segunda-feira, 14 de março de 2011

Pensando no Japão

Katsushika Hokusai, Humpback Bridge by the Kameido Tenjin Bridge (c. 1827-1830,  Museu do Hermitage, São Petersburgo)
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Bridge Over Troubled Water
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When you're weary, feeling small
When tears are in your eyes,
I will dry them all
I'm on your side
When times get rough
And friends just can't be found

Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

When you're down and out
When you're on the street
When evening falls so hard
I will comfort you
I'll take your part
When darkness comes
And pain is all around

Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

Sail on silver girl
Sail on by
Your time has come to shine
All your dreams are on their way
See how they shine
When you need a friend
I'm sailing right behind

Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.
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sábado, 12 de março de 2011

Sobre o descanso

«The time to relax is when you don't have time for it».
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Frase atribuída a Jim Goodwin e Sydney J. Harris 
...e que traduz bem a minha realidade - porque (de facto) não tenho tempo, mas por vezes tem mesmo de ser.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Porque a chuva está de volta I

Charles Burton Barber, Off to School (1883, Rehs Galleries, Inc., New York City).
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«Aujourd'hui, on prend un parapluie parce que la télé a dit qu'il allait pleuvoir. Autrefois, on aurait regardé le ciel».
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Marie Spartali Stillman

Hoje, no blogue PROSIMETRON, MR colocou um post sobre uma pintora que não conhecia, Marie Spartali Stillman (1844-1927). Fiquei curiosa sobre a obra desta artista, sobretudo devido a esta pintura, que achei muito bela: Madonna Pietra degli Scrovigni (1884, Walker Art Gallery, Liverpool).
Nas minhas breves pesquisas, descobri que esta pintora, ligada ao grupo Pre-Rafaelita, aparece retratada num quadro de Burne-Jones (1833-1898), The Mill (1882, Victoria and Albert Museum, Londres):
 
Marie Spartali Stillman também foi retratada por Dante Gabriel Rossetti (1828-1882):
Spartali estudou com Ford Madox Brown (1821-1893), a quem  Rossetti escreveu, em 1864: «I just hear Miss Spartali is to be your pupil. I hear too that she is one and the same with a marvellous beauty of whom I have heard much talk. So box her up and don’t let fellows see her, as I mean to have first shy at her in the way of sitting».
No quadro The Mill, de Burne-Jones, além de Marie Spartali, estão retratadas Maria Zambaco  (1843-1914) e Aglaia Coronio (1834-1906). Elas as três eram conhecidas como «as três graças», razão certamente pela qual foram representadas no quadro de Burne-Jones de acordo com a iconografia clássica do tema, como, por exemplo, em La Primavera de Botticcelli:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Escondidas

James Hayllar, Hide and seek  (1871).
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“One of life's primal situations; the game of hide and seek. Oh, the delicious thrill of hiding while the others come looking for you, the delicious terror of being discovered, but what panic when, after a long search, the others abandon you! You mustn't hide too well. You mustn't be too good at the game. The player must never be bigger than the game itself.”
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terça-feira, 8 de março de 2011

Leiria

De um passeio por Leiria, aqui ficam alguns registos fotográficos e um poema de Francisco Rodrigues Lobo (1579-1621):

Está a fermosa terra situada
Numa planície fresca e deleitosa
A huma rocha íngreme encostada,
Donde o Castelo a mostra mais fermosa;
De dous alegres rios rodeada,
E de fresca verdura graciosa, vales ao redor verdes, sombrios,
Que cortam mansamente os brandos rios.
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Os locais tendem a ter significados particulares para quem os vive. Para mim, Leiria é lugar de onde é oriundo o meu sogro (a casa dele era a da 4.ª fotografia a contar de cima), onde viveu a família do meu pai, mas também o local de nascimento de Afonso Lopes Vieira  (1878-1946) e o palco de O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós (1845-1900) - publicado em 1875. No entanto, só agora visitei a cidade com alguma atenção e, por artes do destino, ainda não consegui entrar na muralha do castelo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval

José Benlliure y Gil, A Carnival In Rome.
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«Em seguida á chegada do rei do Carnaval á Avenida começou a batalha das flôres e confetti...»
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domingo, 6 de março de 2011

Caminhos II

José Malhoa, Paisagem - Figueiró dos Vinhos - Abel Manta, Vista de Folgosinho (1925, Museu de Grão Vasco).
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Canto para uma voz II

Fui eu quem desceu à praia.
São de areia as minhas mãos
e são de mar os meus olhos.

