quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Trick or treat

Adam Record, Trick or treat (in Fall dawn tree).
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«I don't know that there are real ghosts and goblins, but there are always more trick-or-treaters than neighborhood kids».
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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sobre a magia e a natureza

Arthur Rackham, «When they think you are not looking they skip along pretty lively», in J. M. Barrie, Peter Pan in Kensington Gardens (1906, link)
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«You only need sit still long enough in some attractive spot in the woods that all its inhabitants may exhibit themselves to you by turns». 
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sobre a versatilidade da abóbora

Pode ser doce



ou sopa


um Jack-o'-Lantern ou uma tarte

ou "alguém" que traz presentes



ou um bom assento


«I would rather sit on a pumpkin, and have it all to myself, than be crowded on a velvet cushion».
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Ou até uma carruagem

Outono IV

Maurice Prendergast, Picnic (c. 1914-1915, Carnegie Museum of Art, in The Athaneum).
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«The tints of autumn...a mighty flower garden blossoming under the spell of the enchanter, frost».
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domingo, 28 de outubro de 2012

Outono III

Eilif Peterssen, Autumn Evening  (1878, in Nordic Thoughts).
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«Autumn that year painted the countryside in vivid shades of scarlet, saffron and russet, and the days were clear and crisp under harvest skies».
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Ornamentos das Casas

Pierre Louis Dumesnil the Younger, Card Players in a Drawing Room (The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque).
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Odoardo Borrani, Cucitrici di camicie rosse (1863).
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«The ornament of a house is the friends who frequent it».
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sábado, 27 de outubro de 2012

O Tempo

Maurice Prendergast, St. Mark's Square, Venice (The Clock Tower) (c. 1898-1899, Farnsworth Art Museum).
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«Time you enjoy wasting is not wasted time».
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Marthe Troly-Curtin (in Good Reads).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Evocação do Passado

Gerard Terborch, Lady in an Interior with Her Dog (in Old Paint).
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«Plus que la littérature, ce sont peut-être les meubles, les objets quotidiens et les tableaux qui font fidèlement revivre l'image du passé (...)».
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Christine Garnier, Un Palais Refleuri, Fondation Ricardo do Espírito Santo Silva, Paris, Bernard Grasset, 1953.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Outono II

Helmer Osslund, Autumn (1907, Nationalmuseum, Stockholm, in Flickr e Google Art Project).
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«For man, autumn is a time of harvest, of gathering together. For nature, it is a time of sowing, of scattering abroad».
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Vento

Hokusai, Wind (in Falcão de Jade).
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«Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido».
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Civilização

Lilla Cabot Perry, Portrait of a Young Girl with an Orange (1898-1901).
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«Não há, não pode haver, uma civilização mundial, no sentido absoluto que se dá muitas vezes a esse termo, uma vez que a civilização implica a coexistência de culturas ao oferecer entre elas o máximo de diversidade e que consiste mesmo nesta coexistência»»
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Claude Lévi-Strauss, Race et Histoire, Paris, UNESCO, 1952, 
citado por Françoise Choay, As Questões do Património, Antologia para um Combate, (1.ª ed. Éditions du seuil, 2009), Lisboa, Edições 70, 2011, p. 40.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Ateliê de pintor

Odoardo Borrani, Visita allo studio (1865-1875, Artgate Fondazione Cariplo).
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A Visita allo studio, de Odoardo Borrani (1833-1905), representa o interior do estúdio do artista, um tema que era muito popular entre os pintores da segunda metade do século XIX. Borrani pertencia à Escola Piagentina, um grupo de pintores formado cerca de 1862, que se dedicou sobretudo a representar cenas campestres dos arredores de Florença. Borrani, em contrapartida, tendeu a pintar preferencialmente cenas de interior, como esta que aqui vemos. O ateliê que ficou representado neste quadro era provavelmente o que ficava na Porta La Croce, perto de Florença. No quadro vemos uma senhora que visita o ateliê, sentada numa cadeira a conversar com um homem, ambos no extremo direito da composição. Estão a admirar um quadro que se encontra ainda no cavalete e que nós não podemos ver. Devemos notar que, no fim do século XIX, o ateliê tornou-se num local de criação pessoal, onde as obras eram expostas antes de serem apresentadas ao público, nas exposições. Aqueles que tinham acesso ao ateliê dos artistas podiam ver os trabalhos ainda em fase de execução. Esse privilégio era apenas consagrado a poucos - outros  artistas, amigos e alguns admiradores. O ateliê tornou-se num tema priviligiado para os pintores, pois este espaço ganhava importância como um local quase sagrado, fechado e íntimo, onde se elaboravam as pesquisas criativas dos artistas. Os quadros figurando ateliês podiam funcionar como uma alternativa aos auto-retratos, dando ao público a possibilidade de espreitar a intimidade do artista, que na realidade só era acessível a alguns eleitos.
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Bibl.: Laura Casone e Luce Cayla, «Atelier», in L'Atelier du Peintre, Paris, Larousse-Bordas, 1998, pp. 19-22.

