domingo, 30 de setembro de 2012

Reunião de família

Jan Steen, The Artist's Family (c. 1665, Mauritshuis, The Hague).
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«I don't care how poor a man is; if he has family, he's rich».
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sábado, 29 de setembro de 2012

Frutos de Outono

Luis Meléndez, Bodegón con manzanas, peras, cajas de dulce y recipientes (1759, Museo Nacional del Prado, Madrid).
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«Give me juicy autumnal fruit, ripe and red from the orchard».
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Outono II

Coles Phillips, Pals (Life, 26 de Outubro de 1911).
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falling leaves
hide the path
so quietly
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John Bailey, «Autumn» (2001).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Chuva

Karin Jurick, Yellow.
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«The best thing one can do when it's raining is to let it rain».
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Outono I

Jessie Wilcox Smith, ABC’s (1921).
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«When the autumn meets the tranquillity, there you can see the King of the Sceneries!»
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mais do Outono

Bill Watterson, Calvin and Hobbes.
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«[T]hat old September feeling, left over from school days, of summer passing, vacation nearly done, obligations gathering, books and football in the air ... Another fall, another turned page: there was something of jubilee in that annual autumnal beginning, as if last year's mistakes had been wiped clean by summer».

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ainda do Outono

Isaac Levitan, Autumn (1890).
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«Her pleasure in the walk must arise from the exercise and the day, from the view of the last smiles of the year upon the tawny leaves and withered hedges, and from repeating to herself some few of the thousand poetical descriptions extant of autumn--that season of peculiar and inexhaustible influence on the mind of taste and tenderness--that season which has drawn from every poet worthy of being read some attempt at description, or some lines of feeling».
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domingo, 23 de setembro de 2012

Tempo de reverência

Joseph Enneking, Fall landscape (1913).
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«Spring passes and one remembers one's innocence.
Summer passes and one remembers one's exuberance.
Autumn passes and one remembers one's reverence.
Winter passes and one remembers one's perseverance».
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sábado, 22 de setembro de 2012

Desejando um Outono feliz para todos

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«Autumn carries more gold in its pocket than all the other seasons». 
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Para a minha Avó Fernanda que faria anos hoje

A Avozinha
Ilustração de Mário Costa (in O Senhor Doutor, 18 de Maio de 1935).
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«Era à tardinha. Na sala confortável e acolhedora, a essa hora ainda cheia de sol que a jorros entrava pela grande janela aberta e dourava os altos eucaliptos do jardim, a atmosfera era dôce e alegre.
Uma aragem de felicidade parecia purificar todos os pulmões que respiravam aquela serenidade e espalhava-se nos rostos juvenis de três senhoras, que costuravam, conversando, perto da janela.
Um grupo de crianças ria, escutando atentamente as peripécias de um conto, que uma voz extremamente doce e quente lhes contava, em coloridas frases.
Junto da mesa de mogno pulido, nas mãos habilidosas e brancas uma renda de crochet, a figura linda, suave, bela, duma senhora idosa, sobressaía entre as suas cabeças curiosas que seguiam atentamente as expressões do seu rosto, bondoso e meigo.
Era a avózinha.
Que doçura, que meiguice nesta palavra santa!
Lembra cousas tão belas, tão agradáveis; ternos carinhos; brinquedos pelo Natal; mimos e festas a tôda a hora! Não é verdade, meus amiguinhos, que é assim a vossa avozinha?
Pois aquela avòzinha era assim. Cabelos prateados e finos, enquadrando um rosto lindo como um dia suave e puro de primavera. E os netos adoravam-na! Pudera! Se ela era tão, tão boa!
Junto dela, Lídia, a mais velha, bordava em silêncio, sorrindo-lhe ternamente; e a Maria Elena encostava a cabecita no seu ombro, enquanto com as mãos trigueiras ameigava a mão branca da avó! Fernando e Rogério sentavam-se fraternalmente na mesma cadeira, enquanto Vasco e Rui, dois homens já, a escutavam um pouco mais afastados mas atentos.
A voz dôce ia narrando as aventuras dum príncipe e duma fada, e na imaginação dos netos parecia que tomavam forma e côr aqueles heróis de sonho. Lena levantara-se de mansinho e aproximando-se de Fernando foi sentar-se ao seu lado.
- Como eu gostava de ser uma avòzinha! – murmurava em voz baixa.
- Para quê! – perguntou êle, admirado – As avòzinhas não brincam e tu és tão brincalhona!
- Ah! Mas sabem aquelas histórias tão bonitas e são boas, boas como a nossa avòzinha! Deve ser tão bom! – exclamou, pondo as mãozinhas trigueiras.
- Ah! Sim, isso é verdade ... A nossa avó é a mais linda e melhor do mundo!
Entretanto a voz dôce calara-se, acabado o conto de fadas.
(...)»
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Fernanda de Matos e Silva, in O Senhor Doutor, 18 de Maio de 1935 (excerto).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

