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quinta-feira, 21 de julho de 2022

"Vasto"

Álvaro Laborinho, Campos da Barca (1931, Museu Dr. Joaquim Manso, Nazaré)
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«Dans le mot vaste, la voyelle a conserve toutes ses vertus de vocalité agrandissante. Considéré vocalement, le mot vaste n'est plus simplement dimensionnel. Il reçoit, comme une douce matière, les puissances balsamiques du calme illimité. Avec lui, l'illimité entre dans notre poitrine. Par lui, nous respirons cosmiquement, loin des angoisses humaines».
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Gaston Bachelard, La Poétique de L’Espace, Paris, Les Presses Universitaires de France, (1957) 3.ª ed., 1961, p. 180, online in http://classiques.uqac.ca.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

E barcos ainda mais

Desta vez a minha curiosidade começou com o Egon Schiele (1890-1918), que descobri que tem quadros de barcos lindíssimos. Procurando outros barcos, cheguei à conclusão (provisória) de que antes de meados do século XIX os pintores pintavam mais navios e barcos de guerra do que barcos mais simples. Mas desde meados de oitocentos até aos nossos dias, os barcos de recreio e de pescadores tornaram-se protagonistas de uma quantidade infindável de obras de arte, sobretudo na pintura. No artesanato também aparecem, como seria de esperar, e encontrei alguns bem engraçados que até têm direito a nome. Lembrei-me por fim dos barcos comestíveis, nomeadamente dos "támares", bolo típico da Nazaré que só descobri no ano passado.
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Salomon van Ruysdael, A River Landscape with Boats and Chateau (1645)
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Silva Porto, Canoas (1883, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa)
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Odilon Redon, The Mysterious Boat (c.1892)
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Raoul Dufy, Regatta at Cowes (1934, National Gallery of Art, Washingon)
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Almada Negreiros, Quem não viu Lisboa não viu coisa boa (1946-1948, Gare Marítima de Alcântara, Lisboa - in Restos de Coleccção)
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Álvaro Laborinho, Barco das chávegas, que entra (1931, Museu Dr. Joaquim Manso)
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Álvaro Ricardo Guincho (Nazaré), Barco do candil (miniatura) - Rumo ao mar (séc. XX, Museu Dr. Joaquim Manso)
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Támares (Nazaré)
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e Moliceiros (Aveiro)