quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011!


Carl Larsson, The Old Man and the New Trees (1883, Nationalmuseum, Stockholm ).
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A happy New Year! Grant that I
May bring no tear to any eye
When this New Year in time shall end
Let it be said I've played the friend,
Have lived and loved and labored here,
And made of it a happy year.
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Tal como o velho homem da pintura, olhando para as árvores novas, o ano de 2010 está a terminar e um novo ano está a começar. 
Desejo a todos os que me visitam um feliz ano de 2011!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O branco e o Inverno




John Atkinson Grimshaw, Snow and Mist - Charles Spencelayh, The winter traveller.
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«The first fall of snow is not only an event, it is a magical event.  You go to bed in one kind of a world and wake up in another quite different, and if this is not enchantment then where is it to be found?»
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Eu gosto muito de neve e gosto da maneira como a neve cobre de branco as casas e as paisagens. 
No entanto, o meu contacto com a neve tem sido raro. Lembro-me em Paris, quando era pequena, querer pôr neve em caixas para a trazer para Portugal. Lembro-me também de um Carnaval, na Anadia, em que nevou durante a noite. De manhã estava tudo coberto de branco e senti-me num filme do Walt Disney. Eu e os meus primos fizemos um boneco de neve. Depois fomos ao Buçaco, onde ainda nevava. Era um espectáculo lindíssimo... Para além destes momentos, lembro-me da neve na Serra da Estrela. Tenho muitas saudades da neve.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O vermelho e o Inverno



Kate Perugini, Flossie - Eero Erik Nikolai Järnefelt, Leena - Charles Spencelayh, The Artist Daughter.
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«L'hiver n'est point rude saison qui fait rester à la maison.»
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Natal e o Menino Jesus

Escola de Óbidos, Menino Jesus Salvador do Mundo.
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O Menino chora,  chora,
porque anda descalcinho.
Haja quem lhe dê as meias
que eu lhe dou os sapatinhos.
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Nossa Senhora lavava
e S. José estendia
e o Menino chorava
com o frio que fazia.
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Calai-vos, meu Menino,
calai-vos meu amor,
isto são navalhinhas
que cortam sem dor.
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Os filhos dos homens
em berços doirados
e Vós, meu Menino
em palhinhas deitado.
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Em palhinhas deitado,
em palhinhas aquecido,
filho de uma rosa,
de um cravo nascido.
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Na noite de consoada, em casa dos meus avós paternos, havia a tradição de  se cantar ao Menino Jesus. 
A minha avó era alentejana (do Redondo) e havia uma série de canções tradicionais que a nossa família cantava, reunida junto do Presépio, um pouco antes da meia-noite. Só depois de se cantar estas canções é que, junto dos nossos sapatos, eram depositadas as prendas que teriam sido dadas pelo Menino Jesus. Esta era uma das canções que nós cantávamos.
Hoje, falecidos os meus avós, ainda se tenta perpetuar esta tradição entre a família do meu pai.
Relativamente ao Menino Jesus da pintura também tenho boas memórias. Em casa da minha avó materna, no Natal, além do Presépio, havia um Menino Jesus, muito parecido com este de Óbidos, que era colocado em grande destaque na sala de jantar.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Ainda é dia de Natal

Karen Davis, Window view.
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«Christmas waves a magic wand over this world, and behold, everything is softer and more beautiful».
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Feliz Natal!

Jusepe de Ribera, The Holy Family with St Catherine (1648, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque).
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Ó meu Menino Jesus,
Ó meu Menino tão belo,
porque quiseste nascer
na noite do caramelo?
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Alegrem-se os céus e a terra,
cantemos com alegria,
que já nasceu o Menino
filho da Virgem Maria.
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Entrai, entrai pastorinhos,
por esse portal sagrado,
Vinde adorar o Menino
numas palhinhas deitado.
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Canção de Natal.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Hark the herald angels sing

Edward R. Frampton, A Carol.
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Hark the herald angels sing
"Glory to the newborn King!
Peace on earth and mercy mild
God and sinners reconciled"
Joyful, all ye nations rise
Join the triumph of the skies
With the angelic host proclaim:
"Christ is born in Bethlehem"
Hark! The herald angels sing
"Glory to the newborn King!"

