Pieter Bruegel, o Velho, El vino de la fiesta de San Martín (1566 - 1567, museu do Prado, Madrid)
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sábado, 11 de novembro de 2023
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Dia da Criança
Imagens escolhidas do post «Bambini che Giocano», do blogue Didatticarte:
Breviário iluminado francês (1320-1325)
Pieter Brugel (o Velho), Jogos de Crianças (1560)
Charles Amédée Philippe Van Loo, Bolas de Sabão (1764)
Ferdinand Georg Waldmüller, Emilie Werner, Filha de Johann e Magdalena Werner (1835)
Silvestro Lega, Le Bambine che Fanno le Signore (1872)
Claude Monet, Jean Monet (1872)
Winslow Homer, Criança no Baloiço (1879)
John Singer Sargent, As Filhas de Edward Darley Boit (1882)
Ettore Tito, Girotondo (1886)
Félix Vallotton, A Bola (1899)
Dorothy Tennant, At Play
Candido Portinari, Meninos no Balanço (1960)
quinta-feira, 9 de março de 2023
Macacos (na Arte)
Pieter Bruegel The Elder, Two Monkeys (1562, Staatliche Museen zu Berlin, Berlin)
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Azulejo de Rodapé (1565, Museu Nacional do Azulejo, Lisboa)
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David Teniers The Younger, A Monkey Encampment (1633)
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Frans Francken the Younger, Monkeys playing backgammon
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Gabriel von Max, Monkey with Pitcher
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Manuel Mafra, Macaco e Tartaruga (1870-1905)
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Pablo Picasso, Le Singe assis (1905)
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Ohara Koson, Monkey on the tree (c. 1910)
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Franz Marc, The Monkey (1912)
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Fernand Léger, La Création du Monde Singe dessin de costume (1923)
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Alexander Calder, Sem Título (Monkey) (1925)
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José Vassalo, Étude de singe (Museu Municipal Carlos Reis, Torres Novas)
terça-feira, 1 de março de 2022
Em dia de Carnaval
Pieter Bruegel, o Velho, The Fight Between Carnival and Lent (1559, Kunsthistorisches Museum, Viena)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Museu de Évora
Brasão de Armas da Cidade dos Antigos Paços do Concelho de Évora (c. 1513)
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Retábulo da Capela-mor da Sé de Évora (c. 1500)
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Gregório Lopes, Adoração dos Pastores, Convento do Bom Jesus de Valverde, Évora (1544)
Joana Baptista fecit, Oratório Portátil com Sagrada Família e Santos (Séc. XVII)
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Pieter Bruegel (O Jovem), Festa de Casamento (1620)
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Hendrick Avercamp, Paisagem no Gelo (c. 1620)
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Trompe l'oeil com Instrumentos Musicais (1664)
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Josefa de Óbidos, Ceia da Sagrada Família (c. 1660-1670)
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Mesa da Encostar (Séc. XVIII)
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Manuel Garcia Hispaleto, Atelier de Escultura (Séc. XIX)
Josefa Greno, Pomba entre Flores (Séc. XIX)
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José Simões de Almeida, Alegria (1887)
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António Alberto Nunes, Bernardim Ribeiro (1891)
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Da ética
Pieter Bruegel the Elder, The Flemish Proverbs (1559 - via Gandalf's Gallery)
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“Ethical behavior is doing the right thing when no one else is watching - even when doing the wrong thing is legal.”
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Etiquetas:
Aldo Leopold,
Pieter Bruegel,
Provérbios
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Da saturação - divagação sobre o tempo
Franklin Figueiredo, Fotografia (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)
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Sempre me fascinaram as pessoas que nasceram no início do século XX e morreram no final desse século. O mundo mudou tanto ao longo desses cem anos, que nem imagino o que foi a vida delas - mesmo sem contar com as duas Grandes Guerras, Revoluções e outros acontecimentos. Faço apenas uma pálida ideia através das mudanças a que eu própria tenho assistido em cerca de quarenta anos de vida.
Ilustração Portuguesa (30/12/1922 - Link)
Quando eu nasci não existiam coisas que hoje são comuns, como computadores pessoais (muito menos portáteis), televisão a cores, DVD's, telemóveis, internet, e por aí em diante.
Ainda por cima, sou uma pessoa que demoro sempre algum tempo em aceitar as novas tecnologias. Por exemplo, só comprei CD's e leitores de CD quando quase já não conseguia encontrrar discos de vinil à venda nas lojas. O meu telemóvel é outro exemplo, porque está muito desactualizado e eu aguardo pacientemente que ele se estrague para ter uma boa desculpa para comprar um dos novos. Nem sei o que é um IPAD (é assim que se escreve?)... Também não consigo aderir ao acordo ortográfico (mas isso é outra história).
