sábado, 30 de outubro de 2010

Auto-conhecimento

Félix Nadar, Autoportrait tournant (c. 1865, Bibliothèque Nationale de France).
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«For my part, when I enter most intimately into what I call myself, I always stumble on some particular perception or other, of heat or cold, light or shade, love or hatred, pain or pleasure. I never can catch myself at any time without a perception, and never can observe anything but the perception. (…) If anyone, upon serious and unprejudiced reflection thinks he has a different notion of himself, I must confess I call reason no longer with him. All I can allow him is, that he may be in the right as well as I, and that we are essentially different in this particular. He may, perhaps, perceive something simple and continued, which he calls himself; though I am certain there is no such principle in me».
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David Hume (1739).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Autorretrato no atelier

Ramon Casas i Carbó, Autoportrait dans l'atelier (1882).
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«Ver é ser visto. Olhar é ser olhado. A reflexibilidade especular da visão prolonga no mundo a reversibilidade sensível do corpo – que ao ver-se e tocar-se é visto e tocado -, como se o olhar que abre a nossa pele ao olhar dos outros a transportasse assim para as coisas e as recobrisse com uma pele-espelho que nos reflectisse».
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José Gil (1994).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Frutas e Legumes de Outubro

Columbano Bordalo Pinheiro, Femme et Fruits (Museu de Orsay, Paris).
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FRUTAS: Ameixa, Amêndoa, Ananás dos Açores, Avelã, Banana da Madeira, Castanha, Dióspiro, Laranja, Limão, Maçã, Noz, Pêra, Pêssego, Romã, Tangerina, Uva.
LEGUMES: Abóbora, Acelga, Agrião, Aipo de cabeça, Aipo de talo, Alho porro, Batata, Beldroegas, Beringela, Brócolos, Cebola, Cenoura, Chuchu, Courgette, Couves, Espinafres, Feijão verde, Funcho, Pepino, Pimento, Repolho, Tomate.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Atelier

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 «O que define a representação senão o diálogo escamoteado de presenças e ausências, de projecções e introjecções, de verdades e ficções, de figurações e dissemelhanças? A traição das imagens? Toda a história da pintura é disso um exemplo».
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Carlos M. Couto S.C. (1994).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O real

Seurat, Boats Riding at Anchor, Grandcamp (1885).
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«Il ar­riva que le merveilleux et le positif ont contracté une étonnante alliance, et que ces deux anciens ennemis se sont conjurés pour engager nos existences dans une car­rière de transformations et de surprises in­définie. (...) Ceci est neuf. Le sta­tut de la vie générale doit de plus en plus tenir compte de l’inattendu. Le réel n’est plus terminé nettement. Le lieu, le temps, la matière admettent des libertés dont on n’avait naguère aucun pressentiment. La rigueur engendre des rêves. Les rêves prennent corps (...)».
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Paul Valéry (1931).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O corpo e a mente

Jean-Auguste Dominique Ingres, La Baigneuse de Vapinçon (1808, Museu do Louvre, Paris).
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«Uma mente, aquilo que define uma pessoa, exige um corpo, e um corpo, um corpo humano, claro, gera naturalmente uma só mente. A mente é de tal forma modelada pelo corpo e destinada a servi-lo que apenas uma mente pode nele surgir».
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António Damásio (2000).

domingo, 24 de outubro de 2010

A dança

Béla Schaffer, Still-Life with a Statue of Fanni Elssler (1845, Hungarian National Gallery).
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On with the dance! let joy be unconfined;
No sleep till morn, when Youth and Pleasure meet
To chase the glowing hours with flying feet.
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Lord Byron.

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Fanny Elssler nasceu em 1810, em Viena, onde faleceu em 1884. O seu pai, Joseph Ludwig Ferdinand, era secretário de Joseph Haydn, o qual enviou Fanny e a irmã Theresa,  para estudar ballet com Friedrich Horschelt e Jean Aumer. Quando Fanny alcançou os 12 anos de idade, entrou para a companhia de ballet de Hoftheater, onde o mestre era Fillipo Taglioni. Dançou até aos 41 anos, tendo obtido grande sucesso.
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sábado, 23 de outubro de 2010

Azul I

Franz Marc, Blue Horse I (1911, Staedtische Galerie im Lenbachhaus).
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«Le bleu est une plongée inconsciente interminable».
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A pintura I

Albrecht Dürer, Auto-retrato (1500, Alte Pinakothek, Munique).
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«Painting is just another way of keeping a diary».
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A pintura


Jan Miense Molenaer, Painter in his studio (c. 1650, Museum Bredius) - Adrian van Ostade, The Painter in His Studio (1663, Gemäldegalerie, Dresden).
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«Every artist dips his brush in his own soul, and paints his own nature into his pictures».
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Interpretar a natureza I

 Henri Harpignies, In the studio.
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«Les œuvres ne se forment que d’aspirations ou de sensations évoquées. C’est une perpétuelle résurrection de Lazare. Vivre son œuvre est la condition sine qua non de sa puissance d’expression et de sa vérité».
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

A escultura

Édouard Joseph Dantan, Coin d'atelier.
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«La sculpture donne de l'âme au marbre».

