quinta-feira, 28 de julho de 2011

Espelhos

Jacques Emile Blanche, Fillette (Lucie Esnault au Pysche).
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Gosto de muito de ver espelhos na pintura (ou na fotografia), quer pelos jogos que permitem com o espectador, quer pelo valor simbólico ou textual que se pode ligar ao tema. Muitas vezes se associa o espelho negativamente à ideia de vaidade (e daí o seu uso em pinturas com temas ligados à vanita), mas o espelho pode ter também um valor positivo (de verdade) ou lúdico - ao multiplicar os espaços representados e jogando com as expectativas do espectador. Os exemplos são numerosos, por exemplo, desde Van Eyck e Velásquez, até aos quadros cubistas com colagem de espelhos.
Creio que é o lado lúdico que é explorado neste quadro. Aqui o espelho duplica a imagem da menina e permite-nos ter uma percepção mais abrangente do espaço em que ela se insere.
E, já agora, ainda a propósito dos espelhos, fica também uma citação:
«You use a glass mirror to see your face; you use works of art to see your soul» (George Bernard Shaw).

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Brincar

Frederick Daniel Hardy, Hide and Seek (1878).
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Hoje descobri esta frase:

«Dare to err and to dream. Deep meaning often lies in childish plays».
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terça-feira, 26 de julho de 2011

O Chafariz dos Canos (Torres Vedras) e o Património


Alberto Souza, Chafariz dos Canos - Torres Vedras (1940, Museu José Malhoa).
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Fotografias SIPA/IHRU.
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A salvaguarda do Património sempre me interessou e creio que não deixa de ser relevante a maneira como a pintura e a fotografia podem servir como registos de tempos passados, contribuindo assim para a preservação da memória colectiva.
O Chafariz dos Canos é, para mim, um dos monumentos mais interessantes de Torres Vedras e é pena que esteja escondido no meio de uma urbanização recente e pouco interessante. Lamento a maneira como em muitas cidades portuguesas não se valoriza a preservação de conjuntos urbanos em zonas históricas.
Eu sei que esta noção de salvaguarda do património é recente e pode ser questionada, porque implica que as pessoas do presente se tenham de adaptar a certas limitações que poderão travar um certo tipo de desenvolvimeto / progresso. Mas na verdade acho que tudo se pode conciliar se houver vontade de o fazer e penso que, em alguns casos, é preferível salvar uma fachada ou o resto de uma muralha, uma árvore centenária ou uma tradição - desde que isso não implique, obviamente, o desrespeito por direitos básicos ou deveres morais.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Chalet da Condessa d'Edla

«O Chalet da Condessa d’Edla foi construído pelo Rei D. Fernando II e sua segunda mulher, Elise Hensler, Condessa d’Edla, entre 1864-1869, na zona ocidental do Parque da Pena, segundo o modelo dos Chalets Alpinos então em voga na Europa.
Localizado no extremo oposto do Parque, face ao Palácio da Pena, o Chalet mantinha com este uma importante relação visual, acentuada pela proximidade de um dramático conjunto de blocos de granito, as Pedras do Chalet, como mostram fotografias da época, hoje obliterada pelo crescimento vegetal.
Foi concebido como uma construção de recreio, de carácter privado, onde o casal se dedicou ao arranjo paisagístico da zona envolvente, criando um novo jardim (Jardim da Condessa)».



«O Chalet é um edifício com uma forte carga cénica (segundo o espírito Romântico da época), caracterizado pela marcação horizontal do reboco exterior, pintado a imitar um revestimento em pranchas de madeira, e pelo uso exaustivo da cortiça como elemento decorativo».
 
«A estrutura interior de pavimentos, tectos, escadas e paredes divisórias era em madeira e foi destruída pelo incêndio. A qualidade do projecto e construção é reduzida mas a dos acabamentos decorativos muito boa, sabendo-se que os estuques foram da autoria de Domingos Meira e a pintura mural é atribuída a Domingos Freire».

