terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Véspera de Natal - A Consoada em Família


Normal Rockwell, Christmas Homecoming (The Saturday Evening Post, 1948, Norman Rockwell Museum - Link)
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Num filme de família, que vi este Natal, dizia-se:

«(..) the true meaning of Christmas spirit.
It's not just about presents.
In fact, it's not about presents at all.
It's about things you can't
wrap in a box or tie with a bow» (link).

Por outro lado, tenho ouvido que a esperança é a estrela deste Natal.

Tendo tudo isto em mente, desejo-vos um Feliz Natal, 
com saúde, alegria e em boa companhia.
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Jacek Malczewski, Christmas Eve in Siberia (1892 - Link)
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Carl Larsson, Julaftonen (1904-1905, Nationalmuseum, Stockholm - Link)
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Grandma Moses, Christmas at Home (Link)
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

2 Dias para o Natal - O Bacalhau

Segundo o que pesquisei, nomeadamente pela internet, o bacalhau é um alimento do Norte da Europa, e há quem diga que foram os Vikings que primeiro o introduziram em Portugal. Num blogue, encontrei um artigo sobre a história de pescar e comer o bacalhau (link) e há artigos da Wikipedia, que confirmam a antiga tradição portuguesa de comer este peixe.
No Natal, é tradicional comê-lo, sobretudo na consoada. O mais habitual é o "bacalhau com todos" (que ainda é o meu preferido), mas também vão surgindo variações, nomeadamente do "bacalhau com natas". Das 1001 maneiras de cozinhar o bacalhau, aprecio também o bacalhau com migas de broa, o bacalhau à lagareiro com batatas "a murro" e o bacalhau no forno com camarão (creio que é uma versão melhorada do bacalhau com natas).
Fica ainda uma frase de Miguel Esteves Cardoso, a que achei piada:
«Os melhores petiscos são aqueles que não podem ser comprados - por muito dinheiro ou amor que se tenha - mas somente adquiridos por ter nascido e vivido num determinado lugar; por ser filho, sobrinho ou compadre de determinadas pessoas.» (link)
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A Still Life With A Mackerel, A Salmon-Trout, A Cod, A Lobster, A Crab, An Eel Together With Other Fish In A Basket, All On A Ledge With Shell-Fish (Link)
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(Link)
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Maria Campos, Natal na Beira Baixa (Museu Francisco Tavares Proença Júnior - Link)
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João Vaz de Carvalho (Link)
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Por fim, uma receita em BD de pastéis de bacalhau, in Fernanda Matos e Silva, Vamos Cozinhar, Lisboa, Edições Excelsior (desenhos de Maria Emília Matos e Silva)

domingo, 22 de dezembro de 2013

3 Dias para o Natal - O Peru

«Il a toujours été de tradition de festoyer à Noël avec un plat à base de volaille, essentiellement des oies, car il représentait l'oiseau solaire et garantissait la protection du soleil à celui qui en mangeait.
C'est lorsque la dinde fut ramenée d'Amérique par les colons espagnols et que son intérêt gastronomique fut reconnu en Europe qu'elle s'y imposa, vers 1570. D'ailleurs, le nom de dinde vient du fait que les premières dindes trouvées et ramenées en Europe ont été baptisées «poules d'Inde» par les espagnols croyant revenir de l'Inde.
La dinde remplaça l'oie au menu de Noël, car elle représentait un volatile exotique qui, du fait de sa rareté, était dégusté en temps de grandes fêtes.
La première dinde servie lors d'un repas en France aurait eu lieu lors du banquet de noces de Charles IX en 1570. La première dinde à être mangée au cours d'un repas de Noël, aurait été à la table du souverain du Saint-Empire l'empereur Charles VII (1697 - 1745)» (Wikipedia).
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René Goscinny e Albert Uderzo, La Grande Traversée (1975 - Link)
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Ustad Mansur, A turkey-cock brought to Jahangir from Goa in 1612 (Link)
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O António Maria, 30 de Dezembro de 1880 (Link)
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Almada Negreiros, O Perú (Museu Abade de Baçal - Link)

sábado, 21 de dezembro de 2013

4 Dias para o Natal - Os Doces (em geral)

«É dia de Natal.
A cidade amanheceu alegre no céu fresco e azul. Os carrilhões das igrejas repicam festivamente. As salsicharias, os restaurantes, as pastelarias, ostentam em exposição os seus produtos mais apetitosos: (...) os bolos do Natal: os fartes, os sonhos, os morgados, as filhós, as queijadas, os christmas-kacks, os puddings, os bombons glacés.
E a profusão destas exposições dá às ruas o aspecto culinário da abundância, da plenitude».
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Ramalho Ortigão, As Farpas, Tomo I, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1942, p. 69.
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M.J.Turrel, The Christmas Treats (1915 - Link)
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Bolachas de gengibre...
Helge Artelius (Link)
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Bengalas de rebuçado...
Youqing Wang, Christmas Candy (2010 - Link)
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As broas

