terça-feira, 14 de setembro de 2010

Take a look at your natural river

Constant Le Breton, La Loire.
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«Take a look at your natural river. What are you? Stop playing games with yourself. Where's your river going? Are you riding with it? Or are you rowing against it? Don't you see that there is no effort if you're riding with your river?»
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Frederick (Carl) Frieseke.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Arte: Naturalismo

Pintura de Joaquin Sorolla y Bastida, Paisaje de San Sebastián (Fundación Museo Sorolla, Madrid).
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«(...) o artista só tem um meio de ser superior - é ser fiel à natureza e ser fiel à sua própria comoção, ser exacto e ser sincero».
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Ramalho Ortigão (c. 1884).

domingo, 12 de setembro de 2010

Memórias e Esperanças

John Ritchie, The Inventer.
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«We must always have old memories and young hopes».
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Houssaye,
citado por The Dutchess.

sábado, 11 de setembro de 2010

Festa de Nossa Senhora da Ajuda

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Já no ano passado escrevi sobre os arcos de murta da festa de Nossa Senhora da Ajuda, no Ramalhal, que se festeja no segundo Domingo de Setembro.
Contudo, hoje foi um dia triste, porque, no desastre de Marrocos, faleceram três pessoas do Ramalhal, da mesma família, uma delas uma menina de 17 anos. Por isso deixo aqui um texto escrito por uma pessoa amiga, que foi dedicado a essa menina.
«Para ti Sofia desejo-te a paz profunda da brancura do luar,
a paz profunda do verde das ervas;
a paz profunda do castanho da terra;
a paz profunda do azul do céu;
a paz profundada onda que vem e vai;
a paz profunda da brisa que sopra;
a paz profunda do sol que brilha
serás sempre a nossa estrela.... até logo....»

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fidelidade à natureza

Pintura de Alfred James Munnings, Laura Knight painting.
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«...o artista não tem que preocupar-se senão de ser absolutamente sincero na sua fidelidade à natureza, e de ser o mais completamente perfeito no seu processo de exprimir as aparências da verdade».
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Ramalho Ortigão (c. 1884).

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Música e a Pintura

Pintura de Evaristo Baschenis, Musical Instruments (Musées Royaux des Beaux-Arts, Bruxelas).
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 Pintura de Marguerite Gerard, Artist Painting a Portrait of a Musician (c.1803).
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 Pintura de Joseph Rodefer De Camp, The Cellist (1908).
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 Pintura de Thomas Eakins, Music (1904, Albright-Knox Art Gallery, Buffalo).
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«A painter paints pictures on canvas.  But musicians paint their pictures on silence». 
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Aldeia típica de José Franco

Fotografias da aldeia típica de José Franco (Sobreiro, Mafra).
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«Sino, coração d'aldeia,
Coração, sino da gente.
Um a sentir quando bate
Outro a bater quando sente».
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Adolfo Casais Monteiro.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sê bemvindo nesta casa

 Kate Hayllar, A Thing of Beauty is a joy forever (1890).
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«Sê bemvindo nesta casa,
Se és de-véras meu amigo!
Entra, abraça-me, descança,
Senta-te á meza comigo».
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Eugénio de Castro.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Gabinetes de curiosidades

Pintura de Frans Francken II, Kunst- und Raritätenkammer (c. 1620-1625, Kunsthistorisches Museum, Vienna).
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O pensamento científico, no início da Idade Moderna, era governado pelo princípio da curiositas. Em pinturas com o tema dos gabinetes de curiosidades podemos ver naturalia - objectos encontrados como pérolas e conchas, misturados com artificialia - objectos feitos pelo homem. Os quadros pendurados nestes gabinetes tinham muitas vezes a função de substituir a realidade.
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Bibliografia: Norbert Schneider (1994).

