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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Da alma

John Constable, Cloud Study (1821)
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«As grandes almas são como as nuvens: colhem para distribuir»-
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Kalidasa,
in Luis Señor González, Dicionário de Citações e Provérbios, Correio da Manhã, 2004, p. 223.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Jardinagem

John Constable, Golding Constable's Flower Garden (1815, Museu de Ipswich)
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«Gardening activity is of five kinds, namely sowing, planting, fixing, placing, maintaining. In so far as gardening is an Art, all these may be taken under the one head, composing». 
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Ian Hamilton Finlay, 1985
in Iwona Blazwick e Simon Wilson (ed.), Tate Modern, The Hand Book, Tate Publishing, 2000, p. 57.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Nuvens

John Constable, Cloud Study (1821)
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Alfredo Keil, Nuvens (1897, MNAC)
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José Malhoa, Nuvens (1915, Museu José Malhoa)
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Nicholas Roerich, Cloud (1915) 
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Alvin Langdon Coburn, The Cloud (1912)
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Emília Matos e Silva, s/t (2004)*
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Jane Wilson, Yesterday's Clouds (2010)
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René Bertholo, Nuvem com Superfície Variável – III (1967, CAM-FCG)
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* Por mera curiosidade, descobri que esta pintura da minha mãe já esteve aqui no blogue, precisamente num dia 26 de Junho, mas de 2008.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A Paisagem - Constable e a Escola de Barbizon

John Constable, Dedham Church And Vale (1800, Whitworth Art Gallery, University of Manchester, Manchester)
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O Naturalismo moderno tem as suas raízes na obra do pintor inglês John Constable (1776-1837). Este artista, muitas vezes conectado com o Romantismo devido ao seu entendimento sensível da paisagem, abriu as portas para uma nova visão da natureza, fazendo numerosos estudos dos lugares por onde passava (incluindo as nuvens), ajudando a libertar a pintura de paisagem da necessidade de estar inserida num quadro de assunto histórico. Jorge Calado lembrava que foram os flamengos, ainda no século XVII, que «inventaram (…) a paisagem real», mas foi Constable que impôs o tema «como um género sério da pintura» (Henriques, Castro, 1993, 31-32). Este artista chegou a perguntar: «porque é que a pintura de paisagem não é considerada um ramo da filosofia natural da qual as pinturas são as experiências?» (Henriques, Castro 1993, 32)

Achille Etna Michallon, Le Chêne et le Roseau (1816, Fitzwilliam Museum, Cambridge)

As Academias do século XVII estabeleceram uma hierarquia dos temas da pintura, privilegiando os assuntos humanos à natureza; os seres animados aos seres inanimados; a religião, a história, a mitologia e o retrato, à pintura de género, à paisagem ou à natureza morta. Para valorizar as suas obras, os pintores preocupavam-se em encontrar pretextos nobres (sobretudo históricos, religiosos ou mitológicos) para tornar as suas paisagens dignas de serem aceites em exposições como as do Salon de Paris. Em 1816, foi criado o Grande Prémio de paisagem histórica, sendo o primeiro laureado Achile-Etna Michallon (em 1817). No entanto, foram os artistas ingleses, que expuseram no Salon parisiense, em 1824, entre os quais se contava Constable, que abriram as portas para a autonomia do género.

Theodore Rousseau, Valley In The Auvergne Mountains (1830, Saint Louis Art Museum, St. Louis)

É interessante notar que existe uma coincidência, quanto mais não seja cronológica, entre o desenvolvimento da pintura de paisagem e o aprofundamento do conhecimento científico sobre a natureza. Isto é, a cronologia aproxima o desenvolvimento do espírito científico moderno, o surgimento da Revolução Industrial e Agrícola, o crescimento das cidades, o a criação da pintura de paisagem, primeiro sob um ponto de vista mais sentimental e romântico, posteriormente sob um ponto de vista mais objectivo e naturalista. Castagnary, no «Salão de 1863», já notara que «A escola naturalista restabelece as relações cortadas entre o homem e a natureza» (Henriques Castro, 1993, 36). 

Narcisse-Virgilio Diaz, Sunny Days In The Forest (1850)

Em França, foram os pintores da Escola de Barbizon que aprofundaram o gosto pela reprodução da natureza, mas este interesse não era desligado de valores sentimentais ou humanos. Ainda dentro de um sentido nacionalista (ou patriótico), de raiz romântica, os pintores desejavam descrever as paisagens concretas do seu País e «representar a alma de uma nação, tanto numa perspectiva individual como colectiva» (Silva 2010).

Jean-Francois Millet, Printemps à Barbizon (1868-1873, Musée d'Orsay, Paris)

Barbizon era uma pequena vila na Floresta de Fontainebleau, que se tornou num foco de atenção para os artistas desde meados do século XVIII, mas foi particularmente depois de 1825, que se converteu num destino aprazado pelos artistas. Corot (1796-1875) começou a frequentá-la em 1822, Théodore Rousseau (1812-1867) em 1827, Diaz de la Peña (1807-1876) em 1836, Daubigny (1817-1878) em 1843. Rousseau e Jean-François Millet (1814-1875) mudaram-se para Barbizon em 1847 e 1849, respectivamente. Estes pintores, que se dedicaram sobretudo à representação das paisagens e aspectos rurais, faziam os esboços no local, mas completavam as pinturas no atelier.


