-Adolphe Bouguereau, Title Girl with a pomegranate (1875 - Link)
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Theodule Augustine Ribot, Still Life with a Pomegranate (Link)
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Maluda, Romã (1984 - Link)
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Emília Matos e Silva (1999 - Link)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Dia de Natal - O Menino Jesus

Círculo de Gérard David, Nossa Senhora em Glória, Políptico da Vida da Virgem - Pormenor do Menino Jesus (1490-1500, Museu de Évora - Link)
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Dia de Natal

Hoje é dia de Natal
Mas o Menino Jesus
Nem sequer tem uma cama,
Dorme na palha onde o pus.

Recebi cinco binquedos
Mais um casaco comprido.
Pobre Menino Jesus,
Faz anos e está despido.

Comi bacalhau e bolos,
Peru, pinhões e pudim.
Só ele não comeu nada
Do que me deram a mim.

Os reis de longe lhe trazem
Tesouro, incenso e mirra.
Se me dessem tais presentes,
Eu cá fazia uma birra.

Às escondidas de todos
Vou pegar-lhe pela mão
E sentá-lo no meu colo
Para ver televisão.
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 Luísa Ducla Soares (Link)
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António de Holanda (atribuído), Horas da Virgem - Natividade (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Josefa de Óbidos, Menino Jesus Salvador do Mundo (1660-1670, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Seguidor de Josefa de Óbidos, O Menino Jesus Romeiro (séc. XVII, Museu de Aveiro - Link)
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Escultura Indo-Portuguesa, Menino Jesus Bom Pastor (séc. XVII, Museu Grão Vasco - Link)
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Menino Jesus do Silêncio (séc. XVIII, Palácio Nacional de Mafra - Link)
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Menino Jesus como Divino Amor (séc. XVIII, Museu de Évora - Link)
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Coroa e imagem de Menino Jesus (séc. 1.ª metade do XIX, Museu de Évora - Link)
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Barristas portugueses, Menino Jesus (séc. XVIII, Museu Nacional de Machado de Castro  - Link)
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Olaria Alfacinha - Estremoz, Menino Jesus (séc. XX, Museu de Arte Popular - Link)
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sábado, 4 de maio de 2013

Para o Dia da Mãe

Seguidor de Rogier van der Weyden, A Virgem com o Menino (Link).
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Martin Schongauer,  Madonna in a Rose Garden (Link).
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Olhar para estas pinturas que datarão dos séculos XV-XVI leva-me a ponderar sobre a maneira como a imagem da Virgem, associada à ideia de maternidade, entrou para o imaginário iconográfico ocidental. Segundo Georges Duby, pode-se atribuir o culto marial do período gótico à expansão da cristandade no Oriente, onde se situavam os grandes santuários da Virgem. Esta hipótese é plausível, sendo de acrescentar que foi no século XII que se desenvolveu o culto da Virgem Maria, o que coincidiu temporalmente com a o crescimento da exaltação da mulher nas cortes cavaleirescas. Ao longo dos séculos seguintes triunfou o espírito da cavalaria, desenvolveram-se as cidades e as universidades, aumentou a curiosidade pela natureza e o espírito científico, e o realismo tornou-se mais presente na arte. Com as religiões mendicantes, sobretudo os Franciscanos, desenvolveu-se o culto pela humildade e pelo presépio. Nos séculos seguintes, no período que compreende o final da Idade Média e a Época Moderna, as mulheres começaram a ser mais respeitadas na sociedade e as crianças ganharam individualidade. Esta nova mentalidade certamente se espelha na arte e nomeadamente nas representações da Virgem com o Menino. Estas imagens ganham naturalidade e o Menino torna-se cada vez mais numa criança e menos num adulto em miniatura. Distinguindo-se das imagens hieráticas dos ícones bizantinos, no primeiro quadro, Jesus brinca com o cabelo da mãe e no de Schongauer agarra-se a ela, numa atitude perfeitamente natural de uma criança pequena.
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Bib.: Georges Duby, O Tempo das Catedrais, A Arte e a Sociedade, 980-1420, Lisboa, Editorial Estampa, 1988.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Divagaões em torno das pêras

Começo por dizer que não aprecio pêras, com excepção talvez da pêra rocha que tem direito a festival anual no Bombarral, geralmente em Agosto. Contudo, a minha filha adora pêras e o meu marido é fã de pêras com vinho:

Eu fiquei sobretudo curiosa de experimentar estas duas versões:
(Link)
(Link)

Entretanto, ontem, encontrei na revista Panorama este poema, que me encantou, de Tarcísio Trindade:

A Pereira

Tenho no meu quintal uma pereira
Menina e poeta

Branca em flor todas as Primaveras
Não dá pêras
Dá ninhos.

Decidi então prestar mais atenção às pêras e realizei uma muito breve pesquisa sobre o tema. 
Descobri que as pereiras em flor foram pintadas por Van Gogh (1888, Van Gogh Museum):

(Link)

E que as pêras já tinham merecido a atenção de outros artistas, em vários géneros, desde há bastante tempo.
Em pinturas de Nossa Senhora com o Menino, como por exemplo de Giovanni Bellini (1488, Academia Carrara, Bergamo), onde a pêra terá o mesmo significado que a maçã, indicando a Virgem como a Nova Eva e Jesus como redentor do pecado:

(Link)

Ou mais prosaicamente em naturezas mortas, como a de Luis Egidio Melendez (Museum of Fine Arts, Boston):
(Link)

Numa pintura de Manet (1868, Museu Nacional de Estocolmo):
(Link)

Ou ainda numa caricatura de Daumier (1831):
(Link)

Poderá dizer-se que é mais um fruto bastante versátil.