quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ontem como hoje - Cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro

Rafael Bordalo Pinheiro, Prato com Gaio e Ervilhas
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Rafael Bordalo Pinheiro, Prato com Gaio e Ervilhas (1905, Museu da Cerâmica)
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Em Junho de 1908, na revista Argus (dirigida por Abílio de Campos Monteiro), publicava-se um artigo sobre uma «Exposição de Ceramica de Bordallo Pinheiro na Sociedade de Bellas Artes», realizada dois anos após a morte do artista Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905). No texto (não assinado) lê-se que Bordalo era «era um conversador magnifico, contando com uma graça sem igual, fazendo critica subtil». E explicava-se que «nos salões da sociedade de bellas Artes» foi a «mão carinhosa de Manuel Gustavo» que «dispoz com todo o amor a obra genial de seu pae e mestre».
Até Novembro deste ano, está no Museu Rafael Bordalo Pinheiro (Lisboa) uma exposição com a obra cerâmica deste artista - «Formas do Desejo – A Cerâmica de Rafael na Coleção do Museu Bordalo Pinheiro» -, onde estão certamente algumas das obras expostas em 1908. Para quem puder (não é o meu caso) vai haver uma visita guiada no dia 22, conduzida pelo comissário Pedro Bebiano Braga. Já houve (e não fui, porque também não pude) uma palestra do Dr. João Bonifácio Serra que deve ter sido interessantíssima.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Palavras I

Ben Vautier, Écrire c'est peindre des mots... (2009)
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As Palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
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Eugénio de Andrade, Antologia Breve, 1972.
Cf. Pensador.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Palavras

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«Souvent, me dit-il, en parlant de ses lectures, j’ai accompli de délicieux voyages, embarqué sur un mot dans les abîmes du passé, comme l’insecte qui flotte au gré d’un fleuve sur quelque brin d’herbe. Parti de la Grèce, j’arrivais à Rome et traversais l’étendue des âges modernes. Quel beau livre ne composerait-on pas en racontant la vie et les aventures d’un mot?»
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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Silêncio I

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«Shri Ganesha costumava dizer que o silêncio também é conversa».
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Somerset Maugham, O Fio da Navalha, Asa, 2016, p. 311.
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É interessante que o tipo de pintura aqui representada chama-se de "Conversation piece", muito embora as pessoas não estejam a falar. O mesmo se poderá dizer para as "Sacra conversazioni".
A fazer este post lembrei-me de uma canção, que já me tinha lembrado ontem, e de que gosto muito:

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Silêncio

John Tibbott, The Sound of Silence
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“Quoi de plus complet que le silence ?”
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terça-feira, 12 de junho de 2018

Flora, Fauna e Primavera

Porque, ontem, lembrei-me delas:

Walt Disney, Frank Thomas e Ollie Johnston, Flora, Fauna, and Merryweather (1959)
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Flora

Ticiano Vecellio, Flora (Galleria degli Uffizi)
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Rembrandt, Flora (1634, Hermitage)
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Ernst Fuchs, Flora (1988)
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Fauna (ou Bona Dea, Gaia, Ops ou Maia)

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Primavera (ou Merryweather)

Alphonse Mucha, Spring (1896)
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John William Waterhouse, Spring Spreads One Green Lap of Flowers (1910)
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Ana das Peles, Primavera (Museu Nacional de Etnologia)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Afinidades XX

Flora (Museo Archeologico Nazionale di Napoli)
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Albert Joseph Moore, A Garden (1869)

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Afinidades XIX

Édouard Vuillard, Public Gardens (1894)
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António Carneiro, A Vida (1899-1901, Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Perspectivas do Jardim de Luxemburgo

Jacques-Louis David, View of the Luxembourg Gardens in Paris (1794)
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Christophe Civeton, Jardin du Luxembourg (1829)
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Henrique Pousão, Jardim do Luxemburgo (estudo) (1880, Museu Nacional Soares dos Reis)
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Vincent Van Gogh, Terrace in the Luxembourg Garden (1886, Clark Art Institute, Williamstown)
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Albert Edelfelt, The Luxembourg Gardens, Paris (1887, Finnish National Gallery)
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Charles Courtney Curran, In the Luxembourg Garden (1889)
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Henri Rousseau, The Monument to Chopin in the Luxembourg Gardens (1909, Hermitage Museum, Saint Petersburg)

