Paul Serusier, L'averse (1893, Musée d'Orsay, Paris)
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Soneto do Guarda-Chuva
Ó meu cogumelo preto
minha bengala vestida
minha espada sem bainha
com que aos moiros arremeto
.
chapéu-de-chuva, meu Anjo
que da chuva me defendes
meu aonde por as mãos
quando não sei onde pô-las
.
ó minha umbela – palavra
tão cheia de sugestões
tão musical tão aberta!
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meu pára-raios de Poetas
minha bandeira da Paz,
minha Musa de varetas!”
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Sebastião da Gama (1950)
