sábado, 11 de janeiro de 2014

Adenda a Xadrez (bem lembrada por APS)

Maria Helena Vieira da Silva, A partida de xadrez (La partie d'échecs) (1943, Musée National d'Art Moderne / Centre George Pompidou, Paris - Link)
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Maria Helena Vieira da Silva, Xeque-mate (Échec et Mat) (1949, Galerie Jeanne Bucher, Paris - Link)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Xadrez

«Chess, like love, like music, has the power to make people happy.»
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Lewis chesspieces (1150-1200, British Museum - Link)
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Sofonisba Anguissola, Lucia, Minerva and Europa Anguissola Playing Chess (1555 - Link)
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Cornelis de Man, The Chess Players (c. 1670, Szépmûvészeti Múzeum, Budapest - Link)
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Moore (?), Jogando Xadrez (Museu de Lamego - Link)
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Jean-Léon Gérôme, Arnauts Playing Chess (1859, Wallace Collection, London - Link)
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Thomas Eakins, The Chess Player (1876, Metropolitan Museum of Art, New York - Link)
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«While all artists are not chess players, all chess players are artists.»
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Marcel Duchamp, Chess Game (1910, Philadelphia Museum of Art, Philadelphia - Link)
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Paul Klee, The great chess game (1937, Kunsthaus, Zurich - Link)
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Paul Wunderlich, A Game of Chess (Link)
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Rosa Ramalho, Bispo preto (séc. XX, Museu Nacional de Etnologia - Link)
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Links interessantes sobre o tema:

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Memória e Distracção

Evert Oudendyck, Um erudito (séc. XVII, Palácio Nacional da Ajuda - Link)
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«(...) O discernimento ajuda a memória, classificando o materiais que esta reuniu, de tal maneira que numa memória bem ordenada, cada ideia surge sempre acompanhada de todas as suas consequências. Mas é verdade que a memória, tal como o discernimento, só pode ser aplicada com êxito a um determinado número de ideias. Por exemplo, recordo, quando necessário, tudo aquilo que alguma vez aprendi acerca das ciências exactas, da história dos homens e acerca da Natureza; por outro lado, acontece-me esquecer o meu relacionamento momentâneo com os objectos que me rodeiam. Ou seja, não vejo aquilo que está diante dos meus olhos e não ouço aquilo que me gritam aos ouvidos, o que me confere por vezes um ar de distracção.»
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Jan Potocki, Manuscrito encontrado em Saragoça, Vol. I, Lisboa, Editora Cavalo de Ferro, 2004, p. 290.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Hora do Recreio

Maurice Prendergast, Skipping Rope (1892-1895 - Link)
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Alberto Lacerda, Cabra-Cega (1914, Museu José Malhoa - Link)
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Agostinho Salgado, Recreio (1940, Museu José Malhoa - Link)
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William H. Johnson, Children Dance (1944 - Link)
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Rosa Ramalho, Crianças no recreio (Museu Nacional de Etnologia - Link)
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Escola (de novo)

Silva Porto, Regresso da Escola (Palácio do Correio Velho)
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Aprender a estudar

Estudar é muito importante,
mas pode-se estudar de várias maneiras....
Muitas vezes estudar não é só aprender
o que vem nos livros.

Estudar não é só ler nos livros
que há nas escolas.
E também aprender a ser livre,
sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante,
às vezes urgente.
Mas os livros não são o bastante
para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever,
mas também a viver, mas também a sonhar.
É preciso aprender a crescer,
aprender a estudar.

Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros,
a ajudar os outros,
a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros
aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo
e ter um amigo também é estudar.

Estudar também é repartir,
também é saber dar
o que a gente souber dividir
para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado
sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos fôr apontado
é sabê-lo emendar.
É preciso em vez de um tinteiro,
ter uma cabeça que saiba pensar,
pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.

Cantar todas as papoilas de um trigal
é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música,
quando se ouve um pássaro,
pode ser a mais bela redacção do mundo...
mas pensar é tudo!
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dia de Reis

Adoração dos Reis Magos (séc. XIV, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Os Três Reis Magos, segundo a tradição cristã ocidental, são santos e têm os nomes de Melchior, um sábio persa, Gaspar, um sábio da Índia e Baltazar, um sábio árabe. São representados como reis e simbolizam as três idades do Homem. Gaspar é figurado como um velho e traz o ouro, sendo o primeiro a ajoelhar-se junto de Cristo. Melchior é um homem de meia-idade e oferece o incenso. Baltazar é jovem, geralmente de pele negra, e traz mirra. Na Igreja Cristã Ocidental, o Dia de Reis corresponde a um dia de Epifania e é celebrado no dia que se segue aos 12 Dias de Natal. (Link)
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Oficina Simon Bening, Horas da Virgem - Adoração dos Magos (1530-1534, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Vasco Fernandes  e Francisco Henriques, Adoração dos Reis Magos - Políptico da Capela-Mor da Sé de Viseu (1501-1506, Museu Grão Vasco - Link))

(detalhe de Baltasar, figurado como um índio americano)
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Adoração dos Reis Magos - Contador (1651-1700, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves - Link)
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António e Dionísio Ferreira (atribuído), Peça do Presépio da Madre de Deus - Cavalgada dos Reis Magos (1700-1730, Museu Nacional do Azulejo - Link)
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Painel de azulejos de composição figurativa - Adoração dos Reis Magos (1760-70, Museu Nacional do Azulejo - Link)

domingo, 5 de janeiro de 2014

As Romãs

(Link)
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Sempre foi costume comer romãs em minha casa por altura do Dia de Reis. Num artigo de 2009 de um blogue (Link) encontrei alguma informação que vou aqui resumir:

«A romã foi sempre considerada um símbolo de fertilidade (...). É esse sentido que é atribuído à romã nos desenhos das colchas de Castelo Branco (...). São de inspiração indo-portuguesa, existem vários tipos e é no modelo popular, ou nas colchas de noivado, que se reproduz mais frequentemente a romã.
Mas o fruto ganhou outros significados relacionados com o casamento e o amor. Com o tempo passou também a atribui-se-lhe um sentido de abundância que passou a englobar a prosperidade e a riqueza. O povo, como o seu sentido prático, diz que no «Dia de Reis deitam-se três bagos de romã no lume para o ter aceso, três bagos na caixa do pão e três no bolso do dinheiro para ter dinheiro e pão (Teófilo Braga, em «O povo Português suas crenças e costumes»).
Mas o costume que eu recordo desde pequenina, na Covilhã, era o de comermos romã no dia de Reis, para termos fartura. Mas para isso era necessário guardar a coroa da romã, juntamente com uma moeda atada, numa gaveta. No ano seguinte, depois dos Reis, dava-se a moeda a um pobre e repetia-se o ciclo (...).
Em Portalegre existia também esse costume e encontrei também referência ao mesmo em Castelo de Vide, onde é tradição pelo dia de Reis comer uma romã. Aí primeiro comem-se cinco grãos dizendo: "Em louvor dos Santos Reis", e pede-se um desejo que não pode ser revelado».
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Sandro Botticelli, Madonna della Melagrana (c. 1487, Galleria degli Uffizi, Florença - Link)
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Louise Moillon, Still-life with pomegranate and bigarades on a basket (depois de 1641 - Link)
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William-Adolphe Bouguereau, Title Girl with a pomegranate (1875 - Link)
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Theodule Augustine Ribot, Still Life with a Pomegranate (Link)
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Maluda, Romã (1984 - Link)
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Emília Matos e Silva (1999 - Link)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Edelweiss

Adele Schuster, Alpenblumen (Link)
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Astérix chez les Helvétes (Link)
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O Inverno

Velho, velho, velho
Chegou o Inverno.

Vem de sobretudo,
vem de cachecol,
o chão onde passa
parece um lençol.

Esqueceu as luvas
perto do fogão:
quando as procurou,
roubara-as um cão.

Com medo do frio,
encosta-se a nós:
dai-lhe café quente
senão perde a voz.

Velho, velho, velho
Chegou o Inverno.
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Eugénio de Andrade,
in Poetas de Hoje e de Ontem para os Mais Novos, Escritório, 5.ª edição, 2012, p. 39.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O mês de Janeiro

Seguindo as palavras do blogue Cozinha dos Vurdóns, proponho entrar em 2014 com

«os pés nos chão, os olhos no horizonte e a mente nas estrelas».
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George Bernard O'Neill, New Year's Day (1889 - Link)
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«Hope
Smiles from the threshold of the year to come, 
Whispering 'it will be happier'...»
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Irmãos Limbourg, January: Banquet Scene, Très Riches Heures du Duc de Berry (Musée Condé, Chantilly - Link)
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Oficina Simon Bening, Livro de Horas D. Fernando / Calendário (mês de Janeiro) (1530-1534, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Atribuído a António de Holanda, Livro de Horas de D. Manuel I / Calendário (mês de Janeiro) (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Fern CoppedgeJanuary Sunshine (Link)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Com Votos de Boas Entradas no Ano de 2014

Hoje prepara-se a entrada no novo ano. 
Manda a tradição que se esteja atento aos relógios:

Gio Pietro Callin, Relógio de mesa (finais do séc. XVII, Palácio Nacional da Ajuda - Link)
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Ao jantar é costume comer marisco e ananás
Avelino António Soares Belo, Mísula (1899, Museu da Cerâmica - Link)

Ilya MashkovStill life with pineapples (1938, Tretyakov Gallery, Moscow - Link)
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Ao passar da meia-noite deve-se:

1) Subir a uma cadeira (para subir na vida);
Cadeira (séc. XVIII-XIX, Palácio Nacional de Queluz - Link)

2) Comer 12 passas e pedir 12 desejos;
Raphaelle PealeStill Life: Wine, Cakes and Nuts (1819 - Link)

3) Beber champanhe ou espumante;
Taça para Champanhe (1875-1910, Palácio Nacional da Ajuda - Link)

4) Entrar com o pé direito;
Jean Auguste Dominique IngresStudy of Hands and Feet for The Golden Age (1862, Fogg Art Museum, Cambridge - Link

5) Bater em tachos
Tacho de cobre e estanho (Séc. XVIII-XIX, Palácio Nacional de Sintra - Link)
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Costuma haver fogo de artifício
Dirk Langendyck, Fogo de artifício numa praça (1770-1805, Museu Nacional de Arte Antiga - Link)
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Pensar no futuro
Moise Valentin, A leitura da sina (séc. XVII, Palácio Nacional da Ajuda - Link)
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E fazer votos de Feliz Ano Novo!
(Link)