Ler



Carl Holsoe, Lady in an interior.
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Carl Holsoe, Girl Reading in a Sunlit Room (Connaught Brown, Londres).
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«Read the best books first, or you may not have a chance to read them at all».
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Henry David Thoreau, A Week on the Concord and Merrimack Rivers.

domingo, 21 de outubro de 2012

Livros

Gustave Doré, «La Lecture des contes en famille», ilustração de abertura para os Contos de Perrault (1862).
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«Books are the treasured wealth of the world and the fit inheritance of generations and nations». 
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Henry David Thoreau, Walden, or Life in the Woods.

Sorrir

The Smiling Girl (c. 1925, National Gallery of Art, Washington).
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«A smile starts on the lips, 
A grin spreads to the eyes, 
A chuckle comes from the belly; 
But a good laugh bursts forth from the soul, 
Overflows, and bubbles all around».
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Carolyn Birmingham, in The Dutchess.
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sábado, 20 de outubro de 2012

A Natureza

Pavia (Alentejo).
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«We need the tonic of wildness...At the same time that we are earnest to explore and learn all things, we require that all things be mysterious and unexplorable, that land and sea be indefinitely wild, unsurveyed and unfathomed by us because unfathomable. We can never have enough of nature».
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Henry David Thoreau, Walden: Or, Life in the Woods.

O Chá I

Arthur Hughes, Taking Tea in the Drawing Room (in Pre Raphaelite Art).
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Ethel Franklin Betts, «More than once she had been known to have a teaparty...», in Frances Hodgson Burnett,  A Little Princess (1905, in Plum leaves).
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«Strange how a teapot can represent at the same time the comforts of solitude and the pleasures of company». 
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O chá


Peter Reynolds, Rose's garden (in Yay kid lit).
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Beatrix Potter, «Out stepped a little live lady mouse, and made a courtesy to the tailor!» (1902, The Tailor of Gloucester, in Plum leaves)
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«A man without tea in him is incapable of understanding truth and beauty»
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Okakura Kakuzo, The Book of Tea (1906).

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tarefas

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«The secret of getting ahead is getting started. The secret of getting started is breaking your complex overwhelming tasks into small manageable tasks, and then starting on the first one». 
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Mark Twain, in The Dutchess.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

