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domingo, 7 de março de 2021

E Parabéns MR!!!

Com votos de tudo de bom, muita saúde e muitas felicidades!
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William Burges, The Great Bookcase  (c.1859-1862, Ashmolean Museum, Oxford)
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Este presente virtual, que lhe envio, é uma estante concebida por William Burges, para acomodar os seus livros de arte no escritório de Londres. O arquitecto acreditava que, para além do seu valor prático, o mobiliário deveria contar uma história. Entre os catorze artistas que colaboraram na decoração encontram-se Burne-Jones e Rossetti. Para saber mais veja este link, do museu: https://www.ashmolean.org/great-bookcase#/ e este vídeo: https://twitter.com/AshmoleanMuseum/status/1252528780062732290. Muitos beijinhos!!
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E um bolo de Rosebud Cakes

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Burne-Jones: Cinderella, Bela Adormecida e A Bela e o Monstro

«I mean by a picture a beautiful romantic dream of something that never was, never will be – in a light better than any light that ever shone – in a land no one can define, or remember, only desire…»
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The Sleaping Beauty (1870-1890)
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(colaboração com William Morris), Beauty and the Beast

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Permane(S)er I

Edward Burne-Jones, Lady Frances Balfour
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“To be yourself in a world that is constantly trying to make you something else is the greatest accomplishment.” 
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quarta-feira, 25 de março de 2015

Da beleza do quotidiano

(link)

(link)

Philip Webb, Burne-Jones e Morris, Marshall, Faulkner & Co., The Backgammon Players (Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque)
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«A antiga sociedade Hindu identificava a Beleza com a Verdade e com Deus, tornando um dever e um ritual a decoração do ambiente em que se vivia. Na sua religião pluriteísta havia o deus do artesanato do qual o artífice se considerava descendente, e, portanto, um indivíduo privilegiado, celebrando-lhe uma semana todos os anos.».
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Maria Helena Matos, «Problemas de Artesanato – 2 – O valor que afirma o trabalho manual», in Diário de Lisboa, 14/8/1964, p. 19.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Dia IX: «Nine Ladies Dancing»

Ernesto Canto da Maia, A dança (Séc. XX, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea)
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On the ninth day of Christmas
my true love sent to me:
Nine Ladies Dancing
Eight Maids a Milking
Seven Swans a Swimming
Six Geese a Laying
Five Golden Rings
Four Calling Birds
Three French Hens
Two Turtle Doves
and a Partridge in a Pear Tree
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Edgar Degas, Dancers in Light Blue (Rehearsing in the Dance Studio) (c.1881)
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William Merritt Chase, A Madrid Dancing Girl (1886)
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Paul Gauguin, La Ronde des petites Bretonnes (1888, National Gallery of Art, Washingon)
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Alphonse Mucha, Dance (1898)
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Henri Matisse, Dance (1912)
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Marc Chagall, La danse de Myriam (1966, Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice)
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Norman Rockwell, Chello Old Man Little Girl

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

vs. Cultura imaterial

Edward Burne-Jones, Angel
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«For every locomotive they build, I shall paint another angel.»
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E o anjo é dedicado à minha amiga Sandra que faz hoje anos!

sábado, 1 de março de 2014

Março

Irmãos Limbourg, Très Riches Heures du Duc de Berry (1412-1416, Musée Condé, Chantilly)
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António de Holanda (atribuído), Calendário (mês de Março), Livro de Horas (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Oficina de Simon Bening, Calendário (mês de Março), Livro de Horas (1530-1534, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Francesco del Cossa, Allegory of March: Triumph of Minerva (1476-1484, Palazzo Schifanoia, Ferrara)
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Edward Burne-Jones, The March Marigold (c.1870)
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Camille Pissarro, March Sun, Pontoise (1875, Kunsthalle, Bremen)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

13 Dias para o Natal - As Estrelas

Fra Angelico, Madonna della stella (c. 1424, Museo di San Marco, Florença - Link)
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A lenda de Nossa Senhora da Estrela (Marvão)

«Nos idos do século VIII, sem conseguir resistir ao avanço dos muçulmanos na região, os habitantes de Marvão abandonaram as suas terras para buscar refúgio nas montanhas das Astúrias, onde se mantinha viva a resistência cristã. Antes de partir, porém, trataram de esconder as imagens sagradas. À época da Reconquista, passados mais de quatro séculos, afirma-se que em uma noite, um pastor guiado por uma estrela, dirigiu-se a um monte onde encontrou, entre as rochas, uma imagem de Nossa Senhora. Em sinal de devoção, foi erguido nesse local um convento franciscano (Convento de Nossa Senhora da Estrela), tendo a Senhora se tornado protetora do castelo» (Link).
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Sevilha, Azulejo com estrela de 8 pontas (Séc. XVI, Museu Nacional do Azulejo - Link)
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«Todo o astro é, no antigo Oriente, sinal de um deus.

