sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

As Datas

 
Gravura de Eugène Grasset, Fevrier, in Les Mois (1896, Davidson Galleries).
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«"Que valem triunfos que não têm data?" Que valem, na verdade? É a certeza da data que imprime realidade às coisas que, sem essa certeza encarnadora, apenas passadas, se desfariam na diafaneidade e impalpabilidade do Tempo. Todo o nosso viver consiste num rolo de sonhos que se vão desprendendo de nós, fugindo para trás como o fumo de uma tocha que corre, depressa adelgaçados, logo esvaídos. São as datas que prendem, retêm esses sonhos: nelas ficam imóveis, em torno delas se condensam, por elas ganham forma e duração».
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ode ao Gato

 
Gravura de Utagawa Hiroshige, Asakusa Rice Field during the Cock Festival at Otori Shrine (Asakusa tanbo tori no machi mode) de One Hundred Views of Edo (Meisho Edo hyakkei) (1857, Art Institute of Chicago).
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Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino. 
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Mundo da Natureza

Vista do Castro do Zambujal (Torres Vedras).
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«O Mundo da Natureza é o modelo dos modelos de todas as maquinarias, porque não havemos então de acertar também o mundo social no seu próprio funcionamento como todas as outras máquinas do mundo?»
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Almada Negreiros.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cavalos

Litografia de Toulouse-Lautrec, Le Jockey (1899).
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«Le cheval porte son cavalier avec vigueur et rapidité. Mais c'est le cavalier qui conduit le cheval. Le talent conduit l'artiste à de hauts sommets avec igueur et rapidité. Mais c'est l'artiste qui maîtrisse son talent».
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Vassili Kandinsky.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Beleza

 Pintura de ToulouseLautrec, La Blanchisseuse (1884-1888).
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«C'est dans nous que vit la beauté et non en dehors de nous».
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Émile Zola.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Rosto e Paisagem

 
Sousa Pinto, A Pequena Guardadora de Vacas. 
Créditos da imagem: http://arte-numeros.blogspot.com (7 de Novembro de 2008)
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«Or le visage a un corrélat d'une grande importance, le paysage...».
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Gille Deleuze e Félix Guattari (1980).
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O que o artista revela

Sir William Orpen, The Mirror (1900, Tate Gallerry, Londres).
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«O que o artista fixa, não é o que ele viu ou apreendeu; é o que ele procura o o que ele quer revelar aos outros».
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Pierre Francastel (1983).
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No site da Tate Gallery comparam esta pintura a obras de Van Eyck (pelo espelho) e de Whistler (retrato da mãe). A mim faz-me lembrar os retratos femininos de Fantin-Latour e As Meninas de Velásquez.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

No alto da montanha

 
Gravura apresentando Sintra Antiga (lado Norte).
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No alto da montanha
pertinho lá do céu
havia um castelinho
aonde um rei viveu
de lá se via o céu
se via a terra
ao longe o mar
no alto da montanha
quem me dera lá morar.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Paisagem I

 
Pintura de L. A. Ring, Sommerdag Roskilde Fjord (1900).
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«Un paysage quelconque est un état de l'âme».
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Retrato

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«Il n'est rien plus beau qu'un beau portrait».
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Jacques de Gachous (c. 1910).

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Muito obrigada!

http://presepiocomvistaparaocanal.blogspot.com/2010/02/award-art-blog-talent.html

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Árpád Szenes a pintar Vieira da Silva a pintar Árpad Szenes a pintar...

Pintura de Árpád Szenes, M. Helene (Marie Elene Viera da Silva). 

  
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Estas duas obras, muito parecidas foram pintadas por Árpád Szenes (1897-1985), um artista de origem húngara, que obteve nacionalidade francesa em 1956. Este pintor percorreu as capitais artísticas da Europa, mas fixou-se em Paris em 1925. «Em 1929, conheceu Maria Helena Vieira da Silva, na Academia da Grande Chaumière, com quem se casou em 1930. (...) A partir desta data, realizou inúmeros retratos da mulher. (...) Em 1939, deixou Paris devido à guerra. Depois de uma estada em Lisboa, partiu para o Brasil com Vieira da Silva em 1940, onde permaneceram até 1947. (...) A sua pintura tornou-se mais íntima e familiar, as dimensões reduziram-se». Tal como podemos ver nas pinturas reproduzidas, Árpád Szenes realizou «inúmeros retratos de Vieira da Silva, concentrada a pintar, dando início a um dos seus temas de eleição e que lhe serviram de pretexto para investigações plásticas e variações poéticas». Regressando à França em 1948, «os anos 60 foram anos de uma discreta “consagração”: aquisições de obras suas por museus franceses, exposições individuais em França e no estrangeiro, condecorações do Estado francês.  Foi um dos melhores representantes da Escola de Paris dos anos 40, apesar da discrição e modéstia que o caracterizaram».
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Quem me quiser


Pintura de George Romney, Mrs. Johnstone and her Son (?) (c. 1775-1780, Tate Gallery, Londres)
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Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.

Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
a saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.

Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.

Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.

Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.
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Rosa Lobato Faria,
http://presepiocomvistaparaocanal.blogspot.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Norman Rockwell I

Pintura de Norman Rokcwell, Triplo Autorretrato (1960, Norman Rockwell Museum, Stockbridge).
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Hoje o Google festeja o aniversário de Norman Rockwell (1894-1978) e eu não quis deixar de me associar. É um dos meus artistas preferidos, fabuloso pelo seu realismo e imaginação. Gosto também muito de auto-retratos e este é magnífico. É um triplo auto-retrato porque ele está de costas, a olhar-se no espelho, enquanto se desenha na tela (sem óculos). Para além de outros detalhes, é de notar nas citações históricas de auto-retratos famosos, de Dürer, Rembrandt, Van Gogh e (julgo) de Picasso.
Esta imagem foi publicada no Saturday Evening Post a 13 de Fevereiro de 1960.
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Para saber mais:
Prosimetron
Art Renewal Centre
Artcyclopedia

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Apresentação no Templo

Pintura de Vasco Fernandes, Apresentação no Templo (c. 1506-1511, Museu de Lamego).
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«Figuram nesta pintura, no interior de uma capela com características renascentistas, a Virgem, São José e o velho Simão com o Menino sobre os braços e duas mulheres jovens, colocadas à esquerda, uma das quais segura uma cesta com pombos da oferenda. No lado oposto, a figura da anciã Ana. São Simião veste um manto de brocado castanho dourado, rematado por tintinelas diferentes. Ao fundo duas janelas deixam ver uma paisagem nórdica, e sobre os personagens, dois anjos suspensos que assinalam a presença da Arca da Aliança, reservada sob um dossel. As janelas e o óculo permitem a entrada da luz, contribuindo para um efeito cenográfico notável»
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O tradicional

«O tradicional que também pode e devia ser sempre moderno, é o que se ajusta espontânea e instintivamente a certas noções, menos racionadas que sentimentais, fundadas ou inspiradas na Natureza e que estão na base de toda a actividade artística».
Raul Lino (1953).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um acontecimento


 
«Um acontecimento vivido é finito, ou pelo menos encerrado na esfera do vivido, ao passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo que veio antes e depois ».
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Uma Obra de Arte


Pintura de Renoir, Retrato de Julie Manet ou L'enfant au chat (1887, Museu d'Orsay, Paris).
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«(...) uma obra de arte, que é um complexo de muitos estádios e níveis de intenções entrecruzadas, é sempre intrinsecamente complicada, por muito simples que o seu resultado possa parecer».
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George Kubler (1990).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Coisas antigas...



«uma boa história pode começar onde o narrador muito bem entender».
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George Kubler (1990).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Artur Loureiro


Pintura de Artur Loureiro, Campina Romana (1879, Museu do Chiado, Lisboa).
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De acordo com o meu calendário, hoje, dia 26 de Janeiro, foi dia da Austrália.
Isso fez-me pensar em Artur Loureiro (1853-1932), um pintor portuense que foi em 1879 para Paris onde, após ter sido discípulo de Cabanel, expôs no Salon de 1880, 1881 e 1882. Neste último ano, expôs também em Londres, na Galeria Loupi. Casado com uma australiana, em 1883, fixou-se em Melbourne (Austrália) e viu aí largamente reconhecido o seu prestígio. Em 1889, ganhou uma medalha de ouro na Exposição Internacional de Londres. No ano de 1901, voltou para Portugal, instalando-se no Porto. A sua pintura enquadra-se na estilística do Naturalismo, tendo trabalhado o tema da paisagem e do retrato. Dado o seu percurso internacional, podem encontrar-se obras suas tanto  nos museus portugueses, como na Galeria Nacional de Melbourne.

Luz e cor


Pintura de Henrique Pousão, A Casa de Persianas Azuis (1883?, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto).

