sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Jardim Botânico de Lisboa










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Jardim: «(...) retiro da alma, enlevo do espírito, refúgio da fantasia. Livro de Horas iluminado por onde se rezam dia a dia os mistérios da natureza».
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Raul Lino (1933).
In Maria do Carmo Sousa Lino, As Artes Decorativas na Obra de Raul Lino, Lisboa, Universidade Lusíada, 1999 (Tese de Mestrado, p. 16.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Natureza

Ilya Ostroukhov, Golden Autumn (1887, in The Glory of Russian Painting).
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«We need the tonic of wildness...At the same time that we are earnest to explore and learn all things, we require that all things be mysterious and unexplorable, that land and sea be indefinitely wild, unsurveyed and unfathomed by us because unfathomable. We can never have enough of nature».
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Henry David Thoreau, Walden: Or, Life in the Woods (in Good reads).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Alimentação

Carl Larsson, Evening meal (1905, on Flickr).
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«One cannot think well, love well, sleep well, if one has not dined well».
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Casa I

Frederick Childe Hassam, In the old house (c. 1914, in The Athaneum).
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«Uma casa é um conjunto de movimentos».
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Gonçalo M. Tavares.
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Frederick Childe Hassam, The victorian chair (1906, Smithsonian American Art Museum, Washington,
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«Há qualquer coisa de cósmico no espaço minúsculo em que habito».
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 José Gil.
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Citações de Luís Baptista numa comunicação sobre a exposição «Falemos de Casas» (2010), no âmbito do XI Congresso Internacional Reabilitação do Património Arquitectónico e Edificado Cascais, 13 de Julho de 2012.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Casa

Claude Monet, The dinner (c. 1868-1869, Foundation E. G. Bührle Collection, Zurique).
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«A house too may possess that strange inscrutable quality of the True Romance. Not shallow, showy, and pretentious as most modern mansions are, but full of a still, quiet earnestness which seems to lull and soothe the spirit with promises of peace. Such a house is the greatest achievement possible to the art of man better than the greatest picture, because it is not a dream alone, but the dream come true - a constant daily influence and delight».
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M. H. Baillie Scott, Houses and Gardens, Arts and Craft Interiors (1906, in William Morris Fan Club).

domingo, 4 de novembro de 2012

Património





Mosteiro de Seiça (2012).
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«(…) Não vendam, disse-lhes, a herança que os nossos pais nos deixaram. Nela está escondido um tesouro. Não sei onde, mas com um pouco de trabalho descobri-lo-ão (…)».

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Jean de La Fontaine, Fábulas,
in Guia Observação do Património 2009, Lisboa, DSATAR – EPDTR. 2009.

sábado, 3 de novembro de 2012

Natureza






Serra da Boa Viagem (Figueira da Foz).
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«And while I stood there
I saw more than I can tell,
And I understood more than I saw;
For I was seeing in a sacred manner
the shapes of things in the spirit,
and the shapes of all shapes as they must
live together as one being».
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Black Elk, Black Elk Speaks in Moonlight and Hares.

«As Idades do Mar» em Exposição da Gulbenkian

Noronha da Costa, Do Subnaturalismo ao Sobrenaturalismo (Pintura Fria) (1988, Centro de Arte Moderna, Lisboa).
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«Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim, 
A tua beleza aumenta quando estamos sós 
E tão fundo intimamente a tua voz 
Segue o mais secreto bailar do meu sonho, 
Que momentos há em que eu suponho 
Seres um milagre criado só para mim». 
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Sophia de Mello Breyner Andresen, «Dia do Mar», in Obra Poética I, Caminho, p. 84 (in Etnografia das Circunstâncias).

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

«A vida corre - o tempo continua»














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«O costume que tenho das passeatas que dou pelos bairros mais populares de Lisboa é sem dúvida salutar. Muitas vezes surpreendo-me a mim mesmo a sorrir sem motivo definido. Quando isto acontece, fico contente; e na boa disposição em que vou penso que enquanto o sorriso dura - não se envelhece».
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Raul Lino, «A vida corre - o tempo continua» (20 de Novembro de 1970),
Citação de Maria do Carmo Sousa Lino, As Artes Decorativas na Obra de Raul Lino, Lisboa, Universidade Lusíada, 1999 (Tese de Mestrado).