Christ by highest heav'n adored
Christ the everlasting Lord!
Late in time behold Him come
Offspring of a Virgin's womb
Veiled in flesh the Godhead see
Hail the incarnate Deity
Pleased as man with man to dwell
Jesus, our Emmanuel
Hark! The herald angels sing
"Glory to the newborn King!"

Hail the heav'n-born Prince of Peace!
Hail the Son of Righteousness!
Light and life to all He brings
Ris'n with healing in His wings
Mild He lays His glory by
Born that man no more may die
Born to raise the sons of earth
Born to give them second birth
Hark! The herald angels sing
"Glory to the newborn King!"
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Christmas Carols.
 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E está quase a chegar o Natal ...

James Hayllar, The four seasons - Mistletoe (1873).
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Sing hey! Sing hey!
For Christmas Day;
Twine mistletoe and holly.
For a friendship glows
In winter snows,
And so let's all be jolly!
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Inverno ...


Anton Pieck, Painter on the roof e pintura com título desconhecido.
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«Every gardener knows that under the cloak of winter lies a miracle ... a seed waiting to sprout, a bulb opening to the light, a bud straining to unfurl. And the anticipation nurtures our dream.»
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Barbara Winkler.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Porque o Inverno está quase a chegar...

Giuseppe de Nittis, Effet de Neige (1880, Pinacoteca De Nittis, Barletta).
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«Winter, a lingering season, is a time to gather golden moments, embark upon a sentimental journey, and enjoy every idle hour.»
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Arte I

Pierre Bonnard, La Maison de Misia (c. 1904, Museu d'Orsay, Paris).
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Amadeu de Sousa-Cardoso, A Casita Clara - Paisagem (1916).
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«The artist does not see things as they are, but as he is».
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Alfred Tonnelle.

domingo, 19 de dezembro de 2010

As árvores

Allan Edson, Cernay-la-Ville (c. 1882, Winnipeg Art Gallery, Manitoba).
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Odilon Redom, Lane of trees.
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Georges Seurat, The Forest at Pontaubert (1881, MOMA, Nova Iorque).
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The trees are God's great alphabet:
With them He writes in shining green
Across the world His thoughts serene.

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Leonora Speyer.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O gato será na vertical ou na horizontal?

 Franz Marc, Die weiße Katze (1912, Staatliche Galerie Moritzburg).
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... Não sei a resposta, mas fiquei intrigada. Em todos os sítios que vi reproduzido este quadro ele estava na vertical, mas, no site do museu onde está exposto, aparece na horizontal.
Seja como for, sempre que fica frio só me apetece fazer como os gatos e enroscar-me junto de uma lareira.

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Cats Sleep Anywhere 
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Cats sleep anywhere, any table, any chair.
Top of piano, window-ledge, in the middle, on the edge.
Open draw, empty shoe, anybody's lap will do.
Fitted in a cardboard box, in the cupboard with your frocks.
Anywhere! They don't care! Cats sleep anywhere.
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Eleanor Farjeon.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cantar

Jean Etienne Liotard, Young Girl Singing into a Mirror.
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«Antes he yo oído decir -dijo don Quijote- que quien canta, sus males espanta».
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Cervantes.

O Silêncio

Jan Vermeer, The Kitchen Maid (c. 1658, Rijksmuseum, Amsterdam)
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«True silence is the rest of the mind; it is to the spirit what sleep is to the body, nourishment and refreshment».
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William Penn.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Tempo II

Helene Schjerfbeck, At Home (Turku Art Museum).
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«Time is what prevents everything from happening at once».
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John Archibald Wheeler.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Velha Igreja Matriz da Lourinhã em 1880


Velha Igreja Matriz da Lourinhã, gravuras de O Ocidente de 1 de Maio de 1880 feitas a partir de esboços de Ribeiro Artur.
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«A Igreja Matriz da Freguesia da Lourinhã, dedicada a Santa Maria, conhecida como Igreja de Santa Maria do Castelo é um monumento gótico da segunda metade do séc. XIV, com duas fases de construção, sendo a primeira atribuída a D. Jordan, 1º donatário da Lourinhã, e a segunda a D. Lourenço Vicente, Arcebispo de Braga, natural da Lourinhã e seu donatário».
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sábado, 11 de dezembro de 2010

Canções de Natal


Anton Pieck.
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Chestnuts roasting on an open fire,
Jack Frost nipping on your nose,
Yuletide carols being sung by a choir,
And folks dressed up like Eskimos.