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«Colour helps to express light, not the physical phenomenon, but the only light that really exists, that in the artist's brain.»
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Henri Matisse (1945).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Rua de São Bento


A Rua de São Bento é uma conhecida rua de Lisboa, situada no limite das freguesias de Santa Isabel e Lapa (a ocidente) e São Mamede, Mercês e Santa Catarina (a oriente).
O topónimo «São Bento» data do século XVI, quando foi construído o convento beneditino onde funciona actualmente a Assembleia da República.
Na rua de São Bento nasceram Alexandre Herculano e Laura Alves e viveram Amália Rodrigues e Hintze Ribeiro.
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Pintura moderna


Pintura de Pissarro, Still Life with Aplles and Pitcher (1872).
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«(...) os pintores com um determinado temperamento sentir-se-ão compelidos a aceitarem os desafios de outros tempos, respondendo-lhes com uma realização contemporânea».
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George Kubler (1990).

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

No baloiço


Pintura de Paul Delaroche, Jeune fille à la balançoire (1845, Musée des Beaux-Arts de Nantes).

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«Quem vive na tranquilidade, que seja mais activo; quem vive na actividade deve encontrar tempo para descansar. Segue a natureza: ela te lembrará que fez o dia e a noite»
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Arte Contemporânea


Pintura de Norman Rockwell, The Connoiseur (1962).
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«Sejam verdadeiros à vida e eu aplaudirei; mas sobretudo sejam pessoais e vividos e eu aplaudirei ainda mais alto».
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Émile Zola (1866),
Citado por Nuno Saldanha (2006).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Paciência

Desenho de Matthijs Maris, Jovem Cosendo (Gemeentemuseum, Den Haag).
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«A paciência é um tesouro oculto».
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Provérbio.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Autorretrato


Pintura de Maria de Lurdes Melo e Castro, Autorretrato (1932).
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«Every man's work, wether it be literature or music or pictures or architecture or anything else, is always a portrait of himself».
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Persistência

Manuel Henrique Pinto, Perrice (1894).
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«A persistência é o caminho do êxito».
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domingo, 17 de janeiro de 2010

A Verdade


Pintura de José Malhoa, Azenha (1883).
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 «Experience has shown, and a true philosophy will always show, that a vast, perhaps the larger portion of the truth arises from the seemingly irrelevant»

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Lobo


Desenho de Margarida Elias.
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Un loup voyant un très gros chien attaché par un collier lui demanda :
« Qui t’a lié et nourri de la sorte ?
— Un chasseur, » répondit le chien.
« Ah ! Dieu garde de cela le loup qui m’est cher ! Autant la faim qu’un collier pesant. »
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lisboa



 Gravura de Margarida Elias, Alfama (1987).
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Ó Cidade da Luz! Perpétua fonte
De tão nítida e virgem claridade,
Que parece ilusão, sendo verdade,
Que o sol aqui feneça e não desponte...

Embandeira-se em chamas o horizonte:
Um fulgor áureo e róseo tudo invade:
São mil os panoramas da Cidade,
Surge um novo mirante em cada monte.

Ó Luz ocidental, mais que a do Oriente
Leve, esmaltada, pura e transparente,
Claro azulejo, madrugada infinda!

E és, ao sol que te exalta e te coroa,
— Loira, morena, multicor Lisboa! —
Tão pagã, tão cristã, tão moira ainda...  

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ao colo do avô


Pintura de Jozef Israëls, In Grandfather's Arms (Leilão da Christie's, Janeiro de 2010).
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A Corrente
-
Uma corrente é sempre uma constante.
Imensidade ligada de infinito.
esta corrente me prende e perpetua.
Inserto nesse espaço eu sou um elo
da corrente que em mim se continua.
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Poema de João Mattos e Silva (1972).

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Caminho


Pintura de Corot, Ville d'Avray - Le Cavalier a l'entrée du bois (1873, Leilão da Christie's, Janeiro de 2010).

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«Se houver um caminho entre aquele que marcha e o objectivo para o qual tende, há esperança de o atingir; se faltar o caminho, de que serve o objectivo?»
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cena Familiar


Pintura de Aurélia de Souza, Cena Familiar (1911, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto.
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«He is the happiest, be he king or peasant, who finds peace in his home».
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Momentos ternos

Pintura de Bernardus Johannes Blommers, A Tender Moment (Leilão da Christie's, Janeiro de 2010).
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COME, my little children, here are songs for you;
Some are short and some are long, and all, all are new.
You must learn to sing them very small and clear,
Very true to time and tune and pleasing to the ear.

Mark the note that rises, mark the notes that fall,
Mark the time when broken, and the swing of it all.
So when night is come, and you have gone to bed,
All the songs you love to sing shall echo in your head.
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Quem não Ama, Desmente a Natureza


Pintura de Diaz de la Pena,  Lisière de Forêt (1871, Museu d' Orsay, Paris).
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Se a flor namora a flor que lhe é vizinha,
Se uma palma com outra enlaça os ramos,
Se nos prados, com cândidos reclamos,
Namora uma avezinha outra avezinha.