No Dia Internacional da Paz

Laurent de la Hire, Landscape with Peace and Justice Embracing (1654, Toledo Museum of Art, Toledo, Ohio)
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«Five great enemies to peace inhabit with us: avarice, ambition, envy, anger, and pride. If those enemies were to be banished, we should infallibly enjoy perpetual peace».
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Para que serve a História?


Soares dos Reis, A História (1877, Museu do Chiado - MNAC, Lisboa).
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«History, despite its wrenching pain, cannot be unlived, but if faced with courage, need not be lived again». 
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Fazer


John White Alexander, Juliette (The green girl) (c. 1898, via Old Paint).
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«Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos, apenas duramos».
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

D. Leonor de Portugal

Hans Burgkmair (atribuído), Eleonore von Portugal (depois de 1468, Kunsthistorisches Museum Wien, Gemäldegalerie).
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D. Leonor de Portugal, nasceu em Torres Vedras em 18 de Setembro de 1434. Era filha de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão. Tendo dezasseis anos, casou-se com o Imperador Frederico III da Áustria, em 1451. O casamento foi consagrado na Sé de Siena pelo bispo Eneias Silvio Piccolomini, o futuro Papa Pio II. D. Leonor parece ter causado boa impressão desde o começo, pois dela escreveu o Bispo de Siena:
«(...) uma donzela de estatura mediana, de dezasseis anos de idade, testa grande, olhos muito negros e luminosos, boca pequena, faces harmoniosamente rosadas, pescoço branco, uma figura em tudo formosa e sem qualquer defeito (...) verdadeiramente distinta na beleza do corpo, possuía as mais notáveis qualidades de espírito; donzela de família real, falava sem intérprete, emitia opiniões ponderadas, respondia com prudência, tudo dispunha de forma adequada, em qualquer domínio mostrava posturas reais (...)».

Pinturicchio, The Encounter between Frederick III and Eleonora of Portugal (Pierpont Morgan Library, Nova Iorque)
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Em 1452, o casal foi coroado em Roma, pelo Papa Nicolau V, o que fez de D. Leonor a última Imperatriz do Sacro-Império Romano-Germânico a ser coroada em Roma pelo Sumo Pontífice. Do enlace entre as Dinastias de Aviz e de Habsburgo descende toda a linhagem da Casa da Áustria e, entre os seus bisnetos, contam-se o Imperador Carlos V.
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Texto resumido da Wikipedia.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Estudar

Iszák Perlmutter, In the Parlour (1907-1910)
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«A constant element of enjoyment must be mingled with our studies, so that we think of learning as a game rather than a form of drudgery, for no activity can be continued for long if it does not to some extent afford pleasure to the participant». 
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ErasmoLetter to Christian Northoff (1497).

domingo, 16 de setembro de 2012

Ensinar e aprender I

Ferdinand Georg Waldmüller, Mädchen in Betrachtung eines Marienbildes versunken (1853).
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«While we try to teach our children all about life,
Our children teach us what life is all about».
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sábado, 15 de setembro de 2012

Para a minha Avó Matilde que faria anos hoje

Fedinand Georg Waldmüller, The Grandmother's Birthday (1856, Royal Collection, Windsor).
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«Grandmas hold our tiny hands for just a little while, but our hearts forever».
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ensinar e aprender

Henry-Jules-Jean Geoffroy, Le Compliment un jour de fête à l'école (1893, Musée des Beaux-Arts, Saintes).
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«Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina». 
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Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas).