Everybody knows a turkey and some mistletoe,
Help to make the season bright.
Tiny tots with their eyes all aglow,
Will find it hard to sleep tonight.

They know that Santa's on his way;
He's loaded lots of toys and goodies on his sleigh.
And every mother's child is going to spy,
To see if reindeer really know how to fly.

And so I'm offering this simple phrase,
To kids from one to ninety-two,
Although its been said many times, many ways,
A very Merry Christmas to you.

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O Natal aproxima-se...


Ilustrações de Anton Pieck.
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«For centuries men have kept an appointment with Christmas.  Christmas means fellowship, feasting, giving and receiving, a time of good cheer, home».
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Arte Portuguesa nos Anos 30


O Salão dos Independentes, inaugurado em 1930, na sala da Sociedade Nacional de Belas Artes, surgiu como uma iniciativa de variados artistas e intelectuais, reunindo escultores, arquitectos, pintores, cartazistas, fotógrafos e desenhadores. A pintura teve uma importante representação, destacando-se Júlio e Mário Eloy (que iriam marcar os anos 30 com uma linha de contorno expressionista), mas foi a arquitectura que mais brilhou perante a crítica, o que em muito se deveu ao projecto para o Parque Eduardo VII da autoria de Cristino da Silva. Quanto à escultura, é sobretudo de notar que já em 1928 Francisco Franco, um dos expositores de 1930, havia apresentado o monumento a Gonçalves Zarco que se tornou um modelo para a estatuária pública destes anos. No Salão dos Independentes esteve também representado Kradolfer, artista de origem suíça que revolucionou o campo das artes gráficas portuguesas. Havia o desejo de serem novos, audazes e modernos. Contudo, no Manifesto, assinado por António Pedro, estava expressa uma acalmia perante a irreverência das décadas anteriores. Nele se dizia que tens «pois português indiferente e atrasado na marcha célere da Europa um motivo de regozijo. Aquele filho brincalhão e atrevido que era o mais inteligente da tua família e a quem expulsaste porque te incomodava, é hoje um homem que te abre, sereno, as portas da sua casa».
Perante as dificuldades em que se encontravam os artistas portugueses, nomeadamente os «novos» e não consagrados, em 1933 foi realizada uma «Comissão de Defesa das Artes», que correspondeu a um comunicado que pedia ao Estado para assumir responsabilidades. Foi proposta a criação de um Secretariado de Artes, que apoiasse os artistas, um pedido que teve a sua concretização com a fundação do Secretariado de Propaganda Nacional, inicialmente chefiado por António Ferro.  Este organismo tinha a seu cargo o mundo da arte, da literatura e do turismo, tudo enquadrado naquilo a que chamou de «Política do Espírito». O Secretariado promoveu exposições de artistas nacionais e estrangeiros e ofereceu prémios para as artes plásticas e literatura. Num discurso proferido por António Ferro por ocasião da primeira Exposição de Arte Moderna (1935),  ele afirmava que o Secretariado «quer chamar a si, em nome da ordem e do equilíbrio, o modesto papel da irreverência oficial». Desta forma, não só se pretendia promover a modernização da arte portuguesa, mas também enquadra-la dentro de moldes equilibrados e ordenados, que iriam caracterizar a arte portuguesa dos anos 30.
Uma das características da Europa Moderna era o gosto pelas celebrações, o que correspondia a uma necessidade de mitificação do passado. António Ferro teve importância na transformação da maneira como se realizavam as exposições e comemorações em Portugal, atribuindo um papel cada vez maior à imagem e à linguagem gráfica. Em 1934, foi ele o responsável pela elaboração da exposição feita em Lisboa, na altura do Congresso da União Nacional, formando então uma equipe com artistas que se ligavam a Kradolfer. Em 1937, organizou a representação portuguesa na exposição de Paris e, em 1939, em Nova Iorque e São Francisco. Nestas exposições os pintores transformaram-se em decoradores, sendo cada vez mais importante o trabalho dos arquitectos. Entre estes destacavam-se Cristino da Silva, Carlos Ramos e Pardal Monteiro. No entanto, se as vias modernas pediam a funcionalidade, muitas das encomendas do Estado implicavam a monumentalidade e uma decoração simbólica.
Em 1938, surgiu a ideia de festejar o duplo centenário da Nação Portuguesa, correspondente às datas de 1139 e de 1640. Para esses festejos foi criada uma Comissão dos Centenários, que teve a seu cargo várias realizações, sendo a principal a Exposição do Mundo Português. Através de António Ferro e de Duarte Pacheco, tanto o Secretariado de Propaganda Nacional, como o Ministério das Obras Públicas e a Câmara Municipal de Lisboa, se envolveram nesta exposição. Participaram vários artistas, sendo de destacar sobretudo os arquitectos, como Cottinelli Telmo, Cristino da Silva e Pardal Monteiro. Esta exposição coroou a década de 1930, deixando um modelo de compromisso onde a História e a tradição se conjugavam com a modernidade. 
Esse era o modernismo oficial, preconizado por António Ferro, pois, como refere José Augusto França, a «opinião geral nos anos 30 era (...) que a arte moderna se aquietara».
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Bibliografia
António FERRO (1949); José-Augusto FRANÇA (1980 e 1991) e Margarida ACCIAIUOLI (1998).

