segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dia Internacional da Biodiversidade (22 de Maio)

Neste dia, o mais próximo que estive da natureza, foi no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian.
-
«I thank you God for this most amazing day, for the leaping greenly spirits of trees, and for the blue dream of sky and for everything which is natural, which is infinite, which is yes».
---



 
-
«Look at the trees, look at the birds, look at the clouds, look at the stars... and if you have eyes you will be able to see that the whole existence is joyful. Everything is simply happy. Trees are happy for no reason; they are not going to become prime ministers or presidents and they are not going to become rich and they will never have any bank balance. Look at the flowers - for no reason. It is simply unbelievable how happy flowers are».
---
Osho.
-

 



---
«Look deep into nature, and then you will understand everything better».
---
Albert Einstein.

sábado, 21 de maio de 2011

Visita Pascal

Augusto Roquemont e Charles Legrand, O parocho d'aldêa pedindo o folar (c. 1850).
---
Hoje foi a visita pascal. É uma tradição de que gosto muito, sobretudo quando estou em  zonas  rurais, onde ainda é uma festa familiar - mais parecida com a da imagem do quadro de Roquemont.
A visita pascal (ou compasso) costuma ser no Domingo de Páscoa, ou logo nos dias seguintes. Este ano, aqui, foi mais tarde do que é costume, mas ainda dentro do tempo pascal.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Realismo das aparências

Juan van der Hamen y Léon, Still life with sweets (1622, Cleveland Museum of Art, Ohio).
---
«Appearances, the dual products of objects and perceivers, inhabit a domain between subjective states and unperceived objects. That is the nature of their realism, they have a realist status despite their causal dependence on perceivers and objects».
---
 John W. Yolton (2000).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Flores V

Frans David Oerder, Hydrangeas in a Bowl.
---
«Flowers have an expression of countenance as much as men or animals. Some seem to smile, some have a sad expression, some are pensive and diffident, others again are plain, honest and upright».
---
Henry Ward Beecher.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Duas naturezas mortas com cães



Juan van der Hamen y Léon, Naturaleza muerta con florero y perro e Florero y bodegón con perro (c. 1625-30, Museo del Prado, Madrid).
---
«The pair of paintings, the Still-Life with Flowers and a Dog, and the Still-Life with a Puppy formed part of the interior decoration of Jean de Croy's palace in Madrid. This Flemish nobleman, Count of Soire and Captain of the Flemish Guard of Archers, was also the owner of Van der Hamen's Offering to Flora. The paintings, which were probably commissioned by De Croy (d. 1638), hung unframed on either side of the doorway of a room that led on to the picture gallery. Here, they probably served as illusionistic extensions of real space, perhaps by reproducing the actual floor of the room. The dog and its playful puppy may well have portrayed actual animals owned by the patron. The theme of the pictures is related to the culture of aristocratic hospitality, that was such a necessary part of the refined lifestyle of the occupants of the house. In one of the pictures, a wine cooler stands on the floor and the side tables covered with green velvet damask display sweetmeats and a glass ewer with aloja, an aromatic drink popular at the time, while the clock shows that it is just before five o'clock, an appropriate time for such treats.

The major motifs in these pictures are two large gilt ormolu and glass vases with floral arrangements. These vessels represent a type of luxury decorative object that suited the status of Van der Hamen s patron, and the flowers they contain stand out for the copiousness and variety of their blooms. They doubtlessly evoke real arrangements of flowers that formed a part of the rich decor of Soire's house. However, these were not painted from life and are artificial images in representing blooms in such perfect condition and in bringing together flowers that bloom at different times of the year».


---

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dia Internacional dos Museus (18 de Maio)