«Entre 1864-1869, D. Fernando II e a sua segunda mulher, Elise Hensler, Condessa d’Edla, desenvolveram, na designada Tapada da Vigia, uma forte intervenção paisagista de expansão do Parque da Pena, criando, numa área com cerca de 8 hectares dois novos espaços de elevado valor patrimonial e artístico: o Jardim da Condessa d’Edla, que envolve o Chalet, e a Quinta da Pena, entre o vale dos Lagos e o Chalet. Da Quinta da Pena já existiam, pelo menos, a Abegoria e o Aviário, mas datam da construção do Jardim as estufas e algumas casas de apoio a actividades agrícolas». 
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Texto: excertos retirados da página dos Parques de Sintra

sábado, 23 de julho de 2011

Lactários

Ontem descobri a existência de Lactários e acho que o tema se adequa muito bem àquele que foi sugerido no blogue (In)Cultura, sobre a fome.



Aqui fica um texto que encontrei num link do AML

«Os lactários eram instituições de protecção à primeira infância, onde era dispensado o leite adequado ao bebé. Nos lactários ensinavam a fazer o desmame, a suprir a falta do leite materno e faziam o acompanhamento médico da criança, com a ajuda de assistentes sociais e visitadoras que iam ao domicílio verificar a vida e o desenvolvimento de cada criança».
«A expressão lactário foi adoptada para traduzir o termo francês crêche. O seu principal fim era combater a mortalidade infantil provocada por enterites na primeira infância. O lactário deveria estar junto das maternidades, das creches, dos hospitais, dos dispensários infantis, dos centros de assistência social materno-infantis, de forma a assegurar uma alimentação adequada às mães que amamentavam e à primeira infância. Eram entendidos como escolas de mães ou cantinas maternas.
(...)
O primeiro lactário foi criado em 1901, no Largo do Museu da Artilharia, pela Associação Protectora da Primeira Infância criada pelo benfeitor Rodrigo António Aboim de Ascensão. Este lactário tinha uma vacaria em anexo. O coronel Rodrigo Aboim Ascensão foi ajudado pelos sócios e pela própria rainha D. Amélia.
De Norte a Sul do país foram fundados lactários por particulares, pelo Estado, pelas Juntas Gerais de Distrito, pelas Juntas de Província, pelas Câmaras Municipais, pelas Misericórdias, por industriais, etc., mas mesmo assim eram insuficientes. Vários médicos contribuíram activamente para a divulgação, fundação e orientação de lactários, entre eles podemos citar, Alfredo da Costa, Costa Sacadura, Jorge Cid, António de Azevedo, Lobo Alves, Salazar de Sousa, Sobral Cid, Novais e Sousa, Morais Sarmento, Ricardo Jorge, José Alberto de Faria, Almeida Garrett, D. Adelaide Cabette, ... .»

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lemon Curd

Luis Egidio Meléndez, Bodegón: limas, caja de dulce y recipientes (Museu do Prado, Madrid).
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Só agora descobri a existência de Lemon Curd e é um produto gourmet bastante agradável:

«Lemon curd is a British teatime favorite. This sweet, yet tart, velvety spread is heavenly on freshly baked scones, muffins, and tea breads. Another favorite is serving lemon curd on gingerbread or used as a filling for tarts and cakes. Lemon curd can add a special touch to your favorite desserts and tea time goodies. Lemon curd is so easy-to-make as all it contains is eggs, sugar, lemon juice, lemon zest, and butter».

Está aqui um link de uma receita mas também se vende já feito... Ainda não comprei, mas um dia talvez me tente. É costume ouvir: «If life throws you a lemon - make lemonade», mas também poderá fazer-se lemon curd.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Música e a Pintura


Paul Klee, The Bavarian Don Giovanni (Der bayrische Don Giovanni) (1919, Museu Guggnheim, Nova Iorque) e Tale à la Hoffmann (1921, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque).
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«There is music wherever there is harmony, order, or proportion»
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sobre a beleza

