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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Acreditar

Odeith, Chase your Dreams (2015)
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“Believe something and the Universe is on its way to being changed. Because you've changed, by believing. Once you've changed, other things start to follow. Isn't that the way it works?”
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Diane Duane, So You Want to Be a Wizard (in The Dutchess).

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Permane(S)er II



Margarida Elias, Barreiro (2016)
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«Não mudamos com a idade na estrutura do que somos. Apenas, como na música, somo-lo noutro tom.»
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Luísa Cortesão

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Era mulher de Alexandre Pomar e mãe de Rosa Pomar (que, por coincidência, foi uma das minhas colegas na licenciatura - e era uma aluna brilhante).
Luísa Cortesão faleceu ontem, com 65 anos, e eu só a descobri hoje. Deve ter sido uma pessoa fantástica e cheia de coragem. E tenho pena que tenha morrido e que eu só a tenha descoberto hoje. 
Do pouco que vi, pintava bruxas, fadas e dragões, e eu gosto de bruxas, fadas e dragões.
Que mês de Janeiro terrível.
Links:
http://www.sabado.pt/cultura_gps/artes_plasticas/detalhe/morreu_luisa_cortesao_uma_velhinha_com_muita_lata.html
https://www.facebook.com/osstenceisdal/timeline
http://www.dn.pt/artes/interior/morreu-a-graffiter-sexagernaria-luisa-cortesao-5002554.html
https://www.instagram.com/luisacortesao1/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Figueira da Foz

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AQUELE MAR

Aquele mar da minha infância,
bom camarada e meu irmão
a sua voz, o seu olor, sua fragrância
tanto os ouvi e respirei
que trago em mim o seu largo ritmo,
seu ritmo forte,
como se as praias onde espuma
quase me fossem
praias sem fim dentro de mim
ocultas praias, largas praias
do tumultuoso coração…

Aquele mar
meu confidente de horas idas
tudo escutava e adivinhava
do meu pueril e ingénuo anseio.
Nada sonhei que o não dissesse
– frémito de alma, grito ou prece –,
às madrugadas e aos poentes,
ao sol, às nuvens, ao luar,
ora nascendo, ora morrendo
nos longos, longos horizontes
em que se perdia o meu olhar…

Aquele mar
na calma azul, no temporal,
nunca mentia: era um só beijo,
hálito puro, largo harpejo
que me entendia e respondia
no seu inquieto marulhar…
Moço e menino, solitário,
rochas, falésias, areais
eu coroava-os de alegria
nos meus passeios matinais.
Ou nalgum barco pescador,
velas abrindo a todo o pano,
do oceano então era senhor,
largava a escota, navegava,
no vão desejo de aventuras,
que não chegava a realizar…
Mas era meu, e eu pertencia-lhe,
àquele mar,
era seu filho, escravo e dono,
sorria à sua Primavera,
amava a luz do seu Outono,
o vivo lume dos estios
a violência dos Invernos
longos clamores de temporais.
Aflito voo das gaivotas
junto das negras penedias,
também como ele me perdias,
nas tardes tristes e sombrias,
na bruma gélida das noites…
E a eternidade então ouvia
humano sonho sempre esquecido
na eterna voz que fala o mar.
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João de Barros.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ser feliz

Grafitti da Rua Diário de Notícias (Fotografia de Margarida Elias, 2009).
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Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
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Fernando Pessoa.