domingo, 5 de setembro de 2010

Castelo de São Jorge

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«Considerado o monumento mais emblemático da cidade de Lisboa, o Castelo de S. Jorge é um testemunho relevante de momentos ímpares da história de Lisboa e de Portugal. 
Em 16 de Junho de 1910, meses antes da implantação da República, D. Manuel II, último Rei de Portugal, manda publicar o decreto de classificação do património nacional com estatuto de Monumento Nacional, em cuja lista se incluía o Castelo de S. Jorge. 
(...)
Assim, a área classificada em 1910 integrou um conjunto de património notável constituído pelo castelo e as muralhas, por alguns edifícios que outrora faziam parte do antigo Paço Real da alcáçova, ocupados então pelo quartel, e por uma área designada hoje por Praça Nova que encerra vestígios de várias épocas, desconhecidos na altura, com destaque para o conjunto residencial da época Islâmica. 
É nessa zona a nascente do castelo, a Praça Nova, onde hoje se situa o Núcleo Arqueológico, que se encontram os vestígios mais antigos de ocupação da área circunscrita pelo Monumento Nacional e que remontam ao séc. VII a.C., à Idade do Ferro, época em que provavelmente aí se localizava um povoado fortificado. 
(...)
À semelhança do que acontecia noutras cidades islâmicas do al-Andalus, o local escolhido para a construção do castelo da alcáçova obedecia a determinadas características topográficas, como a dificuldade de acesso e a existência de um maciço rochoso escarpado de forma a potenciar a inexpugnabilidade da fortificação dissuadindo assim um pretenso ataque. Com uma planta quadrangular com cerca de 50 m de largura dividido por um muro com uma torre adossada, o castelo preserva ainda as onze torres, uma das quais a meia encosta, designada por torre da couraça e que permitia o acesso a um ponto de água em caso de cerco prolongado. 
(...)
Em 1147, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, com a ajuda da Segunda Cruzada, conquista a cidade que capitula após cinco meses de cerco. Em 25 de Outubro desse ano, o novo poder instala-se no Castelo de S. Jorge. Os personagens mudam mas permanecem as funções e a nobreza dos residentes que adoptam os espaços funcionais dos antecessores. 
A antiga zona palatina serviu de aposentos aos novos senhores, o castelo permaneceu como local de comando militar, adoptando a orgânica funcional anterior, a área residencial, junto à antiga mesquita consagrada agora ao culto cristão, foi doada ao Bispo de Lisboa para aí construir o seu paço e fundou-se a freguesia de Santa Cruz da alcáçova onde se estabeleceram os nobres ligados ao poder. 
(...)
De meados do séc. XIII até ao início do séc. XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo. Nos edifícios onde hoje se encontra o Núcleo Museológico, o Café do Castelo e o Restaurante Casa do Leão, localizava-se o antigo palácio do alcaide mouro que se converteu em residência dos Reis de Portugal quando estavam em Lisboa. Transformado em Paço Real, ampliaram-se e adaptaram-se os espaços antigos, construíram-se outros novos, instalou-se o Rei, a Corte e o arquivo régio numa das torres do castelo, receberam-se personagens ilustres nacionais e estrangeiras, realizaram-se festas e aclamaram-se Reis. 
(...)
Ao Paço Real da alcáçova, com as suas inúmeras dependências, ao castelo, agora devotado a S. Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das Cruzadas, por ordem do rei D. João I, e ao Paço do Bispo, juntaram-se, segundo os documentos, as Casas da Rainha, com as Cavalariças e o Hospital, casas de nobres da Corte, uma ou duas albergarias, a igreja e o cemitério, as capelas e alguns serviços da Administração, a Chancelaria, os Contos do Rei e o Arquivo Régio. 
(...)
O século XVI dita uma renovação mais substantiva da ocupação do Castelo de S. Jorge, marcada pela transferência do Rei e da Corte para o Paço da Ribeira situado no Terreiro de Paço e pelo regresso da vida militar que sobreveio com a integração de Portugal na Coroa de Espanha em 1580. Porém, D. Sebastião (1557-1578) mandou ainda proceder a obras no antigo Paço Real (...).
Após a Restauração em 1640 permaneceu a matriz militar, manteve-se o quartel e a prisão e o novo Alcaide–Mor instalou-se no actual Palácio do Governador, que integrava o antigo Paço do Rei. Numa das torres do castelo e nas alas do antigo Paço continuou a funcionar a Torre do Tombo (...). 
(...)
No século XVIII e XIX o Castelo de S. Jorge recebe as alterações mais profundas. Com o terramoto de 1755, as muralhas, o castelo, o antigo Paço Real, bem como a maior parte dos palácios, ermidas, igreja e outras construções existentes ficaram em ruínas. Sobre os escombros dos antigos edifícios, foram lentamente construídos outros que esconderam as ruínas dos anteriores. Só a igreja de Santa Cruz foi reconstruída. O castelo e parte dos vestígios do antigo Paço Real da alcáçova foram redescobertos já no século XX, após as demolições das construções pós-terramoto que os encobriam. 
(...)
É no decorrer do século XX que se redescobre o castelo, os vestígios do antigo Paço Real, a alcáçova islâmica e as vivências de outrora. As intervenções de 1938-40 promovidas pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, conferiram-lhe a imponência actual, resgatada no meio das demolições então levadas a cabo, atestando materialmente aqui e ali fragmentos das construções do passado documentadas amiúde nas fontes escritas. As outras que se seguiram, em particular as que se iniciaram na última década do século XX, contribuíram de forma singular para avivar a memória e lembrar a antiguidade da ocupação no topo da colina, restituindo à História páginas que estavam em branco e, acima de tudo, confirmando o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional no início do século XX (...)».
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Alegria