Diego Velásquez, Retrato de Menina (1640, The Hispanic Society of America, Nova Iorque).
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«...Beleza, virtude máxima, sanctus sanctorum do nosso anelo. Só nos podemos aproximar dela por rodeios e depois de longa preparação no exercício das outras virtudes. Estas são a luz do nosso trabalho, mas a beleza é o próprio sol, e se o queremos fitar, temos de fazer uso de um vidro fumado para que não fiquemos cegos com o deslumbramento dos seus raios. Digamos de passagem: a noção que temos de beleza e que serve menos mal os nossos míseros trabalhos - é apenas para nosso uso particular (...); pelo menos, quando nós conhecermos a fórmula absoluta que revela a nudez deslumbrante da ideia de beleza (...) nunca nós publicaríamos o seu retracto; pelo contrário, guardá-lo-íamos no mais recôndito escaninho da casa-forte das nossas emoções (...)».
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Raul Lino (1933).

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sanatórios

Em 1899 foi fundada a Assistência Nacional aos Tuberculosos (ANT), por iniciativa da rainha D. Amélia e, pela mesma altura, foi criada a Liga Nacional contra a Tuberculose, pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa. O número de doentes, porém, não parava de aumentar, sendo os meios insuficientes para o tratamento da doença. Em 1927, o Estado chamou a si as competências da ANT e reformulou-a. Em 1931, foi nomeado para a Direcção da ANT o médico Fausto Lopo de Carvalho (1890-1970).
A primeira instalação sanatorial portuguesa foi criada em 1853, no Funchal. Mais tarde eram fundados outros sanatórios: no Outão (1900), Carcavelos (1902), Guarda (Raul Lino, 1907); Portalegre (Raul Lino, 1909); Lumiar (Rosendo Carvalheira, 1912), etc. Alguns dos sanatórios foram criados por particulares e empresas, como é o caso do Sanatório da Covilhã (Penas da Saúde, 1944), da CP, projectado por Cottinelli Telmo (1897-1948). 
Os sanatórios obedeciam a uma tipologia, que os enquadrava em dois nodelos: de montanha ou marítimos, devendo ficar afastados dos centros urbanos, para garantir a pureza do ar e evitar contágios. Algumas construções aproveitavam estruturas pré-existentes, como o Sanatório Marítimo de Outão, que foi estabelecido no Forte de Santiago (imagem em baixo). Outros foram projectados de raiz, como o da Covilhã.

Muitos sanatórios foram construídos, ampliados e equipados nos anos 40 e 50, mas pouco tempo depois tornaram-se obsoletos com o avanço da medicina, sobretudo depois da descoberta da B.C.G. e de outros tratamentos mais eficazes. Com o passar dos anos, alguns foram transformados em estâncias turísticas, outros foram convertidos em hospitais, outros, por fim, ficaram em ruínas - como o da Covilhã (imagem em baixo) e de Valongo.

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Bibliografia: João Paulo Martins, «O Sanatório da Covilhã», in Monumentos, n.º29, Julho de 2009, pp. 134-147.
Ver também o post «Uma realidade esquecida» de 24/3/2008 no blogue Centelha e «O Sanatório de Valongo» de 7/1/2011 no blogue Ruin'Arte.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sobre o Património

Silva Porto, Paisagem (Torres Vedras) (Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa).
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«Ninguém me tira da cabeça que a salvação da paisagem, das árvores, da natureza, dos monumentos, de muitas, muitas outras coisas, não tenha um dia que nascer na escola que se há-de substituir à esquadra».
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Raul Lino (957).

sábado, 16 de julho de 2011

A tentar organizar-me...

Com muita coisa para fazer - mesmo profissionalmente - ando sem tempo para nada. Entretanto tenho de trabalhar em duas frentes diferentes:
Sobre o mobiliário do século XX
E utensílios e arte da Pré-História...
É uma autêntica viagem no tempo por dia, desde o Paleolítico até a 1950. Para não falar da minha vida pessoal que decorre no presente e se projecta no futuro.
Na verdade, sempre me interessei pela ideia de viajar no tempo e (para já) a história é uma maneira de o fazer.
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«If we could travel into the past, it's mind-boggling what would be possible. For one thing, history would become an experimental science, which it certainly isn't today. The possible insights into our own past and nature and origins would be dazzling. For another, we would be facing the deep paradoxes of interfering with the scheme of causality that has led to our own time and ourselves. I have no idea whether it's possible, but it's certainly worth exploring».
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CARL SAGAN (1999)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Follow the yellow brick road

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Follow the Yellow Brick Road. Follow the Yellow Brick Road.
Follow, follow, follow, follow,
Follow the Yellow Brick Road.
Follow the Yellow Brick, Follow the Yellow Brick,
Follow the Yellow Brick Road.

