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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Para a minha mãe, que faz 79 anos hoje!

Com votos de muita saúde e muitos anos de vida!!!
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Edward Hopper, Sailing (1911, Carnegie Museum of Art, Pittsburgh)
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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Afinidades CXX

Algernon Cecil Newton, Townscape (1934, Walker Art Gallery, Merseyside, via Art Uk)
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Edward Hopper, East Wind Over Weehawken (1934, © Heirs of Josephine N. Hopper, licensed by the Whitney Museum of American Art)

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Afinidades CV

Edward Hopper, Hotel room (1931)
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Elina Brotherus, Hotel De Sebald 5 (2019)

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Do vazio

Edward Hopper, Sun in an Empty Room (1963)
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«O vazio é omnipotente porque pode conter tudo».
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Okakura Kakuzo,
in Luis Señor González, Dicionário de Citações e Provérbios, Correio da Manhã, 2004, p. 80.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

sexta-feira, 23 de junho de 2017

E o Verão nos Séculos XIX e XX (só algumas imagens, porque a lista é demasiado grande)

Peter Alexandrovich Nilus, On the Bridge, Summer (Odessa Art Museum. Odessa)
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Mary Cassatt, Summertime (1894, Crystal Bridges Museum of American Art, Bentonville)
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Edward Hopper, Summertime
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Lourdes Castro, Verão
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terça-feira, 21 de julho de 2015

Ainda do mar

Edward Hopper, Jo a desenhar na praia de Good Harbor (1925–1928, Whitney Museum of American Art, Nova Iorque)
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A Rosa e o Mar

Eu gostaria ainda de falar
da rosa-brava e do mar.
A rosa é tão delicada,
o mar tão impetuoso.
que não sei como os juntar
e convidar para o chá
na casa breve do poema.
O melhor é não falar:
sorrir-lhes só da janela.
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Eugénio de Andrade, Aquela Nuvem e Outras, Porto Editora, p. 17.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Agosto

Irmãos Limbourg, Les très riches heures du Duc de Berry: Aout (1412-1416, Musée Condé, Chantilly)
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Oficina de Simon Bening, Livro de Horas: Calendário (mês de Agosto) (1530, 1534, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Jacob van Huysum, Twelve months of flowers: August (The Fitzwilliam Museum, Cambridge)
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Edward Hopper, August in the City (1945, Norton Museum of Art)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A Pintura de Género - Algumas ideias

A expressão "pintura de género", designa a representação pictórica de cenas da vida quotidiana, cujos personagens são pessoas anónimas. Até ao séc. XVIII, o termo integrava as categorias que eram consideradas como menores da arte (les genres), mas, em 1791, Quatremère de Quincy usou a designação para descrever cenas domésticas, o que acabou por se estabelecer. Esta categoria pictural coloca em jogo a noção de realismo, que não se resume apenas à representação objectiva da realidade. O quadro de género, pelo menos antes do séc. XIX, escondia frequentemente significados alegóricos, morais ou religiosos, relacionáveis com o contexto da sua produção.

Pieter Bruegel, O Velho, The peasent dance (c. 1568,  Kunsthistorisches Museum, Viena - Link)

Reportando-nos a Arte Ocidental, o tema surgiu na Antiguidade, mas creio que a sua génese está principalmente na obra dos primitivos flamengos, nomeadamente nos quadros de Bruegel, o Velho, de conteúdo moralizante.


Pieter de Hooch, La Buveuse (1658, Museu do Louvre - Link)

A história da pintura de género é muito semelhante à da natureza morta, sendo também a partir de meados do séc. XVI, mas sobretudo no séc. XVII e nos Países Baixos, que se começou a desenvolver nos moldes actuais. Apesar de ter tido grande fulgor na Holanda, cedo a sua prática chegou a outros países, como, por exemplo, a França, a Espanha, a Itália e, já no séc. XVIII, a Inglaterra. De facto, em pouco tempo, esta temática ganhou domínio em toda a Europa, apesar de, segundo a hierarquia dos géneros académica, não ser muito considerada, estando próxima da cotação da paisagem e da natureza morta.

Jean-Baptiste Greuze, L'Oiseleur (1757, Muzeum Narodowe, Varsóvia - Link)

No séc. XIX, as fronteiras entre a pintura de género e a de história começaram a tornar-se cada vez mais esbatidas. Com a maior liberdade originada pelo fim das Academias e com o apelo dos artistas e intelectuais para que as pintores dessem maior importância à vida do seu tempo - a representação do quotidiano tornou-se comum na arte. Há outros factores a considerar, como, por exemplo, a redescoberta histórica da pintura holandesa do séc. XVII que, entretanto fora quase esquecida. Ou a influência da pintura não ocidental, nomeadamente das estampas japonesas.

Keisai Eisen, Contest of Beauties: A Geisha from the Eastern Capital (1818-1830 - Link)

Pierre Auguste Renoir, Jeune fille coiffant ses cheveux (1894, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque - Link)

Desde oitocentos que a representação de cenas do quotidiano com pessoas anónimas foi adoptada por artistas de diversos países, com várias formas de expressão e diferentes pesquisas.

Edward Hopper, Girl at a Sewing Machine (c. 1921, Museu Thyssen-Bornemisza, Madrid - Link)

Tzvetan Todorov (em 1993) notava que a pintura do quotidiano, nos séculos XIX e XX, ligada à pintura realista, «continue d’affirmer la beauté de ce qu’elle montre; mais c’est souvent une beauté de l’accablement, du désespoir, de la détresse: ce sont dês fleurs du mal (…)». Isto é, o pintor de oitocentos passava a interpretar o tema de quotidiano e da natureza morta na sua ligação ao intimismo e à melancolia. Por outro lado, a pintura, mesmo a figurativa, deixava de ser uma representação para se tornar numa apresentação. O anedótico era rejeitado; os temas do quotidiano e a representação de objectos passavam ser vistos como um pretexto para a exploração de valores puramente pictóricos. Para finalizar, note-se que Todorov também distinguia a pintura de género do retrato: «tableau de genre et portrait se distinguent par l’intention dont ils son animes; seulement, cette difference n’est plus pragmatique ou thématique, elle est, pourait-on dire, philosophique. (…) La difference (…) dans le tableau de genre, l’être représenté est au service de l’action qu’il accomplit ou de la situation dans laquelle il est pris; dans le portrait, à l’inverse, c’est la situation qui est au service de l’être. (...)».
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Cf.
Helen Langdon, «Genre», in The Dictionnary of Art, Vol. XII, Macmillan Publishers Limited, 1996, pp. 286-298.
Tzvetan Todorov, Éloge du quotidien. Essai sur la peinture hollandaise du XVII.e siècle, Paris, Adam Biro, 1993.
«Peinture de genre», in Encyclopaedia Universalis
«Peinture de genre», in Larousse
«Scène de genre», in Wikipedia

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O mar de Edward Hopper

Blackhead, Monhegan (1916-1919, Whitney Museum of American Art - Link)
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The Long Leg (c. 1930, Huntington Library and Art Gallery, San Marino - Link)
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Ground Swell (1939, Corcoran Museum of Art, Washington D.C. - Link)
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The Lee Shore (1941 - Link)
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Rooms by the sea (1951 - Link)

sábado, 10 de julho de 2010

Veleiro

 Pintura de
Edward Hopper, The Long Leg (1935, The Huntington Library, San Marino - Califórnia).
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Tempestade

O Vento enchia o Mundo.
Mal deixava lugar para a tremenda voz das ondas.

Mas era o Mar apenas que se ouvia.

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Sebastião da Gama (1992),
citado por (In) Cultura.