Frederick Morgan, Nutting (c. 1889).

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«Sem alegria, a humanidade não compreende a simpatia nem o amor».
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Ramalho Ortigão.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Convento do Varatojo I


O Convento do Varatojo é uma das edificações mais interessantes de Torres Vedras. 
Este convento foi erigido por ordem de D. Afonso V, em cumprimento de um voto que fizera a Santo António para auxiliá-lo nas conquistas do norte de África. O próprio rei veio, com os fidalgos da sua real Câmara e grande acompanhamento de clero, nobreza e povo, desde a vila de Torres, lançar a primeira pedra em Fevereiro de 1470. Passados apenas quatro anos, em Outubro de 1474, o convento foi inaugurado, entrando  14 religiosos, vindos do convento de S. Francisco da Vila de Alenquer.
O fundador, D. Afonso V foi o décimo terceiro rei de Portugal, filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão. O seu reinado ficou ligado à conquista do Norte de África, desde Alcácer Ceguer (1458), Tanger (1460, 1462, 1464), Arzila (1471) e Larache, juntando ao título de «rei de Portugal e dos Algarves» o de «aquém e além-mar em Africa». 
No convento do Varatojo, a sua divisa, um rodízio de tirar agua, encontra-se inscrito tanto num baixo relevo da entrada no convento, como na decoração do tecto do claustro, com um entrelaçado formado por um cordão franciscano, criando losangos que emolduram um rodízio.
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Informação retirada do site Convento de Santo António de Varatojo e do site O Portal da História
Como D. Afonso V está ligado às Tapeçarias de Pastrana, vide também o Prosimetron de 21 de Julho e 2 de Setembro de 2010, bem como o site do Museu Nacional de Arte Antiga sobre a exposição A Invenção da Glória. D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana.

Duas pinturas


Pinturas: 
Aurélia de Souza, À Sombra (c. 1900-1910, Museu do Abade de Baçal, Bragança) e Stanhope Alexander Forbes, Amongst the Pines (1915)
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Estas duas pinturas são diferentes, mas ambas recriam  o mesmo ambiente de repouso, entre a natureza, vivido no feminino. No primeiro caso, temos uma pintura de uma artista portuguesa, Aurélia de Souza (1866-1922), ligada ao naturalismo do norte de Portugal. No segundo caso, vemos uma obra de um artista irlandês da mesma época e estilo, ligado à Newlyn School, de seu nome Stanhope Alexender Forbes (1857-1947). 
Quando vi a pintura de Forbes, fez-me lembrar a de Aurélia de Souza. Creio que a principal semelhança (além do tema) está na figura vestida de branco em primeiro plano, ladeada por árvores. Contudo, a pintura portuguesa tem uma leitura mais complexa, o que a torna mais moderna.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Castelo de Almourol