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Salon

Henri Gervex, Une scéance du jury de peinture (antes de 1885, Musée d'Orsay, Paris).
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A exposição denominada de Salon teve lugar pela primeira vez em 1667. Foi organizada pelo Estado francês desde 1791, sendo aberta a todos os artistas, franceses e estrangeiros, sob a condição de terem sido aceites pelo júri. O ano de 1863, data do Salão dos Recusados, marca o fim do Salon como instituição nacional e única. Desde a sua origem ligado à arte académica e oficial, o Salon perdeu importância sobretudo a partir dos anos de 1880. Nessa altura, multiplicaram-se as associações de artistas, que organizavam as suas próprias exposições. 
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Bibliografia: B. Foucart, «Salons (Histoire de l’Art)», Encyclopaedia Universalis, Vol. XIV, Paris, 1977, pp. 640-642; Francisco CALVO SERRALLER, «El Salón», in Valeriano BOZAL (ed.), Historia de las Ideas Estéticas y de las Teorías Artísticas Contemporáneas, Madrid, Visor, 1996; Nicole TUFFELLI, L’Art aux XIXe Siècle 1848-1905, Paris, Bordas, 1987, p. 9.

domingo, 17 de outubro de 2010

São Lucas

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A «Christian tradition states that he was the first icon painter. He is said to have painted pictures of the Virgin Mary (for example, The Black Madonna of Częstochowa or Our Lady of Vladimir) and of Peter and Paul. Thus late medieval guilds of St Luke in the cities of Flanders, or the Accademia di San Luca  (...) in Rome, imitated in many other European cities during the 16th century, gathered together and protected painters. The tradition that Luke painted icons of Mary and Jesus has been common, particularly in Eastern Orthodoxy. The tradition also has support from the Saint Thomas Christians of India who claim to still have one of the Theotokos icons that St Luke painted and Thomas brought to India».
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Wikipedia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ler

Ivan Stepanovich Ivanov-Sakachev, A student of art history.
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«Lee y conducirás, no leas y serás conducido».
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Santa Teresa de Jesús.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E mais azul

Veikko Vionoja, Kuvassa maalaus Ruiskukkia vuodelta (1975).
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«L'âme a la couleur du regard. L'âme bleue seule porte en elle du rêve, elle a pris son azur aux flots et à l'espace».
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     Guy de Maupassant.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Azul

 Edward Reginal Frampton, A Madonna of Britany (1913).
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now I stand here
where the ocean’s blueness
is without limit
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Senhora da Rosa

Mestre desconhecido, Senhora da Rosa (séc. XV, Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra).
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Esta pintura, encontrada no Colégio de S. Jerónimo de Coimbra, apresenta a Virgem Entronizada com o Menino, ladeada por dois doadores e coroada por dois anjos. A criança orante, à esquerda, enverga uma túnica com a cruz da Ordem de Cristo. A Virgem, na sua mão direita, segura uma rosa, evocando a Rosa Mística que, nas litanias, é um símbolo da própria Virgem.
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Bibliografia:
Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (1982).
José Alberto Seabra Carvalho (1995).

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

«He led an honest, God-fearing life»

Gravura de Albrecht Dürer, Madonna Nursing (1519, Metropolitan Museum of Art, New York).
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«My father suffered much and toiled painfully all his life, for he had no resources other than the proceeds of his trade from which to support himself and his wife and family. He led an honest, God-fearing life. His character was gentle and patient. He was friendly towards all and full of gratitude to his Maker. He cared little for society and nothing for worldly amusements. A man of very few words and deeply pious, he paid great attention to the religious education of his children. His most earnest hope was that the high principles he instilled into their minds would render them ever more worthy of divine protection and the sympathy of mankind. He told us every day that we must love God and be honourable in our dealings with our neighbours».
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domingo, 10 de outubro de 2010

Atelier de Vuillard

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«I do not belong to any school, I simply want to do something that is personal to my self».
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