Os pintores da Escola de Barbizon foram inicialmente recusados no Salon oficial e só a partir de 1848 conseguiram entrar nesse circuito. Entretanto, a realidade de Fontainebleau já se estava a alterar, com a construção do caminho-de-ferro, nas linhas de Paris-Orléans (1842) e Paris-Lyon (1849), que tornaram Barbizon mais acessível, chegando a ser um local de passeio dominical para os parisienses.

Camille Corot, Fontainebleau (1823-1824)

Esta adopção de Fontainebleau pelos artistas tem relação com a história da ecologia em França. De facto, este país foi um dos primeiros a preservar uma área de vegetação natural, que foi precisamente a Floresta de Fontainebleau, em 1853. Segundo conta Allemand-Cosneau, a floresta de Barbizon mudara «muito de aspecto durante o século XIX por efeito da exploração humana (…) mas graças à acção pessoal de Théodore Rousseau junto de Napoleão III foi criada uma espécie de “Reserva de artistas” nos locais por eles frequentados (Henriques, Castro 1993, 40).
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Bibliografia:
Henriques, Ana de Castro, Castro, Catarina Maia e (coord.). 1993. Silva Porto 1850-1893: exposição comemorativa do centenário da sua morte. Lisboa: I.P.M.. 
Silva, Raquel Henriques da. 2010. «Silva Porto e a Pintura Naturalista». In A Arte Portuguesa do Século XIX. 1850-1910. MNAC - Museu do Chiado, Catálogo da Colecção. Pedro Lapa, Maria de Aires Silveira (org.), vol. I, LI-LXIII. Lisboa: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Leya.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Da Natureza

John Constable, Study of the Trunk of an Elm Tree (1824, Victoria and Albert Museum, Londres)
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«Before this world existed, the holy people made themselves visible by becoming clouds, sun, moon, trees, bodies of water, thunder rain, snow, and other aspects of this world we live in. That way, they said, we would never be alone. So it is possible to talk to them and pray, no matter where we are and how we feel. Biyázhí daniidlí, we are their little ones.»
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sábado, 7 de setembro de 2013

O Céu (não é o limite)

«Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...»
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Álvaro de Campos, in "Poemas" em (In)Cultura
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John Constable, Spring clouds (1822, Victoria and Albert Museum, London - Link)
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Eugène-Louis Boudin, Seascape with Large Sky (1860 - Link)
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Gustave Courbet, Shores of Normandy (1866, Musée Eugène Boudin - Link)
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José Malhoa, Nuvens (1915, Museu José Malhoa - Link)
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Nicholas Roerich, White and Celestial (1924 - Link)
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Neil Welliver, Study for Clouds I (1979, Alexandre Gallery, New York - Link)
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Georgia O'Keeffe, Sky above clouds III (Link)

terça-feira, 10 de julho de 2012

A Paisagem

Isaac Levitan, Cloudy day (1895).
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Isaac Levitan, Stormy day (1897).
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Isaac Levitan, The lake (1899-1900).
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«It is the soul that sees; the outward eyes
Present the object, but the Mind descries.
We see nothing till we truly understand it».

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ecologia e Naturalismo

John Constable, Wivenhoe Park, Essex (1816, Gandalf's Gallery).
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John Constable escreveu: «Still, I should paint my own places best; painting is but another word for feeling». A propósito deste pintor deverá falar-se de Romantismo, mas também de Naturalismo, movimento artístico oitocentista que se pode ligar a uma nova percepção da importância da natureza, que apenas começava a ser ameaçada pelo avanço da industrialização e da urbanização.
Em 2010, Raquel Henriques da Silva asseverava que «(…) há que referir também que a reivindicação do amor pelo campo, através de paisagens e gentes identificáveis, foi, no século XIX uma espécie de anti-cultura que se opunha ao crescimento imparável das cidades, com o seu cortejo de novas chagas sociais. Aquilo que, durante grande parte do século XX, foi considerado uma prática nostálgica e conservadora (porque se entendia que era nas cidades que o progresso se encontrava) pode hoje ser valorizado como uma ecologia, crítica da pujante economia capitalista para a qual a vida camponesa, bem como os seus valores, deveriam ser submetidos às exigências do mercado».

quinta-feira, 17 de junho de 2010

The world is wide...

Pintura de João Baptista da Costa, O Passeio ( Museu da Chácara do Céu, Rio de Janeiro).
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«The world is wide; no two days are alike, nor even two hours; neither were there ever two leaves of a tree alike since the creation of the world; and the genuine productions of art, like those of nature, are all distinct from one another».
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John Constable,
citado por The Dutchess.