sexta-feira, 5 de julho de 2019

Uma frase

William Hogarth, The Laughing Audience (ou A Pleased Audience)
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«Convém sempre que nos esforcemos mais por ser interessantes do que por ser exactos; porque o espectador perdoa tudo menos a sonolência».
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Voltaire.
Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 16.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Do orientalismo oitocentista

Sala Árabe, Palácio da Pena (site Experitour.com)
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«Ao entrarmos nesta sala, somos convidados a observar o excepcional trabalho de "trompe l'oeil", representando o interior de um palácio árabe.
Mas que palácio será este? Olhando sobre as janelas desta dependência, aparece-nos tanto na primeira como na segunda, o nosso Palácio da Pena, quer pintado de nascente, quer de poente.
A resposta à questão levantada anteriormente está logicamente dada: o interior deste belo Palácio árabe é o Palácio da Pena.
Neste sentido se poderá entender um dos aspectos mais significativos do romântico: este imenso, infinito gosto pelo "exótico", pelo "orientalismo" e pelo "extravagante".
(...)
Em suma, o ambiente denso desta dependência evoca voluntariamente que o exotismo não é mais que a leve fuga duma moral inflexível do século XIX.
De igual modo, o orientalismo funciona, como escape saudável do imaginário de uma sociedade vitoriana.
(...)
Por outro lado o "dandy" da época, toma o gosto pelas viagens ao Egipto, norte de África e até Médio Oriente. Vários pintores viajavam por essas paragens e o "elegante" sente-se exuberantemente fascinado por novas civilizações que se lhe deparam. O próprio Rei visita Tânger em 1856.
(...)
Finalmente, o lustre e os apliques são de faiança branca - marfim, duma das melhores séries de Meissen. Este, é mais um exemplo, de como o gosto europeu se misturava com o orientalismo e o gosto islâmico, sem conflitos ou choques para a mentalidade da época».
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José Manuel Carneiro, «Caminhos do Romantismo», in Romantismo, Sintra nos Itinerários de um Movimento, Sintra, Instituto de Sintra, 1988, p. 82-83.
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Detalhes da pintura decorativa de Paulo Pizzi (pintura de 1854, site Lisboa.360º)

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Termos de Arte e de Arquitectura - Árvore da Vida

Pacino di Buonaguida, Árvore da Vida (1305-1310, Galleria dell'Accademia, Florença)
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«Tema iconográfico muito difundido na arte medieval. É uma das formas com que é representada a cruz cristã: uma árvore rica de flores e folhas contendo imagens dos profetas, que lembra de modo simbólico o sacrifício feito por Cristo. Os primeiros exemplos conhecidos que representam tal tema, estão contidos em iluminuras do século XII, mas o período de maior difusão foi o século XIV. Em Itália, pode-se admirar a Árvore da Vida de Pacino de Buonaguida, conservada na Galleria dell'Academia de Florença».
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In Dicionário de Termos Artísticos e Arquitectónicos, Público, 2006, pág. 42.
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Castelo Branco, Colcha "Árvore da Vida" (Séc. XIX, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)

terça-feira, 2 de julho de 2019

Da Fotografia em Portugal - António da Silva Salavisa

Castelo Branco em 1930 (1930, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)
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Construção do edifício do Banco de Portugal (1928-1929, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)
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Convento de Stº António dos Capuchos (1940, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)
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Miradouro de S. Gens (1950-1959, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Do Desenho segundo Francisco de Holanda