Wall-E (Link)
Se, por um lado, considero boa esta evolução e algumas das traquitanas que vamos acumulando; por outro, acho que tudo isto é um bocado excessivo.
Nem vou alongar-me sobre os problemas que traz ao nível ecológico (acumulação de lixo) e económico (as pessoas gastarem dinheiro e fazerem dívidas, para adquirirem coisas que na verdade não necessitam). Não vou também alongar-me sobre o terror que por vezes me causa o pensamento de haver uma catástrofe, recuarmos cerca de cem ou duzentos anos - e nos vermos de novo sem electricidade, água canalizada, frigoríficos e roupa de "pronto-a-vestir" - entre outras coisas que hoje em dia já consideramos tão normais que já olhamos para elas como se fossem direitos humanos.
Matrix (Link)
Do que quero falar é da saturação de informação. Hoje em dia, com a internet e os novos meios de comunicação, estamos tão inundados de informação que perdemos a capacidade de a processar convenientemente.
Nem vou discorrer sobre a quantidade de notícias que surgem nos telejornais, que me põem sempre a pensar se o mundo sempre foi assim terrível ou se somos nós que agora sabemos tudo ao segundo... Nem vou discorrer, também, sobre a quantidade de textos mais ou menos interessantes, publicados em toda a parte, por qualquer pessoa, que já lemos mais ou menos na diagonal - enquanto saltitamos para o texto seguinte. Só para dar uma ideia, neste momento tenho grande parte da minha biblioteca pessoal desactualizada, relativamente ao actual estado da investigação em História da Arte, tendo chegado ao ponto de desistir de comprar livros e passar a lê-los em bibliotecas.
Nem vou discorrer sobre a quantidade de notícias que surgem nos telejornais, que me põem sempre a pensar se o mundo sempre foi assim terrível ou se somos nós que agora sabemos tudo ao segundo... Nem vou discorrer, também, sobre a quantidade de textos mais ou menos interessantes, publicados em toda a parte, por qualquer pessoa, que já lemos mais ou menos na diagonal - enquanto saltitamos para o texto seguinte. Só para dar uma ideia, neste momento tenho grande parte da minha biblioteca pessoal desactualizada, relativamente ao actual estado da investigação em História da Arte, tendo chegado ao ponto de desistir de comprar livros e passar a lê-los em bibliotecas.
Claude Monet, Les nymphéas (Link)
Mas vou mencionar uma coisa que me anda a perturbar: a circulação fácil de imagens e de objectos artísticos de vários formatos. Só para dar um exemplo, vejo tanta pintura impressionista a circular em filmes, internet, livros e diversos objectos, que eu, que sempre gostei de Impressionismo, começo a cansar-me. Actualmente, mais depressa daria dinheiro (se o tivesse) por um quadro de Columbano ou de Sorolla (ou outro pintor menos mediático), do que por uma obra de Renoir.
Se é bom e justo o fácl acesso à informação - e eu, como historiadora de arte, dou graças pela internet, com o Google, Wikipaintings, Matriznet, Base Joconde, Artcyclopedia, Facebook, Hemeroteca Digital, SIPA (entre outras mil maravilhas) - também é cansativo o bombardeamento de informação, que surge de forma vertiginosa e muitas vezes repetitiva, ou, pior ainda, desactualizada e com erros.
Para ser muito sincera, quero que tudo isto exista, e exista cada vez mais. Mas também gostava que houvesse uma forma melhor de conseguir processar tantos dados. Sinto-me um pouco como na Torre de Babel...
Pieter Bruegel (o Velho), Construction of the Tower of Babel (1563, Kunsthistorisches Museum, Vienna - Link)
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
A Pintura de Género - Algumas ideias
A expressão "pintura de género", designa a representação pictórica de cenas da vida quotidiana, cujos personagens são pessoas anónimas. Até ao séc. XVIII, o termo integrava as categorias que eram consideradas como menores da arte (les genres), mas, em 1791, Quatremère de Quincy usou a designação para descrever cenas domésticas, o que acabou por se estabelecer. Esta categoria pictural coloca em jogo a noção de realismo, que não se resume apenas à representação objectiva da realidade. O quadro de género, pelo menos antes do séc. XIX, escondia frequentemente significados alegóricos, morais ou religiosos, relacionáveis com o contexto da sua produção.
