quarta-feira, 30 de junho de 2010

Julho

Gravura de Eugène Grasset, Juillet, in Les Mois (1896, Davidson Galleries).
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«That beautiful season the Summer!
Filled was the air with a dreamy and magical light;
and the landscape
Lay as if new created in all the freshness of childhood».
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Henry Wadsworth Longfellow.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Torre de Belém

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A Torre de Belém foi mandada construir por D. Manuel I, cerca de 1516, tendo inicialmente o nome de Torre de São Vicente. O seu arquitecto foi provavelmente Francisco de Arruda, que trabalhara no Convento dos Jerónimos.  A Torre é constituída por dois corpos, um baluarte e uma torre. A decoração insere-se no estilo manuelino, incluindo motivos animais, vegetais e geométricos. Encontram-se também motivos náuticos (cordas e nós), símbolos de poder (cruz de Cristo, escudo real e esferas armilares) e estatuária religiosa (São Vicente, São Miguel e a Virgem). A Torre estava inserida na linha defensiva da barra do Tejo, com o intuito de preservar a cidade dos ataques de pirataria ou das nações inimigas.
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Bibliografia: José Fernandes Pereira (1993).

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dia de São Pedro e de São Paulo

Pintura de El Greco, Os Apóstolos Pedro e Paulo (1587-1592, Museu do Hermitage, São Petersburgo).
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«El Greco was one of the first painters in Spain to depict the two Christian apostles, St Peter and St Paul, together. This enabled the artist both to reflect on religious concerns and to contrast their different personalities: St Paul is devout and passionate, St Peter gentle and meek. The poses and gestures, the colours and expression, the superb technique, all these emphasize the contrast between the two. This painting comes from the high period of El Greco's creative life, a period during which he executed a whole series of works on the subject of Christ and the Apostles».
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domingo, 27 de junho de 2010

Um Moinho no Barreiro

Pintura de Silva Porto, O Moinho Gigante - Barreiro (1887, Casa.Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa).
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«Em 1852 foram edificados em Alburrica três Moinhos de Vento.

O maior ou Gigante, o central ou Poente e o último, o Nascente.

Os Moinhos Nascente e Poente de tipologia comum, possuem torre cilíndrica de dois pisos, cobertura móvel e duas mós. São desactivados em 1950 e adquiridos pela Câmara Municipal em 1973. O Moinho Poente ostenta um registo votivo em azulejo dedicado a Nª Sª do Rosário.

O Moinho Gigante de tipologia holandesa foi desactivado em 1919 sendo habitado por pescadores até 1998 quando passa a Património Municipal».
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Castelo de Torres Vedras e Igreja de Santa Maria do Castelo

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As primeiras muralhas do castelo terão sido construídas pelos árabes, apesar de já haver vestígios de ocupação humana desde o século II a.C.. O castelo foi tomado aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1148, segundo a lenda, a 15 de Agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora. Em 1288, D. Dinis mandou ampliar o castelo, onde se deveria situar o Paço Real. No ano de 1516, D. João Soares de Alarcão mandou construir o Palácio dos Alcaides, aproveitando as reparações mandadas fazer no castelo, por D. Manuel I. Com o terramoto de 1755, o castelo ficou bastante destruído, mas, em 1809, ainda teve um importante papel, integrando as Linhas de Torres Vedras.
A Igreja de Santa Maria, situada no interior das muralhas, é um templo do século XII, dedicado a Nossa Senhora da Assunção. Apresenta vestígios românicos nos portais principal e lateral., destacando-se num dos capitéis o relevo com duas pombas (símbolo da Eucaristia). No interior, entre outras obras, salienta-se o tecto do altar-mor, com o anagrama AM (Avé Maria). Esta igreja tem ainda a rara particularidade de possuir duas torres: a torre sineira e a torre do relógio. Esta última é propriedade da Câmara Municipal, que é responsável por dar corda ao relógio duas vezes por dia.
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Bibliografia: Roteiro do Castelo de Torres Vedras (2004) e Igreja de Santa Maria do Castelo (2004).

sábado, 26 de junho de 2010

João Vaz


Pinturas de João Vaz, Marinha com Barco à Vela; Marinha e Vista de Portimão (Palácio do Correio Velho).
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Quando há uma semana fui à Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, uma das senhoras que lá trabalha mostrou-me amavelmente o catálogo de uma exposição sobre João Vaz, realizada naquele museu em 2005. Fiquei fascinada e cheia de pena de ter pedido a exposição. Conhecia o pintor, mas apenas as obras dos museus que, na maioria, não são (na minha opinião) tão boas como as que circulam nas colecções particulares.

