terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Tempo de Inverno

James Paterson, The Last Turning, Winter, Moniaive (1885 - Link)
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Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, 
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, 
com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Joichi Hoshi: Árvores

High Treetops (1976 - Link)
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«(...) whether it is a single tree or a forest (...) the mere thought of it stirs my mind, and I try to convey that sentiment in a picture.» (Link)
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Magnolia (Link)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Três interiores de Matteo Massagrande

Gosto do silêncio da sua pintura, das passagens, da luz, da quietude. Recorda-me as visitas a casas desabitadas, onde, à falta de mobiliário, o mais pequeno ruído faz eco. Lembra-me, por exemplo, a pintura de Holsoe ou Hammershøi, de que eu tanto gosto. Como escreveu Gayle Forman, certamente a outro propósito:
«It's quiet now. So quiet that can almost hear other people's dreams.»
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

E o chá

Kitagawa Utamaro, Okita the tea house girl (séc. XVIII - Link)
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«Onde há chá há esperança.»
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Jean-Baptiste-Simeon Chardin, The tea drinker (1735 - Link)
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Mary Cassatt, Tea (1879-1880, Museum of Fine Arts, Boston - Link)
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Columbano Bordalo Pinheiro, A chávena de chá (1898, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)
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Georges Lemmen, Tea (Madame Gaorges Lemmen) (1902 - Link)
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Estremoz, Mulher a tomar chá (séc. XX, Museu Nacional de Etnologia - Link)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A sopa

Jean-Baptiste-Siméon Chardin, Vegetables for the Soup (1732, Indianapolis Museum of Art - Link)
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«Soup is the song of the hearth... and the home.»
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Louis P. De Gouy (1949 - Link)
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Terrina (séc. XIX ?, Museu Abade de Baçal - Link)
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Paul Cezanne, Still Life with Soup Tureen (c. 1873-1874, Musée d'Orsay, Paris - Link)
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William-Adolphe Bouguereau, Soup (1865 - Link)
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Armand Guillaumin, Child Eating Soup (1894 - Link)
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Pablo Picasso, La Soupe (1903 - Link)
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Fernando Botero, Still Life with Green Soup (1972 - Link)
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Andy Warhol, Campbell Soup Can (1962 - Link)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Café

Enjoying Coffee (1.ª met. Séc. XVIII, Pera Museum - Link)
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A Origem do Mundo

De manhã, apanho as ervas do quintal. A terra, 
ainda fresca, sai com as raízes; e mistura-se com 
a névoa da madrugada. O mundo, então, 
fica ao contrário: o céu, que não vejo, está 
por baixo da terra; e as raízes sobem 
numa direcção invisível. De dentro 
de casa, porém, um cheiro a café chama 
por mim: como se alguém me dissesse 
que é preciso acordar, uma segunda vez, 
para que as raízes cresçam por dentro da 
terra e a névoa, dissipando-se, deixe ver o azul. 
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Nuno Júdice (Link)
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Francois Thomas Germain, Cafeteira (1759-1760, (Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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François Boucher, Le Dejeuner (detalhe) (1739, Museu do Louvre - Link)
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François Boucher, Le Dejeuner (1739, Museu do Louvre - Link)
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Maison Edouard Honoré, chávena de café (1830-1840, Palácio Nacional da Ajuda - Link)
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Henri Fantin-Latour, Still Life (1866, National Gallery of Art, Washington - Link)
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Ivana Kobilca, Coffee drinker (1888, National Gallery of Slovenia - Link)
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António Soares, No terrasse do Café des Plaires (1920-1930, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)
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Fred Kradolfer, Projecto Nicola (1950-1960, Museu Nacional do Azulejo - Link)
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Stuart Morle, Still life with coffee and eggs (Link)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Uma colecção de lareiras

