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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia dos Avós

Ou de São Joaquim e Santa Ana.
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Giotto, Incontro di Anna e Gioacchino alla Porta d'Oro (c.1303-1305, Cappella degli Scrovegni)
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Círculo de Gérard David, Encontro de Santa Ana e São Joaquim, Políptico da Vida da Virgem (1490-1500, Museu de Évora)

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Virgem e o Menino, Santa Ana, São Joaquim e uma Doadora (1540-1460, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Zurbarán, The Immaculate Conception with Saint Joachim and Saint Anne (c. 1638-c.1640, Scottish National Gallery, Edinburgh)
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São Joaquim, Santa Ana e Virgem Maria (séc. XVIII, Museu de Alberto Sampaio)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Frases de filmes I


Giotto, Speranza
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«Just because someone stumbles and loses their way, it doesn't mean they're lost forever. Sometimes, we all need a little help.»
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X-Men: Days of Future Past (2014)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ainda o Presépio

Giotto, Instituição do Presépio em Greccio (Igreja de São Francisco, Assis)
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«Parece que o mais antigo presépio que se conhece data do ano de 380 e foi descoberto nas Catacumbas de São Sebastião, em Roma. Aparece o Menino Jesus deitado numa espécie de mesa, estando o burrinho e a vaquinha do estábulo junto dele.
Mas foi precisamente no dia 24 de dezembro de 1229 que, pela primeira vez, também em Itália, na aldeia de Greccio, São Francisco de Assis se lembrou de dizer a Missa num ambiente muito especial!
Mandou colocar um altar em cima de uma manjedoura cheia de feno verdadeiro, e de cada lado deste altar mandou que ficassem um burrinho e uma vaquinha também verdadeiros. Depois começou a dizer a Missa.
Ao chegar ao momento da Consagração, todos viram que de repente apareceu uma criança a dormir sobre a manjedoura que estava por baixo do altar. S. Francisco de Assis então aproximou-se e acordou o Menino, que era Jesus...»
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Maria Alberta Menéres, O Livro do Natal.

domingo, 4 de outubro de 2015

No Dia de São Francisco

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SÃO FRANCISCO

Lá vai São Francisco 
Pelo caminho 
De pé descalço 
Tão pobrezinho 
Dormindo à noite 
Junto ao moinho 
Bebendo a água 
Do ribeirinho. 

Lá vai São Francisco 
De pé no chão 
Levando nada 
No seu surrão 
Dizendo ao vento 
Bom dia, amigo 
Dizendo ao fogo 
Saúde, irmão. 

Lá vai São Francisco 
Pelo caminho 
Levando ao colo 
Jesuscristinho 
Fazendo festa 
No menininho 
Contando histórias 
Pros passarinhos.
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

6 Dias para o Natal - As Tradições (alguns registos)

Teresa de Sousa, Noite de Natal (1958, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)
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Sem entrar em questões que se prendem com as possibilidades económicas, é interessante notar na maneira como o Natal é vivido de formas diferentes, quer em diversas regiões, quer de família para família numa mesma localidade. Há costumes que se têm globalizado, quer pela circulação de pessoas, quer através dos meios de comunicação e divulgação cultural. Mas há rituais ou hábitos que divergem. Numa revista do Agrupamento D. Filipa de Lencastre, Zine Especial Natal 2013, encontrei alguns testemunhos interessantes, que demonstram bem como o Natal pode ser muito diferente consoante os países, mas por vezes com coincidências engraçadas. Num testemunho referente à Alemanha, é dito: «O Natal na Alemanha é bastante semelhante ao Natal em Portugal» (p. 16). Outro testemunho, sobre o Reino Unido, assinala aquilo que eu já suspeitava «não gostámos de comer Christmas Pudding» (p. 15) - eu também não devo gostar. 
É de supor que as diferenças no viver do Natal tenham rareado com o evoluir dos tempos. No séc. XIX, Ramalho Ortigão registava a diferença entre o Natal da sua infância e o da sua maturidade, escrevendo também sobre a diferença entre o Natal de Lisboa e o Natal minhoto do seu tempo (As Farpas, Tomo I, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1942, p. 69 e ss.). No António Maria de 30 de Dezembro de 1880, também se assinalava a diferença entre o Natal do Porto e o de Lisboa, referindo que o primeiro era mais uma festa de família, enquanto o segundo era mais uma festa da Igreja.


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Eu, com 43 anos e vivendo quase toda a vida em Lisboa, tenho testemunhado diferentes maneiras de viver o Natal, mesmo sem contar com aquilo que vou lendo e vendo na televisão, cinema, livros, revistas e internet. O Natal era diferente na casa dos meus avós paternos e maternos, na casa dos meus pais e, agora, na casa dos meus sogros. Porém, em todas essas casas era o Presépio e o Menino Jesus que eram os principais protagonistas dos festejos - costume esse que deve remontar a São Francisco e ao séc. XIII.
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Giotto, San Francesco d'Assisi Preparazione del Presepe di Natale a Grecchio (1297, Igreja de São Francisco, Assis - Link)
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Na casa dos meus avós paternos cantava-se junto do Presépio e colocava-se um sapatinho na chaminé (ou lareira), costume que, agora descobri, também existia em França (bem como noutros locais, com algumas variações). Era também o Menino Jesus que trazia as prendas e não o Pai Natal.
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(Link)
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O costume de ir à missa do Galo só encontrei em casa dos meus sogros, embora, evidentemente seja um costume antigo e eminentemente católico.
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Irmãos Limbourg, A Missa de Natal, in Très Riches Heures du Duc de Berry (Link).
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Um costume que eu aprecio bastante é o de iluminar as ruas. Nesta época, os dias são curtos, a noite cai cedo, e sabe bem ver as ruas iluminadas com motivos alegres e festivos.
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(Link)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

