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quarta-feira, 4 de outubro de 2023

sábado, 24 de dezembro de 2022

Véspera de Natal

Sandro Botticelli, The Mystical Nativity (c.1500 - c.1501, National Gallery, Londres)
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«Levantem os olhos para o céu
e vejam! Quem é que criou as estrelas?
Foi aquele que as põe em movimento
como se fosse um exército bem ordenado.
A todas, ele chama pelo seu nome.
O seu poder é tão grande e a sua força é tal,
que nenhuma falta à chamada».
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Isaías 40:26

domingo, 24 de abril de 2022

As Duas Colunas de Bronze do Templo de Salomão

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«Hiram fundiu duas colunas de bronze, que mediam nove metros de altura e seis metros de perímetro. Fez depois dois capitéis de bronze para colocar em cima das colunas. Cada capitel media dois metros e meio de altura. Estavam ornados com redes de malha e grinaldas, em número de sete para cada capitel. Fez também duas fileiras de romãs em volta das redes, para cobrir os capitéis de cada uma das colunas. Os capitéis das colunas do pórtico tinham a forma de açucena e mediam dois metros. Em volta de cada capitel, na sua parte mais saliente e bojuda, junto da rede, havia duzentas romãs dispostas circularmente em duas fileiras. Hiram colocou estas duas colunas no pórtico do templo, uma à direita e outra à esquerda e chamou-lhes, respetivamente, Jaquin e Booz. A parte superior das colunas tinha a forma de açucena. E assim terminou Hiram o trabalho das colunas».
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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Uma alegoria

Félix Bonfils, Jerusalém. Oliveira nos jardins de Getsemani. (c. 1855-1880, Arquivo de Documentação Fotográfica / DGPC)
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«Certa vez as árvores reuniram-se para escolher um rei. Disseram para a oliveira: “Reina sobre nós.” A oliveira respondeu: “Para reinar sobre vós teria de deixar de produzir azeite, o qual é usado para honrar deuses e homens.”
Então as árvores disseram à figueira: “Sê tu o nosso rei!” Mas a figueira replicou: “Para reinar sobre vós não poderia produzir mais o meu doce fruto.”
Em seguida as árvores disseram à videira: “Tu é que vais ser o nosso rei.” Mas a videira respondeu: “Para reinar sobre vós não mais poderia dar o meu vinho, que faz os deuses e os homens felizes.”
Então as árvores disseram ao espinheiro: “Tu vais ser o nosso rei.” O espinheiro respondeu: “Se querem mesmo que eu seja vosso rei, venham todos para debaixo da minha sombra. Se não quiserem, sairá fogo dos meus ramos espinhosos e consumirá até os cedros do Líbano.”»
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Juízes, 9, 8-19, in Bíblia.pt.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Termos de Arte e de Arquitectura - Árvore de Jessé

António de Holanda (atribuído), Árvore de Jessé (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga)
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«Tema iconográfico típico da arte medieval. Representa o patriarca Jessé (pai de David) que dorme e de cujo corpo sai uma árvore com ramos que sustêm imagens dos antepassados de Cristo e a Virgem com o Menino. Tal representação pode ser admirada na capela da catedral de Chartres (c. 1140) e numa coluna da catedral de Orvieto (primeiras décadas do século XIV)».
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In Dicionário de Termos Artísticos e Arquitectónicos, Público, 2006, pág. 42.
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Colcha (Séc. XVII, Museu Nacional do Traje e da Moda)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Da Natureza

Jan Mankes, Two Chicks with a Tin Plate (1910 - via Old Paint)
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«Pergunta, pois, aos animais e eles ensinar-te-ão,
às aves do céu e elas te hão-de instruir;
conversa com a terra e ela te res­ponderá,
e com os peixes do mar e eles te darão lições.»
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

E do mesmo para as maçãs

Albrecht Dürer, Adão e Eva (1507 - Link)
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A Macieira 

Tantas ainda por cair! Vinde colhel-as! 
Abanae a macieira e cairão estrellas! 
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António Nobre, «Á Toa» (excerto) (Link)
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Carl Larsson, Apple Orchard (Link)
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Paul Cézanne, Aples (1878,  Fitzwilliam Museum, England - Link)
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«Il n’a nullement le sentiment de renier l’impressionnisme, mais plutôt de le conduire jusqu’à sa vérité encore cachée: (...) il y a un indicible quelque chose qui est et qui demeure, la colossale présence du monde, telle qu’elle s’incarne dans la moindre chose (une pomme, par exemple), conférant son «énormité» au plus petit détail qui se trouve soudain investi de toute la présence du monde.»
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Jacques Darriulat, «Cézanne et la force des choses» (2010 - Link)
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Paul Gauguin, Apples in bowl (1888 - Link)
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René Magritte, Ceci n'est pas un pomme (1964 - Link)
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Walt Disney, Snow White (1937 - Link)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Art Deco no Chiado

