sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Livros

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«(…) my mind is my weapon. My brother has his sword, (…) and I have my mind… and a mind needs books as sword needs a whetstone, if i tis to keep its edge. (…) That’s why I read so much, Jon Snow».
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George R.R. Martin, Game of Thrones, Harper Voyager, 2011, p. 118.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Utopias, Heterotopias e Distopias

Fra Carnevale (atribuído), La Città ideale (c. 1480, Walters Art Museum, Baltimore)
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Sempre gostei de utopias e da palavra "utopia" - o que me faz lembrar um projecto que só agora descobri, do ilustrador Peter H. Reynolds, The Word Collector, que é uma maravilha.
Mas, voltando às utopias. Segundo o dicionário Priberam:

u·to·pi·a 
(latim tardio utopia, palavra forjada por Thomas More para nomear uma ilha ideal em A Utopia, do grego ou-, não + grego tópos, ou, lugar)
substantivo feminino
1. Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma superior e perfeita.
2. Sistema ou plano que parece irrealizável. = FANTASIA, QUIMERA, SONHO

Tenho visto também utilizada a palavra "heterotopia", que também me agrada. No Priberam, apenas se relaciona esta palavra com a medicina. Para o que me interessa, isto é, a heterotopia ligada à cultura (espaço, arquitectura, urbanismo), o conceito foi proposto por Michel Foucault numa conferência proferida no Cercle d’Études Architecturales (1967), publicada, pela primeira vez em 1984. Aliás, já me referi a este assunto num "post" intitulado «Heterotopias: museus e bibliotecas» (17 de Maio de 2016).

Recentemente, descobri a a palavra "distopia". O Priberam também lhe dá um significado na medicina, mas acrescenta que também pode ser uma «ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia». Esta palavra interessou-me, porque percebi que gosto de histórias em cenários distópicos, de preferência onde há personagens com ideais utópicos. Entre os meus filmes preferidos estão o Blade RunnerThe Matrix, 12 Monkeys e o Wall-E. Dos livros, estou a ler (finalmente) o 1984, mas já vi que tenho uma longa lista pela frente
Entretanto, tenho de perceber em que "tópos"coloco um outro género de histórias de que gosto bastante, e que julgo que não são nem utopias, nem distopias (ou heterotopias) - como é o caso do Senhor dos Anéis de Tolkien ou A Guerra dos Tronos de George Martin (no género da fantasia); ou os Time Riders de Alex Scarrow (no género da ficção científica). O primeiro tipo refere-se a um mundo num passado imaginário; o segundo num futuro imaginário. Em qualquer caso, são realidades alternativas.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Arte

Vincenzo Cabianca, Canale della Maremma toscana (1862)
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«The greatness of art is not to find what is common but what is unique». 
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Júlio Costa (com achegas à Figueira da Foz e ao seu Museu)

Júlio Costa, Romeira (c. 1883)
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Numa revista Branco e Negro, de 18 de Outubro de 1896, tecem-se elogios a Júlio Costa (1853-1923), que me parece que ficou esquecido para a história da arte. 
Na revista, diz-se que a Romeira, aqui reproduzida, foi o grande êxito da exposição de arte do Ateneu do Porto, em 1883 - pertencendo a pintura, em 1896, a Joaquim Sotto Maior (proprietário do Palácio da Figueira da Foz, que este ano visitei e que já aqui referi). Diz-se ainda que o artista foi um dos pintores portugueses mais notados na (então) recente exposição de Berlim.
Fiquei intrigada, porque nunca ouvira falar de Júlio Costa (pelo menos, que me lembre), o que só demonstra como a fama é uma coisa bem fugidia.
No entanto, na página da Universidade do Porto, há um artigo sobre ele, onde se pode ler que Júlio Costa era portuense e estudou na Academia dessa cidade, aluno de António José da Costa, tendo concluído o curso de Pintura de História, em 1881. «Participou nas exposições do Centro Artístico Portuense (1881 e 1882), de que era sócio. Expôs na trienal da Academia Portuense de 1884, nas Exposições d’Arte, entre 1887 e 1895, e no Ateneu Comercial do Porto. Associou-se às exposições do Grémio Artístico de Lisboa (de 1891 e seguintes) e concorreu à Exposição do Rio de Janeiro, de 1908». Ficou conhecido sobretudo como retratista, dentro do estilo realista, sendo autor do retrato do seu mestre António José da Costa, datado de 1921, propriedade do Museu Nacional de Soares dos Reis. Para saber mais sobre o artista, aconselho a página da Universidade.