A Ilustração Portuguesa, 23 de Dezembro de 1912 (Link)

E, os doces de Natal que eu gosto:

Sonhos
(Link)
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Lampreia de ovos
(Link)
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Nógados
(Link)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

5 Dias para o Natal - O Bolo-Rei

Bolo-Rei da Confeitaria Nacional (Link)
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Conta a Wikipedia que «O bolo rei atual terá surgido na corte de Luis XIV, em França, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis (...). / O bolo rei popularizado em Portugal no século passado segue uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda. Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu bolo rei em Portugal foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. O responsável foi o afamado confeiteiro Gregório, que se baseou numa receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris (...)».
Na revista do Agrupamento D. Filipa de Lencastre, Zine Especial Natal 2013, no testemunho sobre a Alemanha (p. 16) refere-se que o Christollen é o «Pão de Cristo, um bolo de frutos secos e fruta cristalizada, um bocado como o nosso bolo rei». Na mesma publicação conta-se a lenda do Bolo-Rei, segundo a qual, quando os Reis Magos se aproximaram das muralhas de Jerusalém, «disputaram a primazia de oferecer o oiro, o incenso e a mirra. / Um padeiro terá então confeccionado um bolo, dentro do qual escondeu uma fava: partilhado pelos três, aquele que ficou com a fava foi o primeiro a entregar o presentinho...» (p. 85).
Noutra publicação, desta vez do Diário de Notícias de 31/12/2005, encontram-se outras curiosidades: «(...) Os romanos usavam as favas para a prática inserida nos banquetes das Saturnais, durante os quais se procedia à eleição do Rei da Festa, também designado Rei da Fava. Este costume terá tido origem num jogo de crianças muito frequente durante aquelas celebrações e que consistia em escolher entre si um rei, tirando-o à sorte com as favas. / (...) Dado aquele jogo infantil ser característico do mês de Dezembro, a Igreja Católica decidiu relacioná-lo com a Natividade e, depois, também com a Epifania (os dias entre 25 de Dezembro e 6 de Janeiro). Esta última data acabou por ser designada pela Igreja como Dia de Reis, altura em que algumas famílias, nomeadamente em Espanha, procuram manter a tradição, não só comendo o bolo-rei como aproveitando a ocasião para distribuir os presentes pelas crianças. / Para além desta, havia uma outra tradição, da qual poucos terão conhecimento, que afirmava que os cristãos deveriam comer 12 bolos-reis, entre o Natal e os Reis (...)» - portanto, a partir de dia 26, é um bolo por dia...
No Jornal das Caldas (23/12/2008), pode ler-se ainda: «A fava amaldiçoada pelos sacerdotes Egípcios que a viam como alojamento para os espíritos é considerado o elemento negativo, representando uma espécie de azar, tendo quem a encontra duas opções: Assumir o pagamento do próximo bolo ou correr perigo de engoli-la. Por sua vez o brinde era colocado no bolo com o objectivo de presentear os convidados com quem se partilhava o bolo. Havia quem colocasse nos bolos pequenas adivinhas complicadas por sinal, mas cuja recompensa seria meia libra de ouro. Porem outros incluíam propositadamente as moedas de ouro na massa (...)».
Portanto, vamos comer bolo rei, se puderem da Confeitaria Nacional, que é o melhor dos que já provei. Entretanto, fica um outro link interessante do artigo da Wikipedia francesa sobre o Gâteau des Rois e mais um da inglesa sobre o King Cake.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