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ter opinião

Anders Zorn, Emma Zorn, Läsande (1887).
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«It is easy in the world to live after the world's opinions; it is easy in solitude to live after your own; but the great man is he who in the midst of the crowd keeps with perfect sweetness the independence of solitude».
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As palavras e as Ideias

Joseph DeCamp, The blue cup (1909, Museum of Fine Arts, Boston, daqui).
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«Le mot ne peut rien sans l’idée, pas plus que le diamant le mieux taillé ne peut briller dans une obscurité complète sans un rayon de lumière reflété par ses facettes; l’idée est la lumière du mot. L’idée est nécessaire à l’émotion même et à la sensation pour les empêcher d’être banales et usées». 
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Jean-Marie Guyau, L’art au point de vue sociologique (1887).

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Retrato I

Visconde de Meneses, Retrato da Exmª Viscondessa de Menezes, D. Carlota (1862, MNAC).
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Franz Xaver Winterhalter, Portrait of Madame Barbe de Rimsky-Korsakov (1864, Musée d'Orsay, Paris)
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Picasso terá dito algo como «Good artists copy, great artists steal». Contudo não é o caso destas pinturas, apesar das proximidades estéticas entre ambas. É interessante notar que foram realizadas num período cronológico muito próximo, por dois pintores praticamente contemporâneos. A primeira é do Visconde de Meneses (1817-1878), retratando a sua mulher. A segunda é de Winterhalter (1805-1873). Certamente Meneses conheceu a obra de Winterhalter, mas não este retrato, que é dois anos posterior ao seu. São dois retratos românticos, procurando captar a "alma" das retratadas, dando-lhes uma aura de beleza e de mistério. A obra de Meneses é mais académica, na medida em que é mais detalhada. A sua mulher apresenta-se condignamente vestida e bem arranjada, ao contrário da senhora de Winterhalter, mais sensual, sobretudo devido aos cabelos soltos. No entanto, apesar das diferenças, as semelhanças de pose são significativas, demonstrando que existia uma mesma expressão de sentimentos na Europa, que correspondia ainda à estética do Romantismo. E, também a propósito destes retratos, lembro um conto, também romântico, um pouco anterior (1850) de Edgar Allan Poe (1809-1949): The Oval Portrait:

«(...) The portrait, I have already said, was that of a young girl. It was a mere head and shoulders, done in what is technically termed a vignette manner; much in the style of the favorite heads of Sully. The arms, the bosom, and even the ends of the radiant hair melted imperceptibly into the vague yet deep shadow which formed the back-ground of the whole. The frame was oval, richly gilded and filigreed in Moresque. As a thing of art nothing could be more admirable than the painting itself. (...) With deep and reverent awe I replaced the candelabrum in its former position. The cause of my deep agitation being thus shut from view, I sought eagerly the volume which discussed the paintings and their histories. Turning to the number which designated the oval portrait, I there read the vague and quaint words which follow:
"She was a maiden of rarest beauty, and not more lovely than full of glee. And evil was the hour when she saw, and loved, and wedded the painter. He, passionate, studious, austere, and having already a bride in his Art; she a maiden of rarest beauty, and not more lovely than full of glee; all light and smiles, and frolicsome as the young fawn; loving and cherishing all things; hating only the Art which was her rival; dreading only the pallet and brushes and other untoward instruments which deprived her of the countenance of her lover. It was thus a terrible thing for this lady to hear the painter speak of his desire to portray even his young bride. But she was humble and obedient, and sat meekly for many weeks in the dark, high turret-chamber where the light dripped upon the pale canvas only from overhead. But he, the painter, took glory in his work, which went on from hour to hour, and from day to day. And be was a passionate, and wild, and moody man, who became lost in reveries; so that he would not see that the light which fell so ghastly in that lone turret withered the health and the spirits of his bride, who pined visibly to all but him. Yet she smiled on and still on, uncomplainingly, because she saw that the painter (who had high renown) took a fervid and burning pleasure in his task, and wrought day and night to depict her who so loved him, yet who grew daily more dispirited and weak. And in sooth some who beheld the portrait spoke of its resemblance in low words, as of a mighty marvel, and a proof not less of the power of the painter than of his deep love for her whom he depicted so surpassingly well. But at length, as the labor drew nearer to its conclusion, there were admitted none into the turret; for the painter had grown wild with the ardor of his work, and turned his eyes from canvas merely, even to regard the countenance of his wife. And he would not see that the tints which he spread upon the canvas were drawn from the cheeks of her who sate beside him. And when many weeks bad passed, and but little remained to do, save one brush upon the mouth and one tint upon the eye, the spirit of the lady again flickered up as the flame within the socket of the lamp. And then the brush was given, and then the tint was placed; and, for one moment, the painter stood entranced before the work which he had wrought; but in the next, while he yet gazed, he grew tremulous and very pallid, and aghast, and crying with a loud voice, 'This is indeed Life itself!' turned suddenly to regard his beloved:-She was dead!».

