sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Paisagens de Inverno


Fritz Thaulow, Winter on the Isle of Stord - Jos Albert, Winter in Brabant - Peder Mørk Monsted, Ponte-Campovasto (1914).
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«Como é possível não reconhecer a beleza de um dia de Inverno?, a essência poética de uma pedra recoberta por musgo, o onirismo do nevoeiro, a omnipotência da cor cinzenta, a melodia do vento, o divino acorde da chuva tocando a terra, o odor inebriante do húmus, a visão transcendente de um manto de neve, a generosa revelação de uma árvore desnuda e de braços erguidos para o infinito...»
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Cátia Mourão, Facebook (14 de Janeiro de 2011).

6 comentários:

ana disse...

Belas imagens e belo texto!
Uma amiga e um amigo convidou-me para o facebook, então resolvi entrar nessa corrente mas, depois desliguei-me porque não tenho tempo. Talvez tenha sido indelicada. Espero e desejo que não.

Mas aparecem coisas bonitas como esta que apresentou.
Beijinhos, Margarida!

Margarida Elias disse...

Vou lá porque é uma maneira de estar em contacto com as pessoas. A Cátia é uma amiga minha que já só encontro quase no Facebook.
Bom Domingo!

Presépio no Canal disse...

As palavras da Catia sao um absoluto poema. Obrigada por partilhares :-)

Mas confesso que nao gosto da "omnipotencia do cinzento". Estas duas ultimas semanas tem sido dificeis de aguentar :-(

O vento mete respeito por aqui (estamos num polder) e esta semana la se foi mais um guarda-chuva...

O frio fica mais cortante com o vento ( -8 sao na pratica -16)...

Corta-vento e "sweatshirts" sao absolutamente indispensaveis no guarda-roupa...

Diria que o vento Portugues e mais melodioso, alem de que, parece contar muitas historias...;-)

Gostei muito destas pinturas, especialmente do "Winter in Brabant" ( e la que fica o Efteling ;-)

Volta neve, volta...

Margarida Elias disse...

Sandra: Com temperaturas tão baixas a neve deve chegar depressa.
Estive a ler a "Gente Singular" do Teixeira Gomes e, nesse livro, há um conto sobre a Holanda que refere precisamente a chuva na Holanda dizendo que se torna muito aborrecida.
Eu também não gosto de chuva, mas gosto de a ver nas fotografias e pinturas. Quando estamos debaixo dela é que é terrível. Eu pelo menos detesto humidade, mas compreendo a Cátia.
Mas também não gosto de vento. No entanto, gosto do nevoeiro. Gosto de ver tudo branco. Por isso, também gosto de neve.
De qualquer modo, mais dia menos dia chega a Primavera! Tenhamos esperança!!:)
Bj e bom Domingo!

Cat* disse...

Deixaste-me (rectifico: deixaram-me) sem palavras! O «muito obrigada» é um lugar-comum insuficiente...
Eu bem te tenho desafiado para encontros, mas nunca acertamos com as datas. Pode ser que 2011 nos traga mais oportunidades.

P.S.: gosto do cinzento porque é uma cor neutra, mas com um potencial infinito de gradações; obtem-se não apenas conjugando o branco com o preto (esse é o "cinzento pobre"), mas também juntando as cores complementares (são os "cinzentos ricos"). É no céu cinzento que se ergue o arco-íris, cadinho de todas as cores; é cinzenta a matéria a que nos reduzimos para regressarmos à Luz divina; é cinzenta a nossa Alma, antes de encontrarmos a essência divina em nós; é cinzenta a parte do nosso cérebro que consegue reflectir sobre o Mistério da Existência. Poderia continuar, mas acho que já me entenderam :)

Margarida Elias disse...

Cátia: Tens razão, há muitos cinzentos e de muitas qualidades. E os dias cinzentos podem ser muito belos.
Vamos tentar arranjar maneira de nos encontrarmos.
Beijinhos!