São Lucas a desenhar a Virgem

Rogier Van der Weyden, Madonna e São Lucas (c. 1435, Museum of Fine Arts, Boston).
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Conta a lenda que São Lucas retratou a Virgem, na sua presença, razão pela qual este Santo é considerado como o patrono dos pintores. O quadro São Lucas desenhando a Virgem, do pintor flamengo Rogier Van der Weyden, foi provavelmente realizado para a Guilda de São Lucas de Bruxelas. Representa o momento em que o Santo está a retratar a Virgem, com Jesus ao colo, enquanto lhe dá de mamar. Este facto é relevante, pois, no final da época medieval, a iconografia de Nossa Senhora a dar de mamar tinha uma forte carga devocional, conotada com a ideia de ser ela a interecessora privilegiada entre Deus e os homens. Ao representar a Virgem e São Lucas como mediadores (sendo o Evangelista o intercessor entre a Virgem e a humanidade), Van der Weyden também surge como um mediador entre as figuras sagradas e o espectador / crente. Deste modo, se valoriza o papel do artista como alguém que tem a capacidade de transmitir o divino através da sua obra. 
Um aspecto que deve ser salientado acerca desta pintura é a sua proximidade compositiva com a Madonna com o Chanceler Rolin de Van Eyck (1435, Museu do Louvre, Paris). Van der Weyden espelha horizontalmente a pintura de Van Eyck, dando maior humanidade à figura de Maria. Tanto na pintura de Van Eyck como na de Weyden há uma grande riqueza de detalhes, o que era comum na pintura flamenga deste tempo. Estes detalhes descrevem com naturalidade as figuras e o espaço, o que transmite credibilidade ao espaço, tornando-o num prolongamento do espaço do espectador. Esse prolongamento é acrescido não só pela perspectiva que se abre na nossa direcção, como pela contemporaneidade dos trajos e objectos, relativamente à época em que a obra foi realizada. Deste modo, o espectador quatrocentista podia sentir-se como uma testemunha presencial do acontecimento.
Os detalhes têm ainda uma outra importância que é a de aumentar a carga narrativa e simbólica, permitindo vários níveis de leitura. AVirgem é figurada num trono adamascado, o que acentua o seu carácter majestático e a sua importância neste grupo de figuras. À direita de São Lucas está um touro, que é símbolo deste Evangelista no Tetramorfo. As figuras estão representados num interior, mas este abre-se para uma varanda, um hortus conclusus, que simboliza a própria virgindade de Maria. Para lá dessa varanda temos uma paisagem onde se podem ver casas ladeando um rio, que acentua a profundidade do espaço perspectivado. Junto do muro da varanda, no centro da composição, estão duas figuras de costas, que poderão ser lidas como São Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem.
Dentro deste esquema compositivo, o espectador vai caminhando com o olhar pelos diversos espaços, desde o lugar onde se apresenta o momento do retrato, passando pela varanda, por um pátio do lado esquerdo - onde circulam diversas figuras numa actividade quotidiana -, o rio, visulmente fechado pelas montanhas, que o separam do céu. Daqui o nosso olhar tende a subir e a alcançar uma janela em círculo, que nos trás de volta ao espaço interior, onde São Lucas retrata a Virgem.
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Links: Wikipedia, Web Gallery of Art e Annette de Vries in Historians of Netherlandish Art (2006).

Castelos

Bernardo Bellotto, The Fortress of Königstein (1756-58, in Gandalf's Gallery)
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Canaletto, Alnwick Castle (c. 1746-1752, in Elsewhere)
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«If you have built castles in the air, your work need not be lost; that is where they should be. Now put the foundations under them».
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Henry David Thoreau, Walden, or Life in the Woods.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Estrelas I


Joan Miró, Peinture (Étoile Bleue) (1927)
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«Moonlight drowns out all but the brightest stars». 
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J.R.Tolkien, The Lord of the Rings.

Sobre a escola

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«Instruction does much, but encouragement everything». 
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Goethe, carta para A. F. Oeser (1768).

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Para o dia da alimentação

Floris Gerritsz van Schooten, Still-Life with Glass, Cheese, Butter and Cake.
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Falarei sobre o queijo, não porque seja o meu alimento favorito (embora eu goste bastante), mas porque achei graça a uma citação de G.K. Chesterton: «Poets have been mysteriously silent on the subject of cheese». No entanto existem alguns poemas, como a fábula do corvo e da raposa (Le Corbeau et le Renard) de Jean de La Fontaine

Maître Corbeau, sur un arbre perché,
Tenait en son bec un fromage.
Maître Renard, par l'odeur alléché,
Lui tint à peu près ce langage :
Hé ! bonjour, Monsieur du Corbeau.
Que vous êtes joli ! que vous me semblez beau !
Sans mentir, si votre ramage
Se rapporte à votre plumage,
Vous êtes le Phénix des hôtes de ces bois. 
A ces mots le Corbeau ne se sent pas de joie ;
Et pour montrer sa belle voix,
Il ouvre un large bec, laisse tomber sa proie.
Le Renard s'en saisit, et dit : Mon bon Monsieur,
Apprenez que tout flatteur
Vit aux dépens de celui qui l'écoute :
Cette leçon vaut bien un fromage, sans doute. 
Le Corbeau, honteux et confus,
Jura, mais un peu tard, qu'on ne l'y prendrait plus.

