Nina Tokhtaman Valetova, Star Atlas (2019)
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«(...) Cada átomo que possuímos já passou com certeza por variadíssimas estrelas e foi parte de milhões de organismos pelo caminho, até se tornar parte de nós. Todos nós somos tão atomicamente numerosos, e tão vigorosamente reciclados no momento da nossa morte, que uma parte significativa dos nossos átomos (...) já terá pertencido a Shakespeare. Outros mil milhões pertenceram a Buda, e outros a Gengis Khan, e outros a Beethoven, ou a qualquer outra figura histórica que o leitor escolher. (Ao que parece, as personagens têm que ser históricas, para que haja tempo suficiente para os átomos se redistribuírem; isto significa que, por mais que queiramos, ainda não estamos em comunhão de átomos com o Elvis Presley)».
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Bill Bryson, Breve História de Quase Tudo, Lisboa, Bertrand, 2012, p. 209.