terça-feira, 7 de março de 2017

Pensamentos I

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«A great philosopher once wrote, "In times of peace, the warlike man attacks himself."
This is the root of all our problems.
And by "this," I mean "we."
We are the root of all our problems our confusion, our anger, our fear of things we don't understand.
Violence, in other words, is ignorance.»
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Legion (2017)

sexta-feira, 3 de março de 2017

Viajar

David Davies, From a distant land (1889, Art Gallery of New South Wales, Sydney)
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“Travel is fatal to prejudice, bigotry, and narrow-mindedness, and many of our people need it sorely on these accounts. Broad, wholesome, charitable views of men and things cannot be acquired by vegetating in one little corner of the earth all one's lifetime.”
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Mark Twain.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Etimologias II

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«Chamamos ao rosto facies pelo aspecto que apresenta (effigies): nele mostra toda a figura do homem e por ele pode conhecer-se cada pessoa. Denomina-se também vultus, porque através dele mostra a vontade do homem. E segundo os desejos, assim muda também a expressão do rosto. Não obstante, entre estes dois nomes existe uma diferença: facies designa simplesmente o aspecto natural de cada pessoa; enquanto que vultus indica o estado de ânimo em que se encontra. A fronte (frons) é assim denominada pelas aberturas (foramen) dos olhos. Na sua expressão se reflectem, como numa imagem, os estados anímicos, a alegria ou a tristeza. (...)»
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Santo Isidoro de Sevilha, Etimologias (XI, 33-35), Madrid, La Editorial Católica, 1983, p. 19.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Azul

Manga de botica (Séc. XVII, Paço dos Duques de Bragança, Guimarães)
 
Joahannes Vermeer, Woman reading a letter (Woman in Blue Reading a Letter) (c. 1662-1663, Rijksmuseum, Amsterdam)
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James McNeill Whistler, Blue and Silver Trouville (1865)
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Camille Corot, The Woman in Blue (1874)
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João Vaz, No Tejo (Marinha) (c. 1897, MNAC)
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Robert Lewis Reid, Girl in Blue Kimono (1911)
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Franz Marc, Blue Horse I (1911)
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Paul Klee, Die Zwitscher-Maschine (1922)
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Amadeo Modigliani, Little girl in blue (1918)
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Joan Miró, Blue III (1961, Georges Pompidou Center, Paris)
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Mark Rothko, Blue Divided by Blue (1966)
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Obrigada Sandra!

Recebi hoje e fiquei muito contente:
 
Um escorpião, por causa do meu signo :-)

Um marcador de livros lindíssimo, da exposição no Fries Museum sobre Alma-Tadema. detalhe da pintura A Coign of Vantage (1895)
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Gostava de ver esta exposição e já tenho um bocadinho dela em casa. Conheço mal o pintor e fui espreitar na internet. É uma obra que transmite beleza e tranquilidade, com muita luz, que é algo de que gosto muito.
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E ainda um postal da pintura de Sir Lawrwnce Alma-Tadema, Unconcious Rivals (1893, Bristol Museum)
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Veio também um conjunto de duas borrachas em forma de noz para os meus filhos, que eles adoraram! - tentei fotografar mas não ficou nada de jeito...
Mais uma vez: Obrigada :-) Foi uma surpresa muito agradável.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Exposição de Helena Roque Gameiro

Joshua Benoliel, Helena Roque Gameiro ensinando no atelier da Rua D. Pedro V, em Lisboa (c.1912)
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Sob o título de «Flor de Água: Helena Roque Gameiro (1895-1986) - Aguarela e Artes Aplicadas», a exposição está patente até 26 de Fevereiro na Casa Roque Gameiro, na Amadora, foi comissariada por Sandra Leandro, que escreveu:
«Com um destino pouco comum para uma mulher do seu tempo, cedo ganhou independência económica, de decisão e de movimentos reunindo em si um misto de força e fragilidade. Filiada na estética Naturalista, adoptando os trilhos artísticos do pai, seguiu os seus caminhos até ao fim, aceitando simplesmente embelezar o mundo. Obra serena quer na temática, quer na técnica, revelou um modo de ser em acerto com o gosto do seu tempo, reconhecida pelos seus pares, foi acompanhada por boa fortuna crítica e êxito comercial. (...)»
Torre e Casario (c. 1916)
 
Cozinha de Minde (1921)
 

Alpendre da toca (c. 1950-1960)
 
 
Paraíso

Leitão de Barros (atr.), Jarra de Helena (c. 1950)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A arte de lavar roupa

Gabriel Metsu, Washerwoman (National Museum, Warsaw)
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Jean-François Millet, Les Lavandières
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Giovanni Boldini, The laundry (1874)
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Mykola Pymonenko, Laundry
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Silva Porto, As lavadeiras, Tapada da Ajuda (1879-1880, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves)
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Artur Loureiro, Uma lavadeira dos arredores de Paris (estudo) (1881, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)
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José Malhoa, Clara (1903, Museu do Chiado - MNAC, Lisboa)
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Pierre-Auguste Renoir, Laundresses (1912)
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Carlos Bonvalot, Interior (1918, Museu do Chiado - MNAC, Lisboa)
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Américo Gomes, Monte Cativo - Porto / Lavadouro Público (1838, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto)
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Aldeia da Roupa Branca (1938)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sorolla vs. Carlos Reis