Master Ermengaut (Link)
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Em sintonia com um post de MR no Prosimetron, que mostra esta bela iluminura, aqui ficam algumas pinturas e uma ilustração, que versam sobre o mesmo tema, entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX.
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James Tissot, The Fireplace (c. 1869 - Link)
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Childe Hassam, A Familiar Tune (Florence Griswold Museum, Old Lyme, Connecticut - Link)
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Childe Hassam, The Fireplace (1912 - Link)
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Frederick Cayley Robinson, A Winter's Evening (Link)
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Henry Salem Hubbell, By the Fireside (Link)
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Raul Lino, O Gato (Afonso Lopes Vieira, Animaes nossos Amigos, Lisboa, Livraria Ferreira - Link)
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«Dans un large fauteuil, près du foyer béni, Comme on peut voyager, l’hiver, à l’infini!»
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

As árvores do Inverno e Mondrian

Margarida Elias (fotografia, 2014)
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Gosto de ver as árvores no Inverno, enquanto espero que se "vistam" de verde, na Primavera. Entretanto, vou observando, cá de baixo, os seus ramos entre-cruzados, que parecem apontar para o céu. Vou notando na maneira como, estando reduzidas à sua estrutura essencial, me fazem lembrar as pesquisas da arte moderna, sobretudo do início do século XX e na obra de Piet Mondrian (1872-1944), que faleceu há 90 anos, no dia 1 de Fevereiro.
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Piet Mondrian, The Gray Tree (1911, Haags Gemeentemuseum, The Hague - Link)
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Piet Mondrian, Composition II With Black lines (1930, Stedelijk Van Abbemuseum, Eindhoven - Link)
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«I wish to approach truth as closely as is possible, and therefore I abstract everything until I arrive at the fundamental quality of objects.»
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Um pensamento

 Michael Sowa, February (Link)
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«Quem faz um poema abre uma janela.»
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fevereiro

Irmãos Limbourg, Les très riches heures du Duc de Berry: Fevrier (February) (1412-1416, Musée Condé, Chantilly - Link)
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Oficina de Simon Bening, Calendário (mês de Fevereiro), Livro de Horas (1530-1534, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Atribuído a António de Holanda, Livro de Horas de D. Manuel I, Calendário (mês de Fevereiro) (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Alfred Sisley, A February Morning at Moret sur Loing (1881 - Link)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Motivo "Cavalinho"

Prato fundo (de sopa) de C. & J. Shaw, estampado com o motivo comercializado em Portugal sob a designação Estátua, mas mais conhecido como Cavalinho (Link).
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No livro Cerâmica Portuguesa (1931), integrado na colecção Patrícia dirigida por Albino Forjaz de Sampaio, surge a vinheta e a legenda reproduzidas em cima (Link)

Açucareiro da Fábrica de Loiça de Sacavém (Link)

No blogue Velharias e no blogue Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém, encontra-se bastante informação sobre este assunto, que eu irei apenas resumir. Basicamente, o motivo Cavalinho foi bastante popular em Portugal, sobretudo pela produção da Fábrica de Loiça de Sacavém, mas também foi fabricado em Massarelos, nas Devessas e em Alcobaça. A produção mais antiga, no nosso país, deverá ser, pelo menos, de 1863-1870, data provável de um açucareiro fabricado em Sacavém. A origem deste motivo, contudo, não é portuguesa, mas sim inglesa, onde foi produzido desde 1840, com o nome de Grecian Statue.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Inverno

Charles Tunnicliffe, Geese and hoar-frost (Newport Museum and Art Gallery - Link)
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January

The days are short
The sun a spark
Hung thin between
The dark and dark.
Fat snowy footsteps
Track the floor
And parkas pile up
Near the door.
The river is
A frozen place
Held still beneath
The trees' black lace
The sky is low.
The wind is gray.
The radiator
Purrs all day. 
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John Updike (Link)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

No Zoo de Lisboa

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«There is grandeur in this view of life, with its several powers, having been originally breathed into a few forms or into one; and that, whilst this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being, evolved.»
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