Retrato de Senhora (1909, Leiloeira S. Domingos)
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Nota: No mesmo número da revista, há um artigo (de Vale Sousa) sobre o Museu Municipal da Figueira da Foz e António dos Santos Rocha, seu fundador.

Retrato de António dos Santos Rocha, Branco e Negro18 de Outubro de 1896.
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Vista da Secção de Arqueologia HistóricaBranco e Negro18 de Outubro de 1896.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

E o Outono, que chegou mesmo...

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Com esta chuva e tempo outonal, lembrei-me desta canção (que já fala do Inverno):



E na versão de 1966 (não sei qual prefiro):

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Com votos de bom fim-de-semana!

Outro dia, num calendário, descobri que hoje era dia de Nossa Senhora Aparecida, e lembrei-me desta canção, que marcou a minha infância:

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Carlos Relvas

Auto-Retrato (1868-1869)
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«Carlos Relvas é um dos fotógrafos amadores mais reconhecidos na história da fotografia portuguesa do século XIX. Esta exposição teve como ponto de partida um projeto de investigação (CICANT— Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias) dedicado ao estudo da fotografia estereoscópica de Carlos Relvas e à sua importância nos primeiros anos da atividade deste fotógrafo, entre 1862 e 1874. / (...)» - MNAC


«(...) / A exposição consagra ainda um importante destaque ao exímio fotógrafo retratista através de uma análise da evolução desta tipologia no seu percurso, desde o primeiro estúdio ainda improvisado até à sofisticação técnica e arquitetónica do segundo, um dos raros estúdios de fotografia do século XIX construído de raiz, e ainda preservado na sua terra natal da Golegã» - MNAC.
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Tomar. Portico da Igreja do Convento de Cristo (1870-1880, Arquivo de Documentação Fotográfica / DPIMI/DGPC)
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Guimarães. Bois do Barroso (1870-1880, Arquivo de Documentação Fotográfica / DPIMI/DGPC)
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Álbum "Photographias de C. Relvas" (Atelier fotográfico) (1880, Arquivo de Documentação Fotográfica / DPIMI/DGPC)

O Atelier fotográfico, inaugurado em 1876, foi um «autêntico templo dedicado à arte fotográfica», nas palavras de João Salgueiro da Mouta. Segundo este investigador, a «execução da obra foi entregue ao arquitecto Henrique Carlos Afonso, mas o rigor posto na sua construção sugere que terá sido Relvas o verdadeiro diretor do projecto». Curiosamente, este arquitecto, Henrique Carlos Afonso (f. 1884), anda a interessar-me, porque foi o autor do projecto do Palacete Ribeiro da Cunha, no Príncipe Real.
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Exposição: CARLOS RELVAS (1838-1894) - VISTAS INÉDITAS DE PORTUGAL. A FOTOGRAFIA NOS SALÕES EUROPEUS. MNAC - até 20 de Janeiro de 2019. Curadoria: Victor Flores, Ana David Mendes, Denis Pellerin e Emília Tavares.
Cf. Sérgio B. Gomes, «O que está por detrás das medalhas de Carlos Relvas», in Público, 5 de Outubro de 2018 (edição online); João Salgueiro da Mouta, «A Casa-Estúdio Carlos Relvas», in DP-Arte Fotográfica, N.º 42, janeiro 2012, Editora MindAffair, Estoril (Facebook).
Nota: As fotografias que aqui coloquei foram as que encontrei na internet e não necessariamente as que estão expostas no MNAC.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Exposições

«You have to understand what the curator does to understand in part what you are looking at in an exhibition».
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Há uma série de exposições que eu gostaria de me organizar para ir ver. Só a uma delas já fui, que foi a do Carlos Relvas, no MNAC (curadoria de Victor Flores, Ana David Mendes, Denis Pellerin e Emília Tavares) - até 20 de Janeiro de 2019.
À minha lista, acrescento ainda a Ver Tudo: Màmia Roque Gameiro (até 24 de Fevereiro de 2019), comissariada por Sandra Leandro (haverá visitas guiadas); e a Tempos Modernos (até 31 de Março de 2019), com curadoria de Rita Gomes Ferrão (será que consigo ir uma visita orientada?).