Edgar Degas, A Visit to the Museum (1885).
---
O termo museu vem do grego museion, nome que era dado a um templo dedicado às musas, construído sobre a colina do Helicon de Atenas.
Os museus actuais tiveram a sua origem nas grandes colecções reais e principescas que, ao longo da época moderna, se abriram progressivamente aos artistas e ao público. Foi durante o tempo do Iluminismo que apareceram os primeiros museus de arte, que se inseriam culturalmente «no grande projecto filosófico e político das Luzes: vontade dominante de "democratizar" o saber, de o tornar acessível a todos pela substituição de objectos reais às descrições e às imagens das recolhas de antiguidades, vontade, menos geral e menos afirmada, de democratizar a experiência estética» (CHOAY, 1996). Por outro lado, foi a par do desenvolvimento da ideia de património, que os primeiros museus se começaram a desenvolver, já que passou a existir uma preocupação não só com a protecção dos objectos que eram testemunho do passado, como também uma vontade de os catalogar e ordenar de forma a dar-lhes uma sequência e organização coerentes.
Durante o século XIX e início do XX os museus multiplicaram-se pelo mundo ocidental, servindo na afirmação de identidades nacionais. Em 1793 abriu ao público em Paris o museu do Louvre tendo como seu director o pintor Jacques-Louis David (1748-1825). Em Portugal, foi a partir da segunda metade do século XIX, que a actividade museológica teve um impulso inovador com a criação de novos museus e formação de novas colecções: o conceito de cultura e de património alargou-se, os museus passaram a abranger outros domínios para além da arqueologia, numismática e arte, tais como a indústria e etnologia. Em simultâneo, os museus passaram cada vez mais a ser vistos como instituições que deveriam desempenhar um papel importante nas áreas do ensino e da investigação. Ramalho Ortigão (1836-1915) dizia que um museu é uma forma de culto ou um desdobramento dele na ordem civil. Para este escritor, era pelo meio da arte que se transmitiam as tradições, se coordenavam os sentimentos, se depuravam os afectos, se enobreciam as paixões e o génio de cada raça se patenteava. No final de oitocentos, um museu passava a fazer parte da educação cultural dos cidadãos.
---
Bibligrafia: Françoise CHOAY, L'Allégorie du Patrimoine, Paris, Éditions du Seuil, 1996; António NABAIS, «Museus», Dicionário Ilustrado da História de Portugal, Publicações Alfa, 1993, Volume II; Ramalho ORTIGÃO, Arte Portuguesa, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1943, Volume I; Jacques VILAIN, Jean-Pierre CUZIN, «Musées de peinture», in L'atelier du peintre, dictionnaire des termes techniques, Paris, Larousse, 1998.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Perspectivas

Alfred Henry Maurer, In a cafe (1905, Museu do Hermitage, São Petersburgo).
---
«We don't see things as they are, we see them as we are».
---
Anaïs Nin.

domingo, 15 de maio de 2011

Dia Internacional da Família

James Hayllar, A Family Group (1864, National Gallery of Canada).
---
«Rejoice with your family in the beautiful land of life!»
---

sábado, 14 de maio de 2011

Dia Mundial do Comércio Justo

 
Edgar Degas, Portrait in a New Orleans Cotton Office (1873, Musée des Beaux-Arts, Pau).

---
«Fair trade is an organized social movement and market-based approach that aims to help producers in developing countries make better trading conditions and promote sustainability. The movement advocates the payment of a higher price to producers as well as higher social and environmental standards. It focuses in particular on exports from developing countries to developed countries, most notably handicrafts, coffee, cocoa, sugar, tea, bananas, honey, cotton, wine, fresh fruit, chocolate, flowers and gold».
---
Wikipedia.
Sobre o comércio justo, aqui fica também um link da Deco.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Escrever I

Behmer Hermann Fenner,De Quoi Ecrire (uploaded by Artmight).
---
«The time to begin writing an article is when you have finished it to your satisfaction. By that time you begin to clearly and logically perceive what it is you really want to say».
---
Mark Twain.

Dia de Nossa Senhora de Fátima

Fotografia de Rui Morais de Sousa (2011).
---
O blogger andou em baixo, mas não vou falar disso. Perdi um post, mas não o reponho. Ficou no ciberespaço.
Deixo aqui uma fotografia alusiva ao dia, que eu retirei do blogue Rui Morais de Sousa AL-MOST-LY PHOTOGRAPHY, que eu recomendo porque está cheio de boas fotografias.

terça-feira, 10 de maio de 2011

O perfume das rosas

«The perfume of roses are like exquisite chords of music composed of many odor notes harmoniously blended».
---
George Dunlop Leslie, Roses (uploaded by Victorian / Edwardian Paintings).

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dia da Europa

Jan van Kessel, The Continent of Europe (1666, Alte Pinakothek, Munich).
---
«O problema da instituição de uma constituição civil perfeita depende, por sua vez, do problema de uma relação externa legal entre os Estados e não pode resolver-se sem esta última (...). / (...) sair do estado sem leis (...) e ingressar numa liga de povos, onde cada Estado, inclusive o mais pequeno, poderia aguardar a sua segurança e o seu direito, não do seu poder ou da própria decisão jurídica, mas apenas dessa grande federação de nações (...), de uma potência unificada e da decisão segundo leis da vontade unida».
---
Immanuel Kant (1784).


domingo, 8 de maio de 2011

To make a prairie ...

