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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Do erro

Roger Weik, Make No Mistake (c. 2020)
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«Vamos agora procurar mostrar que a criatividade, a originalidade e a excelência do Homo sapiens têm a mesma origem que o desregramento, a vagabundagem e a desordem do Homo demens e que tudo precede do prodigioso aumento de complexidade que acarreta o cérebro com 1500 cm3, com 10 milhões de neurónios e com 1014 de sinapses.
(…) 
Uma diferença fundamental entre os organismos vivos, concebidos como máquinas naturais, e as máquinas artificiais, mesmo as mais aperfeiçoadas, como os computadores, construídos pelo homem, diz respeito à desordem, ao “ruído”, ao erro».
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Edgar Morin, O Paradigma Perdido: A Natureza Humana, Publicações Europa-América, 1988, p. 112.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Consciência

Lucas Cranach,o Velho, Retrato de mulher (c. 1530, Galeria dos Uffizi, Florença)
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«O fenómeno de consciência é, ao mesmo tempo, extremamente subjectivo, porque está muito carregado pela presença afectiva do eu individual, e extremamente objectivo, porque se esforça por considerar objectivamente não só o ambiente exterior (o mundo), mas também o eu subjectivo. (…)».
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Edgar Morin, O Paradigma Perdido: A Natureza Humana, Publicações Europa-América, 1988, p. 132.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Da cultura


Henri de Braekeleer, The man at the window (c. 1873-1876, Royal Museums of Fine Arts of Belgium, Bruxelas)
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«(…) o cérebro humano necessita do ecossistema, da cultura, da sociedade, da práxis, para estabelecer as suas verdades, o que o incita a procurar na, e por meio da, natureza, na, e por meio da, cultura, na, e por meio da, sociedade, na, e por meio da, prática, a solução das suas incertezas. Mas vai, mais uma vez, reencontrar no novo sistema de ideias a ambiguidade e a indecidibilidade, que o incitará a procurar, a elaborar, um metassistema. (…)».
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Edgar Morin, O Paradigma Perdido: A Natureza Humana, Publicações Europa-América, 1988, p. 124.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Do sonho

Louis Marcoussis, Un Rêve (1930)
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«O sonho é um grande mistério, mas é um mistério da complexidade. Não é próprio de todos os seres vivos e surgiu, com o estabelecimento da homeotermia (…). O sonho, cuja presença se pode detectar e medir pela presença do sono paradoxal, existe nos mamíferos, aumentando nos primatas e sobretudo no homem (…)».
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Edgar Morin*, O Paradigma Perdido: A Natureza Humana, Publicações Europa-América, 1988, p. 120.
* Citando Michel Jouvet, Henri Gastaut e J. Bert.

terça-feira, 8 de julho de 2025

Da Natureza - no dia em que Edgar Morin faz 104 anos

Daniel Garber, Tohickon (1920, Smithsonian American Art Museum, Washington)
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«A natureza não é desordem, passividade, meio amorfo: é uma totalidade complexa. O homem não é uma entidade isolada em relação a essa totalidade complexa: é um sistema aberto, com relação de autonomia/dependência organizadora no seio de um ecossistema».
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Edgar Morin, O Paradigma Perdido: A Natureza Humana, Publicações Europa-América, 1988, p. 27.