(Vou pela vida cantando;
canto triste ou canto alegre
conforme chove ou faz vento)

Fui eu quem desceu ao vale.
São de pedras os meus olhos
e é transparente o olhar.

(Pelo mar vou navegando;
se há vento vou singrando
se não há fico a cismar)

Fui eu quem subiu à serra.
Os plátanos são meus desejos
e os matagais meus caminhos.

(Pelos montes vou consagrando;
tudo o que tenho e não tenho
seja feliz ou não seja).

Fui eu quem deixou a terra,
e pelo mar-oceano
deixou pedaços de olhar.

(Crescem urzes na planície,
sobem ciprestes nos vales
e eu canto triste ou alegre
conforme posso cantar.)
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João Mattos e Silva (1972).

Bom Domingo!

Alfred Smith, Le déjeuner sous les bois (Luncheon Under the Trees) (1903, Telfair Museums, Georgia).
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«Sunday clears away the rust of the whole week».
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Joseph Addison.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sábado

William Gunning King, Saturday Afternoon (1893).
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«Weekends don't count unless you spend them doing something completely pointless».
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quinta-feira, 3 de março de 2011

E papoilas


Alfredo Keil, Composição de papoilas e malmequeres (1878) - Pál Szinyei Merse, Meadow with Poppies (1896, Hungarian National Gallery) - Henri Gervex, Fillette dans un champ de coquelicots (1886) - Alfred Roll, La dame aux coquelicots (c. 1898 Musée d'Orsay, Paris).
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Outra flor de que gosto muito é a papoila. Segundo o Diccionario da linguagem das Flores (1868),  a papoila branca significa sono do coração, pois: «Extrahe-se da semente da papoula branca um oleo insipido, que acalma os sentidos e provoca o somno». A papoila encarnada do campo é alívio e consolação: «Todas as papoulas são mais ou menos narcoticas, e são empregadas as suas sementes, sob a denominação de dormideiras, para fazer cozimentos, applicados especialmente contra as dores de dentes, conseguindo-se muitas vezes por este meio algum allivio». A papoila cor-de-rosa tem o significado de «feliz encontro» e a papoila raiada quer dizer «não duvides».
Já vi algumas este ano e acho-as muito bonitas, sobretudo as vermelhas, pelo contraste com o verde dos campos. Para mim, elas estão sobretudo ligadas ao ramo da espiga, onde têm o significado de amor e vida. Este ano, o dia da espiga será no dia 2 de Junho. Será que vão haver papoilas nessa altura?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Violetas

 William Worchester Churchill, The Nosegay of Violets: Portrait of a Woman (1905).
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Eduard Manet, Bouquet Of Violets (1872).
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As violetas roxas são das minhas flores favoritas e fazem-me lembrar a minha avó e a Quinta de Santana, no Redondo, onde havia canteiros com violetas. Diz o Diccionario da linguagem das Flores (1868) que a violeta branca simboliza a candura e ingenuidade e a violeta roxa a modéstia, o que se deve provavelmente ao facto de serem pequenas e estarem escondidas na folhagem. No entanto são belas e exalam um perfume doce, que eu muito aprecio. Há um provérbio que diz: «A beleza sem graça é uma violeta sem perfume» (Citador). Para mim as violetas simbolizam o anúncio da Primavera e trazem-me a lembrança de alegres momentos da infância.
Mas as flores (ou os objectos em geral) têm significados diferentes para cada pessoa, que ultrapassam o simbolismo mais generalizado. Manet associava as violetas a Berthe Morisot, a quem ficou dedicado o bouquet de violetas do quadro que pintou em 1872. Sobre esse assunto, é de referir um interessante texto de Dominique Bonat, citado por MR no PROSIMETRON, em Novembro de 2010. Aqui fica o link.

terça-feira, 1 de março de 2011

Retrato e natureza morta

«(…) Reconocemos, pues, que el retrato presenta un aire de família com la naturaleza muerta; en ambos casos el elemento representado está en pose, es decir, dispuesto en la escena por un autor y no “captado” en su movimento natural. (…)».
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Oman Calabrese (1993).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Março

 Calendário de 1911, publicado por Japonisme, adaptado para 2011.
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"Winds of March, we welcome you,
There is work for you to do.
Work and play and blow all day,
Blow the Winter wind away."
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quotidiano II

Koloman Moser, Bilderbuch für die Nichte von Ditha Mautner von Markhof (1904, Sammlung Richard Grubman und Carolin Mortimer).
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«Space and light and order. Those are the things that men need just as much as they need bread or a place to sleep».