Pieter Bruegel, O Velho, The peasent dance (c. 1568, Kunsthistorisches Museum, Viena - Link)
Reportando-nos a Arte Ocidental, o tema surgiu na Antiguidade, mas creio que a sua génese está principalmente na obra dos primitivos flamengos, nomeadamente nos quadros de Bruegel, o Velho, de conteúdo moralizante.
A história da pintura de género é muito semelhante à da natureza morta, sendo também a partir de meados do séc. XVI, mas sobretudo no séc. XVII e nos Países Baixos, que se começou a desenvolver nos moldes actuais. Apesar de ter tido grande fulgor na Holanda, cedo a sua prática chegou a outros países, como, por exemplo, a França, a Espanha, a Itália e, já no séc. XVIII, a Inglaterra. De facto, em pouco tempo, esta temática ganhou domínio em toda a Europa, apesar de, segundo a hierarquia dos géneros académica, não ser muito considerada, estando próxima da cotação da paisagem e da natureza morta.
Pieter de Hooch, La Buveuse (1658, Museu do Louvre - Link)
A história da pintura de género é muito semelhante à da natureza morta, sendo também a partir de meados do séc. XVI, mas sobretudo no séc. XVII e nos Países Baixos, que se começou a desenvolver nos moldes actuais. Apesar de ter tido grande fulgor na Holanda, cedo a sua prática chegou a outros países, como, por exemplo, a França, a Espanha, a Itália e, já no séc. XVIII, a Inglaterra. De facto, em pouco tempo, esta temática ganhou domínio em toda a Europa, apesar de, segundo a hierarquia dos géneros académica, não ser muito considerada, estando próxima da cotação da paisagem e da natureza morta.
Jean-Baptiste Greuze, L'Oiseleur (1757, Muzeum Narodowe, Varsóvia - Link)
No séc. XIX, as fronteiras entre a pintura de género e a de história começaram a tornar-se cada vez mais esbatidas. Com a maior liberdade originada pelo fim das Academias e com o apelo dos artistas e intelectuais para que as pintores dessem maior importância à vida do seu tempo - a representação do quotidiano tornou-se comum na arte. Há outros factores a considerar, como, por exemplo, a redescoberta histórica da pintura holandesa do séc. XVII que, entretanto fora quase esquecida. Ou a influência da pintura não ocidental, nomeadamente das estampas japonesas.
Keisai Eisen, Contest of Beauties: A Geisha from the Eastern Capital (1818-1830 - Link)
Pierre Auguste Renoir, Jeune fille coiffant ses cheveux (1894, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque - Link)
Desde oitocentos que a representação de cenas do quotidiano com pessoas anónimas foi adoptada por artistas de diversos países, com várias formas de expressão e diferentes pesquisas.
Edward Hopper, Girl at a Sewing Machine (c. 1921, Museu Thyssen-Bornemisza, Madrid - Link)
Tzvetan Todorov (em 1993) notava que a pintura do quotidiano, nos séculos XIX e XX, ligada à pintura realista, «continue d’affirmer la beauté de ce qu’elle montre; mais c’est souvent une beauté de l’accablement, du désespoir, de la détresse: ce sont dês fleurs du mal (…)». Isto é, o pintor de oitocentos passava a interpretar o tema de quotidiano e da natureza morta na sua ligação ao intimismo e à melancolia. Por outro lado, a pintura, mesmo a figurativa, deixava de ser uma representação para se tornar numa apresentação. O anedótico era rejeitado; os temas do quotidiano e a representação de objectos passavam ser vistos como um pretexto para a exploração de valores puramente pictóricos. Para finalizar, note-se que Todorov também distinguia a pintura de género do retrato: «tableau de genre et portrait se distinguent par l’intention dont ils son animes; seulement, cette difference n’est plus pragmatique ou thématique, elle est, pourait-on dire, philosophique. (…) La difference (…) dans le tableau de genre, l’être représenté est au service de l’action qu’il accomplit ou de la situation dans laquelle il est pris; dans le portrait, à l’inverse, c’est la situation qui est au service de l’être. (...)».
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Cf.
Helen Langdon, «Genre», in The Dictionnary of Art, Vol. XII, Macmillan Publishers Limited, 1996, pp. 286-298.
Tzvetan Todorov, Éloge du quotidien. Essai sur la peinture hollandaise du XVII.e siècle, Paris, Adam Biro, 1993.
«Scène de genre», in Wikipedia
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