Nascido em Setúbal, João Vaz (1859-1931) foi um pintor da geração do naturalismo. Entrou para a Academia de Belas-Artes de Lisboa em 1872, completando o curso em 1878. Diz-se que foi na «escola» do Grupo do Leão e com o pintor Silva Porto, que realmente se formou. Não tendo alcançado bolsa para completar os estudos no estrangeiro, viajou por Madrid e Paris, na companhia de António Ramalho. João Vaz distinguiu-se como marinhista, pintando o Tejo e o Sado, rio que banhava a sua cidade natal. O rio Tejo inspirou-o num grande quadro, que apresentou como proposta para Académico de Mérito em 1897. A crítica portuguesa apreciava a sua pintura, notando uma evolução positiva ao longo dos anos. Fez decorações (colaborando várias vezes com António Ramalho), para o Museu de Artilharia, para a Escola de Medicina, para a Cervejaria Leão de Ouro, para o Palácio das Cortes, para o Hotel do Buçaco, etc. Desde 1884 foi professor de desenho das Escolas Industriais e director da Escola de Afonso Domingues em Xabregas (1889), tendo-se aposentado em 1925.

Em 1921, João Vaz teve um papel interessante na «Questão dos Novos». José Pacheco (sócio da Sociedade Nacional de Belas-Artes) promoveu uma campanha com o objectivo de fazer entrar para a Sociedade alguns artistas e outras individualidades ligados à corrente modernista. A atitude de José Pacheco foi mal recebida e os novos sócios foram recusados, obtendo, contudo, o apoio de João Vaz. Este abandonou a reunião da assembleia geral, em sinal de protesto contra a não admissão de novos sócios. Neste contexto, foi promovido um banquete de homenagem ao «ilustre Pintor João Vaz, pela nobre atitude deste artista na última assembleia geral da S.N.B.A.».
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Bibliografia: José-Augusto França, A Arte em Portugal no Século XIX (3.ª ed. 1990);
José-Augusto França, «VAZ», in Dicionário da Pintura Universal, Pintura Portuguesa, Vol. III (1973);
Diogo de Macedo, António Ramalho, João Vaz - Um Retratista, Um Marinhista (1954).

quinta-feira, 24 de junho de 2010

«Las Meninas» de Velásquez

Pintura de Diego Velásquez, La familia de Felipe IV, ou Las Meninas (c. 1656, Museu do Prado, Madrid).
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Esta pintura de Velásquez (1599-1660) sempre foi uma das minhas preferidas, por vários motivos, que vão para além da beleza da composição. Uma das coisas que mais me fascina é o pormenor do retrato dos Reis, figurados no espelho. Velásquez também se auto-retratou no acto de pintar, e nós vemos, do lado esquerdo, as costas da tela que estava a trabalhar.
De facto, toda esta complexidade de tempos e espaços sobrepostos sempre me fascinaram.  E mais interessada fiquei, outro dia, quando reparei na Cruz da Ordem de Santiago sobre a veste de Velásquez. Decidi então fazer alguma pesquisa sobre o assunto, e, por enquanto, somente na internet.
Segundo a Wikipédia, a Ordem de Santiago foi uma Ordem Religiosa e Militar que surgiu no século XII, no Reino de Leão. Deve o seu nome ao Santo Patrono de Espanha que é Santiago Maior. O objectivo inicial era proteger os peregrinos no Caminho de Santiago e fazer recuar os muçulmanos da Península Ibérica. Em 1493, a Ordem foi incorporada na Coroa Espanhola, união que foi confirmada em 1523 pelo Papa Adriano VI.
Com o tempo, ser membro da Ordem de Santiago tornou-se numa das maiores aspirações dos homens do século XVII, sendo muito difícil integrar esta Ordem. O caso de Velásquez ficou conhecido porque os seus amigos tiveram de testificar das suas raízes "limpas" e que a sua arte não era motivada por ganâncias económicas, tendo antes um carácter intelectual. Proposto em 1658 para membro da Ordem, só em 1659 ele era aceite, graças ao apoio do Papa Inocêncio X que o dispensou das provas de nobreza de sangue. Isto é, só terá recebido essa honra depois de ter pintado este retrato.
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Bibliografia: Wikipedia - Orden de Santiago e Diego Velásquez.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