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A propósito de Artur Loureiro

Artur Loureiro, Em Repouso ou Descanso da Artista (1882, Museu do Chiado, Lisboa).
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Este quadro de Artur Loureiro (1853-1932) interessa-me por vários motivos. Pela beleza, serenidade, e naturalismo. Mas também pela figura de mulher, vestida de negro, retratada de perfil, num espaço exterior. Ela estaria a pintar e interrompeu o que fazia, estando a observar o trabalho que fez, que está no chão, à sua frente.
A mulher retratada era uma australiana, Marie Huybers, com quem Loureiro veio a casar e teve dois filhos, um rapaz e uma rapariga. Nesta altura, Loureiro estava a viver em Paris como bolseiro em pintura de paisagem, tendo exposto no Salon parisiense de 1880 a 1882.
Em 1884, Loureiro foi viver para a Austrália com a mulher. Foi membro da Australian Art Association e professor de Design no Presbyterian Ladies' College. Em 1899 recebeu uma medalha de ouro em Londres e, em 1900, uma medalha de 3.ª classe em Paris. Segundo Suzanne G. Mellor: «His work was known for its broad, free handling and fresh out-of-doors feeling», características que já se observam plenamente neste Em Repouso.
No ano de 1901, regressou ao Porto.

Algumas das suas obras pertencem à National Gallery of Victoria, entre elas esta belíssima pintura intitulada The seamstress's reverie (1887).


No Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto) está patente uma exposição sobre este artista, até 24 de Abril, a qual (infelizmente) ainda não tive a oportunidade de visitar.

As informações biográficas sobre Artur Loureiro foram retiradas dos sites da Universidade do Porto e do Australian Dictionnary of Biography.

Quotidiano I


Francisco Oller y Cestero, El estudiante (1874, Old Paint blog)
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«Toute représentation picturale d’un être ou d’un object signifie aussi qu’ils sont dignes d’êtres représentés, qu’ils méritent de retenir l’attention, de survivre à l’instant de leur apparition. La peinture est, intrisèquement, éloge de ce qui est peint (…)».
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Tzvetan Todorov (1993).

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quotidiano

 Pieter Bruegel o Velho, Bauernhochzeit (1568, Kunsthistorisches Museum, Viena).
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Pieter Bruegel o Velho, Peasant Wedding Dance (1607, The Walters Art Museum, Maryland).
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«(...) un art du quotidien – représentations de personnes aux visages sympathiques, appartenant aux classes moyennes et défavorisées, ayant des mœurs quotidiennes et des actions ordinaires, dans des intérieurs domestiques».
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Marie Gueden (2008).

O percurso do olhar




 Diego Velázquez, An old woman cooking eggs (1618, National Gallery of Scotland).
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«le parcours du regard se constitue d’un va-et-vient du détail à l’ensemble et de l’ensemble au détail, et comment l’effet de plaisir du tableau tient à cette possibilite d’oscillation, entre rapprochement et mise à distance de ses parties».
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Daniel Arasse (1992).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Interiores