Hermann Seeger, Picking Daisies (1905, uploaded by Worlgallery).
---
To make a prairie it takes a clover and one bee, -
One clover, and a bee,
And revery.
The revery alone will do
If bees are few.
---

sábado, 7 de maio de 2011

Um tempo é todos os tempos

Laura Knight, May Day (uploaded by Newlyn and Staithes School of Painters).
---
«Um tempo é todos os tempos. Não antecipa só o futuro. Recicla todos os passados».
---
Eduardo Lourenço (2009).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Toda a obra de arte é filha do seu tempo

Morgan Weistling, Apple Girl.
---
No início do livro Do Espiritual na Arte, Kandinsky dizia: «Toda a obra de arte é filha do seu tempo (...). / Cada época de uma civilização cria uma arte que lhe é própria (...). / (...) A semelhança das tendências morais e espirituais de uma época (...) pode conduzir logicamente ao emprego de formas que no passado serviram eficazmente as mesmas tendências».
Pensando neste texto de Kandinsky, e olhando para esta pintura de Morgan Weistling (n. 1964), fico com a sensação que este pintor está fora do seu tempo. As pinturas que ele realiza estariam dentro do academismo naturalista há cem anos atrás, comparando-se a Bastien-Lepage (1848-1884) ou Roll (1846-1919). O que é que faz com que um pintor actual trabalhe sobre temas do século XIX, dentro de um registo também do século XIX?
Ele começou a carreira como ilustrador e esse facto pode explicar o realismo e a narratividade das suas pinturas. As suas obras têm algum paralelo com Norman Rockwell (1894-1978), apesar de me parecerem inferiores, porque as de Rocwell eram mais gráficas, as suas imagens da sociedade americana figuravam a realidade do seu tempo, representada com uma certa ironia. 
Na verdade, eu acho bonitos alguns trabalhos de Weistling, como aqueles que aqui reproduzo. Mas não posso deixar de sentir que há algo de estranho perante a identificação de um artista (e do seu público), em pleno século XXI, por uma linguagem que há cem anos atrás já seria considerada académica. Como escreveu Robert Irwin, a arte é uma «continuous examination of our perceptual awareness and a continuous expansion of our awareness of the world around us» (citado por Cynthia Freeland, 2001).
Espero fazer-me entender. Acho que estas pinturas são belas em si mesmas, mas, simultaneamente, parece-me que propõem, através de uma linguagem realista, uma rejeição da realidade, uma viagem ao passado.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O perfume das almas

Herbert James Draper, Pot Pourri (1897).
---
«Penetramos no âmago do real e no perfume das almas» 
...disse Raymond Bouyer (em 1899), a propósito de Fantin-Latour (1836-1904), mas creio que a frase também se pode aplicar a esta pintura de Herbert James Draper (1863-1920).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sobre a arte

Carol Marine, Birdie Brella.
---
 «... o elemento que constitui a verdadeira essência da criação jamais se encontra através da teoria; é a intuição que dá a vida à criação...».
---
Kandinsky.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Porque hoje foi o Dia Internacional do Sol

William Morris, Angel Holding the Sun.
---
«The windows of my soul I throw
Wide open to the sun
».
---
John Greenleaf Whittier.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bank Holiday

