quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sequência de Fibonacci

Petra Paffenholz, Fibonacci Cubes (2014)
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Os primeiros números da sequência (exceptuando o 0) são 1, 1, 2, 3, ...
É essa a razão pela qual hoje é o dia de Fibonacci (23 de Novembro, i.é, 23/11)
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Na página do site Calendarr, diz-se:

«A sequência de Fibonocci é uma sucessão de números inteiros infinita que na qual cada termo subsequente corresponde à soma dos dois anteriores. Os números de Fibonacci são assim: 0,1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597, 2584, 4181…
Ao se dividir qualquer número desta sequência pelo anterior, extrai-se a razão que é uma constante transcendental chamada de número de ouro. Esta proporção é muito usada na arte, arquitetura e design, por ser agradável ao olho.
Ao transformar estes números em quadrados e ao dispô-los de forma geométrica, consegue-se traçar uma espiral perfeita, que também é visível em variados organismos vivos.
Esta sucessão já era conhecida na antiguidade, mas foi Fibonacci que a explicou e divulgou na Europa, chamando a atenção para a sua importância no desenvolvimento da ciência.
O Dia Fibonacci comemora esta sequência e o homem que a descreveu em 1202, Leonardo Fibonacci, também conhecido como Leonardo de Pisa.
O matemático italiano teve ainda um papel relevante na introdução dos algarismos arábicos na Europa, sendo considerado o matemático ocidental mais talentoso da Idade Média.
Para celebrar o dia pode investigar sobre esta espantosa sequência e tentar descobrir onde ela se encontra à sua volta.»

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Para o Dia da Música

John Falter, Jam Session (1954)
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E aqui ficam duas canções das minhas bandas preferidas do momento: Coldplay Imagine Dragons:
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terça-feira, 21 de novembro de 2017

1970

Para a Sandra
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Robert Smithson, Spiral jetty (1970, Repetto Gallery)
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“You have the freedom to be yourself, your true self, here and now, and nothing can stand in your way".”
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(...)
Sail on silver girl
Sail on by
Your time has come to shine
All your dreams are on their way
See how they shine
Oh, if you need a friend
I'm sailing right behind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.
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Simon & Garfunkel, Bridge over Troubled Water.
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Do Momento

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«Nicole: You know how everyone's always saying seize the moment? I don't know, I'm kinda thinking it's the other way around. You know, like the moment seizes us. 
Mason: Yeah. Yeah, I know. It's constant - the moment. It's just... It's like it's always right now, you know?»
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Boyhood (2014).
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Não foi o filme que mais gostei de Linklater, mas gostei dos diálogos e dos cenários, nomeadamente destas paisagens naturais norte-americanas (que sempre me fascinaram) e a visita ao Cockrell Butterfly Center. Cf. Locations Hub.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

E do paladar

Jill Barklem
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“Pour réaliser le beau, le peintre emploie la gamme des couleurs, le musicien celle des sons, le cuisinier celle des saveurs, et il est très remarquable qu'il existe sept couleurs, sept sons, sept saveurs.”
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Lucien Tendret, La Table au pays de Brillat-Savarin, p. 11. O livro está disponível online no site Gallica, da BNF.
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Para ilustrar este sentido, trago aqui algumas ilustrações "deliciosas" de Jill Barklem, infelizmente falecida no passado dia 15. As imagens vêm da página no Facebook de Terri Windling:

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Do olfacto

John Shaw, Caixinha de Cheiros (1812-1813, Palácio Nacional da Ajuda)
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“Smell is a potent wizard that transports you across thousands of miles and all the years you have lived. The odors of fruits waft me to my southern home, to my childhood frolics in the peach orchard. Other odors, instantaneous and fleeting, cause my heart to dilate joyously or contract with remembered grief. Even as I think of smells, my nose is full of scents that start awake sweet memories of summers gone and ripening fields far away.”
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Do sentido do tacto

Henry Moore, Hands II (1973, Tate Britain, London)
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"The mind's first step to self-awareness must be through the body."
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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ouvir melhor

Berthe Morisot, Julie Listening (1888)
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«I like to listen. I have learned a great deal from listening carefully. Most people never listen.»
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Para ver melhor

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“The world is full of magic things, patiently waiting for our senses to grow sharper.”
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Fernando Calhau, S/Título #504  (1989, CAM)
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Segundo o site do CAM, relativamente à primeira fotografia, de Fernando Calhau: «Na época em que trabalhou estas pinturas e fotografias estava a ler a Ode à Noite de Fernando Pessoa, onde a noite é extensão de mistério e misticismo.» Fica aqui um excerto:

Vem, Noite antiquíssima e idêntica,
Noite Rainha nascida destronada,
Noite igual por dentro ao silêncio. Noite
Com as estrelas lantejoulas rápidas
No teu vestido franjado de Infinito.

Vem, vagamente,
Vem, levemente,
Vem sozinha, solene, com as mãos caídas
Ao teu lado, vem
E traz os montes longínquos para o pé das árvores próximas.
Funde num campo teu todos os campos que vejo,
Faze da montanha um bloco só do teu corpo,
Apaga-lhe todas as diferenças que de longe vejo.
Todas as estradas que a sobem,
Todas as várias árvores que a fazem verde-escuro ao longe.
Todas as casas brancas e com fumo entre as árvores,
E deixa só uma luz e outra luz e mais outra,
Na distância imprecisa e vagamente perturbadora.
Na distância subitamente impossível de percorrer.
(...)
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Álvaro de Campos.

domingo, 12 de novembro de 2017

Ainda do Pai Tirano e do vinho

Andava a dar voltas à memória para me lembrar qual era o anúncio que tinha aproveitado o trecho do Pai Tirano. Ontem, o meu marido lembrou-me: era da Aldeia Nova! Aqui vai:

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Moscatel (ou vinho branco)

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«- Olha cá, espera, homem. Então nem um cálice do meu bastardo, hem? olha que é do que tu gostas.
- Prefiro uma garrafa em minha casa.
- Lá franco no pedir és tu! Mas do que ninguém se gaba é de saber o gosto ao teus moscatel.
- Querias talvez que eu te mandasse um presente de vinho?! Era o que me faltava! presentes de vinho! – e a um frade!...»
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Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor, Lisboa, Edições Amigos do Livro, p. 102.
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Tolkien: «Fall, Mortality, and the Machine»

Alan Lee, Luthien
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«Anyway all this stuff is mainly concerned with Fall, Mortality, and the Machine. With Fall inevitably, and that motive occurs in several modes. With Mortality, especially as it affects art and the creative (or as I should say, sub-creative) desire which seems to have no biological function, and to be apart from the satisfactions of plain ordinary biological life, with which, in our world, it is indeed usually at strife. This desire is at once wedded to a passionate love of the real primary world, and hence filled with the sense of mortality, and yet unsatisfied by it. It has various opportunities of 'Fall'. It may become possessive, clinging to the things made as 'its own', the sub-creator wishes to be the Lord and God of his private creation. He will rebel against the laws of the Creator – especially against mortality. Both of these (alone or together) will lead to the desire for Power, for making the will more quickly effective, – and so to the Machine (or Magic). By the last I intend all use of external plans or devices (apparatus) instead of development of the inherent inner powers or talents — or even the use of these talents with the corrupted motive of dominating: bulldozing the real world, or coercing other wills. The Machine is our more obvious modern form though more closely related to Magic than is usually recognised.»
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J. R. R. Tolkien, «Preface to The Silmarillion - A letter to Milton Waldman» - in Genius.com. Os "negritos" são meus.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Tarefas: Costura

O tema "dá pano para mangas", por isso fica apenas uma amostra:
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Nicolaes Maes, A Young Woman Sewing (1655)
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Manuel Garcia Y Hispaleto, Atelier de Costura (Museu de Évora)
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Camille Pissarro, Portrait of Madame Pissarro Sewing near a Window (c. 1878-1879, Ashmolean Museum, Oxford)
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Columbano Bordalo Pinheiro, Mulher do Campo Costurando (1886, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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Mary Cassatt, Young Mother Sewing (1900)
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Aurélia de Sousa, À Sombra (1900-1910, MNAC)
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August Macke, A Woman Sewing

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Tarefas: Estender a roupa

Henrique Pousão, Janela das persianas azuis (1882-1883, MNSR) - Esta pintura de Pusão já aqui passou há 7 anos num contexto diferente - "Luz e Cor".
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Charles Courtney Curran, Shadows (1887)
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Robert Spencer, Woman hanging out clothes (1917)
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António Paixão, Roupa a secar (década de 1950, MNAC)
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Noutro post, de 2012, está outra pintura com este tema: "Há muitas maneiras de aproveitar o sol".

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Amarelo Topázio

Albert Joseph Moore, Topaz (1879)
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Alphonse Mucha, Topaz (1900)
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Francisc Sirato, Lila in Yellow
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Amadeo Modigliani, Jeanne Hebuterne in a Yellow Jumper (1919, Ohara Museum of Art, Kurashiki)
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Den Salm (?), Azulejo (1558, Museu Nacional do Azulejo)
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Henri Matisse, Interior in Yellow (1946, Centre Georges Pompidou, Paris)
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Odilon Redon, Tree Against a Yellow Background (1901, Musée d'Orsay, Paris)
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Paul Klee, Characters in Yellow (1937)
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Peter Halley, Schirn Rotunda
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Pendente laça (1701-1750, Museu de Évora)
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Fotografia de Rob Lavinsky (Wikipédia)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Da estética da ruína e dos lugares abandonados

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“It seems, in fact, that the more advanced a society is, the greater will be its interest in ruined things, for it will see in them a redemptively sobering reminder of the fragility of its own achievements. Ruins pose a direct challenge to our concern with power and rank, with bustle and fame. They puncture the inflated folly of our exhaustive and frenetic pursuit of wealth.”
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Tenho me lembrado de um blogue de que gosto muito: Ruin'Arte de Gastão de Brito e Silva.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Afinidades XIV

Tomás da Anunciação, Vista da Penha de França (1857, MNAC)
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Acho que já muitas vezes tinha olhado para estas duas pinturas, mas só recentemente descobri que eram semelhantes. Poderiam formar um par, não fosse o facto da pintura de Cristino da Silva ser maior.
A paisagem de Tomás da Anunciação representa a Lisboa rural de meados do século XIX, com o antigo convento dos eremitas de Santo Agostinho na colina da Penha de França. No primeiro plano vêem-se duas árvores de grande copa que enquadram cenograficamente a paisagem, onde se vislumbram, no plano intermédio, dois bois e uma camponesa (Cf. Matriznet). No quadro de Cristino da Silva surgem árvores idênticas, provocando o mesmo truque cenográfico, menos naturalista neste caso. A animação dos camponeses está mais próxima do primeiro plano, embora já a sair da sombra. A paisagem mostra uma vista de Campolide, vendo-se no centro o vale onde iria ser aberta a Avenida da Liberdade. Ao fundo estão as colinas do castelo de São Jorge e da Graça. Os camponeses cruzam-se com um homem montado a cavalo, de chapéu e capa vermelha, que a historiadora Maria de Aires Silveira sugeriu ser o pintor Francisco Metrass, também amigo de Cristino (cf. Matriznet).