 


Quanto à exposição de Carlos Relvas, ainda queria lá voltar, nomeadamente para experimentar tirar uma fotografia em cenário oitocentista. Para quem conseguir, há ainda uma visita guiada, a 11 de Outubro, à exposição O Poder da Imagem, no MNAC, feita pela curadora Maria de Aires Silveira.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Brasaï e Bonnard

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Pierre Bonnard, Corbeille de fruits reflétant dans une glace de buffet (c. 1944-1946, The Museum of Modern Art, New York)
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Pierre Bonnard, L'amandier en fleurs (c. 1946)
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Pierre Bonnard, Interior: Dining Room (La Salle à manger) (1942-1946, Virginia Museum of Fine Arts, Richmond)

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Espelhos I

Fairfield Porter, The Mirror (1966)
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Alberti «aperçoit très bien comment le jeu diffus des couleurs et l'échelonnement même de la perspective se simplifient dans le miroir, comment ils gagnent en intelligibilité et en précision dans les "miracles de la peinture". Il donne donc le miroir pour un excellent juge du tableau lui-même: "Je ne sais comment les bons tableaux ont tant de grâce dans le miroir. Il est merveilleux de voir comme les faiblesses d'un tableaux s'y révèlent. Les objets peints d'après nature peuvent y êtres corrigés"».
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André Chastel, Art et Humanisme à Florence au Temps de Laurent le Magnifique, Paris, Presses Universitaires de France, 1982 (1.ª ed. 1959), p. 321.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Painel de São Francisco e pedras de armas de Leiria

Painel de São Francisco e Pedras de Armas (Séc. XVII, Rua de Alcobaça, Leiria)
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O painel será proveniente do Convento de São Francisco e as pedras de armas pertenceram à antiga Casa da Câmara, na actual Praça Rodrigues Lobo.
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«D. Afonso Henriques no ano de mil e cento e trinta e cinco, mostrou a estimação, que fazia da obediência, que [Leiria] lhe tributava, mandando para sua maior defesa fazer um Castelo com suas torres, e baluartes na eminencia de um monte, em que se levanta, e ainda hoje se admira; e elegeu por seu Governador ao valeroso Capitão Paio Guterres. Sentirão os Mouros a sua falta, e no ano de mil e cento e quarenta a vieram conquistar com um poderoso Exercito, a cujas forças não podendo já resistir os sitiados, pelejando até lhe faltarem as vidas, foi por eles entrada, e rendida. Não pode o nosso Rei socorrê-la no conflito; não se descuidou porém em vir restaurá-la, passado pouco mais de um ano. Notou-se, que acampado o Exército, e começando os nossos Soldados a combater o Castelo, começou hum Corvo, que se havia posto sobre um pinheiro, a bater as asas, e a dar gritos, que pareciam festivos, e os Soldados tendo-o por feliz prognostico, se alentaram a pelejar, e entraram com facilidade pela porta da traição, que acharam sem resistência. Perseverou nesta ditosa sujeição até o ano de mil e cento e noventa e cinco, no qual foi destruída pelos mesmos inimigos; mas no mesmo ano a restaurou, e reedificou El-Rei D. Sancho I, que lhe deu foral, e por Armas um Corvo sobre um pinheiro em memoria da primeira restauração».
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Cf. Frei José de Jesus Maria, Espelho de Penitentes e Chronica da Provincia de Santa Maria da Arrabida, da regular e mais estreita Observancia da Ordem do Serafico Patriarcha S. Francisco, no Instituto Capucho: Chronica da Provincia de Santa Maria da Arrabida, Lisboa Occidental, Officina de Joseph Antonio da Sylva, 1737, Vol. II, pp. 268-269.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Óbidos, segundo Raul Lino