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«A sua história conhecida e registada por achados arqueológicos no local remonta à época da ocupação romana da Península Ibérica, por volta do século II a.C., que se apoderaram do que então seria um castro lusitano ilhado no meio do Tejo. Mais tarde, alanos, visigodos e mouros também ali assentaram arraiais, até que, em 1129, o primeiro rei de Portugal tomou de assalto e conquistou esta fortaleza estratégica, situada pouco a jusante da confluência do Tejo com o rio Zêzere. 
Antes disso já Almourol havia sido palco de outras histórias, desta feita de amor e que facilmente se converteram em lendas. Entre as mais populares está o episódio dramático que relata o amor proibido entre a filha de um cruel senhor feudal godo e um pagem mouro, e o de uma princesa mourisca, de seu nome Ari, que se deixou encantar por um cavaleiro cristão, o que lhe valeu ficar “peada” (com a perna presa por uma corda) a mando de seu pai. Com a história da Ari “peada” surgiu Arripiada que, com o correr dos tempos, resultou em Arripiado, nome de uma pitoresca aldeia à beira-Tejo, situada um pouco a Norte de Barquinha e de Tancos. Tudo passado aqui no castelo de Almourol – ou como também foi conhecido, fortaleza Almorolan, do árabe “pedra alta” –, com violentas paixões e mortes à mistura.
Reedificado em 1171 por Gauldim Pais, mestre dos Templários e monge-cavaleiro a quem D. Afonso Henriques havia doado Almourol, foi aos poucos perdendo relevância na luta pela Terra Santa, dado o avanço dos combates e das conquistas para Sul por parte dos cruzados lusitanos. Entretanto, já no reinado de D. Dinis (de 1279 a 1325), dá-se a extinção da Ordem dos Templários, com todos os seus bens e direitos a passarem para as mãos da Ordem de Avis. Daí em diante Almourol sofreu várias alterações, com algumas das mais profundas a serem levadas a cabo já no século XIX e ao longo de grande parte do seguinte».
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Miguel Satúrio Pires, in  Rotas & Destinos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Setembro

Gravura de Eugène Grasset, Septembre, in Les Mois (1896, Davidson Galleries).
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Departing summer hath assumed
An aspect tenderly illumed,
The gentlest look of spring;
That calls from yonder leafy shade
Unfaded, yet prepared to fade,
A timely carolling.
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William Wordsworth, September.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Deixa que Dure o Tempo

 Escultura de Auguste Rodin, Cupido e Psique (1905, Museu do Hermitage, São Petersburgo).
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Deixa que Dure o Tempo

No teu olhar há um sonho
que sonhei múltiplas vezes.
No teu olhar, um regaço
em que me acobardei sem sentido.

Deixa que os dias sigam e os ponteiros se movam.
Deixa que dure o tempo.
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José Manuel Capêlo (1983).

domingo, 29 de agosto de 2010

Explorar (Castro do Zambujal)

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We shall not cease from exploration
And the end of all our exploring
Will be to arrive where we started
And know the place for the first time.
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T.S. Eliot (1943),
citado por The Dutchess.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Farol

Pintura de Eugène-Louis Boudin, The Honfleur Lighthouse (c. 1864-1865).
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Les Phares

Rubens, fleuve d'oubli, jardin de la paresse,
Oreiller de chair fraîche où l'on ne peut aimer,
Mais où la vie afflue et s'agite sans cesse,
Comme l'air dans le ciel et la mer dans la mer;

Léonard de Vinci, miroir profond et sombre,
Où des anges charmants, avec un doux souris
Tout chargé de mystère, apparaissent à l'ombre
Des glaciers et des pins qui ferment leur pays;

Rembrandt, triste hôpital tout rempli de murmures,
Et d'un grand crucifix décoré seulement,
Où la prière en pleurs s'exhale des ordures,
Et d'un rayon d'hiver traversé brusquement;

Michel-Ange, lieu vague où l'on voit des Hercules
Se mêler à des Christs, et se lever tout droits
Des fantômes puissants qui dans les crépuscules
Déchirent leur suaire en étirant leurs doigts;

Colères de boxeur, impudences de faune,
Toi qui sus ramasser la beauté des goujats,
Grand coeur gonflé d'orgueil, homme débile et jaune,
Puget, mélancolique empereur des forçats;

Watteau, ce carnaval où bien des coeurs illustres,
Comme des papillons, errent en flamboyant,
Décors frais et légers éclairés par des lustres
Qui versent la folie à ce bal tournoyant;

Goya, cauchemar plein de choses inconnues,
De foetus qu'on fait cuire au milieu des sabbats,
De vieilles au miroir et d'enfants toutes nues,
Pour tenter les démons ajustant bien leurs bas;

Delacroix, lac de sang hanté des mauvais anges,
Ombragé par un bois de sapins toujours vert,
Où, sous un ciel chagrin, des fanfares étranges
Passent, comme un soupir étouffé de Weber;

Ces malédictions, ces blasphèmes, ces plaintes,
Ces extases, ces cris, ces pleurs, ces Te Deum,
Sont un écho redit par mille labyrinthes;
C'est pour les coeurs mortels un divin opium!