22 dias para o Natal - O Presépio

Giotto, Natividade (1310, Igreja de São Francisco, Assis - Link)
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Tríptico da Natividade [D.João I] (1376-1425, Museu de Alberto Sampaio - Link)
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Atribuído a António de Holanda, Livro de Horas de D. Manuel I - Horas da Virgem - Natividade (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Gregório Lopes, Natividade do Retábulo do Convento do Paraíso (1527, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Presépio com maquineta (séc. XVIII, Museu Nacional de Machado de Castro - - Link)
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Presépio (sec. XVIII-XIX, Museu de Aveiro - Link)
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Estremoz, Presépio de Trono (séc. XX, Museu Nacional de Etnologia)
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Barcelos, Presépio (Museu de Arte Popular - Link)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

"Trompe l'oeil" como princípio artístico das primeiras naturezas mortas

O "trompe l'oeil" é considerado um importante princípio criativo na história da natureza morta, pois a sua prática requeria um estudo intensivo das leis da óptica. Os "trompe l'oeil" são populares desde a Antiguidade e foram produzidos na Idade Média, existindo exemplos na pintura de Giotto.

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O ilusionismo desenvolveu-se no séc. XV, ligado ao pensamento empírico que procurava a experiência directa e a observação da natureza.

Francesco di Giorgio Martini, Studiolo do Palácio Ducal de Urbino
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O interesse pelo "trompe l'oeil" também surgiu na Itália de Quatrocentos, através dos embutidos em madeira, que reproduziam verdadeiros quadros de natureza morta. Estes embutidos exibem um elevado grau de abstracção, pelo monocromatismo e estilização formal.

Posteriormente, a natureza morta em "trompe l'oeil" continuou a estar em voga, nomeadamente na arte barroca, pelo seu carácter sedutor de surpresa e encenação. No entanto, podem-se encontrar obras em "trompe l'óeil" aplicadas a outros temas e até aos dias de hoje.

Salvador Dali, Overture in trompe l'oeil (c. 1972)
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Bibliografia:
Norbert Scneider, Still Life Painting in the Early Modern Period, Taschen, 1994.

domingo, 27 de maio de 2012

Dia de Pentecostes

Giotto, Pentecost (1320-25, National Gallery, Londres).
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De acordo com o site Web Gallery of Art, este painel é o sétimo de uma série sobre a vida de Cristo. Julga-se que este painel terá sido realizado com a colaboração de outros pintores da oficina do artista, mas as duas figuras da frente, em posição simétrica, serão obra de Giotto, pelo facto de serem mais soldiamente pintadas e as suas expressões demonstrarem uma atitude mais expressivamente natural.
O Pentecostes festeja-se, na Igreja Católica, cinquenta dias após a Ressurreição, mas também é festejado entre os Judeus (comemorando a dádiva de Deus dos Dez Mandamentos no Monte Sinai). Pelo que li, há vários costumes ligados ao Pentecostes, mesmo entre os cristãos. Em inglês é chamado de «Whitsunday», devido às vestes brancas usadas por aqueles que eram baptizados durante a vigília. Na Itália era costume atirar folhas de rosas do tecto das igrejas para recordar o milagre das línguas de fogo. Na França tocavam-se trombetas durante o serviço Divino, para lembrar o som do vento que acompanhou a descida do Espírito Santo. Na Rússia levam-se flores e ramos verdes nas mãos. Por outro lado, é de notar a ligação desta festividade à Primavera, o que é notório num poema de Goethe:

Pfingsten, das liebliche Fest, war gekommen;
es grünten und blühten
Feld und Wald; auf Hügeln und Höhn,
in Büschen und Hecken
Übten ein fröhliches Lied die neuermunterten Vögel;
Jede Wiese sprosste von Blumen in duftenden Gründen,
Festlich heiter glänzte der Himmel und farbig die Erde.
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sábado, 27 de março de 2010

Domingo de Ramos

Pintura de Giotto, Entrada de Jesus em Jerusalém (Capela Scrovegni, Pádua).
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Último domingo da Quaresma, antes da festa da Páscoa. Celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, por entre a multidão que agita ramos de palmeira e exclama «Hossana ao filho de David». A celebração começa com a bênção dos ramos: palmas, ramos de oliveira ou outra folhagem. É seguida duma procissão. Os ramos são depois levados pelos fiéis, para serem colocados junto de crucifixos, de forma a simbolizar a vitória de Cristo sobre a morte.
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In Dicionário da Bíblia e do Cristianismo.
Ver também: Prosimetron.
Sobre os costumes da Polónia: Retratos de Varsóvia.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O azul

Pintura de Giotto, Ascenção (c. 1305, Cappela Scrovegni, Pádua).
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«Durante séculos, a luz, cores e temas dos frescos de Giotto transmitiram uma mensagem de fraternidade universal e de paz. (...) A beleza de uma existência onde o cosmos não se revolta contra a violência de muitos, mas projecta na sossegada musicalidade do azul uma espiritualidade incorpórea que nos transporta a mundos interiores, a significados mais profundos da existência humana».
«(...) a mensagem de Giotto será mais uma vez proposta ao mundo. Aquele azul ainda invoca a origem comum da humanidade: diz certamente algo aos chineses, onde o azul é um símbolo de imortalidade; aos europeus, que o vêem como uma vitória do humanismo face ao racionalismo; aos árabes, para quem o azul é a cor da felicidade; aos povos nativos da América, que associam o azul a uma existência animada por valores morais. Azul céu que acompanha o brilho das mais impensáveis conquistas científicas».
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Claudio Bellinati.