William Strang, Bank Holiday (1912, Tate Gallery, Londres).
---
Sempre gostei de calendários e por isso tive muitas calendários de origem anglo-saxónica, que mencionam os Bank Holidays. Comecei a ficar intrigada sobre o tema e a certa altura descobri uma pintura com esse título, aqui reproduzida, pintada por William Strang, em 1912.
Segundo a Wikipedia o Bank Holiday é um feriado público, que se usufrui na Grã Bretanha e na Irlanda. Nesse dia a maioria das pessoas não trabalha ou recebe mais se trabalhar. Os primeiros Bank Holidays oficiais foram os quatro consagrados no Bank Holidays Act 1871. Curiosamente, a decisão deveu-se a Sir John Lubbock, um apaixonado por cricket, que achava que os funcionários dos bancos deviam participar ou assistir aos jogos dessa modalidade desportiva. Actualmente estes feriados são regulados pelo Banking and Financial Dealings Act 1971. Desde então os feriados são anunciados todos os anos numa proclamação real. Por exemplo, hoje, dia 2 de Maio, foi um Bank Holiday, por ser a primeira segunda-feira de Maio e o próximo será dia 30 de Maio, o Spring Bank Holiday. Um dado curioso é que estes feriados mudam de dia no caso de coincidirem com os fins-de-semana.
A pintura aqui reproduzida é de William Strang (1859-1921), um pintor escocês que desde 1910 se dedicou a fazer uma série de retratos de grupo, figurando os seus amigos, familares e modelos, a pousar em cenas modernas imaginárias. Nestas pinturas, de acordo com o site da Tate Gallery, Strang convida o espectador a especular sobre o que se está a passar. Neste caso é de presumir que o casal tenha aproveitado o feriado para ir a um restaurante. O marido está a escolher o que vão comer, enquanto o criado espera pela decisão. A senhora está pensativa, talvez a aguardar a sugestão do marido (ou namorado). Junto deles vemos um pequeno cão (provavelmente da senhora) também expectante, e ao lado do homem está um ramo de flores que ele terá oferecido à senhora, sublinhando o carácter romântico da cena.

domingo, 1 de maio de 2011

Maio

Calendário publicado no Japonisme, para 1912, adaptado por mim para 2011.
---
«Sweet May hath come to love us,
Flowers, trees, their blossoms don;
And through the blue heavens above us
The very clouds move on.»

sábado, 30 de abril de 2011

Para o dia da Mãe (1 de Maio)

Mary Cassatt, Mother and Child (c. 1905, National Gallery of Art, Washington).
---
«The precursor of the mirror is the mother's face».
---
D.W. Winnicott (1971).

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nocturnos

Henri Le Sidaner, Les Maisons du Port au Clair de Lune (1924).
---
«And when the evening mist clothes the riverside with poetry, as with a veil, and the poor buildings lose themselves in the dim sky, and the tall chimneys become campanili, and the warehouses are palaces in the night, and the whole city hangs in the heavens, and fairyland is before us--then the wayfarer hastens home; the working man and the cultured one, the wise man and the one of pleasure, cease to understand, as they have ceased to see, and Nature, who, for once, has sung in tune, sings her exquisite song to the artist alone, her son and her master--her son in that he loves her, her master in that he knows her.
To him her secrets are unfolded, to him her lessons have become gradually clear. He looks at he flower, not with the enlarging lens, that he may gather facts for the botanist, but with the light of the one who sees in her choice selection of brilliant tones and delicate tints, suggestions of future harmonies».
---
Whistler (1885).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia Mundial da Dança (29 de Abril)

«Dancing can reveal all the mystery that music conceals».
Edgar Degas, The Rehearsal Onstage (1874 ?, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cartas

«Letters are among the most significant memorial a person can leave behind them».
---
Johann Wolfgang von Goethe (in The Dutchess)
-
 
Gabriel Metsu, Man Writing a Letter (1662-1665, National Gallery of Ireland, Dublin).
---
Graças a MR, no Prosimetron, descobri que está agora na National Gallery de Washington, até 24 de Julho, uma exposição sobre este pintor holandês. A exposição já passou por Dublin e por Amesterdão - para quem puder ver, deve valer bem a pena.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sobre a liberdade

Carol Marine, Carnation 1 (2008).
---
Ao responder à pergunta: «Que é o Iluminismo?», Kant, em 1784, escreveu: «Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do Iluminismo».
Kant associou a ideia de liberdade com a ideia de uso da razão. Para ele (segundo a minha interpretação), a liberdade era uma responsabilidade, na medida em que somos livres se agirmos de acordo com a nossa razão e assumirmos as consequências dos nossos actos: «(...) para esta ilustração, nada mais se exige do que a liberdade; e, claro está, a mais inofensiva entre tudo o que se pode chamar liberdade, a saber, a de fazer um uso público da sua razão em todos os elementos».
Esta maneira de encarar a liberdade, que difere do livre arbítrio, implica também uma maneira de governar onde há respeito pelos outros:
«Se, pois, a natureza, debaixo deste duro invólucro, desenvolveu o germe de que delicadamente cuida, a saber, a tendência e a vocação para o pensamento livre, então ela actua por sua vez gradualmente sobre o modo de sentir do povo (pelo que este tornar-se-á cada vez mais / capaz de agir segundo a liberdade) e, por fim, até mesmo sobre os princípios do governo, que acha salutar para si próprio tratar o homem, que agora é mais do que uma máquina, segundo a sua dignidade».
Eu creio que é assim que a liberdade deve ser entendida.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dia da Terra