We're off to see the Wizard, The Wonderful Wizard of Oz.
You'll find he is a whiz of a Wiz! If ever a Wiz! there was.
If ever oh ever a Wiz! there was The Wizard of Oz is one because,
Because, because, because, because, because.
Because of the wonderful things he does.
We're off to see the Wizard. The Wonderful Wizard of Oz.
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Para ver o vídeo deste trecho do filme, aqui fica um link.
A letra tirei daqui.

domingo, 10 de julho de 2011

Sobre a gestão das actividades diárias e as histórias infantis

Scott Gustafson, Cinderella and the Birds
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Verdade seja dita que a história da Cinderela é muitas vezes visualizada cá em casa, sobretudo na forma do filme da Disney e em versão brasileira. De toda a história, o que eu acho mais graça é à canção dos ratinhos, a protestar contra as actividades incessantes da Cinderela, escravizada pela madrasta e pelas suas filhas:

Não querendo minimamente entrar em discussões feministas sobre a divisão do trabalho, na verdade por vezes sinto-me demasiado cheia de actividades, o que por sua vez me faz lembrar esta história que descobri quando estive a dar aulas de Língua Portuguesa ao 5.º ano:

Era uma vez uma mulher casada, mas que se dava muito mal com o marido, porque não trabalhava nem tinha ordem no governo da casa.
Começava uma coisa e logo passava para outra, tudo ficava a meio, de forma que quando o marido voltava para casa à noite nem tinha o jantar feito, nem água para os pés, nem a cama feita.
As coisas foram andando assim, até que o homem lhe começou a bater, e ela a passar muito má vida. A mulher andava triste por o homem lhe bater, e tinha uma vizinha a quem se foi queixar, a qual era velha e se dizia que as fadas a ajudavam. Chamavam-lhe a Tia Verde-Água.
– Ai, tia! Vocemecê é que me podia valer nesta aflição!
– Pois sim, filha. Eu tenho dez anõezinhos muito trabalhadores, e mando-tos para tua casa para te ajudarem...

A velha começou a explicar-lhe o que devia fazer para que os dez anõezinhos a ajudassem: que quando pela manhã se levantasse fizesse logo a cama, em seguida acendesse o lume, depois enchesse o cântaro de água, varresse a casa, arranjasse a roupa, e no intervalo em que cozinhasse o jantar fosse dobando as suas meadas, até o marido chegar.
Foi-lhe assim indicando o que havia de fazer, que em tudo isto seria ajudada sem ela o sentir pelos dez anõezinhos. A mulher assim fez, e se bem o fez melhor lhe saiu.

Foram-se assim passando os dias, e o marido estava tão pasmado por ver a mulher tornar-se tão arranjada e limpa que lhe disse que assim viveriam como Deus com os anjos.
A mulher contente por se ver agora feliz, foi a casa da Tia Verde-Água agradecer-lhe o favor que lhe fez.
– Ai, minha Tia, os seus dez anõezinhos fizeram-me um grande serviço! Trago agora tudo arranjado, e o meu homem anda muito meu amigo. O que lhe eu pedia agora é que mos deixasse lá ficar.
A velha respondeu-lhe:
– Deixo, deixo. Pois tu ainda não viste os dez anõezinhos?
– Ainda não; o que eu queria era vê-los.
– Não sejas tola; se tu queres vê-los olha para as tuas mãos. Os teus dedos é que são os dez anõezinhos.
A mulher compreendeu o que tinha acontecido, e foi para casa satisfeita consigo mesma por ter aprendido a ter gosto pelo seu trabalho.
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Bem vistas as coisas, tanto a história da Cinderela como a dos Dez anõezinhos são discutíveis do ponto de vista da igualdade entre os sexos e da defesa dos direitos humanos, mas na verdade há duas boas lições a tirar delas: nunca perder a esperança e tentarmos ser mais organizados de maneira a conseguir fazer bem o que temos para fazer.