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Azulejos Arte Nova em Sacavém





«A Arte, porém, é uma só, e a arte decorativa (...) é a expressão mais universal e mais perfeita da aplicação do belo ao útil».
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Manuel de Macedo (1895).

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O Museu de Cerâmica de Sacavém inaugurou no dia 18 de Maio uma exposição itinerante anteriormente apresentada em Aveiro e na Figueira da Foz – A Arte Nova nos Azulejos em Portugal. Este evento retoma, de uma forma mais selectiva e centrada no estilo Art Nouveau, parte do acervo anteriormente apresentado no Museu durante a exposição Azulejos de Sacavém: Colecção de Feliciano David e Graciete Rodrigues, realizada em 2001. Encontra-se representada quer a produção azulejar nacional, através das fábricas Bordalo Pinheiro, Carvalhinho, Constância, Desterro, Devesas, Fonte Nova, Lusitânia e Sacavém, quer a produção de diversos países europeus – Alemanha, Bélgica, Espanha, França e Inglaterra.
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Link: «Nova Exposição no Museu de Cerâmica de Sacavém», in Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém, 15/5/2012.
Citação de Manuel de Macedo in Maria do Carmo Sousa Lino, As Artes Decorativas na Obra de Raul Lino, Lisboa, Universidade Lusíada, 1999 (Tese de Mestrado).

Pão por Deus

Gabriël Metsu, A Baker Blowing his Horn (c.1660).
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Antigamente, os vendedores costumavam tocar uma corneta para chamar a clientela. A loja do padeiro, nos séculos XV-XVIII, tinha uma abertura em arco, sendo fechada em baixo por um murete que servia para colocar as mercadorias. Nesta pinturas, vemos também as etapas da panificação, figuradas em segundo plano, para aludir às dificuldades da vida e às provas que têm de ser vencidas em cada dia.
O pão é a base da alimentação, o meio essencial da subsistência. Desde a Antiguidade, pelo menos, que o pão era um dom dos deuses. Os gregos associavam o pão a Deméter (Ceres para os romanos), que era a deusa que teria ensinado aos homens a arte da agricultura e em particular da cultura dos cereais.
No Antigo Testamento o pão é simbolo da Providência Divina e, no Novo Testamento, torna-se no alimento divino por excelência, simbolizando a caridade e a consolação, tanto no sentido físico como no espiritual. O pão liga-se à Eucaristia, onde se transfigura, pela fé, no Corpo de Cristo.
Segundo a Wikipedia, em Portugal, especialmente na zona centro e estremadura, no dia 1 de novembro, dia de Todos-os-Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus (ou o bolinho) de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços amêndoas,ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o "Dia dos Bolinhos" ou "Dia do Bolinho". Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. 
Esta atividade é principalmente realizada nos arredores de Lisboa, relembrando o dia 1 de Novembro de 1755, quando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas, que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir "pão-por-deus" nas localidades que não tinham sofrido danos.

No livro Canta o Galo Gordo, lembra-se esta tradição:


Pão-por-Deus,
Ou um bolinho,
P`ra levar neste saquinho.
Bolinhos
Ou bolinhós,
P`ra levarmos aos avós. 

Se nos der
Algum Bolinho,
É porque é um bom vizinho.
Se não der
Mesmo nadinha,
Cheira mal esta cozinha!

Não é preciso dar muito,
O que conta é a intenção!
Pão-por-Dues, é hoje o dia...
Abra a porta e o coração!

link
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Bibl.: Silvia Malaguizzi, Boire et manger, traditions et symboles, repères iconographiques, Paris, Éditions Hazan, 2006.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sobre a versatilidade da abóbora

Pode ser doce



ou sopa


um Jack-o'-Lantern ou uma tarte

ou "alguém" que traz presentes



ou um bom assento


«I would rather sit on a pumpkin, and have it all to myself, than be crowded on a velvet cushion».
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Ou até uma carruagem