C'est un cri répété par mille sentinelles,
Un ordre renvoyé par mille porte-voix;
C'est un phare allumé sur mille citadelles,
Un appel de chasseurs perdus dans les grands bois!

Car c'est vraiment, Seigneur, le meilleur témoignage
Que nous puissions donner de notre dignité
Que cet ardent sanglot qui roule d'âge en âge
Et vient mourir au bord de votre éternité!
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Charles Baudelaire.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Natureza Morta I

Pintura de Baltazar Gomes Figueira, Natureza-morta (c. 1640-1650, Museu de Grão Vasco, Viseu).

Pintura do círculo de Baltazar Gomes Figueira, Natureza-morta com peixes e camarões (Museu de Évora).
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É válido considerar que uma figuração pictural feita de objectos, qualquer que seja a sua técnica, com significado simbólico ou não, no momento em que é uma obra de arte plástica completa é uma natureza morta.
A natureza morta é composta por objectos artificiais ou naturais que o homem se apropria para o seu uso ou prazer; frequentemente mais pequenos que nós e ao alcance da nossa mão. Se bem que favorecidos por uma arte que glorifica o visual, fazem apelo a todos os sentidos, especialmente ao tacto e ao gosto.
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Bibliografia:
Charles Sterling (1952).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Luz


Pintura de Aurélia de Souza, Cena de interior com mulher a coser (1910?).
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«Un peintre c'est quelqu'un qui essuie la vitre entre le monde et nous avec de la lumière, avec un chiffon de lumière imbibé de silence».

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Retrato

Pintura de Edmond Aman-Jean, Thadée-Caroline Jacquet (c. 1892, Musée d'Orsay, Paris).
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«Il y a deux manières de comprendre le portrait, - l’histoire et le roman».
«L’une est de rendre fidèlement, sévèrement, minutieusement, le contour et le modelé du modèle, ce qui n’exclut pas l’idéalisation, qui consistera pour les naturalists éclairés à choisir l’attitude la plus caractéristique, celle qui exprime le mieux les habitudes de l’esprit; en outre, de savoir donner à chaque détail important une exagération raisonable, de mettre en lumière tout ce qui est naturellement saillant, accentué et principal, et de négliger ou de fondre dans l’ensemble tout ce qui est insignifiant, ou qui est l’effet d’une dégradation accidentelle».
(...)
«la seconde méthode, celle particulière aux coloristes, est de faire du portrait un tableau, un poème avec ses accessoires, plein d’espace et de rêverie. Ici l’art est plus difficile, parce qu’il est plus ambitieux. Il faut savoir baigner une tête dans les nolles vapeurs d’une chaude atmosphere, ou la faire sortir des profondeurs d’un crepuscule. Ici, l’imagination  une plus grande part, et cepandant, comme il arrive souvent que le roman est plus vrai que l’histoire, il arrive qu’un modèle est plus clairement exprimé par le pinceau abundant et facile d’un coloriste que par le crayon d’un dessinateur».
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Baudelaire (1846).

Anunciação III

Pintura de George Lawrence Bulleid, The Annunciation (1903).

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Segundo Baxandall (1985), Fra Roberto, pregando sobre a Anunciação, distinguia três mistérios principais: 1) a Missão Angélica, 2) a Saudação Angélica e 3) o Colóquio Angélico. É de Fra Roberto a divisão entre Conturbatio, Cogitatio, Interrogatio, Humiliatio e Meritatio, do terceiro mistério da Anunciação.
Nesta Anunciação moderna é difícil ler qual é o momento exacto a que se reporta, talvez a Saudação Angélica, visto que o Anjo está de joelhos perante a Virgem.
Acho interessante o realismo dos detalhes, num certo rigor arqueológico da descrição do cenário, que não existia nas pinturas mais antigas - embora mantendo a iconografia tradicional.

sábado, 21 de agosto de 2010

Arte

Pintura de António Manuel da Fonseca, O Génio das Artes (Museu de Grão Vasco, Viseu).
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«What art offers is space - a certain breathing room for the spirit».

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Castelo de Montemor-o-Velho

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«Bernard of Chartres used to say that we are like dwarfs on the shoulders of giants, so that we can see more than they, and things at a greater distance, not by virtue of any sharpness of sight on our part, or any physical distinction, but because we are carried high and raised up by their giant size.»
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