Joaquín Sorolla y Bastida, Mending the sail (1896)
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Carlos Reis, Engomadeiras (1915, MNAC)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Etimologias I

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«(...) os gregos deram ao homem a denominação de ánthropos, porque, tendo a sua origem na terra, levanta o seu olhar para as alturas, até à contemplação do seu artífice.
(...)
A parte fundamental do corpo é a cabeça. E deu-se-lhe o nome de caput porque nela têm a sua origem (initium capiant) todos os sentidos e todos os nervos, e porque dela procede todo o princípio de vida. Nela se encontram todos sentidos. Vem a ser como a personificação da própria alma, que vela pelo corpo.»
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Santo Isidoro de Sevilha, Etimologias (XI, 1, 25), Madrid, La Editorial Católica, 1983, pp. 13-17.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Para o Dia Mndial do Gato

August Macke, Still Life with Cat (1910, Lenbachhaus Art Gallery, Munich)
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Hoje comemora-se o Dia Mundial do Gato. A 8 de Agosto comemora-se o Dia Internacional do Gato, mas também há o dia de abraçar o gato (4 de Junho) e o dia do gato preto (17 de Novembro) - link. Como gosto dos felídeos, achei que seria uma boa desculpa para colocar aqui uma pintura que descobri recentemente, de August Macke, com um gato de ar satisfeito, junto de peças de cerâmica, uma sardinheira e uma pintura (ou cartaz?) de uma banda (de jazz?).
É ainda uma boa oportunidade para colocar aqui outros gatos, incluindo uns que estão na exposição «Animais na Cerâmica Caldense. Colecção de João Maria Ferreira», patente no Museu da Cerâmica, e que afinal só encerra dia 28 deste mês.
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Júlio Pomar, O gato das botas
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José Joaquim Pinto da Silva, 2º Visconde de Sacavém, Atelier Cerâmico, Taça (lã). Gato (1892-1896, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
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Rafael Bordalo Pinheiro, Fábrica Bordalo Pinheiro, Gata "Pili" (1908-1920, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
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Herculano Elias, Paliteiro. Gato a Tocar Violino (1888-1939, Colecção de João Maria Ferreira - © Margarida Araújo)
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Lisa Larsen, Moses

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Arquimedes e a coroa de Hierão

Domenico Fetti, Arquimedes pensativo (1620, Gemäldegalerie Alte Meister, Dresden)
 
«Arquimedes também descobriu muitas coisas admiráveis (...). De todas elas exporei uma que parece ter sido gizada com profunda sagacidade. Hierão reinava em Siracusa com excesso de régio poder e determinou colocar uma coroa votiva de ouro num determinado templo, dedicada aos deuses imortais, comemorando os seus feitos. Providenciou os dinheiros necessários e pesou a quantidade certa de ouro para o adjudicatário. Este, no tempo aprazado, levou à apreciação do Rei a obra finamente lavrada (...).
Todavia, constou que teria sido retirado ouro e teria sido acrescentado o equivalente em prata nesta execução da coroa. Hierão, ofendido por ter sido ludibriado e não encontrando maneira de provar o furto, pediu a Arquimedes que se encarregasse da resolução do caso. Aconteceu então que este, pensando nisso, ao dirigir-se aos banhos públicos, tendo entrado na banheira reparou que saía dela uma quantidade de água equivalente ao seu corpo (...). Vendo que isto era a solução, não ficou ali mais tempo, antes, cheio de alegria, saltou para fora da banheira e, correndo nu para casa, gritava em alta voz que tinha descoberto (...). Com efeito, correndo, clamava muitas vezes, em grego: eureka, eureka*!
Então, levado pela sua descoberta, segundo se diz, utilizou duas barras de peso igual ao da coroa, sendo uma de ouro e outra de prata. Tendo feito isto, encheu com água um grande vaso, até aos bordos, no qual introduziu a barra de prata. Vazou tanta água quanto o volume introduzido dentro do vaso (...).
Tendo feito esta experiência, introduziu do mesmo modo (...) a barra de ouro e (...) concluiu que havia vasado em menor quantidade: era tanto menos quanto a massa do mesmo peso do ouro em relação ao da prata. Por fim, posta a própria coroa na mesma água com o vaso repleto, descobriu que transbordara mais água com a coroa do que com a  barra de ouro que tinha o mesmo peso e assim, (...) concluiu pela mistura da prata no ouro e pela manifesta burla do adjudicatário.»
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* encontrei, encontrei!
Vitrúvio, Da Arquitectura (IX, 9-12), in M. Justino Maciel, «Os "Proæmia" Vitruvianos», in Estudos de Arte e História, Homenagem a Artur Nobre de Gusmão, Lisboa, Vega, 1995, pp. 366-367.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

As mãos de Rodin

La Cathédrale (1908, Musée Rodin, Paris)
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Le Secret (1910, Musée Rodin, Paris)
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Mains d'amants (1908, Musée Rodin, Paris)
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La Main de Dieu ou La Création (1896 ?, Musée Rodin, Paris)