sábado, 9 de julho de 2011

Meditação

Domenico Ghirlandaio, Portrait of Giovanna Tornabuoni (1489-90, Museo Thyssen-Bornemisza)
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«Meditation brings wisdom; lack of mediation leaves ignorance. Know well what leads you forward and what hold you back, and choose the path that leads to wisdom».
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Buddha

O feno

 Willem de Zwart, Hay Wagon (Rijksmuseum, Amsterdam).
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Gabriel Gilbert, Harvest.
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«A Gentil Camponesa»
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MOTE

Tu és pura e imaculada,
Cheia de graça e beleza;
Tu és a flor minha amada,
És a gentil camponesa.

GLOSAS

És tu que não tens maldade,
És tu que tudo mereces,
És, sim, porque desconheces
As podridões da cidade.
Vives aí nessa herdade,
Onde tu foste criada,
Aí vives desviada
Deste viver de ilusão:
És como a rosa em botão,
Tu és pura e imaculada.

És tu que ao romper da aurora
Ouves o cantor alado...
Vestes-te, tratas do gado
Que há-de ir tirar água à nora;
Depois, pelos campos fora,
É grande a tua pureza,
Cantando com singeleza,
O que ainda mais te realça,
Exposta ao sol e descalça,
Cheia de graça e beleza.

Teus lábios nunca pintaste,
És linda sem tal veneno;
Toda tu cheiras a feno
Do campo onde trabalhaste;
És verdadeiro contraste
Com a tal flor delicada
Que só por muito pintada
Nos poderá parecer bela;
Mas tu brilhas mais do que ela,
Tu és a flor minha amada.

Pois se te tenho na mão,
Inda assim acho tão pouco,
Que sinto um desejo louco:
Guardar-te no coração!...
As coisas mais belas são
Como as cria a Natureza,
E tu tens toda a grandeza
Dessa beleza que almejo,
Tens tudo quanto desejo,
És a gentil camponesa
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António Aleixo (in O Citador).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sobre a cidade

Jean Béraud, L'attente (Musée d'Orsay, Paris).
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«A cidade é um facto natural, como uma gruta, um cardume ou um formigueiro. Mas é também uma obra de arte consciente, e carrega na sua estrutura comunitária muitas formas de arte mais simples e pessoais. O pensamento toma forma na cidade; e, por sua vez, as formas urbanas conformam o pensamento».
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Lewis Humford (1938),
citado por Ricardo Agarez (2009).

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sobre a felicidade

Frank W. Benson, Eleanor Holding a Shell (1902) .
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Happiness always looks small while you hold it in your hands, but let it go, and you learn at once how big and precious it is.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Frutos da época


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Porque o Verão é a única época do ano em que de facto me sabe bem comer fruta...

domingo, 3 de julho de 2011

Uma nova semana à espreita...

Paolo Veronese, Girl in the Doorway (1560-61, Villa Barbaro, Maser).
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 «The future is called "perhaps," which is the only possible thing to call the future. And the only important thing is not to allow that to scare you».
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Tennessee Williams (1957).

Porque hoje está de chuva...

 
Charles Edward Perugini, A Summer Shower (Ferens Art Gallery, Hull).
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«The trouble with weather forecasting is that it's right too often for us to ignore it and wrong too often for us to rely on it».
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Patrick Young.

sábado, 2 de julho de 2011

Julho

Calendário publicado no Japonisme, para 1915, adaptado por mim para 2011.
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Along the river's summer walk,
The withered tufts of asters nod;
And trembles on its arid stalk
the hoar plum of the golden-rod.
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John Greenleaf Whittier