O tema é também recorrente nas bandas desenhadas de Asterix:

Na Suiça
René Goscinny e Albert Uderzo, Asterix chez les Helvètes (1970).

ou na Córsega
René Goscinny e Albert Uderzo, Asterix en Corse (1973).
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Fica também um excerto de um dos meus filmes preferidos, que não é sobre queijo - mas ele também aparece, furtivamente ...

Juntando-me ao Google

Hoje o Google tem uma excelente homenagem a uma BD extraordinária de um fantástico artista, que descobri há alguns anos quando fiz um trabalho sobre Banda Desenhada: Winsor McCay e Little Nemo in Slumberland.

O americano Winsor McCay (1869-1934) foi autor de bandas desenhadas e desenhos animados, sendo sobretudo conhecido pela banda desenhada Little Nemo, que iniciou em 15 de Outubro de 1905, publicada no New York Herald. A história contava os sonhos de um rapaz chamado Nemo (o que quer dizer ninguém), que tentava chegar a Slumberland, o reino do rei Morpheus, que o queria para amigo de sua filha. As histórias terminavam sempre com Nemo a acordar, por vezes caindo da cama. 
E aqui fica ainda uma citação de Winsor McCay sobre o seu trabalho:
«The principle factor in my success has been an absolute desire to draw constantly. I never decided to be an artist. Simply, I couldn't stop myself from drawing. I drew for my own pleasure. I never wanted to know whether or not someone liked my drawings. I have never kept one of my drawings. I drew on walls, the school blackboard, odd bits of paper, the walls of barns. Today I'm still as fond of drawings as when I was a kid - and that was a long time ago - but, surprising as it may seem, I never thought about the money I would receive for my drawings. I simply drew them».

domingo, 14 de outubro de 2012

Mãos

Berenice Abbott, Hands of Jean Cocteau (1927, MOMA, Nova Iorque).
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Yousuf Karsh, Hellen Keller (hands) (1948, George Eastman House - International Museum of Photography and Film)

Yousuf Karsh, Thomas Mann (1946, Amica Library).
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Dá-me as Tuas Mãos 

As mãos foram feitas 
para trazer o futuro, 
encurtar a tristeza, encher 
o que fica das mãos 
de ontem - intervalos 
(duros, fiéis) das palavras, 
vocação urgente 
da ternura, pensamento 
entreaberto até 
aos dedos longos 
pelas coisas fora 
pelos anos dentro. 
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Vítor Matos e Sá, in Citador.

O Outono (que começa a instalar-se)

Arthur Rackham, There is almost nothing that has such a keen sense of fun as a fallen leaf (J. M. Barrie, Peter Pan in Kensington Gardens, 1906, in Plum leaves). 
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«Listen! The wind is rising, and the air is wild with leaves,
We have had our summer evenings, now for October eves!» 
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sábado, 13 de outubro de 2012

Ver

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«It's not what you look at that matters, it's what you see».
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Ordem do Universo

Filippo Lippi, Incoronazione della Vergine (1466-1469, Catedral de Santa Maria Assunta, Spoleto).
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«(...) Le cose tutte quante
hanno ordine tra loro, e questo è forma
che l’universo a Dio fa simigliante».
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Dante Alighieri, Divina Comedia - Paradiso (I, 105).

Sintra


Sintra (2012).
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«Lo! Cintra's glorious Eden intervenes
In variegated maze of mount and glen.
Ah, me! what hand pesseil guide, or pen,
To follow half on which the eye dilates
Through views more dazling nuto mortel ken
Than those suberesf such things the bard relates,
Who to the awe - struck world nulock'd Elysium's gates?»
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Lord Byron, Child Harold's Pilgrimage,
citado in Hotel Palácio de Seteais, SNI, 1955.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Lagoa da Ervideira



Lagoa da Ervideira, Leiria (2012).
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«(...) Se estivermos atentos, vamos até descobrir que há sempre histórias a acontecer, porque a Natureza está sempre em movimento (...)».
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Descobrir - Programa Gulbenkian Educação para a Cultura, FCG, Outubro a Junho 12/13, p. 30.