(...)
Estrela dos Magos: segundo as crenças atrológicas dos Antigos, a aparição de um cometa ou de um novo astro era interpretada como o anúncio de um acontecimento transcendente. No momento do nascimento de Jesus, alguns magos orientais viram erguer-se no céu um astro desconhecido e, guiando-se pelo seu movimento, chegaram a Belém (Mc 2) (...)»
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Danielle Fouilloux et al., Dicionário da Bíblia, Planeta DeAgostini, 2004, pp. 106-107.
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Rembrandt, The Star of the Kings: A Night Piece (1649-1653, Saint Louis Art Museum - Link)
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«On retient surtout de l'étoile sa qualité de luminaire, de source de lumière. (...) Leur caractére céleste en fait aussi des symboles de l'esprit et, en particulier, du conflit entre les forces spirituelles, ou de lumiére, et les forces materielles, ou des tenèbres. (...)
Pour l'Ancien Testament et le Judaïsme, les étoiles obéissent aux volontés de Dieu et les annoncent éventuellement (...). Elles ne sont donc pas des créatures purement inanimées: un ange veille sur chacune d'elle (...)».
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, «Étoile», in Dictionnaire des Symboles, Paris, Robert Laffont / Jupiter, 1982-1991, pp. 416-421.
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Edward Burne-Jones, Title The Star of Bethlehem (1890, Birmingham Museum and Art Gallery - Link)
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«Há estrelas grávidas de luz.»
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Serna, R.(Link)
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Estrelas de Pangim, Tiswaddi (Museu Nacional de Etnologia - Link)
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«A estrela brilha atrás das nuvens.»
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Provérbio (Link)
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«Sempre quietas,
sempre agitadas,
dormindo de dia,
à noite acordadas».
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Adivinha (Link)
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IKEA (Link)
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Bolachas (Link)
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O meu mito prefetido: Cupido e Psiche

Edward Burne-Jones, Psyche's wedding (1895, Royal Museums of Fine Arts of Belgium - Link)
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A história é narrada no Asno de Ouro de Apuleio, que eu descobri há muito tempo no livro 15 Lendas da Mitologia (Verbo, 1972). Psiche era a mulher mais bela do mundo e invejada por Vénus. Num oráculo a deusa ordenava que ela fosse levada ao topo de uma montanha, onde se deveria casar com um monstro. Cupido, filho de Vénus, fora enviado para matá-la, mas apaixonou-se por ela e escondeu-a no seu castelo. Nesse castelo foi ordenado a Psiche que nunca tentasse ver o rosto do seu marido, o qual ia ter com ela durante a noite. As irmãs de Psiche convenceram-na a ver o rosto do marido e ela, durante a noite, conseguiu vê-lo com o auxílio de uma vela. Cupido acordou irado e Psiche foi banida do castelo, oferecendo-se como escrava no templo de Vénus. A deusa, vingativa, deu-lhe tarefas impossíveis, uma das quais a deixou à beira da morte. Para a salvar, Cupido implorou a Júpiter que a tornasse imortal e os dois voltaram a unir-se, desta vez para sempre.
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Wkipedia - Link
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Aprecio muito desta história e julgo que tem semelhanças interessantes com duas histórias populares infantis: A Bela e o Monstro e Príncipe Urso Doce de Laranja. Para ajudar à minha simpatia por este mito, em minha casa existia uma miniatura da escultura de Canova, que era uma das minhas predilecções.

(Link)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sobre o amor

Edward Burne-Jones, Cupid and Psyche (1865-1867, Manchester City Art Gallerie).
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Amor Pacífico e Fecundo

Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.

Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!
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Rabindranath Tagore.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Marie Spartali Stillman

Hoje, no blogue PROSIMETRON, MR colocou um post sobre uma pintora que não conhecia, Marie Spartali Stillman (1844-1927). Fiquei curiosa sobre a obra desta artista, sobretudo devido a esta pintura, que achei muito bela: Madonna Pietra degli Scrovigni (1884, Walker Art Gallery, Liverpool).
Nas minhas breves pesquisas, descobri que esta pintora, ligada ao grupo Pre-Rafaelita, aparece retratada num quadro de Burne-Jones (1833-1898), The Mill (1882, Victoria and Albert Museum, Londres):
 
Marie Spartali Stillman também foi retratada por Dante Gabriel Rossetti (1828-1882):
Spartali estudou com Ford Madox Brown (1821-1893), a quem  Rossetti escreveu, em 1864: «I just hear Miss Spartali is to be your pupil. I hear too that she is one and the same with a marvellous beauty of whom I have heard much talk. So box her up and don’t let fellows see her, as I mean to have first shy at her in the way of sitting».
No quadro The Mill, de Burne-Jones, além de Marie Spartali, estão retratadas Maria Zambaco  (1843-1914) e Aglaia Coronio (1834-1906). Elas as três eram conhecidas como «as três graças», razão certamente pela qual foram representadas no quadro de Burne-Jones de acordo com a iconografia clássica do tema, como, por exemplo, em La Primavera de Botticcelli:

sábado, 6 de novembro de 2010

Retrato I

Edward Burne-Jones, Margaret Burne-Jones (1885-1886).
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«Nothing in the whole circle of human vanities takes stronger hold of the imagination than this affair of having a portrait painted. Yet why should it be so? The looking-glass, the polished globes of the andirons, the mirror-like water, and all other reflecting surfaces, continually present us with portraits—or, rather, ghosts—of ourselves which we glance at and straightway forget them. But we forget them only because they vanish. It is the idea of duration—of earthly immortality—that gives such a mysterious interest to our own portraits».
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Olhares

 Pintura de Burne-Jones, Georgiana Burne Jones (1883).
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Princípio VII
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Quando vieres
vem serenamente
com as mãos abertas
como se o braço do rio
por entre as colunas
te oferecesse
o acolhimento triunfal
no meio dos gestos dos homens
confusos.

Quando vieres
vem
mas imagina
que o mundo
são os teus olhos abertos.
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José Manuel Capêlo (1986).

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Anjo músico

Pintura de Edward Burne-Jones, An Angel Playng a Flageolot (1878, The National Museums and Galleries on Merseyside, Liverpool).
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«L'ange est le musicien du silence de Dieu».
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

As Horas

Pintura de Burne Jones, The Hours (1882, Sheffield Art Gallery).
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«Every little lady … wears a lining of the colour of the hour before her and a sleeve of the hour coming after.»
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Edward Coley Burne-Jones.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Terra

Pintura de Sir Edward Burne-Jones, Earth Mother (1882, Worcester Art Museum, Worcester).
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Avec ce caractère sacré, avec se rôle maternel, la terre intervient dans la société comme garant des serments. Si le serment est le lien vital du groupe, la terre est mère et nourrice de toute société.
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Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Graal

Pintura de Sir Edward Burne-Jones, The Dream of Launcelot at the Chapel of the San Graal (1895-1896, Southampton City Art Gallery - Inglaterra).
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Le graal, qui aloit devant,
de fin or esmeré estoit ;
Pierres precieuses avoit
el graal de maintes menieres,
des plus riches et des plus chieres
qui an mer ne an terre soient ;
totes autres pierres valoient
celes del graal sanz dotance...
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Chrétien de Troyes.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Espelho

Pintura de Sir Edward Burne-Jones, O Espelho de Vénus (1875, Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa).
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Ó meu espelho d'aço! Muito Amigo
Que me diz as verdades francamente,
me vê doente, quando estou doente,
E sã, se sã me mostro ao seu postigo;
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Voz que repette aquilo que eu lhe digo,
E muda, quando mudo de repente,
Olhar que me desenha Claramente,
Do meu sentir o mais fiel abrigo:
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Mas tu, preferido Amôr! O espelho d'alma
Que reflecte a minha pura e calma -
Embaciou-te a luz d'outra paixão:
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E hoje, se o meu olhar no teu confundo,
vejo a íris negra d'esse mar profundo
E n'ella os traços meus procuro em vão!
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Soneto de 1916, assinado «Azul»
in Espólio de Columbano Bordalo Pinheiro.