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domingo, 9 de dezembro de 2012

O Tempo: Passado, Presente e Futuro

Canaletto, Torre dell'Orologia in Piazza San Marco (1730, Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City).
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Francesco Guardi, Piazza San Marco (c. 1770, National Museum, Belgrado).
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A memória é necessária, tanto na vida das pessoas, como na vida de um povo. Por isso é necessária a história e a defesa do património. Certamente que a história é construída - depende dos documentos escritos e iconográficos que chegam ao historiador, depende da própria história do historiador - mas, mesmo sendo construída, procura basear-se em factos: «Pouco ou nada vem do génio ou do acaso. Aquilo que somos é muito daquilo que fomos construindo ao longo do tempo, e é sempre, inequivocamente, uma construção da história (...)» (Elísio Summavielle, 2010). No entanto, se discordo de quem se recuse a dar importância ao passado (porque mesmo para negar algo é preciso conhecer o que se está a negar), também não defendo que se deva viver no passado. Nessa medida, gostei de ler uma frase de Eugene O'Neill: «The past is the present, isn'it it? It's the future too» (Link) e outra de Oscar Niemeyer: «(...) nós estamos livres para fazer hoje o passado de amanhã» (Link). Ou ainda outra, de Anatole France: «The future is a convenient place for dreams» (Link).
Peter Reynolds, Dream big.
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Bibl.: CUSTÓDIO, Jorge (Coord.), Portugal 1910-2010 - 100 Anos de Património – Memória e Identidade, Lisboa, IGESPAR, IP, 2010.