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Retrato

Rembrandt, Saskia in Pompous Dress (c. 1642 , Staatliche Kunstsammlungen, Kassel).
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«Le portrait d'un être qu'on aime doit pouvoir être non seulement une image à laquelle on sourit mais encore un oracle qu'on interroge».
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domingo, 9 de setembro de 2012

Uma adivinha...

William Michael Harnett, A Basket of Catawba Grapes (Frye Art Museum, Seattle).
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«Que é, que é,
que nasce nuns pauzinhos,
redondinho como bugalhinhos
e é tão aternegado
que até aos pés é calcado?»
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In Citador.

sábado, 8 de setembro de 2012

No Dia Internacional da Alfabetização

Martin Jarrie, Abecedari.
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Letras são abelhas,
Palavras enxames,
Livros colmeias,
Leitores flores,
Autores apicultores...
E a literatura uma infinita 
Fábrica de mel.
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M. M. Soriano in Educadores de Infância, no Facebook.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A pintura e a música I

Nicolas Regnier, The Divine Inspiration of Music (c.1640, Los Angeles County Museum of Art).
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Elisabeth Sonrel, Music.
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Thomas Wilmer Dewing, The Spinet (1902, Smithsonian American Art Museum, Washington).
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«We are to remember, in the first place, that the arrangement of colours and lines is an art analogous to the composition of music, and entirely independent of the representation of facts. Good colouring does not necessarily convey the image of anything but itself. It consists of certain proportions and arrangements of rays of light, but not in likeness to anything. A few touches of certain greys and purples laid by a master's hand on white paper will be good colouring; as more touches are added beside them, we may find out that they were intended to represent a dove's neck, and we may praise, as the drawing advances, the perfect imitation of the dove's neck. But the good colouring does not consist in that imitation, but in the abstract qualities and relations of the grey and purple». 
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Ruskin, The Stones of Venice, vol. II (1853).

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A pintura e a música

 


William Michael Harnett, The old violin (1886, National Gallery of Art, Washington), Violin and Music
(also known as Music Literature) (1888, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque) e Still life (1887, Pennsylvania Academy of the Fine Arts).
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«I remembered a story of how Bach was approached by a young admirer one day and asked, "But Papa Bach, how do you manage to think of all these new tunes?" "My dear fellow," Bach is said to have answered, according to my version, "I have no need to think of them. I have the greatest difficulty not to step on them when I get out of bed in the morning and start moving around my room». 
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Laurens Van der Post.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

À janela

Ferdinand Georg Waldmüller, Young Peasant Woman with Three Children at the Window (1840, Neue Pinakothek, Munich) e Children at the Window (1853, Residenzgalerie, Salzburg), in Web Gallery of Art.
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«Normalmente, pensa-se que o eu é uma pessoa debruçada para fora dos seus próprios olhos como se estivesse no parapeito de uma janela e que observa o mundo que se estende em toda a sua vastidão, ali, diante de si. Portanto: há uma janela que dá para o mundo. Do lado de lá está o mundo; e do lado de cá? Sempre o mundo: que outra coisa queriam que estivesse? E então, fora da janela, o que é que fica? Ainda e sempre o mundo, que nesta ocasião se desdobrou em mundo que olha e mundo que é olhado. (…) Ou então, dado que há mundo do lado de cá e mundo do lado de lá da janela talvez o eu não seja mais do que a janela através da qual o mundo olha o mundo».
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Ítalo Calvino, in Etnografia de Circunstância(s).