Abel Manta, Folgosinho (1925, Museu Grão Vasco, Viseu).
---
«Earth provides enough to satisfy every man's need, but not every man's greed».
---

quinta-feira, 21 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

«Ontbijtjes»

Pieter Claesz , Fish Still life (1636, Museum Boymans-van Beuningen, Roterdam).
---
As  ontbijt(je) eram refeições leves que podiam ser tomadas a qualquer hora do dia.  Representadas em naturezas mortas de um modo realista, elas possuíam muitas vezes significados religiosos.  Por exemplo, a obra Fish Still life de Pieter Claesz (c. 1597-1660) estava provavelmente conectada com o jejum durante a Quaresma: o peixe podia ser identificado com Cristo; o vinho e o pão poderiam ser referências à Eucaristia.
---
Bibliografia: Norbert Schneider, Still Life, Taschen, 1994.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Arte III

Arthur Hacker, The Parasol (1902)
---
«It seems that art always has been and always will be important to humans; and the things artists do will probably keep puzzling us as well as providing insight and joy».
---
Cynthia Freeland (2001)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cantar I

Emile Pierre Metzmacher, The Songbird (1877).
---
«A bird does not sing because it has an answer. It sings because it has a song».
---

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

---
Hoje trago aqui imagens da Peninha (Sintra) onde fui ainda no ano passado. As fotografias que tirei foram dos dois aspectos que mais me encantaram: a antiga ermida de São Saturnino em ruínas e abandonada (uma verdadeira pena...) e a magnífica vista sobre a costa de Lisboa. Infelizmente, não consegui entrar no palacete, que estava fechado. 
«Localizado num dos pontos mais altos da Serra de Sintra, o Santuário da Peninha faz parte de um vasto conjunto arquitectónico formado pela antiga ermida de São Saturnino (fundada por D. Pêro Pais na época da criação do reino de Portugal) e pelo palacete romântico de estilo revivalista, que relembra uma fortificação e que foi construído no ano de 1918.
Esta ermida de dimensões reduzidas, "escondida" em plena Serra, representa uma importante igreja de peregrinação, envolta numa atmosfera religiosa mágica, estando-lhe associada a existência de uma imagem milagrosa de Nossa Senhora.
Este local de culto, de aspecto exterior singelo, apresenta, na verdade, um interior riquíssimo, com mármores embutidos e revestido por azulejos brancos e azuis, surpreendendo quem conseguia até ali chegar». No site referem o interior da capela, que se é o da ermida que eu vi, então não sei onde estão as decorações que referem, porque já lá não estavam (estarão no Museu Municipal?):
E aqui fica uma excelente fotografia de Rosa Gambóias, do Palacete.

Se alguém souber mais alguma coisa sobre este local, agradecia que me dissessem, porque sou uma apaixonada por Sintra e pelo património...

domingo, 17 de abril de 2011

Domingo de Ramos

---
«O Apocalipse é o último livro do Novo Testamento, e significa a revelação do fim do mundo pecador, da luta entre o bem e o mal que terminará com a vitória de Cristo. (...) A linguagem é simbólica para os pagãos não entenderem. Mas o Apocalipse precisava ele próprio de ser revelado ao comum dos cristãos e por isso cerca de 786 o Pe Beato de Liébana das Astúrias escreveu um comentário de que existem 23 cópias. O Apocalipse do Lorvão, de autoria de Egeas, baseia-se no Comentário de Beato de Liébana, do séc. VIII. O Apocalipse do Lorvão pertenceu ao mosteiro de S. Mamede Lorvão, de onde foi trazido para a Torre do Tombo por Alexandre Herculano». (Direcção Geral de Arquivos)
---
Há muitos anos, fiz um trabalho sobre o Apocalipse de Lorvão e fiquei uma admiradora das suas iluminuras românicas, de uma grande simplicidade, quer pelas formas, quer pelo colorido. Também fiquei muito interessada no carácter simbólico do pensamento da Alta Idade Média.
O meu trabalho focou somente o livro dos sete selos, mas lembrei-me que uma das iluminuras mostrava a Entrada de Jesus em Jerusalém, a propósito de um dos momentos do Apocalipse relativo à Adoração do Cordeiro. A ligação simbólica dos dois momentos tem necessariamente a ver a com a Páscoa pois Cristo era o Cordeiro que se entregou ao sacrifício.