São João Baptista

Pintura de Artemisia Gentileschi, Nacimiento de San Juan Bautista (c. 1634, Museu do Prado, Madrid).
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São João Baptista era filho de São Zacarias e de Santa Isabel, par idoso e considerado estéril. O seu nascimento, a 24 de Junho, foi anunciado pelo anjo Gabriel, precedendo o de Jesus.
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Bibliografia: Dicionário da Bíblia e do Cristianismo (2004).

terça-feira, 22 de junho de 2010

Brincar

Pintura de Thomas Eakins, Baby at Play (1876, National Gallery of Art, Washington).
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«We don't stop playing because we grow old; we grow old because we stop playing».
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George Bernard Shaw.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Das marés e dos mares


Pintura de João Vaz, Paisagem Algarvia (Leilão do Palácio do Correio Velho).
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Palavras de Palavras 3

Apenas com palavras
nada digo
das marés e dos mares
onde prossigo.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).

domingo, 20 de junho de 2010

O Verão está quase a chegar...

Pintura de Henri Martin, Étude pour l'Eté.
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Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
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Soneto XVIII de William Shakespeare,
citado in Pensador.Info.
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Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:


Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimmed,
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature's changing course untrimmed: 


But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st,
Nor shall death brag thou wander'st in his shade,


When in eternal lines to time thou grow'st,
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.

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Shakespeare Sonnets.
 

sábado, 19 de junho de 2010

Na sombra das colecções. Exposição da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

Pintura a aguarela de Bonington, Paisagem (Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves).
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Fui hoje, finalmente, ver a exposição sobre arte europeia das reservas da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves. Gostei bastante, apesar de ser uma exposição pequena. Tem peças interessantes, algumas de grande beleza, como esta pequena aguarela de Bonington (1802-1828). Seria interessante que outros museus fizessem o mesmo, expondo o que está nas reservas, pois julgo que poderia haver boas surpresas. Quanto mais não fosse, seria excelente para conhecermos o que foi o coleccionismo de arte entre o final do século XIX e o início do século XX.
Por fim, cito as palavras de Delacroix sobre as aguarelas de Bonington: «possuem uma ligeireza de execução tornando-as como espécies de diamantes, nos quais os olhos se lisonjeiam e encantam qualquer que seja o tema representado».
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Bibliografia: Na Sombra das Colecções, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, 17/2/2010-19/9/2010 (folheto).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lembrando Saramago

«Só se nos detivermos a pensar nas pequenas coisas chegaremos a compreender as grandes».
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José Saramago, in Citador.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

The world is wide...

Pintura de João Baptista da Costa, O Passeio ( Museu da Chácara do Céu, Rio de Janeiro).
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«The world is wide; no two days are alike, nor even two hours; neither were there ever two leaves of a tree alike since the creation of the world; and the genuine productions of art, like those of nature, are all distinct from one another».
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John Constable,
citado por The Dutchess.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Montejunto no mês de Junho

Fotografias de Gonçalo e Margarida Elias (Junho, 2010).
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Distância com pássaros
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Feliz fiquei a olhar a grande distância, com pássaros.
Para lá havia, de certeza, uma montanha com rituais próprios: maneiras verdes, rastos brancos, expressões azuis e, uma ou outra cascata a bailar na penedia.
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José Manuel Capêlo (1986).