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Uma girafa ao espelho

Fernanda Fragateiro, Girafa ao espelho (Parque das Nações, Lisboa)
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A girafa, calada,
lá de cima vê tudo
e não diz nada.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um dia no Badoca Safari Park

Gosto muito de animais e da natureza e ontem lá consegui (finalmente!) visitar o Badoca Parque. Confesso que fiquei cansada(íssima), mas adorei tudo. Vi animais que já conhecia, mas também fui vendo e aprendendo outras coisas que desconhecia. 
Lá existem estes pássaros, da família das cegonhas, que achei estranhíssimos. São os marabus africanos.
Existem também plantas, árvores e flores, incluindo estas, muito comuns, mas que não sei como se chamam - e gostava de saber.
No Safari, apanha-se muito pó, mas é muito interessante e divertido. Adorei as zebras, embora tenha aprendido que mordem. Desconhecia.... 

Na actividade com as aves de rapina vi um espectáculo muito bom, que me ensinou muitas coisas que não sabia. Havia urubus de cabeça vermelha que, segundo o tratador, nos consideravam, a nós todos assistentes, como um enorme bando de urubus. Gostei da ideia.
Na fotografia está um mocho e aprendi que se distingue das corujas porque tem orelhas - agora falta-me saber a diferença entre os sapos e as rãs... 


Aqui vê-se a paisagem do Safari e, lá ao fundo, dentro do lago, estão os gnus, a tomar banho - e bem faziam eles porque estava mesmo muito calor.


Fica aqui também uma escultura sobre madeira, aproveitando um tronco (há imensas no parque). A esta achei mais graça porque tem de um lado um mocho e de outro um lagarto... Fez-me lembrar a rima infantil, que ficava muito a propósito:

Lagarto pintado, quem te pintou?
Foi uma velha que aqui passou
No tempo da eira fazia poeira
Salta lagarto e puxa esta orelha!



Gostei muito também de assistir à sessão de alimentação de lémures. O meu filho (que foi lá dentro) gostou tanto que (segundo disse) quase chorou de alegria.



Enquanto via os lémures, vi muitas tartarugas (incluindo uma mãe protegendo a sua cria) e aproximaram-se muitos patos, que no seu andar curioso e desastrado, me fizeram lembrar a canção de Toquinho com poema de Vinicius de Morais:


Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há.

O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo...

Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi prá panela.


Adorei as suricatas e os póneis



Gostei muito de experimentar o rafting africano e achei fantásticos os brinquedos para as crianças.


Um dia foi pouco e vi muito mais animais engraçados: burros (bebés), cangurus, emas, avestruzes, girafas, etc. Só tive pena que os tigres estivessem presos - como no jardim zoológico - mas compreendo que tem mesmo de ser. Mesmo assim, ainda me lembrei por vezes do Parque Jurássico e de O Mundo Perdido, de Michael Crichton:

«Life is wonderful. It's a gift to be alive, to see the sun and breathe the air. And there isn't really anything else».
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Michael Crichton, The Lost World (1995).

domingo, 2 de setembro de 2012

Dançar

Columbano Bordalo Pinheiro, Convite à valsa (1880, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa).
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«Dancing is moving to the music without stepping on anyone's toes, pretty much the same as life». 
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sábado, 1 de setembro de 2012

Cores

Patrick Hughes, The domestic life of the rainbow (1979, Indianapolis Museum of Art).
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«The purest and most thoughtful minds are those which love color the most».
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John Ruskin, citado in Alberti's Window.
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