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Glicínias e lilases

Sempre me intrigou a diferença entre glicínias e lilases, por isso procurei resposta na Wikipédia, à falta de um botânico que me explicasse - visto que sou leiga na matéria. Sendo assim, concluí que a glicínia é o nome vulgar da wisteria. É uma planta trepadeira nativa da China, Japão e Coreia. As suas flores, que surgem na Primavera, antes do aparecimento das folhas, podem ser cor-de-rosa, violeta, púrpura ou brancas. Por sua vez, o lilás é o nome comum da syringa, que é um arbusto provavelmente originário da Pérsia. A cor das flores mais frequente é o lilás, mas também existem brancas ou avermelhadas.
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Claude Monet, Lilacs, Grey Weather (c. 1872-c.1873)
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Claude Monet, Wisteria (1917-1920)
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Mary Cassatt, Lilacs in a Window (c. 1880)
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Henri Martin, Les Glycines
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Edward Okuń, Wisteria in Bloom (1911, National Museum, Varsóvia)
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Martiros Sarian, Lilac (1922)
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Louis Comfort Tiffany, Wisteria Table Lamp (1902)

terça-feira, 5 de junho de 2018

Para o Dia Mundial do Ambiente

Michelle Morin, Meadow (2014)
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«Não há nada de supérfluo na natureza».
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Averróis.
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Para a citação, cf. Luís Señor González, Dicionário de Citações e Provérbios, Planeta DeAgostini, 2004, p. 431. Sobre o evento deste dia cf. Calendarr.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Rosas em Junho

Nossa Senhora da Rosa (detalhe) (séc. XV, Museu Nacional de Machado de Castro)
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Willem van Aelst, Roses and Poppies and a Snail (1675)
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Henri Fantin-Latour, Fairy Roses (1874)
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Édouard Manet, Moss Roses in a Vase (1882, Clark Art Institute, Williamstown)
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Vincent Van Gogh, Still Life - Roses (1890, Ny Carlsberg Glyptotek, Copenhagen)
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Konstantin Korovin, Roses - Evening (1908)
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Manufactura de Édouard Honoré, Prato "Rose Panaché" (1824-1840, Palácio Nacional da Ajuda)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Jarra - Rosa Branca (1900, Museu de Cerâmica)
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Cicely Mary Barker, The Rose Fairy
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Vestido (c. 1960, Museu Nacional do Traje)
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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Feliz Dia da Criança!

Artur Pastor, Algarve (1965)
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Para as crianças de todas as idades!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Inocência

Brassaï, The Balloon Merchant (1931)
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«Over time, naturally, you lose your innocence from gaining knowledge. You can't be innocent forever, but there's something in innocence you need to regain to be creative».
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Esta fotografia fez-me pensar na inocência por várias razões, entre elas pelo sorriso de felicidade da criança. Mas também porque adorava balões quando era criança e hoje vejo-os com uma perspectiva diferente. Primeiro, porque entretanto aprendi que antigamente eles tinham hidrogénio, o que foi proibido por ser inflamável - hoje têm hélio, que é muito mais caro. Depois, porque voam para o céu, mas acabam por cair no mar e o plástico provoca poluição. Resultado: o conhecimento fez-me perder a inocência - o que é bom e mau ao mesmo tempo.

terça-feira, 29 de maio de 2018

E ontem foi Dia do Brincar

Candido Portinari, Rapazes a brincar
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A data foi criada em 1999 pela International Toy Library (ITLA), na 8ª Conferência Internacional de Ludotecas em Tóquio, sendo celebrada pela primeira vez em 2000 e reconhecida no calendário da UNICEF. Foi escolhido o dia 28 de Maio por ser a data de aniversário da ITLA. 
Todos os anos tem um tema e o deste ano ano foi "Free Play": livre de barreiras, de idades, de géneros, tempo, espaço, e escolha de materiais.
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Cf. ITLA e Calendarr.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Porque ontem foi dia da Trindade

Hildegard of Bingen, The true Trinity in true unity (c. 1165)
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Santíssima Trindade (séc. XIV, Museu de Évora - Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo)
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Masaccio, A Trindade (1427-1428, Santa Maria Novella, Florença)
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Santíssima Trindade (séc. XV, MNAA)
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Cristóvão de Figueiredo, Santíssima Trindade (c. 1530, MNSR)
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Garcia Fernandes, Santíssima Trindade (1537, MNAA)
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João de Ruão, Santíssima Trindade (1530-1580, MNAA)
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El Greco, Santíssima Trindade (1577, Museu do Prado, Madrid)
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Francisco Venegas, Santíssima Trindade (c. 1590, MNAA)