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«(...) uma das terras do país que mais conservam o seu pitoresco medieval.
(...) D. Denis fêz doação da vila (...) a sua mulher a rainha S.ta Isabel (...). Desde então ficou sendo apanágio da casa das Rainhas até 1833 (...).
(...) Na quinta da Capeleira, próximo da vila, viveu Josefa d'Ayala y Cabrera, mais conhecida por Josefa de Óbidos, filha dum obidense e duma sevilhana.
O castelo de Óbidos (mon. nac.) é um dos exemplares mais perfeitos do tipo da nossa fortaleza medieval. (...) Coroando a crista calcárea do monte, as muralhas têm a planta de um ferro de engomar, com o bico virado ao S., terminado pela Tôrre Vedra ou do Facho. Na base dêste triângulo, ao N., fica o castelo própriamente dito, onde seria o paço do alcaide.
Lá dentro, envolvida quási completamente pelas muralhas, como nos séc. XIII e XIV, fica a vila (...).
Em dias de sol, a vila, cujo casario transborda a E. para fora das muralhas, apresenta um aspecto bem meridional e pitoresco. As velhas casas, muito caiadas e garridas, com os seus cunhais pintados a azul, vermelhão ou verde-cobre, perfilam-se sôbre as ruas turtuosas, umas baixas, outras altas, umas à frente, outras mais recuadas, parecendo jogar às escondidas com os transuentes (...). Um ou outro vão manuelino finamente recortado e o pelourinho joanino (mon. nac.), de granito, com o camaroeiro de D. Leonor (...). Tôda a vila é mesclada de parreiras e ciprestes, tendo sempre por fundo as vetustas muralhas ameadas, cuja côr naturalmente sugeriu o célebre dito de D. João V: "Eis aqui um vilão com uma cinta de oiro".
Dão acesso à vila quatro portas e dois postigos. (...) a S. e a E. ficam as da Vila e a do Vale, guarnecidas de pitorescos oratórios abertos para o interior das muralhas. O que fica junto à porta do Vale, dedicado à S.ª da Graça, tem a forma de capela, e foi mandado construir nos principios do séc. XVIII pelo magistrado da Índia Bernardo de Palma (...).
O castelo (...) encerra restos dum paço, que deve datar do princípios do séc. XVI. Á altura do andar nobre vêem-se duas janelas manuelinas ricamente lavradas e um portal do mesmo estilo, a que uma extensa escada exterior teria dado acesso. O portal é encimado por um brasão dos Noronhas e pelo escudo real (...). Na parede desta sala, oposta aos referidos vãos, encontra-se uma rica lareira, também manuelina, e na parte exterior do castelo, ao N., ainda se vêem, à altura do mesmo pavimento, restos dum janelão manuelino de vêrga trilobada.
"Da campina de extra-muros destacam-se para o S. algumas velhas aldeias: a Roliça (...)... No quadrante norte vêem-se S. Martinho do Pôrto, as Caldas, a freguesia de S. Gregório, a Fanadia, célebre pelo seu pão de ló, e enfim a Lagoa... (...)" (R. Ortigão).
(...)


Das igrejas da vila e redondezas, a mais notável é sua matriz, de St.ª Maria, cuja fundação é anterior à monarquia. Como hoje se encontra, é uma construção da Renascença (...). Do lado do Evangelho, está o túmulo de D. João de Noronha, alcaide-mor de Óbidos (m. 1575), obra prima da Renascença Coimbrã (...). Vêem-se neste templo mais de 20 pinturas de Josefa de Óbidos (...).


