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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

A Quinta de Santana

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Julgo que já aqui mencionei a quinta dos meus avós paternos, no Redondo. Arranjei agora esta fotografia da casa, que foi tirada pela minha mãe, há uns 40 anos. 
A quinta ficava a um quilómetro do Redondo, que era a terra da minha avó paterna. Tenho pensado muito na quinta, porque, apesar de nem sempre ter sido um paraíso, tenho saudades. Saudades do espaço em volta, que era bastante grande, onde havia um pomar, um jardim, oliveiras e vinhas. Saudades das noites onde se viam as estrelas e a via láctea, como nunca mais as vi. Ou do pôr do sol que também era lindíssimo, assim como as flores silvestres que cobriam o chão na Primavera. Até tenho saudades das galinhas, a quem eu me fartava de dar milho sempre que tinha ocasião. Saudades da D. Antónia Rosa, vizinha da minha avó. E, claro, sobretudo, saudades dos meus avós. 
Costumava ir para a Quinta sobretudo no Verão e no Natal. No Natal a minha avó fazia um presépio grande, com muitas figuras e musgo, onde o Menino Jesus só entrava na noite de 24 de Dezembro. Havia também a lareira, junto da qual eu gostava de me sentar.
Mas outro dia lembrei-me da minha avó por outro motivo bem diferente. É que no Carnaval, pelo menos uma vez (e se a memória não me engana) ela fez uns bolos recheados de algodão, para fazer uma partida ao meu avô. Mas isso, foi na casa de Lisboa, que ficava na Rua Carlos Mardel, perto da Alameda.
Não sou muito saudosista, mas gostava que os meus filhos pudessem ter usufruído de uma quinta como a Quinta de Santana, que os meus avós tiveram de vender, há já bastante tempo.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A propósito das azeitonas

«Except the vine, there is no plant which bears a fruit of as great importance as the olive.» 
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Ânfora grega (c. 520 a.C., British Museum, Londres - Link)
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Apanha de azeitona - Alentejo, Edição F.A. Martins n°302 (usado em 1903 - Link)
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Atelier Esc. Tomaz de Mello e Dalila Braga, Azeitoneira (Museu de Arte Popular - Link)
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João de Jesus Morais (Redondo), Azeitoneira (Museu Nacional de Etnologia - Link)
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António Augusto da Costa Motta (Costa Motta Sobrinho), Jarrão Azeitonas (1912, Museu de Cerâmica, 
Caldas da Rainha - Link)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pensando na minha avó Matilde

Hoje, no meu calendário, reparei que era dia de Santa Matilde, o que me fez lembrar a minha avó Matilde, que morreu no dia 19 de Março de 2004.

 Lembrei-me dela, do Alentejo, da Quinta de Santana no Redondo.
Lembrei-me das rosas lindíssimas que existiam na Quinta.
 E lembrei-me que, entre as suas muitas qualidades, a minha avó bordava.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A pensar no dia de São Valentim

Prato do Redondo.
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Cantavam dois passarinhos
Cantigas ao desafio
Um no tronco empoleirado
O outro nas margens do rio

Lindo ramo verde escuro
Ó casa dos passarinhos
Onde cantam docemente
Poisados nesse raminho

Poisados nesse raminho
Cantam sempre ao ar puro
Ó casa dos passarinhos
Lindo ramo verde escuro

Alentejo dos trigais
Suas vermelhas papoilas
Arrancadas com amor
Por lindas e belas moçoilas
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Cancioneiro Alentejano.

sábado, 14 de junho de 2008

A Vida

Pintura de Emília Matos e Silva, Igreja do Redondo (1999, Colecção particular).

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Mais l'esprit humain répugne à s'accepter des mains du hasard, à n'être que le produit passager de chances auxquelles aucun dieu ne préside, surtout pas lui-même. Une partie de chaque vie, et même de chaque vie fort peu digne de regard, se passe rechercher les raisons d'être, les points de départ, les sources.

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Margherite Yourcenar (Mémoires d'Hadrien).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Avó Fernanda com Gonçalo na Quinta de Santana em 1975


Metade daquilo que valemos, moralmente e intelectualmente, devemo-lo aos contactos e às sugestões dos indivíduos que nos têm rodeado através da existência.
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Ramalho Ortigão.