Se o mundo o seu Autor quando o sustinha,
Nos eixos do poder, que acreditamos,
Na longa rotação que divisamos,
Viu que, para o suster, Amor convinha:

Se Amor é um dever que impresso existe
Em tudo que vegeta a redondeza,
Em que o governo universal consiste:

Quem se exime de amor e a Amor despreza?
Quem ataca esta Lei? Quem lhe resiste?
Quem não ama, desmente a Natureza.
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Menino Jesus


Pintura de Josefa de Óbidos, Menino Jesus Salvador do Mundo (1673, Igreja Matriz de Cascais).
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O menino está dormindo
Nas palhinhas, despidinho,
Os anjos Lhe 'stão cantando
Por amor tão pobrezinho.
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O menino está dormindo
Nos braços da Virgem pura.
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Hossana lá nas alturas».
-
O menino está dormindo
Nos braços de São José,
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Gloria tibi domine».
-
O menino está dormindo
Um sono de amor profundo
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Viva o salvador do mundo»!
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Arco-íris


«A seguir, Deus disse a Noé e a seus filhos:
«Vou estabelecer a minha aliança convosco, com a vossa descendência futura e com os demais seres vivos que vos rodeiam: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, todos aqueles que saíram da arca. Estabeleço convosco esta aliança: não mais criatura alguma será exterminada pelas águas do dilúvio e não haverá jamais outro dilúvio para destruir a Terra.»
E Deus acrescentou: «Este é o sinal da aliança que faço convosco, com todos os seres vivos que vos rodeiam e com as demais gerações futuras: coloquei o meu arco nas nuvens, para que seja o sinal da aliança entre mim e a Terra. Quando cobrir a Terra de nuvens e aparecer o arco nas nuvens, recordar-me-ei da aliança que firmei convosco e com todos os seres vivos da Terra, e as águas do dilúvio não voltarão mais a destruir todas as criaturas. Estando o arco nas nuvens, Eu, ao vê-lo, recordar-me-ei da aliança perpétua concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na Terra.»
Dirigindo-se a Noé, Deus disse:
«Esse é o sinal da aliança que estabeleci entre mim e todas as criaturas existentes na Terra.»
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vamos cantar as janeiras...


Fotografia tirada na madrugada do dia 1 de Janeiro de 2010.
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Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
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Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
-
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
-
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
-
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
-
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Gaspar

Pintura de Gentile da Fabriano, Adoração dos Magos (1423, Museu dos Uffizi, Florença).
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«Tinha na cabeça uma coroa de brilhantes e dos seus ombros caía um grande manto vermelho coberto de muitas esmeraldas e safiras.
- Boa noite - disse ela -. Chamo-me Joana e vou com a estrela.
- Também eu - disse o rei -, também eu vou com a estrela e o meu nome é Gaspar».
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Sophia de Mello Breyner Andresen, A Noite de Natal (1959).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Baltasar


Pintura de Vasco Fernandes (Grão Vasco), Adoração dos Magos (1501-1506, Museu de Grão Vasco, Viseu).
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Esta pintura é uma curiosidae iconográfica da pintura portuguesa porque o Rei Mago negro é figurado por um índio brasileiro, o que remete para a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, em 1500.
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«Tinha na cabeça um turbante branco e dos seus ombros caía um longo manto verde bordado de pérolas. A sua cara era preta.
- Boa noite - disse ela. - O meu nome é Joana. E vamos com a estrela.
- Também eu - disse o rei - caminho com a estrela e o meu nome é Baltasar».
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Sophia de Mello Breyner Andresen, A Noite de Natal (1959).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Melchior


Pintura de Domingos Sequeira, Adoração dos Magos (1828)
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«Mas o vulto parou na sua frente e ela viu que era um rei. Tinha na cabeça uma coroa de oiro e dos seus ombros caía um longo manto azul todo bordado de diamantes.
- Boa noite - disse Joana.
- Boa noite - disse o rei -. Como te chamas?
-Eu, Joana´- disse ela.
- E chamo-me Melchior - disse o rei».
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Sophia Sophia de Mello Breyner Andresen, A Noite de Natal (1959).

domingo, 3 de janeiro de 2010

Janeiro

Gravura de Eugène Grasset, Janvier, in Les Mois (1896, Davidson Galleries).
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«The first requisite of success is the ability to apply your physical and mental energies to one problem without growing weary».
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A obra de arte


Pintura de Bazille, Atelier na rua Furstenberg (1865, Museu Fabre, Montpellier).
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«Une œuvre d'art est un coin de la création vu à travers un tempérament».
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010