Michelangelo, Madonna, Child and St.John the Baptist (c. 1530, British Museum, Londres)
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«(...) Mas escrevo daquela ciência não só aprendida por ensino doutros pintores, mas Naturalmente Dada por o Sumo Mestre Deus gratuita no Entendimento procedida de sua Eterna Ciência. a qual se chama Desenho e não Debuxo, nem Pintura. O qual Desenho assim Natural no Entendimento por Deus de que Ele tem a Glória de quem nasce. É uma coisa tão grande e um dote tão Divino, que o mesmo que Deus obra nele naturalmente, obra Ele e em todas as obras que podem ser feitas ou Imaginadas. E assim como este Desenho criado no Entendimento ou Imaginativa é nascido da Eterna Ciência (...), assim a nossa Ideia crida dá origem e invenção a todas as outras obras Artes e  ofícios que usam os mortais. De que redunda toda a glória deste negócio não a Apeles, não a Miguel Ângelo, não aos outros presuntuosos como eu, mas ao Dador e Inventor de todos os Entendimentos, que é Deus. Assim que seja Ele por Isto de Infinita Glória como merece Louvado, e eu abatido como inútil que sou».
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Francisco de Holanda, Lembrança Ao muyto Serenissimo e Christianissimo Rey Dom Sebastiam: De quãto Serve A Sciencia do Desegno e Etendimento da Arte da Pintura, na República Christam Asi na Paz Como na Guerra (Lisboa, 1571). In Jorge Segurado, Francisco d'Ollanda, Lisboa, Edições Excelsior, 1970, página 139.

sábado, 29 de junho de 2019

No Dia de São Pedro e São Paulo

Simão Rodrigues, São Pedro e São Paulo (Séc. XVII, Museu Grão Vasco)
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dois anos postei esta pintura, de Simão Rodrigues (entre outras), e na altura escrevi que um dia gostaria de aprofundar o tema da iconografia conjunta de São Pedro e São Paulo. Assumo que ainda não o fiz, mas hoje acrescento uma iluminura, do século XVI.
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António de Holanda (atribuído), Livro de Horas (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga)

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Com votos de bom fim de semana!

Herbert Barnard John Everett, The ‘Cutty Sark’, Bow View (c. 1930, National Maritime Museum, Londres)
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Já em 27 de Agosto de 2013 tinha postado esta pintura, mas só agora me dei conta que a data que então coloquei (1869) estava errada, pois 1869 é a data de construção barco Cutty Sark. De facto, o pintor John Everett viveu entre 1876 e 1949, a pintura é da década de 30 do século XX. Estive a investigar rapidamente o resto da obra deste artista e fiquei maravilhada, pelo que noutro dia irei postar outras obras.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Akseli Gallen-Kallela

View from North Quay (1891, Helsinki City Museum)
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Embora já em 2013 tenha postado no blogue uma pintura deste artistas finlandês (Lake Keitel, 1905), só há pouco tempo descobri a pintura que coloco hoje, que me fez curiosidade de procurar outros trabalhos do mesmo artista. Fica mais uma pequena amostra e, para aprofundar, remeto, por exemplo, para o artigo «Akseli Gallen-Kallela (1865-1931). A Finnish Passion», de Jean-David Jumeau-Lafond (The Art Tribune, 15 de Fevereiro de 2012).
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Gallen-Kallela Mother (1896, National Museum, Estocolmo)
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Red Sea, Suez (1909, Gallen-Kallela Museum, Tarvaspää)
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Native Americans on horseback and wagons in New Mexico (1924, Gallen-Kallela Museum, Tarvaspää)

quarta-feira, 26 de junho de 2019

terça-feira, 25 de junho de 2019

Da Natureza

Vincent Van Gogh, Sunny Lawn in a Public Park (1888, Merzbacher Collection, Zurique)
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«O livro da natureza conhece todos os anos uma nova tiragem»
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Hans Christian Andersen.
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Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 431.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Bom Dia de São João!

São João Baptista (Séc. XVI, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)

domingo, 23 de junho de 2019

Para o Rui Lima que faz anos hoje

Com votos de muitas felicidades!
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Juan Gris, The Book of Music (1922)
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«Tâchez de garder toujours un morceau de ciel au-dessus de votre vie».
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sexta-feira, 21 de junho de 2019

E com votos de bom Verão!