Ler, meditar e falar

Emily Maria Eardley ('Milly') Childers, Hugh Culling Eardley Childers (National Portrait Gallery, Londres).
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«Reading makes a full man, meditation a profound man, discourse a clear man».
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Benjamin Franklin.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dia da Imaculada Conceição

Diego Velásquez, Imaculada Conceição (c. 1619, National Gallery, Londres).
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A Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. A festa da Imaculada Conceição passou a ser comemorada em 8 de Dezembro, definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. 
Em Portugal, o culto foi oficializado por D. João IV, o qual, em Vila Viçosa, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição, ofereceu Portugal à Mãe Imaculada de Jesus, depondo a coroa real aos pés da Rainha do Céu que, doravante, seria também a Rainha de Portugal. A que era somente Padroeira de Vila Viçosa passou a ser Padroeira de Portugal. Para além da coroação de Nossa Senhora da Conceição, D. João IV reconhecendo a protecção eficaz da Padroeira do Reino pela libertação do domínio francês, criou a ordem militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Depois desse momento, os reis seus sucessores nunca mais puseram sobre a cabeça a coroa real.
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Sobre esta pintura, fica o link do site da National Gallery.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Tempo I

Thomas Dewing, The Days (1886/1887, Wadsworth Museum of Art).
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«Time is an equal opportunity employer.  Each human being has exactly the same number of hours and minutes every day.  Rich people can't buy more hours.  Scientists can't invent new minutes.  And you can't save time to spend it on another day.  Even so, time is amazingly fair and forgiving.  No matter how much time you've wasted in the past, you still have an entire tomorrow».
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domingo, 5 de dezembro de 2010

A chuva II

 Anders Zorn, Impressions de Londres (1890).
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«Dear beautiful Spring weather, I miss you.  Was it something I said?»
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sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ainda o chá

Raimundo de Madrazo Garreta, La hora del te.
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«Drink your tea slowly and reverently, as if it is the axis on which the world earth revolves - slowly, evenly, without rushing toward the future».
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Columbano no Chiado

Columbano Bordalo Pinheiro, Retrato de Teixeira Gomes (1911, MNAC).
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«Ainda o Columbano. E porque não? Ainda e sempre…».
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Manuel Teixeira Gomes (1939).
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Hoje inaugurou a exposição de Columbano relativa aos anos de 1900-1929, no Museu do Chiado, em Lisboa. Aqui fica o link para a página do Museu sobre a exposição.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ainda do Outono que agora termina...


Vasili Dimitrievich Polenov, Woman walking on a forest trail -Fritz Thaulow, Autumn.
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The one red leaf, the last of its clan,
That dances as often as dance it can,
Hanging so light, and hanging so high,
On the topmost twig that looks up at the sky.
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Samuel Taylor Coleridge.

Dezembro

Gravura de Eugène Grasset, Décembre, in Les Mois (1896, Davidson Galleries).
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"I heard a bird sing
In the dark of December
A magical thing
And sweet to remember.

'We are nearer to Spring
Than we were in September,'
I heard a bird sing
In the dark of December."
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