 Leonard Campbell Taylor, Looking into the pantry.
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Artur Loureiro, Cena de interior com menina (1911).
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Duas pinturas diferentes e semelhantes. 
Leonard Campbell Taylor (1874-1969) apresenta-nos um longo corredor, quase centralizado, que desemboca numa cozinha (do lado direito). Junto da cozinha está uma porta aberta. Vemos duas figuras, uma das quais é uma mulher que enfrenta o pintor (ou espectador). 
Artur Loureiro (1853-1932) apresenta um corredor mais curto, que desemboca também numa cozinha (ou assim parece). A perspectiva é descentralizada e do lado esquerdo vemos uma menina embrulhada num xaile, mas que não nos olha: está remetida para os seus pensamentos.
O que me intriga é o porquê destes quadros. Há jogos de luz evidentes, que são explorados por ambos os artistas. Há ainda uma exploração da perspectiva longa do corredor - no quadro de Loureiro é acentuada pelas tábuas de madeira. 
No primeiro quadro, há uma figura escura (masculina?) que está no ponto de fuga, assim como uma janela por onde entra muita luz, mas o seu papel é secundarizado pela mulher de vermelho junto da porta. Nós estamos a olhar para a cozinha, mas é essa mulher que nos devolve o olhar. 
No quadro de Loureiro o ponto de fuga está na cozinha, onde a luz entra por uma janela. Mas o nosso olhar alterna entre esse foco de atenção e a menina, cuja veste escura contrasta com a parede branca. 
Se no primeiro caso temos um jogo de olhares e de perspectivas, no segundo temos um quadro intimista, convidando à introspecção.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cadeira de São Pedro

O post de hoje é sobre a Cadeira de São Pedro que é celebrada amanhã (dia 22) na Igreja Católica. Vi que existia esta celebração no calendário, mas não sabia o significado, por isso decidi fazer alguma pesquisa na internet.

Segundo a wikipedia (de onde são também as imagens) a Cátedra de Pedro ou Cadeira de São Pedro (Cathedra Petri em latim) é uma relíquia conservada na Basílica de São Pedro em Roma, dentro de um compartimento de bronze projectado e construído por Gian Lorenzo Bernini entre 1647 e 1653, que possui a forma de uma cadeira. Alguns historiadores afirmam que a cadeira foi utilizada pelo próprio São Pedro, outros afirmam que foi um presente de Carlos II de França ao Papa Adriano II em 875.
Dentro do relicário está a antiga cadeira de São Pedro:
Documentos dos primeiros tempos indicam que duas festas litúrgicas eram celebradas em Roma, em honra a antigas cadeiras associadas a São Pedro, uma delas era mantida na capela baptismal da Basílica, outra nas catacumbas de Priscila. As datas destas celebrações eram 18 de Janeiro e 22 de Fevereiro. As festas foram associadas ao conceito da «Cátedra de São Pedro», que significa o posto episcopal do Papa como Bispo de Roma. As duas festas foram incluídas no Calendário Tridentino, em 1604. No ano de 1960, o Papa João XXIII removeu do calendário romano o dia 18 de Janeiro,  mantendo o dia 22 de Fevereiro para a celebração da Cadeira de São Pedro. 

Chávenas de porcelana


Paula Modersohn-Becker, Stillleben mit blauweißem Porzellan und Teekesse (1900, Niedersächsisches Landesmuseum, Hannover) - Manuel Jardim, Natureza Morta (Museu Nacional de Machado de Castro, Coimbra).
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Estas duas pinturas fazem-me lembrar chás e pequenos-almoços, servidos em louças bonitas. Apesar de não saber se as chávenas de Manuel Jardim (1883-1923) são de chá - pois parece-me antes um café servido no final de uma refeição - achei que ficavam bem junto das chávenas de Paula Modersohn-Becker (1876-1907). A propósito delas, lembrei-me de um haikai que encontrei na revista Contemporânea de 1922:

«Entre la tasa rosa van, entre luceros,
suscitando un vago temblor de campana,
los poetas chinos, como jardineros,
que cuidan las rosas de la porcelana».
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Adriano del Valle, in Contemporânea (n.º 4, Outubro de 1922).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Espelho

Entre várias imagens de Nossa Senhora da Conceição, deparei-me com esta de Murillo (1618-1682), que me causou admiração sobretudo (confesso) pelo pormenor do espelho, segurado pelos anjos. Para além da beleza das figuras, interessou-me o detalhe, pois, o espelho é um dos emblemas da Imaculada Conceição. Segundo as Litanias, ela é "Specula sine macula", assim como também surge neste emblema :
E aqui fica La Inmaculada Concepción (1665-1675, Museu do Prado, Madrid) de Murillo, onde também se vêem outros símbolos Marianos, como a palma da vitória e a Lua (crescente) debaixo dos pés.