Summer (1875)
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«A felicidade da vida consiste em ter sempre algo que fazer, alguém a quem amar e alguma coisa que esperar».
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Thomas Chalmers.
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Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 254.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Dia de Corpo de Deus

João Afonso (atribuído), Retábulo Corpo de Deus (1443, Museu Nacional de Machado de Castro)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Retábulo da Capela do Palácio da Pena

Nicolau de Chanterene, Vista do retábulo do altar-mor (1529-1532, Palácio da Pena ©PSML Emigus)
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«Podemos afirmar que é um preciosíssimo e riquíssimo retábulo em alabastro e mármore da autoria de Nicolau Chanterenne e que milagrosamente resistiu ao terramoto de 1755, (...) aquele que se encontra na capela.
O retábulo - pura renascença portuguesa é encimado pelo magnífico presépio, passando pela adoração dos magos, aos recados que o Menino ia fazer a sua Mãe, como buscar água, Nossa Senhora ensina e o Menino a dar os seus primeiros passos na leitura...
Finalmente a morte de um Cristo moribundo mas que triunfalmente ressuscita para a Vida.
Todo o precioso trabalho em alabastro sob temática bíblica dá-nos o equilíbrio de um trabalho excelente, admirado e estudado por grandes investigadores do assunto».
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José Manuel Carneiro, «Caminhos do Romantismo», in Romantismo, Sintra nos Itinerários de um Movimento, Sintra, Instituto de Sintra, 1988, p. 77.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Da Fotografia em Portugal - Emílio Biel


De uma conversa que ouvi hoje, chamou-me a atenção este fotógrafo, de origem alemã, que fiquei com vontade de conhecer melhor. A conversa era precisamente sobre a exposição «Imagem/Técnica, os inventários de Emílio Biel», patente na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto até dia 20 de Julho. Neste blogue, no poste «Da Fotografia em Portugal (casos do Palácio Nacional da Ajuda)», já tinha colocado uma fotografia dele, um retrato de D. Maria Pia, D. Carlos e D. Afonso (1875).
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sexta-feira, 14 de junho de 2019

E com votos de bom fim de semana!

Konstantin Yuon, Cornflowers in a ray of sunshine (1930)
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«Para se dar satisfeito com o simples é preciso uma alma grande».
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Arturo Graf.
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Citação retirada do livro Dicionário de Citações e Provérbios, de Luis Señor González, publicado pelo Correio da Manhã, em 2004, p. 122.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Bom Dia de Santo António!

Oficina de Viseu, Santo António (1500-1550, Museu Francisco Tavares Proença Júnior)

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Termos de Arte e de Arquitectura - Anthemion

Antefixos decorados com anthemion (Enciclopaedia Britannica)
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«Decoração floral da qual existem exemplos dos assírios, dos egípcios e dos gregos. Pode ser desenhada ou esculpida».
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Dicionário de Termos Artísticos e Arquitectónicos, Público, 2006, pág. 28.
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Pelo que percebi, para a arte posterior à Antiguidade, denomina-se de palmeta, sendo que anthemion quer dizer flor em grego. A palmeta alterna por vezes com estilizações da flor de lótus ou de outros motivos vegetalistas e florais. Pareceu-me bastante interessante o artigo da Wikipédia inglesa, sobre este tema.
Para desenvolvimento, nomeadamente para os azulejos, ainda não li, mas quero ler a tese de Daniela Simões, Entre " A Cidade e as Serras" : o azulejo arte nova português no panorama artístico dos primorios do século XX, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, 2014, acessível na internet no Repositório da Universidade.
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Friso do Erecteion (Séc. V a.C., Atenas)
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Fragmento de friso da Igreja de São Gião, de Famalicão da Nazaré (Museu Dr. Joaquim Manso)
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Azulejos de Sevilha (1550, Museu Nacional do Azulejo)
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Azulejos de estampilha (sécs. XIX-XX, Museu Nacional do Azulejo)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

No Dia de Portugal

Atribuído a António de Holanda, Livro de Horas de D. Manuel I (Anjo custódio do Reino de Portugal) (1517-1551, Museu Nacional de Arte Antiga)
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Olivier de Gand, Anjo Heráldico (1508-1512, Convento de Cristo, Tomar)
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Diogo Pires o Moço, Anjo Heráldico (1518-1522, Museu Nacional Machado de Castro)
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Anjo Custódio de Portugal (1801-1850, Museu Nacional de Arte Antiga)