terça-feira, 15 de junho de 2010

Musica medicinalis est et mirabilia operatur

Pintura de Evaristo Baschenis, Still-life with Instruments (1667-1677, Gallerie dell'Accademia, Veneza).
 Pintura da oficina de Evaristo Baschenis, Still-life with Musical Instruments (Wallraf-Richartz-Museum, Colónia).
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Pitágoras estudou as proporções musicais, vendo-as como algo que se pode organizar numericamente, reflectindo as estruturas harmónicas do universo. Em 1491, foi publicada a obra De Musica de Santo Agostinho, onde se dizia que todas as notas sonoramente perceptíveis apontam para Deus como creator omnium.
Desde a Idade Média que foi atribuída à música uma função terapêutica. Segundo Joahannes de Muris (c. 1290-c. 1351), «a música é terapêutica e faz milagres, e as doenças são curadas por ela, particularmente aquelas que resultam de melancolia ou tristeza». Baschenis explorou por vezes a ligação entre a cosmologia e a terapia musical, o que acontece numa natureza morta que está em Colónia, atribuída à sua oficina. O mesmo talvez se poderá dizer sobre a obra que está em Veneza, muito semelhante.
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Bibliografia: Norbert Schneider (1994).

Para ouvir: Ludovico Viadana, La Bergamasca.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Naturezas mortas com instrumentos musicais

Pintura da oficina de Evaristo Baschenis, Musical Instruments (séc. XVII, Museum of Fine Arts, Boston).
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A música foi um tema artístico popular desde o século XV, ocorrendo inicialmente em contextos bíblicos ou religiosos. Mais tarde, os artistas começaram a usar a música em pinturas com temas pagãos ou mitológicos. O pintor que primeiro se especializou na realização de naturezas mortas puras com instrumentos musicais foi Evaristo Baschenis (1617-1677), que pintou instrumentos musicais sobretudo para uma clientela aristocrática.
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Bibliografia: Norbert Schneider (1994).

domingo, 13 de junho de 2010

Amor Vitorioso

Pintura de Michelangelo da Caravaggio, Eros as Victor (1601-02, Staatliche Museen zu Berlin).
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 «O amor é o segredo da vida».
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Henry Drumond,
citado por Ana Belo (2002).

sábado, 12 de junho de 2010

Dia de Santo António

Pintura de El Greco, Santo António (c. 1580, Museu do Prado, Madrid).
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Santo António nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195, tendo como nome de baptismo Fernando de Bulhões. Foi na Sé de Lisboa que foi baptizado, sendo também aí que aprendeu as primeiras letras e rudimentos de humanidades. Entrou com 15 anos para a comunidade dos cónegos regrantes de Santo Agostinho, seguindo de São Vicente de Fora para Santa Cruz de Coimbra, onde completou os seus estudos. Nessa cidade aderiu à ordem franciscana, entrando para o convento dos Olivais e adoptando o nome de António. Depois partiu para a África com intenção de evangelizar, mas ficou doente. No regresso, o navio levou-o para a costa da Sicília, onde se encontrava São Francisco  de Assis (1221). Os dois encontram-se em Bolonha, sendo Santo António provido titular da cadeira de Teologia da ordem franciscana. O Santo faleceu em Pádua, com trinta e seis anos de idade, a 13 de Junho de 1231, sendo canonizado uma ano depois.
Muitas lendas se formaram sobre Santo António, tendo-lhe sido atribuídos vários milagres.
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Cantigas Soltas (Évora)
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Ó meu Padre Santo António,
A vossa capela cheira,
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor de laranjeira.

No altar de Santo António
Há um vaso de açucenas,
Onde vão os namorados
Dar alívio a suas penas.

Ó meu Padre Santo António,
Casei-mr, que bem podeis,
Com um velho de quinze anos
Que vá para os dezasseis.

Na noite de Santo António
É que se tomam amores.
Que está o trigo granando
E o campo cheio de flores.
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Bibliografia: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.