S. Martinho é uma linda capela ogival do séc. XIV, fundada no tempo de D. Afonso IV por um beneficiado da Sé de Lisboa.(...)
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Raul Lino, «Óbidos», Guia de Portugal, Biblioteca Nacional, 1927, pp. 587-592.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Carl Friedrich Lessing (1808-1880)

Ritterburg (1828, Alte Nationalgalerie - Staatliche Museen zu Berlin)
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Landscape in the Eifel Mountains (1834, National Museum in Warsaw)
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Chapel on the Edge of the Wood (1839, Alte Nationalgalerie, Berlim)
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Paisagem (1862, Cincinnati Art Museum)

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Flor de Outubro: Calêndula

Johann Georg Sturm, «Echte Ringelblume, Calendula officinalis», in Deutschlands Flora in Abbildungen (1796)
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Kate Greenaway, Marigold Garden, 1885
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Walter Crane, Shakespeare's Garden (Cassell & Co., 1909)
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Dante Gabriel Rossetti, Marigolds (1873, Nottingham Castle Museum and Art Gallery)
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Koloman Moser, Ringelblumen (1909, Leopold Museum, Viena)
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Gwen John, Study of Marigolds (1918)
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Emil Nolde, Flower Garden (marigolds(1919)
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Felix Vallotton, Marigolds and Tangerines (1924)
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Cicely Mary Barker, The Marigold Fairy
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Pacote de sementes da Tuckers Seed House (c. 1920)
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Poster da American Marigold Society (Pacific Horticulture)

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

29 de Setembro de 3021 TA: Elrond, Galadriel, Gandalf, Frodo e Bilbo partem para Valinor


Dos Anéis
«Now these were the Three that had last been made, and they possessed the greatest powers. Narya, Nenya, and Vilya, they were named, the Rings of Fire, and of Water, and of Air, set with ruby and adamant and sapphire; and of all the Elven-rings Sauron most desired to possess them, for those who had them in their keeping could ward off the decays of time and postpone the weariness of the world. (...)».


Dos seus possuidores
«(...) Therefore ere the Third Age was ended the Elves perceived that the Ring of Sapphire was with Elrond, in the fair valley of Rivendell, (...); whereas the Ring of Adamant was in the Land of Lorien where dwelt the Lady Galadriel. (...). But the Red Ring remained hidden until the end, and none save Elrond and Galadriel and Cirdan knew to whom it had been committed».
(...)
Now all these things were achieved for the most part by the counsel and vigilance of Mithrandir, and in the last few days he was revealed as a lord of great reverence, and clad in white he rode into battle; but not until the time came for him to depart was it known that he had long guarded the Red Ring of Fire. At the first that Ring had been entrusted to Cirdan, Lord of the Havens; but he had surrendered it to Mithrandir, for he knew whence he came and whither at last he would return».


Da partida
«White was that ship and long was it a-building, and long it awaited the end of which Cirdan had spoken. But when all these things were done, and the Heir of Isildur had taken up the lordship of Men, and the dominion of the West had passed to him, then it was made plain that the power of the Three Rings also was ended, and to the Firstborn the world grew old and grey. In that time the last of the Noldor set sail from the Havens and left Middle-earth for ever. And latest of all the Keepers of the Three Rings rode to the Sea, and Master Elrond took there the ship that Cirdan had made ready. In the twilight of autumn it sailed out of Mithlond, until the seas of the Bent World fell away beneath it, and the winds of the round sky troubled it no more, and borne upon the high airs above the mists of the world it passed into the Ancient West, and an end was come for the Eldar of story and of song».
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Cf. J. R. R. Tolkien, The Silmarillion (online). Na edição da HarperCollins (1999), as citações correspondem às págs. 345, 358, 365 e 366. Ver também: Timeline of Arda.
Os retratos de Gandalf e Galadriel são detalhes e adaptações de ilustrações de Alan Lee; o de Elrond é de uma ilustração de Ebe-Kastein. O barco é também um detalhe de uma ilustração de Alan Lee.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Fluir

Theodore Wendel, Bridge at Ipswich (c. 1905, Museum of Fine Arts, Boston)
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«(…) Peter has larned the difficult animal skill of doing nothing. He’s learned to unshackle himself from the race of time and contemplate time itself. As far as he can tell, that’s what Odo spends most of his time doing: being in time, like one sits by a river, watching the water go by. It’s a lesson hard learned, just to sit there and be. At first he yearned for distractions. He would absent himself in memories (…). But he’s getting better at being in a state of illuminated, sitting-by-a-river repose (…)». 
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Yann Martel, The High Mountains of Portugal, Edinburgh Canongate Books, 2016, p. 300.