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segunda-feira, 30 de março de 2026

Das horas

Lapel Watch (USA) (c. 1889, Cooper Hewitt, Smithsonian Design Museum, Nova Iorque)
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«O primeiro serviço de caminho de ferro comercial começou a operar entre Liverpool e Manchester em 1830. Dez anos depois, era emitido o primeiro horário. Os comboios eram muito mais rápidos do que as antigas carruagens, pelo que as bizarras diferenças entre as horas locais tornaram-se bastante irritantes. Em 1847, as companhias de caminho de ferro britânicas juntaram esforços e concordaram que, a partir de então, todos os horários do caminho de ferro usariam a hora do Observatório de Greenwich (…). Cada vez mais instituições foram seguindo o exemplo. Por fim, em 1880, o governo britânico tomou uma decisão sem precedente, ao emitir uma lei segundo a qual todos os horários tinham de seguir Greenwich. Pela primeira vez na história, um país adotava uma hora nacional e obrigava a sua população a viver de acordo com um relógio artificial, em vez de relógios locais ou ciclos do nascer ao pôr do sol».
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Yuval Noah Harari, Sapiens, História Breve da Humanidade, PRH Grupo Editorial Portugal, 2013, p. 415.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Dos dias de 24 horas

Francesco Zugno (atr.), Allegorie der Astronomie (Séc. XVIII)
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«(…) Os sumérios usavam uma combinação de sistemas numerais de base 6 e de base 10. O seu sistema de base 6 transmitiu-nos vários legados importantes, como a divisão do dia em 24 horas e do círculo em 360 graus (…)».
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Yuval Noah Harari, Sapiens, História Breve da Humanidade, PRH Grupo Editorial Portugal, 2013, p. 151.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

História

Ralph Fasanella, The Great Strike: Lawrence 1912 (1978)
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«Então, porquê estudar história? Ao contrário da física e da economia, a história não é um meio para realizar previsões exatas. Não estudamos história para conhecer o futuro mas para alargar os nossos horizontes, para compreender que a nossa situação presente não é neutra nem inevitável e que, como tal, temos muito mais possibilidades à nossa frente do que aquelas que imaginamos (…)».
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Yuval Noah Harari, Sapiens, História Breve da Humanidade, PRH Grupo Editorial Portugal, 2013, p. 284.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Da humanidade

Max Pietschmann, Adam and Eve (1894, National Gallery Prague, Praga)
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«Por conseguinte, a Revolução Cognitiva é o ponto em que a história declara a sua independência da biologia. (…)
Tal não significa que o Homo Sapiens e a cultura humana se tenham tornado independentes das leis biológicas. Ainda somos animais e as nossas capacidades físicas, emocionais e cognitivas ainda são estipuladas no nosso ADN. (…)».
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Yuval Noah Harari, Sapiens, História Breve da Humanidade, PRH Grupo Editorial Portugal, 2013, p. 53.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Do sonho III

Caspar David Friedrich, Der Träumer (1835-1840)
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«Lendas, mitos, deuses e religiões surgem pela primeira vez com a Revolução Cognitiva. (...)
(...) a ficção permitiu-nos não só imaginar coisas como também fazê-lo colectivamente. Podemos tecer mitos comuns, como a história bíblica da criação, os mitos do tempo dos sonhos dos aborígenes australianos e os mitos nacionalistas dos estados modernos. Tais mitos conferem ao sapiens uma capacidade sem precedentes para cooperar, de forma flexível, em grupos com muitos indivíduos. (..)»
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Yuval Noah Harari, Sapiens, De Animais a Deuses, História Breve da Humanidade, Lisboa, PRH Grupo Editorial Portugal, 2013, p. 38.