Dia do Coração Imaculado de Maria

Pintura de George Hitchcock, Blessed Mother (1892).
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A história da devoção do Coração Imaculado de Maria remonta a Saint Jean Eudes (m. 1681). Em 1699, o Padre Pinamonti (m. 1703) publicou um texto sobre o tema. Mais tarde, Saint Louis de Montfort e  Saint Catherine Labouré promoveram esta devoção, permitindo que ela crescesse ao longo dos séculos XVIII e XIX. Só em 1799, o Papa Pio VI concedeu ao Bispo de Palermo a festa do Mais Puro Coração de Maria, a qual se iria realizar em algumas igrejas da sua diocese. Posteriormente, em 1944, Pio XII instituiu a celebração no dia 22 de Agosto, mas, em 1969, Paulo VI mudou esta festa religiosa para o Sábado imediatamente posterior ao da festa do Sagrado Coração de Jesus.
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Wikipedia.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia do Sagrado Coração de Jesus

Pintura de Odilon Redon, Le Sacré-Coeur (c. 1910, Museu d'Orsay, Paris).
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De acordo com a Wikipedia, a devoção ao amor de Deus começou com São Paulo e São João Evangelista, mas a devoção para o Sagrado Coração só teve início nos séculos XI e XII, nos mosteiros beneditinos e cistercienses. Foi com Jean Eudes (1602–1680) que esta devoção se tornou pública e, em 31 de Agosto de 1670, a primeira festa do Sagrado Coração foi celebrada no Grande Seminário de Rennes. 
A fonte mais significativa da devoção  deve-se às visões de Jesus de Santa Margarida  de Alacoque (1647–1690).  Na encíclica Annum Sacrum (de 25 de Maio de 1899), o Papa Leão XIII decretou a consagração do dia 11 de Junho de 1899 para a celebração do Sagrado Coração de Jesus e, posteriormente, o Papa Pio X decretou que essa celebração se renovasse todos os anos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dia de Portugal

 
Pintura de Columbano Bordalo Pinheiro, Camões invocando as Tágides (1894, Museu Grão Vasco, Viseu).

 Estudos: Casa Museu - Dr. Anastácio Gonçalves (Lisboa)
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Profecia

De nevoeiros virá se nevoeiros
houver. E que sinais serão
cumprido o tempo e retomado
o mistério nas palavras
de efémeros impérios que desfeitos
se dilatam apenas na memória?

De Portugal o tempo sendo a hora
há-de surgir. Por nossas mãos
se cumprirá a história.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).

terça-feira, 8 de junho de 2010

Castelos de Cartas

Estas três pinturas de Chardin têm o mesmo tema: Castelos de Cartas. A primeira (1735-1736) pertence à National Gallery (Londres); a segunda (1737) à National Gallery of Art (Washington) e a terceira (c. 1740), muito semelhante à segunda, é da Galleria degli Uffizi (Florença).
A primeira pintura foi exposta em 1741 com o título Le Fils de M. Le Noir s'amusant à faire un Château de Cartes
Acerca da segunda diz o site da NGA que: «this painting points to idleness and the vanity of worldly constructions. The boy's apron suggests he is a household servant called to clear up after a gaming party. Instead, he uses the cards—folded to prevent their being marked and used again—to build the most impermanent of structures. The stability of the painting's triangular composition freezes the moment, as the boy is poised, breathless, to remove his hand and test the fragile balance of his construction. In the open drawer the jack of hearts hints at rascality».
De acordo com o site dos Uffizi, onde está a terceira pintura: «The artist once said of painting, “We use colors, but we paint with our feelings,” and for him still-life subjects had a life of their own. As the 19th/20th Century French novelist, Marcel Proust (1871 – 1922) wrote, "We have learned from Chardin that a pear is as living as a woman, that an ordinary piece of pottery is as beautiful as a precious stone." Proust also wrote of the artist, “Everyday life will charm you once you have absorbed Chardin’s painting for a few days like a lesson. Then, having understood the life of his painting, you will have discovered the beauty of life."»