6 Dias para o Natal - As Tradições (alguns registos)

Teresa de Sousa, Noite de Natal (1958, Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea - Link)
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Sem entrar em questões que se prendem com as possibilidades económicas, é interessante notar na maneira como o Natal é vivido de formas diferentes, quer em diversas regiões, quer de família para família numa mesma localidade. Há costumes que se têm globalizado, quer pela circulação de pessoas, quer através dos meios de comunicação e divulgação cultural. Mas há rituais ou hábitos que divergem. Numa revista do Agrupamento D. Filipa de Lencastre, Zine Especial Natal 2013, encontrei alguns testemunhos interessantes, que demonstram bem como o Natal pode ser muito diferente consoante os países, mas por vezes com coincidências engraçadas. Num testemunho referente à Alemanha, é dito: «O Natal na Alemanha é bastante semelhante ao Natal em Portugal» (p. 16). Outro testemunho, sobre o Reino Unido, assinala aquilo que eu já suspeitava «não gostámos de comer Christmas Pudding» (p. 15) - eu também não devo gostar. 
É de supor que as diferenças no viver do Natal tenham rareado com o evoluir dos tempos. No séc. XIX, Ramalho Ortigão registava a diferença entre o Natal da sua infância e o da sua maturidade, escrevendo também sobre a diferença entre o Natal de Lisboa e o Natal minhoto do seu tempo (As Farpas, Tomo I, Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1942, p. 69 e ss.). No António Maria de 30 de Dezembro de 1880, também se assinalava a diferença entre o Natal do Porto e o de Lisboa, referindo que o primeiro era mais uma festa de família, enquanto o segundo era mais uma festa da Igreja.


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Eu, com 43 anos e vivendo quase toda a vida em Lisboa, tenho testemunhado diferentes maneiras de viver o Natal, mesmo sem contar com aquilo que vou lendo e vendo na televisão, cinema, livros, revistas e internet. O Natal era diferente na casa dos meus avós paternos e maternos, na casa dos meus pais e, agora, na casa dos meus sogros. Porém, em todas essas casas era o Presépio e o Menino Jesus que eram os principais protagonistas dos festejos - costume esse que deve remontar a São Francisco e ao séc. XIII.
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Giotto, San Francesco d'Assisi Preparazione del Presepe di Natale a Grecchio (1297, Igreja de São Francisco, Assis - Link)
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Na casa dos meus avós paternos cantava-se junto do Presépio e colocava-se um sapatinho na chaminé (ou lareira), costume que, agora descobri, também existia em França (bem como noutros locais, com algumas variações). Era também o Menino Jesus que trazia as prendas e não o Pai Natal.
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(Link)
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O costume de ir à missa do Galo só encontrei em casa dos meus sogros, embora, evidentemente seja um costume antigo e eminentemente católico.
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Irmãos Limbourg, A Missa de Natal, in Très Riches Heures du Duc de Berry (Link).
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Um costume que eu aprecio bastante é o de iluminar as ruas. Nesta época, os dias são curtos, a noite cai cedo, e sabe bem ver as ruas iluminadas com motivos alegres e festivos.
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(Link)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

7 Dias para o Natal - As Renas

Trenó (?) puxado por duas renas (Museu dos Biscainhos - Link)
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Desde há cerca de vinte anos que me interesso pela cultura dos países do Norte da Europa, tendo especial simpatia pela Lapónia. Além de outras características que achei apelativas nessa região, gosto de renas, gosto de neve e gosto do Natal (diz-se que é ali fica a casa do Pai Natal!). 

(Link)

Seguindo a Wikipedia, as renas ficaram famosas devido à lenda das renas voadoras que supostamente puxavam o trenó do Pai Natal. Em 1823, no poema de Clement Clarke Moore, intitulado A Visit from St. Nicholas, as renas do Pai Natal ganharam os nomes de Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Dunder, e Blixem. Coloco aqui o poema que acho uma delícia:

Account of a Visit from St. Nicholas

'Twas the night before Christmas, when all thro' the house
Not a creature was stirring, not even a mouse;
The stockings were hung by the chimney with care,
In hopes that St. Nicholas soon would be there;
The children were nestled all snug in their beds,
While visions of sugar plums danc'd in their heads,
And Mama in her 'kerchief, and I in my cap,
Had just settled our brains for a long winter's nap —
When out on the lawn there arose such a clatter,
I sprang from the bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
Tore open the shutters, and threw up the sash.
The moon on the breast of the new fallen snow,
Gave the lustre of mid-day to objects below;
When, what to my wondering eyes should appear,
But a minature sleigh, and eight tiny rein-deer,
With a little old driver, so lively and quick,
I knew in a moment it must be St. Nick.
More rapid than eagles his coursers they came,
And he whistled, and shouted, and call'd them by name:
"Now! Dasher, now! Dancer, now! Prancer and Vixen,
"On! Comet, on! Cupid, on! Dunder and Blixem;
"To the top of the porch! To the top of the wall!
"Now dash away! Dash away! Dash away all!"
As dry leaves before the wild hurricane fly,
When they meet with an obstacle, mount to the sky;
So up to the house-top the coursers they flew,
With the sleigh full of toys — and St. Nicholas too:
And then in a twinkling, I heard on the roof
The prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head, and was turning around,
Down the chimney St. Nicholas came with a bound:
He was dress'd all in fur, from his head to his foot,
And his clothes were all tarnish'd with ashes and soot;
A bundle of toys was flung on his back,
And he look'd like a peddler just opening his pack:
His eyes — how they twinkled! His dimples: how merry,
His cheeks were like roses, his nose like a cherry;
His droll little mouth was drawn up like a bow,
And the beard of his chin was as white as the snow;
The stump of a pipe he held tight in his teeth,
And the smoke it encircled his head like a wreath.
He had a broad face, and a little round belly
That shook when he laugh'd, like a bowl full of jelly:
He was chubby and plump, a right jolly old elf,
And I laugh'd when I saw him in spite of myself;
A wink of his eye and a twist of his head
Soon gave me to know I had nothing to dread.
He spoke not a word, but went straight to his work,
And fill'd all the stockings; then turn'd with a jerk,
And laying his finger aside of his nose
And giving a nod, up the chimney he rose.
He sprung to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew, like the down of a thistle:
But I heard him exclaim, ere he drove out of sight —
Happy Christmas to all, and to all a good night.

Rudolph só foi adicionada por Robert L. May em 1939, na história Rudolph the Red-Nosed Reindeer.

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Aqui ficam mais algumas renas, com muito Espírito de Natal:

A simpática Sven, do filme Frozen (2013 - Link)

E mais uma rena desenhada pela minha filha :-):


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

8 Dias para o Natal - Meias e Sapatinhos

Sapatos executados em Portalegre (Museu Nacional de Etnologia - Link)
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Quando eu era pequena, na casa dos meus avós paternos, era costume deixar-se um sapato junto da chaminé ou lareira, na noite de Natal, para receber os presentes. Descobri, entretanto, que na Holanda existe o mesmo costume, mas para a noite antes do Dia de São Nicolau. 
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Freddie Langeler (Link)
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(Link)
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Noutras paragens, julgo que sobretudo no Norte da Europa, havia outro costume, que era o das meias. Inicialmente, pelo que depreendo das fotografias antigas, eram meias normais, mas foram evoluindo, ao ponto de esse costume se ter globalizado e aperfeiçoado.
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(1921 - Link)
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(Link)
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Tradicionalmente, as nossas prendas poderiam ser meias. E há umas bem engraçadas e natalícias, por exemplo, da Calzedonia.

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Mas, um bom presente, também pode ser um belo par de sapatos (ou de botas)...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

10 Dias para o Natal - Os Chocolates

Calendário do Advento da Fortnum and Mason (Link)
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Em Portugal, acho que só agora é que começaram a surgir os calendáros de Advento com chocolates. Quando era pequena, havia outros chocolates, como as sombrinhas da Regina, que não eram propriamente de Natal.
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Loja A Vida Portuguesa (Link)
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Já mais crescida, os chocolates da Anthon Berg tornaram-se os meus preferidos. Só os via à venda nas lojas dos aeroportos e, no Natal, nas lojas portuguesas - é claro que em caixas mais pequenas.
(Link)
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Lembro, por fim, estes chocolates das Fantasias de Natal, que ficaram famosos, creio, sobretudo por causa do anúncio.

Boneco de chocolate (Fantasia de Natal) (Museu dos Biscainhos - Link)
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sábado, 14 de dezembro de 2013

11 Dias para o Natal - Os Brinquedos

Margaret Tempest (Link)
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Cenário ferroviário com corda (Museu dos Biscainhos - Link)
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Teddy bear (c. 1954 - Link)
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Peter BlakeThe Toy Shop (1962, Tate Gallery, London - Link)
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"Playmobil" (Link)
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