António Soares, Retrato da irmã do artista (1936, MNAC).
Ernesto Canto da Maia, Adão e Eva (1929-1939, MNAC).
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«O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL. PINTURA; DESENHO; ESCULTURA, 1912-1960»
«O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto atual de crise, um renovado interesse mundial.
Congregando, eclética e decorativamente, as heranças das vanguardas artísticas dos começos do século (do Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Expressionismo e, até, do Abstracionismo) aliadas a sugestões vindas dos Movimentos Decorativos Modernos (como a Secessão Vienense, os grafismos francês e germânico de 1900 ou os Ballets Russes), o Art Déco foi o primeiro estilo global e universal que o Mundo conheceu, aspirando a constituir-se como Arte Total (inspiração de vida), tal como na proposta pioneira de Wagner no século XIX, alargando-se a todas as expressões artísticas e a todos os aspetos da vida quotidiana e expandindo-se, ao longo dos Anos 30, dos horizontes franceses ao resto da Europa, Estados Unidos, América do Sul, África, China, Austrália e Japão.
A promessa estética de felicidade nele contida, antídoto contra o trauma da I Guerra Mundial, foi também paliativo contra a crise económica dos Anos 30, e o movimento perdurou até à II Guerra Mundial.
Em Portugal, o Art Déco projetou-se, igualmente, com excelente pujança. Com efeito, uma parte muito substancial dos artistas portugueses do 1º e 2º Modernismos foram praticantes altamente empenhados deste gosto que, como nos outros países, renovou a totalidade dos mais diversos aspetos da vida quotidiana – e o próprio Estado Novo viu neste Movimento um veículo eficaz de propaganda e afirmação de poder.
A efemeridade do 'Futurismo' português e, com ela, a debilidade da vanguarda entre nós, a longa duração e isolamento do Estado Novo, ditatorial e conservador, a longa vida de muitos dos artistas-protagonistas daquele modernismo feliz, fez do Estilo Art Déco uma fonte de oposição ao apreciado naturalismo oitocentista e, como tal, o garante generalizado da sobrevivência do próprio Modernismo, perdurando em Portugal até cerca de 1960.
A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas 'maiores', como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade».
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Rui Afonso Santos, Comissário.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Arco-íris


«A seguir, Deus disse a Noé e a seus filhos:
«Vou estabelecer a minha aliança convosco, com a vossa descendência futura e com os demais seres vivos que vos rodeiam: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, todos aqueles que saíram da arca. Estabeleço convosco esta aliança: não mais criatura alguma será exterminada pelas águas do dilúvio e não haverá jamais outro dilúvio para destruir a Terra.»
E Deus acrescentou: «Este é o sinal da aliança que faço convosco, com todos os seres vivos que vos rodeiam e com as demais gerações futuras: coloquei o meu arco nas nuvens, para que seja o sinal da aliança entre mim e a Terra. Quando cobrir a Terra de nuvens e aparecer o arco nas nuvens, recordar-me-ei da aliança que firmei convosco e com todos os seres vivos da Terra, e as águas do dilúvio não voltarão mais a destruir todas as criaturas. Estando o arco nas nuvens, Eu, ao vê-lo, recordar-me-ei da aliança perpétua concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na Terra.»
Dirigindo-se a Noé, Deus disse:
«Esse é o sinal da aliança que estabeleci entre mim e todas as criaturas existentes na Terra.»
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O primeiro dos dias

Pintura de Blake, The Ancient of Days (1794, British Museum, Londres).
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To see a World in a Grain of Sand
And a Heaven in a Wild Flower,
Hold Infinity in the palm of your hand
And Eternity in an hour.
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terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Criação do Homem

Pintura de Michelangelo (1510, Capela Sistina).
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A criação simbolisa o fim do caos para a entrada no universo de uma certa forma, de uma ordem, de uma hierarquia.
O acto da criação no sentido lato é a energia, que organiza os primeiros dados informes; a criação é o efeito dessa energia.
Depois do acto criador, distinguem-se geralmente duas formas, uma imanente na matéria, que é a própria matéria participando da energia criadora e tendendo espontaneamente para formas sempre diferenciadas; a outra transcendente, a energia criadora que prossegue a sua obra e a sustém na existência, concebendo o mundo como uma criação contínua.
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Baseado em Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.