Outono IV

Maurice Prendergast, Picnic (c. 1914-1915, Carnegie Museum of Art, in The Athaneum).
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«The tints of autumn...a mighty flower garden blossoming under the spell of the enchanter, frost».
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domingo, 28 de outubro de 2012

Outono III

Eilif Peterssen, Autumn Evening  (1878, in Nordic Thoughts).
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«Autumn that year painted the countryside in vivid shades of scarlet, saffron and russet, and the days were clear and crisp under harvest skies».
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Ornamentos das Casas

Pierre Louis Dumesnil the Younger, Card Players in a Drawing Room (The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque).
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Odoardo Borrani, Cucitrici di camicie rosse (1863).
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«The ornament of a house is the friends who frequent it».
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sábado, 27 de outubro de 2012

O Tempo

Maurice Prendergast, St. Mark's Square, Venice (The Clock Tower) (c. 1898-1899, Farnsworth Art Museum).
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«Time you enjoy wasting is not wasted time».
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Marthe Troly-Curtin (in Good Reads).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Evocação do Passado

Gerard Terborch, Lady in an Interior with Her Dog (in Old Paint).
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«Plus que la littérature, ce sont peut-être les meubles, les objets quotidiens et les tableaux qui font fidèlement revivre l'image du passé (...)».
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Christine Garnier, Un Palais Refleuri, Fondation Ricardo do Espírito Santo Silva, Paris, Bernard Grasset, 1953.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Outono II

Helmer Osslund, Autumn (1907, Nationalmuseum, Stockholm, in Flickr e Google Art Project).
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«For man, autumn is a time of harvest, of gathering together. For nature, it is a time of sowing, of scattering abroad».
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Vento

Hokusai, Wind (in Falcão de Jade).
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«Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido».
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Civilização

Lilla Cabot Perry, Portrait of a Young Girl with an Orange (1898-1901).
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«Não há, não pode haver, uma civilização mundial, no sentido absoluto que se dá muitas vezes a esse termo, uma vez que a civilização implica a coexistência de culturas ao oferecer entre elas o máximo de diversidade e que consiste mesmo nesta coexistência».
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Claude Lévi-Strauss, Race et Histoire, Paris, UNESCO, 1952, 
citado por Françoise Choay, As Questões do Património, Antologia para um Combate, (1.ª ed. Éditions du seuil, 2009), Lisboa, Edições 70, 2011, p. 40.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Ateliê de pintor

Odoardo Borrani, Visita allo studio (1865-1875, Artgate Fondazione Cariplo).
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A Visita allo studio, de Odoardo Borrani (1833-1905), representa o interior do estúdio do artista, um tema que era muito popular entre os pintores da segunda metade do século XIX. Borrani pertencia à Escola Piagentina, um grupo de pintores formado cerca de 1862, que se dedicou sobretudo a representar cenas campestres dos arredores de Florença. Borrani, em contrapartida, tendeu a pintar preferencialmente cenas de interior, como esta que aqui vemos. O ateliê que ficou representado neste quadro era provavelmente o que ficava na Porta La Croce, perto de Florença. No quadro vemos uma senhora que visita o ateliê, sentada numa cadeira a conversar com um homem, ambos no extremo direito da composição. Estão a admirar um quadro que se encontra ainda no cavalete e que nós não podemos ver. Devemos notar que, no fim do século XIX, o ateliê tornou-se num local de criação pessoal, onde as obras eram expostas antes de serem apresentadas ao público, nas exposições. Aqueles que tinham acesso ao ateliê dos artistas podiam ver os trabalhos ainda em fase de execução. Esse privilégio era apenas consagrado a poucos - outros  artistas, amigos e alguns admiradores. O ateliê tornou-se num tema priviligiado para os pintores, pois este espaço ganhava importância como um local quase sagrado, fechado e íntimo, onde se elaboravam as pesquisas criativas dos artistas. Os quadros figurando ateliês podiam funcionar como uma alternativa aos auto-retratos, dando ao público a possibilidade de espreitar a intimidade do artista, que na realidade só era acessível a alguns eleitos.
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Bibl.: Laura Casone e Luce Cayla, «Atelier», in L'Atelier du Peintre, Paris, Larousse-Bordas, 1998, pp. 19-22.